O São Paulo tirou um peso das costas, com os 2 a 0 sobre o agora lanterna Avaí. E Luís Fabiano, autor dos gols, começa a espantar a desconfiança em torno de sua capacidade de decidir. O resultado deixa o tricolor com 53 pontos e com esperança, ainda, de vaga na Libertadores. Já o Figueirense, com 2 a 1 de virada no Atlético-MG, enfileirou a sexta vitória consecutiva, tem 56 pontos, encostou no Fluminense e espreita Corinthians e Vasco. Espantoso!
Fazia dois meses que o São Paulo não ganhava uma. Nesse período, foram seis empates e três derrotas. Só por isso, bater o Avaí já seria motivo de alegria. Sem contar que deu para subir um pouco na classificação geral. O jogo valeu também por Luís Fabiano e seus gols, ambos no segundo tempo, aos 12 e aos 19. O Fabuloso só precisa ser mais calmo. Não adianta nada ficar ansioso. Tanto que tomou mais um amarelo e desfalca o time na próxima rodada.
O resultado foi bacana, o futebol do time ainda não. No primeiro tempo, sobretudo, o São Paulo teve dificuldade contra um rival desesperado e fechado. O panorama começou a mudar na etapa final, com a entrada de Fernandinho no lugar do zagueiro Luiz Eduardo, que formava trio com Xandão e Rhodolfo. O tricolor ficou mais ofensivo, criou as chances e decidiu o jogo. Dessa forma, arrancou suspiros de alívio de sua torcida.
Agora, empolgação mesmo tomou conta dos fãs do Figueirense, com os 2 a 1 no Orlando Scarpelli. Foi no sufoco, na base da pressão e da insistência que a equipe de Jorginho ganhou outra e faz sua campanha mais brilhante no Brasileiro. O Galo assustou, com o gol de Werley aos 37 do primeiro tempo. Mas ficou acuado e levou gols de Wellington Nem aos 6 e Júlio César aos 42. O Atlético tem 39 e ainda teme o rebaixamento.
O Figueirense não só briga por uma boquinha na Libertadores, como se permite sonhar com o título. Aspiração legítima, pelo crescimento notável, sobretudo no returno. É a grande surpresa de um campeonato imprevisível. Merece, na pior das hipóteses, ser um dos representantes brasileiros no torneio sul-americano do ano que vem.
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O futebol tem umas coisas que são fascinantes. Até os 16 minutos do segundo tempo, se armava cenário para um domingo terrível para o Corinthians: errava passes, estava nervoso, tinha levado um gol do Avaí logo no início e ainda jogava com um a menos, com a expulsão de Leandro Castan. Tudo mudou em pouco tempo, que resultaram nos 2 a 1 finais e na volta à liderança de um campeonato cada vez mais com cara de corrida maluca.
O Pacaembu por pouco não viu uma derrapada alvinegra daquelas de dor. O Avaí surpreendeu com futebol envolvente, atrevido, eficiente. Não foi por acaso que ficou em vantagem com gol de Robinho aos 12 minutos, numa arrancada rápida, após cobrança de falta de Lincoln. A desvantagem fez o Corinthians baquear e os catarinenses estiveram mais próximos de aumentar a diferença. Para complicar, Jorge Henrique saiu aos 30 minutos, por contusão (entrou Emerson), e despencou temporal.
A chuva não deu trégua, o gramado ficou mais pesado na volta dos times. A apreensão corintiana aumentou aos 5 da etapa final, com a expulsão de Leandro Castan, ao cometer falta em Lincoln, que partia em contra-ataque. O árbitro xará do zagueiro (o Leandro Vuaden) achou que era para vermelho direto.
Complicou? Que nada. A partir daí o Corinthians despertou, foi pra cima, fechou espaços do Avaí e passou a criar mais oportunidades. O esforço valeu com o gol de empate de Emerson aos 16 minutos e com a virada, aos 32, com Liedson. O lance foi confuso, o goleiro Felipe fez a defesa atrapalhada, mas a arbitragem acertou, porque a bola entrou.
Com a reviravolta no placar, o Corinthians se acalmou e fez prevalecer melhor nível técnico. O Avaí insistiu com bolas na área e teve, a rigor, uma chance com Robert. Nada além disso. O que poderia ser uma vitória épica se transformou em mais uma etapa no calvário para a Série B. A festa desta vez ficou para os donos da casa, que só dependem de si para chegar ao título.
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O Palmeiras empatou pela 11.ª vez – 1 a 1 com o Avaí, em Florianópolis. Não tem equipe que goste mais de coluna do meio do que a de Luiz Felipe Scolari. Só o Flamengo, com 10, se aproxima dela – e, não por acaso, também tem descido a ladeira na briga pelo título. Desde a vitória sobre o Corinthians, três semanas atrás, o Palestra não ganhou mais: foram 2 derrotas, 3 empates. Está a ponto de jogar a toalha.
A apresentação na Ressacada mais uma vez expôs limitações do elenco e a irritação crescente de Felipão, que ainda tem crédito com o torcedor, mas menos do que algum tempo atrás. O treinador recentemente passou a fazer parte da lista de vaiados e, a cada rodada que passa, a cada novo tropeço, encontra menos explicações convincentes.
Não há muito o que explicar. O Palmeiras de Tinga, Márcio Araújo, Luan, Gerlei, Maurício Ramos e outros coadjuvantes continua a viver dos lançamentos/cruzamentos/cobranças de falta e escanteio de Marcos Assunção. Pouco, pouquíssimo, opção pobre, de quem de fato não almeja muito mais do que uma colocação intermediária. Ou seja: mais um ano escorre para o ralo sem que a torcida tenha motivos para festejar.
Só com muito boa vontade é possível considerar resultado satisfatório o empate em Santa Catarina. Ah, o Palmeiras teve dois expulsos – Rivaldo com 23 minutos do primeiro tempo e Gerlei (que entrou no lugar de Fernandão) logo no início da etapa final. Então, foi resistência heroica? Nem tanto, porque o Avaí também teve seu cartão vermelho (Rafael Coelho).
Com 11 em campo, mesmo que por pouco tempo, o Palmeiras mostrava o jogo arrastado e monótono de sempre. Pra variar, não empolgou; para não perder o costume, valorizava a marcação; para manter a tradição, comportou-se de acordo com sua qualidade atual. E assim caminha para a vala-comum um clube de história rica e quase centenária.
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O São Paulo desde o começo do campeonato está no bloco principal. O Fla sustentou longa invencibilidade e era o vice-líder. O Palmeiras ganhou do Corinthians com autoridade no domingo e voltou a entrar na briga pelo título. Portanto, entraram em campo com perspectiva de vitória nesta quarta-feira. Certo? Errado.
O trio negou fogo, nenhum ganhou e, pelo menos em um caso, voltou a perder terreno na corrida pela taça. O São Paulo caiu diante do Fluminense (2 a 1 no Morumbi) e agora está em quinto lugar, com 35 pontos. O Fla não aguentou o entusiasmo do Avaí (3 a 2 em Florianópolis) e desceu para o quarto, com 36. O Palmeiras foi atropelado pelo Botafogo (3 a 1 no Engenhão), se manteve em sexto, com 32 pontos, 8 atrás do Corinthians.
O São Paulo continua a ser anfitrião delicado e atencioso. Recebe adversários em casa com fidalguia, respeito e… falta de apetite para vencer. Desta vez, a recepção calorosa foi para o tricolor carioca, que montou bom esquema de marcação e soube aproveitar duas oportunidades (com Lanzini e Rafael Sobis) para abrir vantagem. O São Paulo diminuiu com pênalti que não existiu sobre Dagoberto e cobrado por Rogério Ceni. No final da partida, parte dos 8 mil torcedores vaiou time e o técnico Adilson Batista.
O Palmeiras é uma no cravo, outra na ferradura. No domingo, foi impecável em Presidente Prudente. Nesta quarta, só pecou diante do Botafogo. O suspenso Felipão (que ainda se envolveu em confusão no intervalo por ter ido ao vestiário, o que não poderia fazer) botou cinco volantes (Chico, Márcio Araújo, Tinga, Marcos Assunção, Rivaldo) e só um atacante (Fernandão). Nem assim, o time foi capaz de segurar o adversário, que chegou a 3 a 0 sem grande esforço (mas com autoridade). Não adiantou nada, mais uma vez, gol de falta de Marcos Assunção em cima da hora.
O Flamengo achou que seria tranquilo o desafio contra o Avaí e parece ter esquecido que o Corinthians errou pela mesma atitude presunçosa. Não deu outra: perdeu por 3 a 2 e tomando calor do time catarinense. Ronaldinho Gaúcho se salvou, no mar de falhas rubro-negras, com os gols, um deles olímpico. O Fla não jogou em Florianópolis como uma equipe que está na briga pelo título – agora a quatro de distância do líder.
Apesar de tudo, o que não falta é emoção no Brasileiro. O clássico entre Inter e Santos é um exemplo disso: 3 a 0 para os gaúchos até a metade do segundo tempo e, em dez minutos, a reação e o empate por 3 a 3. Não falta também imprevisibilidade, como nos 4 a 2 que o Figueirense lascou pra cima do Cruzeiro em Minas.
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O Vasco não está para brincadeira e entra firme na briga pelo título do Brasileiro. O início dispersivo, ainda sob o clima da conquista da Copa do Brasil, ficou para trás e agora a corrida é para chegar ao quinto título da Série A. A vitória por 2 a 0 sobre o Avaí, na noite desta quarta-feira, é a prova mais recente de que Ricardo Gomes e sua turma vão incomodar.
Já incomodam na verdade. Com 33 pontos, o Vasco superou o São Paulo. Mesmo que seja por um dia, não importa, pois fez sua parte e o tricolor ainda terá de enfrentar o América-MG. O resultado em Florianópolis mostrou mais uma vez uma equipe consistente e preparada para suportar pressão e dar o bote quando necessário. Foi o que havia ocorrido no domingo, diante do Palmeiras, e se repetiu contra o Avaí, afundado na parte de baixo da classificação.
O time catarinense tentou sufocar, como fez diante do Corinthians, por exemplo, e esbarrou em atuação impecável de Fernando Prass, Dedé, Anderson Martins. Foram algumas chances criadas pelo Avaí, que esbarraram nessas muralhas. O Vasco mostrou eficiência num lance pelo menos: aos 26, Fagner arrancou pela direita e serviu Diego Souza na medida. O meia só teve o trabalhar de bater para o gol.
O panorama não mudou muito na etapa final, sempre com o Avaí a tomar iniciativa, mais na base da boa vontade do que da técnica. E o Vasco a defender-se bem, sem sustos. O filme repetiu-se aos 21, numa cobrança de escanteio de Juninho Pernambucano que encontrou Dedé livre para fazer 2 a 0. Para complicar mais, o time da casa teve Robinho expulso aos 28.
O Campeonato Brasileiro definitivamente tem um quarteto na luta pela taça.
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O São Paulo é uma incógnita neste Campeonato Brasileiro. Numa mesma partida, consegue apertar e ser pressionado, acelera e emperra, leva sustos, passa sufoco e se livra do mal maior, às vezes com vitórias no final. Esse roteiro atordoante foi seguido na noite deste domingo, com os2 a1 de virada sobre o Avaí, em Florianópolis.
O time de Adilson Batista viveu fortes emoções na Ressacada. Sobretudo no segundo tempo, quando ficou perto de cair na armadilha do rival ao levar gol de William aos 15 minutos. Livrou-se da saia-justa com os gols de Cícero. Com esse resultado, tem 31 pontos e continua grudadinho em Flamengo e Corinthians, que estão à sua frente.
Vi altos e baixos no São Paulo. Inegável que teve domínio de bola e sofreu menos pressão do que o Corinthians, por exemplo, que uma semana atrás se deu mal como visitante. Mas a aparente superioridade não se confirmou em jogadas de perigo. Lucas esteve aquém do que normalmente mostra, Dagoberto ficou mais distante da área e Felipe teve pouco trabalho no gol do Avaí.
O São Paulo só reagiu depois de ser chacoalhado. Isso é comum, mas incomoda. O Avaí notou a oscilação tricolor, encheu-se de coragem e foi pra cima no segundo tempo. Conseguiu a vantagem, acreditou na possibilidade de festejar o terceiro triunfo em seguida e dormiu no ponto, primeiro no escanteio que deu origem ao empate e depois na arrancada que culminou com o segundo gol de Cícero. Erros que o mantiveram na zona de descenso.
Os resultados deste fim de semana animam o São Paulo e provam que o campeonato está mais aberto do que nunca. O Corinthians empatou, o Flamengo só bateu o Coritiba no fim, o Vasco tomou uma sova do Botafogo (que tem 25 pontos e sobe), o Palmeiras amargou empate com o Grêmio. Quer dizer, neste momento não há indícios de que alguém vá disparar, com fazia crer o Corinthians no início.
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Vida de goleiro é complicada. Basta uma falha e quem era candidato a herói vira vilão rapidinho. A promessa de craque de ontem cai no esquecimento num instante. Por causa de um ou dois frangos. O ‘número 1’ de qualquer time é o sujeito que tem direito a menos margem de erro. A tropeçada dele aparece mais do que a barbeiragem do zagueiro, a furada do atacante, a perda de bola do meio-campista.
Goleiro vive em duelo eterno com o azar.
Taí o Renan que não me deixa mentir. O jovem veio cheio de esperança para o Corinthians, depois de aparecer como um dos destaques do Avaí já no ano passado. Fechou o gol a ponto de ser lembrado por Mano Menezes para a seleção. Para pegar experiência, pois tem 20 anos e está em “idade olímpica”.
Ascensão rápida, e tudo azul em sua vida, sem nenhum trocadilho com o Avaí. Chegou no Parque São Jorge com pinta de que, após a adaptação de praxe, herdaria a vaga aberta desde a saída de Dida – mais de uma década atrás. Era questão de tempo.
Primeiro erro de cálculo, porque Júlio César começou a pegar até pensamento. A chance apareceu com a contusao do titular, algumas rodadas atrás. Renan entrou com o time invicto e ganhando de todo mundo. Pimba, tomou uma lambada, com a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro – num golaço, é verdade, mas que contou sua colaboração.
Depois, veio o jogo com o… Avaí, em Florianópolis. Nova escorregada, 3 a 2, também com falha dele. No meio da semana, já cabreiro, entrou contra o América e vacilou no gol de empate. Por sorte, veio a vitória por 2 a 1. A torcida torceu o nariz, o garoto-prodígio, o sucessor de Ronaldo Giovanelli, foi olhado com desconfiança.
Resultado? Tite nesta sexta-feira, decidiu “preservar” Renan e convocou Danilo, até pouco tempo atrás o quarto goleiro, para o jogo de domingo com o Atlético-PR. Opção delicada: se mantivesse Renan e viesse novo resultado ruim, iria queimá-lo de vez. Mas, e ao tirá-lo, também não há risco de queimar o filme dele? O tempo vai dizer.
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As duas derrotas seguidas em oito dias mostraram ao Corinthians a realidade do Campeonato Brasileiro. O líder sobrou nas dez rodadas iniciais, com a notável sequência de nove vitórias e um empate. Por isso, mereceu elogios rasgados, ora se mereceu! Mas as topadas diante de Cruzeiro e Avaí dão uma enquadrada em Tite e sua turma e revelam que o time tem carências e pontos frágeis como os demais. E tornaram a competição aberta.
O Corinthians depende só de si, ainda, para seguir no topo. Mesmo com a escorregada neste domingo na Ressacada mantém a ponta, embora veja crescer a sombra de Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Vasco. Basta que saiba tirar lições das derrotas. Não aprendeu muito com a quebra da invencibilidade, há uma semana. Quem sabe, agora não seja diferente?
Mas teria sido um desastre total em Florianópolis? Não. No primeiro tempo, o Corinthians mandou no jogo, criou chances, teve duas bolas na trave (com Paulo André e com Willian). Além disso, fez o gol, numa bonita jogada pela esquerda, com Ralf, Danilo e a conclusão de Emerson. O Avaí deu um chute a gol e tratou de se segurar como pôde para evitar vexame.
Tudo mudou na etapa final. Danilo teve de sair, por contusão, e cedeu lugar para Alex. Que é até mais leve e habilidoso, mas está aquém do ritmo do titular. Danilo tem sido um dos responsáveis pela boa fase corintiana. Logo aos 6 minutos, veio o empate, com William, o do Avaí, após cobrança de escanteio.
O Corinthians balançou e tratou de se reerguer e recuperar a vantagem. Quando ia à frente, levou a virada, com Rafael Coelho. Pronto, o gol serviu para fazer o alvinegro desandar. Tentou o empate na correria, no nervosismo e sem elaborar jogadas. Resultado: tomou o terceiro, de novo com Rafael Coelho. Só teve tempo de diminuir, com Jorge Henrique. Já era tarde.
O Corinthians não é uma maravilha da natureza, nem cavalo paraguaio, como dizem alguns jogadores. Está na média de outros bons concorrentes e acima de muitos. Fazem falta, no entanto, Júlio César, Chicão, Liedson. Tite sabe disso.
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Disse várias vezes que a situação delicada do Cruzeiro era passageira e enganosa. Com Cuca ou sem ele, o time reagiria. Pois bem, o Cruzeiro renasce, agora sob o comando de Joel Santana. O “papai” descobriu a pólvora, tirou algum coelho (ops, raposa) da cartola, revolucionou o time? Nada disso. Só acalmou os jogadores, optou por esquema mais cauteloso e o resultado foram duas vitórias seguidas, a mais recente a desta noite, nos 3 a 0 sobre o Vasco.
O Vasco foi melhor no primeiro tempo, pressionou e teve chances de marcar. No segundo, o jogo seguia toada semelhante, mas mudou com o gol de Leandro Guerreiro aos 8 minutos. O Vasco sentiu, tentou reagir, voltou a criar oportunidades (numa delas Diego Souza e Fábio fez defesa extraordinária) e ainda levou mais dois gols no fim: no segundo, Montillo tocou entre as pernas de Dedé, antes de chutar para o gol, e o terceiro foi de Roger, de pênalti, em cima da hora.
Joel colocou o Cruzeiro em atitude mais defensiva – e espero que isso seja temporário, o suficiente apenas para a equipe resgatar a autoestima e subir na classificação, como já ocorreu. Pelos jogadores que tem, pode e deve jogar de forma mais solta, ousada. Como aconteceu nos primeiros meses do ano e sobretudo na fase de grupos da Libertadores. O Cruzeiro tem elenco para brigar pelo título. O Vasco continua a oscilar.
Olho vivo, Renato! O técnico Renato Gaúcho precisa preparar-se, porque já surgem mais críticas ao trabalho, pelo momento turbulento do Grêmio. O time suou para empatar em casa com o Avaí, por 2 a 2, depois de estar em desvantagem por 2 a 0. Além disso, já acumula quatro rodadas sem vencer (dois empates e duas derrotas).
Mesmo com a reação e o empate, o Grêmio deixou impressão negativa, porque cedeu pontos para time que está na zona de rebaixamento. Agora, com 8 pontos o tricolor fica em posição intermediária e pode descer mais, dependendo dos outros resultados. Se continuar nesse ritmo, Renato terá de ter santo forte para aguentar o tranco.
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O Palmeiras foi impiedoso nos 5 a 0 sobre o Avaí, na tarde deste domingo, no Canindé. Fora os gols que marcou, criou inúmeras oportunidades e ainda contou com Luan como um dos destaques. O jogador mais contestado do time fez dois gols e participou ativamente da vitória. Fato incomum, ouviu seu nome (e não vaias) cantado pela torcida. Até que enfim, pôde ir para casa todo cheio de si.
Vitória merecida, irretocável do novo vice-líder do Brasileiro (11 pontos, quatro a menos do que o São Paulo e um à frene do Corinthians, que folgou). Felipão surpreendeu, ao escalar Luan, Kléber e… Wellington Paulista. Pois é, justamente o atacante que nos últimos dias estava cheio de muxoxo por causa da reserva.
Com esse trio, além de Marcos Assunção e Lincoln com liberdade para criar, o Palestra mandou desde o início, ignorou o Avaí e garantiu a vitória já no primeiro tempo, com a vantagem de 4 a 0 ¬– Luan fez dois gols, Kléber um (depois marcou o quinto, de pênalti, no segundo tempo) e outro creditado a Lincoln.
Felipão mexeu na etapa final, ao trocar Wellington por Chico. Optou, dessa forma, por reforçar o sistema defensivo, pois o meio-campo dava sinais de cansaço, mas manteve Luan e Kléber à frente. Criou menos, tirou o pé do acelerador. Pelo menos, o resultado serve para deixar o time no topo da classificação e baixou a poeira das polêmicas em torno do futuro da carreira de Vinicius e de Tinga.
O Avaí, do estreante técnico Alexandre Gallo, sentiu o nocaute logo de cara e tratou de evitar vexame maior. O treinador terá muito trabalho e acena com mudanças no elenco. Um risco, com a competição já em andamento. Atitude bem típica de clube que, em pouco tempo, se deixa tomar pelo medo do rebaixamento.
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