O Atlético-PR ficou duas vezes em vantagem, no jogo disputado com o Palmeiras, na noite desta quarta-feira, em Curitiba. E cedeu em ambas. O empate por 2 a 2, no jogo de abertura das quartas de final da Copa do Brasil, foi bom para o time paulista e transfere para o paranaense a responsabilidade no duelo de volta, na semana que vem em São Paulo. A rapaziada de Felipão se garante até com igualdade por 1 a 1. Vitória serve para qualquer lado.
O jogo foi movimentado, quente (apesar do tempo frio), com arbitragem confusa do catarinense Paulo Henrique Bezerra e com várias momentos de emoção. O Palmeiras falhou seguidamente na marcação, na primeira parte da etapa inicial, e deixou o Atlético-PR descer com frequência para o ataque. A consequência foi o gol de Bruno Mineiro aos 16.
O alviverde percebeu que a tática de manter-se atrás seria inútil, arriscou e empatou com bonito gol de Barcos aos 21. Mal teve tempo para comemorar e aos 23 Edigar Junio deixou o Atlético-PR de novo em vantagem, mas em jogada que começou com lançamento para Guerron em impedimento. Os palmeirenses reclamaram, sem merecer a atenção do juiz.
Como chiaram também com empurrão que Cicinho teria sofrido na área, na tentativa de pegar rebote de bola que bateu no travessão, depois de cobrança de Marcos Assunção. O Atlético desperdiçou, com Liguera, a chance de ir para o intervalo com 3 a 1, pois o uruguaio perdeu chance praticamente na cara do goleiro Bruno.
O jogo teve panorama diferente na segunda fase, quando Felipão resolveu tirar João Vítor e Mazinho e colocou Luan e Maikon Leite. Os dois que entraram fizeram o time tornar-se mais leve e ágil. O Atlético sentiu a pressão, naturalmente se encolheu e tomou o empate definitivo, em chute forte de Maikon Leite. Pouco antes, o Palmeiras tinha mandado outra bola na trave.
A torcida paranaense reclamou com o técnico Carrasco (expulso por empurrar Valdivia numa reposição de bola), por perceber que o Atlético-PR poderia ter vencido. Os fãs do Palmeiras notaram o óbvio: com menos volantes, e com Valdivia inspirado, fica mais vibrante e ousado.
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Dia das Mães é especial por definição. Mas este aqui passou da conta. Começou pela manhã, com o título do Manchester City nos descontos, e o monte de despedidas na Itália: Del Piero, Inzaghi, Nesta, Gattuso… E continuou com as decisões estaduais.
Estou zonzo de tanto zapear aqui e ali, para acompanhar na medida do possível o que rolou pelo Brasil. Gastei um jogo de pilhas palito do controle remoto. Mas valeu a pena seguir emoção em diversos estádios e ver a injeção de ânimo que a taça doméstica representa para aqueles que a levaram para casa.
Um desses times certamente é o Atlético-MG. O Galo ficou de crista meio baixa, com a eliminação na Copa do Brasil, nos confrontos com o Goiás. Já se ensaiava crise e tinha quem apostasse na saída de Cuca. O rumo seria definido no duelo com o América, neste domingo, com o peso do1 a1 de sete dias atrás.
Mas não houve perigo nenhum. O Galo praticamente desatou o nó no primeiro tempo, com os gols de Serginho (aproveitou rebote no travessão) e Bernard aos 39. O próprio Bernard fez o terceiro aos 31 do segundo tempo, também depois de rebatida no poste. O Galo conquistou o título invicto e a diretoria disse que Cuca continua. Está na hora de voltar a ser ator principal no Campeonato Brasileiro…
Em Pernambuco. Emocionante a proeza também do Santa Cruz, que bateu o Sport por3 a2 na Ilha do Retiro. Jogo corrido, tenso, placar aberto até o finalzinho. Branquinho aos 12 fez1 a0 para o Santa e Moacir empatou aos 13. Só que Dênis Marques colocou o Santa Cruz em vantagem de novo, aos 39, e Luciano Henrique aumentou a diferença aos 29 da etapa final. Edcarlos aos 38 diminuiu e incendiou o público. Mas não deu para o Sport, que viu o rival festejar o bicampeonato e ainda perdeu o técnico Mazzola Júnior, que entregou o cargo. Justamente na semana de estreia no campeonato nacional.
No Paraná. O futebol paranaense também tem tricampeão. O Coritiba levantou a taça com os5 a4 nos pênaltis sobre o Atlético-PR, depois do0 a0 no tempo normal e2 a2 na semana passada. Clássico amarrado, com poucas chances de gol e raros momentos em que os goleiros foram exigidos. Mas Vanderlei, do Coritiba, teve seu episódio de glória, ao defender a cobrança de Guerron (o quarto a chutar) e assim garantiu a vantagem que ajudou o Coritiba a levantar a taça. O Coxa é outro que entra embalado na Série A.
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O Corinthians depende apenas de seu esforço para ser campeão do Brasileiro pela quinta vez? Óbvio, por isso está na liderança. Mas não dá para proporcionar sustos seguidos em sua torcida na reta final da competição. Tem sido assim nas últimas rodadas – na maioria das vezes com vitória, mas obtidas no sufoco, na bacia das almas. Aconteceu contra Cruzeiro, Avaí e neste domingo diante do Atlético-PR. Os 2 a 1 acabaram sendo chorados…
O tira-gosto alvinegro no Pacaembu lotado foi espetacular, pois em menos de cinco minutos abriu a vantagem de 2 a 0, gols de Paulinho e Emerson, consequência de belas tramas em velocidade. Deu a impressão de que transformaria o Furacão em ligeira Brisa. E até que manteve essa sensação boa no primeiro tempo, em que foi superior e mais decidido.
Veio a segunda parte e se repetiu filme manjado. O Corinthians aos poucos diminuiu o ritmo, passou da quinta para a quarta marcha, depois botou a terceira, engatou a segunda, a primeira e quase ficou em ponto morto. Levou o gol de Paulo Baier aos 3 minutos, viu duas bolas explodirem na trave, deu o primeiro chute depois dos 20 minutos e teve criatividade perto do zero. Os minutos finais, já sob forte chuva, foram mais de angústia e menos de festa. O Atlético, à beira da Série B, merecia melhor destino neste domingo
A queda no desempenho é evidente. Tite e seus colaboradores podem alegar que o desgaste é geral e que não há um elenco tinindo a esta altura do ano. Mas quem lidera uma competição tem a maré a seu favor, a pressão é menor do que a daqueles na rabeira. O futebol deveria fluir com naturalidade. E não é isso que se vê no Corinthians. Não mantém regularidade.
A sorte está do lado alvinegro, enquanto a incompetência da maioria dos concorrentes também dá o ar da graça (Botafogo, Flamengo e Fluminense estão quase fora dessa corrida). Mas, se o Corinthians não fizer sua parte com mais eficiência, pode ver-se abandonado quando menos esperar. E faltam quatro rodadas até o encerramento…
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Acompanhei o jogo do Santos pela televisão, no início da noite deste sábado, e admito: fiquei com inveja dos torcedores que foram ao Pacaembu. O público teve o privilégio de assistir a mais um espetáculo desse artista da bola que é o Neymar. O rapaz fez os gols na vitória por 4 a 1 sobre o Atlético-PR, fora um gol anulado no mínimo de forma duvidosa.
O resultado valeu para manter o Santos com moral elevada – e isso é bom à medida que se aproxima a disputa do Mundial de Clubes. Para a equipe paranaense, representa mais um desastre, outro capítulo nessa agonia em que se transformou a luta para fugir do rebaixamento. O campeão brasileiro de 2001 continua ameaçado de voltar para a Série B. As seis rodadas finais serão decisivas para seu destino.
O que chamou a atenção, de verdade, foi desfile de Neymar. O camisa 11 estava mais inspirado do que nunca. Desde o primeiro toque na bola, mostrou que estava com a macaca, ao partir para cima dos zagueiros com vontade e levar um tranco de Cleber Santana. Pênalti, que ele cobrou a aproveitou, já aos 2 minutos. O 1 a 0 era só o aperitivo do que faria ao longo da partida.
Neymar endoideceu a defesa do Atlético e aos 42 minutos fez o segundo, mas o juiz anulou, depois de confirmar, sob a alegação de que Alan Kardec, ele sim impedido, participou do lance, ao fazer o corta-luz. Decisão duvidosa, como a do pênalti logo no minuto inicial. Santistas reclamaram.
A farra de Neymar continuou no segundo tempo, com os outros três gols. O Atlético assustou, com o empate aos 6 minutos, em cobrança de escanteio de Paulo Baier que Guerron escorou em cima da linha. O juiz, porém, deu gol para Baier. Mas aos 9 Neymar fez 2 a 1, em outro pênalti de Cleber Santana – dessa vez, sem contestação, ao deslocar Edu Dracena. Depois o garoto terrível do Santos marcou aos 11 minutos e aos 25, sem contar o pavor que levou toda vez que tocava na bola.
Feliz do Santos enquanto segurar essa joia em casa. E aumenta a expectativa para o duelo que deve fazer com o Barcelona, no fim do ano, na decisão do Mundial. Como será o encontro com Messi? A propósito, o argentino fez 3 nos 5 a 0 do Barcelona com o Mallorca, também neste sábado.
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Dois atacantes botaram mais fogo, sem trocadilho, na reta final do Campeonato Brasileiro, ao marcarem gols importantes na noite desta quinta-feira. Elton fez os dois que evitaram derrota do Vasco diante do Atlético-PR (2 a2, em Curitiba) e Fred garantiu a festa do Fluminense, ao fazer uma trinca nos3 a1 pra cima do Coritiba. O Vasco foi a 51 pontos, assim como o Corinthians, e o Flu tem 47 e está em quinto.
O Vasco levou dois tremendos sustos, no primeiro tempo, na Arena da Baixada. O Atlético-PR, veloz, atrevido e eficiente, foi à frente, matou a saída de bola carioca, rondou a área de Fernando Prass e fez dois gols alentadores – primeiro com Paulo Baier, aos 15 minutos, e depois com Guerron aos 23. Poderia ter feito mais, se insistisse, já que o adversário estava atordoado, sobretudo depois dos3 a0 que levou no fim de semana no clássico com o Inter,em Porto Alegre.
Mas o Furacão cometeu erro fatal, ao recuar na etapa final. Jogou todo atrás, com medo e apostando nos contra-ataques. O Vasco cresceu, acelerou o ritmo, incomodou Renan Rocha e não deu outra: empatou, com gols de Elton aos 21 e aos 36 minutos. Mostrou poder de reação de quem não abdica da corrida pelo título e terá, até o final, duelos complicadíssimos contra Santos, São Paulo, Palmeiras, Fla, Flu e Botafogo. Alívio.
Mais aliviado, mesmo, ficou o Fluminense, que andava aborrecido com a derrota de virada para o Flamengo (3 a2) no domingo. Fred desembarcou de madrugada, para participar do jogo, e justificou o investimento: fez o primeiro aos 24 do primeiro tempo e criou outras chances. Um cochilo, porém, levou o Coritiba ao empate aos 46, em cobrança de falta de Marcos Aurélio.
A torcida no Engenhão ficou apreensiva aos 3 da fase final, quando Fred perdeu pênalti que havia sofrido. Mas o “patrão” tricolor compensou com gols aos 27 e aos 31. Sonado, e feliz, foi o herói do jogo. O campeão brasileiro de 2010 continua vivo. E dá-lhe emoção até o final da temporada!
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O Palmeiras é um dos times que menos perderam no Brasileiro – 4 vezes apenas em 22 rodadas, contra 3 do Flamengo. Em contrapartida, é o que mais empatou – foram 10. Por isso, com 34 pontos está em sétimo lugar na classificação, neste momento a oito do líder São Paulo. Na teoria, não está fora da briga pelo título. Na prática, tem feito tudo nesse sentido.
E o fez mais uma vez, no empate por 2 a 2 com o Atlético-PR, na noite desta quarta-feira, em Curitiba. O time de Luiz Felipe Scolari de novo não soube vencer, nem tirou vantagem do fato de ficar em dois momentos na frente e, desde os minutos finais da etapa inicial, com um jogador a mais, após a expulsão de Cleber Santana.
Para variar, o Palmeiras combateu, mas teve criatividade perto de zero. Viveu, como tem ocorrido há mais de um ano, das bolas lançadas por Marcos Assunção em cobranças de falta e escanteio. É pouco, muito pouco, para uma equipe com pretensões mais atrevidas. É monótono, previsível e enfadonho esse comportamento palestrino. Exibições com a da vitória sobre o Corinthians, três rodadas atrás, são raras. No dérbi, foi um time impecável, na marcação, na armação e no ataque. Para em seguida, voltar ao marasmo.
Foi assim contra o Furacão que passa um período de baixa, mais para brisa. O primeiro gol do Palmeiras até que não seguiu o script habitual, mas teve passe de Marcos Assunção e cruzamento de Kleber que Henrique desviou para o gol. Em vez de impor-se, o time paulista patinou literalmente no gramado escorregadio e levou o empate com Guerron, de cabeça, ao aproveitar escanteio de Marcinho que desviou na cabeça de Marcos Assunção. Pouco depois, Cleber Santana levou o segundo amarelo e o vermelho.
No segundo tempo, nova vantagem palmeirense, com Fernandão aproveitando rebote em cobrança de falta. Quando parecia que se encaminhava para a vitória, cedeu empate, em pênalti tolo cometido por Marcos que Marcinho converteu. Daí até o final foi pressão desordenada do Palmeiras e o Atlético a defender-se como possível. Em jogo tenso, cheio de faltas e cartões amarelos (10), e com resultado ruim para ambos.
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O Brasileiro pode ter um monte de defeitos, mas não padece de monotonia e previsibilidade. O São Paulo era favorito diante do Atlético-PR, na noite deste sábado. Afinal, jogava em casa, contra um rival na zona de degola. E, acima de tudo, uma vitória daria a liderança ao tricolor. Quadro perfeito para uma festa no Morumbi.
No fim das contas, o anfitrião se satisfez com empate de 2 a 2 arrancado em cima da hora, com gol do veterano Rivaldo, que só entrou no segundo tempo. Um pontinho, a permanência na terceira colocação e uma nova chance para Corinthians e Fla abrirem alguma folga na ponta, desde que façam sua parte neste domingo, Dia dos Pais.
Adilson Batista surpreendeu ao colocar Ilsinho na meia, em vez de Rivaldo. A alegação era de que o craque de 39 anos estava desgastado após a exibição contra o Ceará, em Fortaleza. O São Paulo de novo enroscou-se diante de rival com boa marcação e levou sustos ao ficar duas vezes em desvantagem. A primeira, com o gol de Fransérgio aos 20 minutos da etapa inicial (Ilsinho empatou aos 24). A outra, com o gol de Edgar Júnior aos 32 do segundo tempo, em contra-ataque iniciado depois de uma bola na trave mandada por Dagoberto.
O São Paulo continua a gangorra que o deixa no bloco principal, porém impede que retorne à ponta, como no início do campeonato. É time instável, e continua a ser incógnita sua capacidade para brigar pelo título. O negócio agora é torcer por tropeços de Corinthians (recebe o Ceará no Pacaembu) e Fla (que visita o Figueirense em Florianópolis). Sei não, mas não são enormes as chances de a ‘secação’ tricolor da resultado.
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O Campeonato Brasileiro fica animado. Até algumas rodadas atrás, o Corinthians dava a impressão de que abriria vantagem desestimulante para os rivais. Depois, tropeçou, perdeu e empatou jogos; enfim, permitiu a aproximação dos concorrentes. Agora a briga pela liderança anda equilibrada e o torneio pode virar o sábado para o domingo com o São Paulo na ponta.
Incrível? Nem tanto. Basta o time de Adilson Batista ganhar do Atlético-PR, logo mais à noite, no Morumbi. O tricolor tem 31 pontos, dois atrás de Corinthians e Flamengo. Com outros três, acorda no Dia dos Pais como líder da competição – condição que ocupou quando acumulou cinco vitórias consecutivas e antes da sequência que levou à demissão de Carpegiani.
Acredito nessa hipótese favorável ao São Paulo, embora seja notável a recuperação do Atlético nas últimas rodadas. Adilson não dispõe de força máxima, mas conta com os principais jogadores, ao contrário do que aconteceu na derrota de meio de semana para o Ceará pela Sul-Americana. O mais importante é que contará com Lucas e Dagoberto na frente.
Acho engraçado ao ler, em alguns lugares, a lista de desfalques são-paulinos. Nela aparece o nome de Luís Fabiano como ‘baixa’. Isso é forçar a barra, é distorcer a realidade. O Fabigol seria ‘ baixa’, se já tivesse estreado, se já houvesse dado sua contribuição para o time. E isso ainda não aconteceu, pois se recupera de operação desde que chegou ao Morumbi. O mesmo raciocínio se aplica a Adriano, no Corinthians. Bom senso vai bem.
O Atlético-PR é quem deve sofrer mais com ausência de jogadores experientes. Os casos mais expressivos são os de Paulo Baier, Cléber Santana e Kleberson. Imagino Renato Gaúcho a colocar seu time bem fechado. Empate, em circunstâncias normais, não é resultado excelente. Mas, no caso do Furacão, somar ponto fora de casa ajuda em sua tentativa de fugir do rebaixamento. Pelo que tem mostrado recentemente pode sonhar com reviravolta.
Mas o São Paulo é favorito hoje – favoritismo que funciona como estímulo e como pressão. A perspectiva de retomar o primeiro lugar anima. A possibilidade de uma escorregada, como já aconteceu diante do Atlético-GO em casa, deixa Adilson e sua turma com a pulga atrás da orelha.
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O torcedor corintiano deve esquecer o time que acumulou nove vitórias e um empate nas dez rodadas iniciais. Aquele conjunto compacto e com eficiência acima da média já não existe. Em seu lugar, há uma equipe muito boa, embora comum, e que continua na busca pelo título brasileiro de 2011. Ainda depende apenas de si para reaver a liderança, perdida com os resultados deste fim de semana – Fla 1 x Coritiba 0 e o empate por 1 a 1 com o Atlético-PR.
O Corinthians que se apresentou em Curitiba foi discreto, nada exuberante e também longe de ser fraco ou medíocre. Combateu, correu, pressionou, criou. Como fazem todos, com maior ou menor aproveitamento. Tite apostou na maioria dos jogadores que tem utilizado, com duas novidades: Danilo no gol, no lugar de Renan, e com Alex desde o início, em vez de recorrer a Emerson. No mais, não mudou nada.
Com essa formação, tentou superar o Atlético, que havia vencido seus dois jogos anteriores. Teve dificuldade no primeiro tempo e ainda foi para o intervalo em desvantagem, com o gol de pênalti marcado por Cleber Santana aos 35 minutos. De pênalti, também, veio o empate, com Alex aos 2 da etapa final. O meia foi bem e, salvo surpresa, a tendência é firmar-se como titular. Em pouco tempo, deve ser um dos pontos de referência da equipe.
Mas o Corinthians não passou muito disso, mesmo com pressão e volume de jogo mais intenso em quase todo o segundo tempo. (Renan fez duas defesas e ainda houve uma bola de Danilo na trave.) E com Emerson lugar de Jorge Henrique. O ‘Sheick’ tende a transformar-se apenas em opção, quando Liedson voltar e assim que Adriano puder ser aproveitado. Emerson se movimenta, cava espaço, mas falha em jogadas de área.
O teste contra outro time na zona de rebaixamento foi importante para desmistificar o Corinthians da largada, o que pode ser bom para ele mesmo. Assim, baixa um pouco a bola e firma os pés no chão. Mas também não deixa de causar certa preocupação: o que deveria ser sequência excepcional foi apenas razoável: derrota para o Avaí (3 a 2), vitória suada sobre o América-MG (2 a 1) e empate com o Atlético-PR (1 a 1). Fica a advertência.
A oitava rodada do Campeonato Brasileiro começou com resultados importantes e que mostram tendências. O Cruzeiro de Joel Santana ganhou a terceira consecutiva, com os 2 a 0 sobre o Grêmio, e já está bem perto do bloco principal. O Inter de até outro dia contestado Falcão bateu o Atlético-PR e vai para o terceiro lugar. Os dois derrotados continuam à deriva.
Joel não descobriu a pólvora. Ao contrário, ele apenas soube acender o pavio do Cruzeiro, que andava apagado desde a eliminação na Taça Libertadores. O treinador, calejado na função, não inventou nada e tratou de recuperar a confiança de alguns titulares. Um deles, o argentino Montillo, uma das colunas do time que andava em baixa. O meia voltou a jogar bem e foi o autor dos gols contra o Grêmio, um em cada tempo, e é artilheiro do torneio, com 6 gols. Ainda participou de jogadas de ataque.
O Cruzeiro de Joel no papel é muito semelhante àquele de Cuca. Na prática, mudou. Se não é tão ofensivo quanto antes, também não se mostra apático como nas rodadas iniciais da Série A. A estagnação na zona de descenso era, de fato, passageira. É time para brigar pelas primeiras colocações em pouco tempo. Já o Grêmio precisa abrir o olho. Não adiantou muito a troca de comando; os erros continuam, embora tenha apresentado boa posse de bola no segundo tempo. Não adiantou nada, pois teve a bola, mas não criou.
O Inter também cumpriu seu papel em Porto Alegre e está no G-4, aquele tal da Libertadores. Não foi uma exibição de gala, especialmente no primeiro tempo (fraco de ambos os lados). Só que o Colorado já absorve mais a pressão e a ansiedade, ao contrário do que lhe ocorria algum tempo atrás, e teve paciência para vencer com gol de Oscar, liberado pela seleção Sub-20. O Atlético, com 1 ponto e futebol nada convincente, pode ir ligando o sinal de alerta…
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