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O São Paulo perdeu o rumo, bem na hora em que era mais importante ter equilíbrio na corrida pelo hepta. Nas últimas seis rodadas não ganhou uma vez sequer e passou de forte candidato ao título a postulante por vaga na Libertadores. Se continuar a jogar como nos3 a0 para o Atlético-GO, na noite deste domingo, vai ficar é sem nada. A saída encontrada pela diretoria foi a de sempre: demitiu o técnico Adilson Batista.

 O início não foi ruim para o São Paulo. Com bom toque de bola, arriscou-se a ir à frente, tentou chutes de fora da área. Conteve o ânimo do Atlético-GO, que está numa escalada sensacional desde a chegada de Hélio dos Anjos. Mas o time de Adilson Batista começou a baquear com o gol de Gildon aos 25 minutos.

 Bateu intranquilidade, que aumentou aos 32, numa sequência de bolas na trave no mesmo lance, primeiro com Rodholfo, depois com Xandão e enfim com Luís Fabiano. (Aliás, fora de forma. Fica a impressão de que voltou antes da hora.) Para quem é supersticioso, aquilo era prenúncio de que a aventura em Goiás terminaria mal. Não sou chegado a crendices, mas não era bom indício mesmo.

 Tanto não sinalizava coisa boa para o tricolor que o Atlético-GO liquidou o jogo com os gols de Felipe aos 14 e aos 24. O São Paulo foi para as cordas, encolheu-se, não soube mais o que fazer.Tomou sufoco e por pouco não leva mais gols de uma equipe que até semanas atrás brigava para não cair e agora chega ao meio da tabela.

 Com os tropeços nas últimas rodadas, e com os resultados dos principais concorrentes neste final de semana, o São Paulo entra na fase do matematicamente possível conquistar a taça mais uma vez. Ok que o campeonato é maluco. Mas as doidices tricolores são muito mais e fazem diminuir esperança de sucesso. Agora, com a demissão de Adilson, se acredita em mudança de postura do time. Será? E a diretoria assumirá sua parcela de culpa?

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A festa era para a volta de Luís Fabiano ao São Paulo. Mas o público que foi ao Morumbi viu o ressurgimento do Flamengo no Campeonato Brasileiro. O time de Vanderlei Luxemburgo ganhou por 2 a 1, encurtou a distância de novo no bloco principal e manda o recado de que vai embolar a corrida na reta final. O tricolor tem 46 pontos, dois a mais do que o rubro-negro.

Imaginava jogo bom – e felizmente foi além disso, apesar da chuva. As duas equipes tiveram oportunidades para fazer mais do que os 2 a 1 finais. O Fla foi melhor e só não encheu o balaio são-paulino de gols porque Rogério Ceni, do alto de sua veteranice de 38 anos e duas décadas de suor sob as traves, defendeu pelo menos três chutes venenosos. Como ironia, no gol decisivo de Renato Abreu ficou vendido, pois a bola desviou em Carlinhos Paraíba.

O mérito do Fla foi o de domar o entusiasmo do São Paulo. Luxemburgo armou bem o sistema defensivo da equipe e ainda contou com bom desempenho de Ronaldinho Gaúcho na armação de contra-ataques. Mesmo assim, houve equilíbrio no primeiro tempo. A história mudou com o gol de Thiago Neves aos 19, depois de o Fla esbarrar várias vezes nas mãos de Rogério Ceni.

O São Paulo já sofria com a expulsão de Lucas no início da etapa final. Ainda assim, reagiu com o golaço de Dagoberto aos 33, porém jogou a toalha com o segundo do Flamengo, aos 39. (O time carioca perdeu Willians expulso aos 25.) A torcida que proporcionou o maior público do ano (acima de 63 mil pagantes) pegou no pé de Adilson Batista, sobretudo após a saída de Luís Fabiano.

O reestreante da tarde saiu aos 14 do segundo tempo, para a entrada de Carlinhos Paraíba. No período de uma hora em que ficou em campo, Luís Fabiano procurou o jogo, se deslocou, arriscou dribles e pelo menos um chute a gol foi mais perigoso. Sem contar uma bola na trave, em lance em que estava impedido. Mas não aguentou o ritmo, como se previa, saiu e no final ainda aliviou para Adilson. “Estava combinado. Ele não errou ao me tirar.”

O São Paulo não foi um desastre, mas deixou no ar dúvidas em torno de seu equilíbrio emocional e tático para a última parte do Campeonato. Nada muito desastroso, já que os que estão à frente ou imediatamente atrás têm oscilado muito.

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O São Paulo tem sido anfitrião finíssimo, ao permitir com frequência que o convidado saia do Morumbi com empate ou com vitória. Mas, neste sábado, precisa quebrar o protocolo e ganhar do Ceará. Essa é a condição obrigatória para manter-se na briga pelo título brasileiro de 2011. Depois, vai emendar sequência da pesada, com jogos contra Corinthians, Botafogo e Flamengo.

Adilson Batista e seus jogadores sabem que mesmo empate é alternativa ruim para os planos atrevidos do São Paulo. Nas últimas rodadas, o time desperdiçou algumas chances importantes para retomar a dianteira e permanecer lá. Não ficou tão atrás na corrida pela taça porque os demais não dispararam. Por isso, inicia o fim de semana em terceiro lugar, com 41 pontos, um atrás do Vasco e a dois do Corinthians.

O treinador mexe mais uma vez na formação titular, assim como havia acontecido constantemente sob o comando de Paulo Cesar Carpegiani. Desta vez, não contará com Dagoberto. O artilheiro e referência da equipe cumpre suspensão.

Em compensação, o São Paulo tem como novidade a presença, desde o início, de Henrique, destaque do Brasil na campanha do penta mundial Sub-20 (e eleito o melhor da competição). Ele formará dupla de ataque com Lucas. Taí uma dobradinha que pode render coisa boa. Os dois são rápidos, atrevidos e cheios de vontade. Bom sinal.

As rodadas seguintes também definirão o rumo do São Paulo, pois tem duelos que valem “18 pontos”, já que se trata de concorrentes diretos ao título. No meio da semana, recebe o Corinthians, no domingo que vem vai ao Engenhão pegar o Botafogo, e no dia 2 de outubro tem o Flamengo em casa. É a hora do vai ou racha para o tricolor.

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O São Paulo foi a Florianópolis com um quilo e meio de desfalques, levou sufoco, mas volta para casa com 2 a 1 sobre o Figueirense. E, por enquanto, com lugar retomado entre os quatro melhores do Brasileiro. A expectativa era ver como se comportaria Henrique, destaque do Brasil na campanha do mundial no Sub-20 e aflito por uma oportunidade. Quem decidiu, porém, foi Rivaldo, o veterano campeão, que saiu do banco para fazer o belo gol da vitória, já no segundo tempo.

 Desta vez, Adilson Batista teve motivos para lamentar a falta de opções. Teve de abrir mão de 10 jogadores – dentre contundidos, suspensos e convocados para seleções. E, como não há elencos milionários no futebol destas bandas, as baixas pesaram. Pesaram tanto que foi o Figueirense a mandar no jogo em quase todo o primeiro tempo. Criou chances, apertou e até mandou bola na trave.

 Só que o filme mais velho do futebol passou outra vez, no Orlando Scarpelli, com o gol de Cícero que deixou o São Paulo em vantagem antes da pausa para intervalo. O Figueira não esmoreceu, seguiu em cima dos paulistas e empatou no começo da etapa final, com João Paulo. E dá-lhe a animar-se para chegar à virada.

 Brilhou, então, a estrela de Rivaldo. O craque pentacampeão mundial olhava o jogo lá do banco, quietinho, até ser chamado por Adilson para o lugar de Henrique, que não foi bem. Entrou e poucos minutos depois fez um lindo gol, ao receber a bola livre, na área, e tocar por cima do goleiro. Daí em diante, valeu o esforço são-paulino para segurar o resultado. Agora, resta-lhe torcer por tropeços, vários, dos demais concorrentes que estão na briga pelo título.

 

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O São Paulo é um mistério. No momento em que dá a impressão de que vai deslanchar, emperra, se enrosca em adversários em situação bem inferior na tabela e não sai do lugar. No final de semana, suou para ficar no 2 a 2 com o Atlético-PR – e com isso deixou escapar chance de encostar nos líderes. Nesta quinta-feira, voltou a pisar na bola e não passou de empate por 1 a 1 com o lanterna América-MG. Marca passo e está a quatro pontos do Corinthians.

O mais chato foi o ritmo do São Paulo em Ipatinga: muito cadenciado pra quem está na corrida pela liderança. Acelerou apenas em alguns momentos e custou a se dar conta de que caiu na estratégia do América, que era justamente a de amarrar a partida. Por isso, foram poucas as oportunidades de gol – uma delas com Rivaldo mandando uma bola na trave no começo. Bom toque de bola e domínio, mas estéril, improdutivo, sem graça.

Adilson Batista pôde enfim escalar uma dupla de zaga (Rhodolfo e Xandão) e a defesa não levou sustos – a não ser o golaço de bicicleta de Kempes quase em cima da hora. O meio-campo funcionou aquém do esperado e o ataque só melhorou com Fernandinho no lugar de Dagoberto e quando Marlos substituiu Rivaldo. Marlos ainda deixou o São Paulo em vantagem, com o gol marcado aos 40 minutos do segundo tempo.

Decepção foi Lucas. A jovem estrela esteve apagada e, para complicar, levou terceiro cartão amarelo. Dessa forma, desfalca o time no clássico com o Palmeiras. O São Paulo volta para casa com a impressão de que deve futebol. A irregularidade nas últimas semanas impediu que retomasse a ponta do campeonato. Esses pontos fazem falta danada lá adiante.

 Não está fora da briga pelo título, mas precisa jogar mais. E bota mais nisso!

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Adilson Batista mal colocou os pés no Morumbi e já tem gente a reclamar. A torcida não recebeu o treinador com tapete vermelho e muitos não escondem impaciência. Ouvi vaias na estreia, após os 2 a 2 com o Atlético-GO, e também neste domingo, após a derrota por 2 a 0 para o Vasco. Seriam para o time ou para o técnico? Ou para ambos? Vamos com calma.

O São Paulo foi agressivo no primeiro tempo, em que criou várias oportunidades e só parou em defesas bonitas de Fernando Prass. Também reclamou, com razão, pênalti ignorado sobre Dagoberto. O Vasco estava perdido e tratava de segurar a empolgação tricolor. No segundo o time paulista viu o desempenho desabar, na mesma proporção em que o Vasco cresceu, se acalmou e jogou à altura da tradição do clássico.

O Vasco passou a impor-se com o gol de Éder Luís aos 7 minutos. A vantagem teve efeito benéfico na moçada de Ricardo Gomes, que vinha numa campanha de reação forte (três vitórias seguidas) antes do empate com o Bahia no meio da semana. Com calma, a equipe carioca passou a tocar a bola e a esperar o erro tricolor. Que veio no final e permitiu a Felipe consolidar o resultado.

Adilson manteve basicamente a formação que foi bem contra o Coritiba, nos 4 a 3 da quarta-feira, e fez alterações por contusão (Xandão saiu ainda no primeiro tempo e entrou Henrique Miranda), por cansaço (Rivaldo, quase no fim, por Fernandinho) e por opção tática (o estreante Piris, que não foi mal, substituído por Marlos). Faltou ao São Paulo jogador de referência na área.

O São Paulo tem 25 pontos, continua na parte de cima da classificação, mas sofre com oscilações. O Vasco, com 24, sobe a ladeira e mostra potencial para objetivos mais atrevidos.

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Time que tem pretensão de brigar por título não pode perder pontos para rivais em situação inferior. Essa lição é antiga, mas sempre atual. Mestre Osvaldo Brandão já falava disso nos anos 60 do século passado. O legendário treinador advertia que taças não escapam em clássicos, porque sempre haverá perde e ganha entre os grandes. As frustrações vinham nos compromissos contra rivais que não têm objetivo algum nas competições.

O São Paulo não seguiu o sábio ensinamento no jogo com o Atlético-GO, no começo da noite deste sábado, no Morumbi. Cedeu empate por 2 a 2, depois de ficar duas vezes em vantagem, está agora a 6 pontos do Corinthians, mas pode fechar a rodada com 9 atrás. Uma distância longa, difícil de ser anulada, na prática são 18 pontos a “ganhar” para pelo menos igualar-se: os nove seus e os nove que o líder tem de perder.

Certamente não era a estreia que Adilson Batista esperava. Ele colocou em campo o que tem de melhor – incluídos aí Lucas, que voltava da seleção, e Rivaldo, mantido como titular. Também mandou a campo Denilson, contratado esta semana. O São Paulo foi bem no início, pressionou, apertou, rondou a área e ficou em vantagem com Rodholfo, ao desviar de cabeça cobrança de falta de Dagoberto pelo lado esquerdo.

Depois do gol, o tricolor diminuiu muito o ritmo, teve outras duas oportunidades, com participação de Dagoberto. Relaxou a ponto de tomar o empate em cima da hora, em vacilo do sistema defensivo do qual Bida se aproveitou. Sinal de alerta levado para os vestiários.

O alívio voltou com o gol de Rivaldo, também de cabeça, nos primeiros minutos da etapa final, após cruzamento de Dagoberto. Mas novo castigo veio com Anselmo, em outra cochilada daquelas da defesa. Adilson mexeu no time, colocou Fernandinho no lugar de Carlinhos Paraíba e mais tarde mandou Cícero entrar em substituição a Rivaldo. Salvo engano, Adilson ouviu as primeiras vaias nesse momento. Sei não…

Fernandinho quase foi a salvação da lavoura ao fazer fila aos 48 do segundo tempo. Seria um golaço, se Márcio não desviasse para escanteio. Fim de partida, empate e vaias para o São Paulo. Adilson precisa aprender logo a lição deixada por Brandão e fazer com que seu time não repita o erro de perder pontos para adversário que está na zona de rebaixamento.

 

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Adilson Batista tem 43 anos de idade, uma década como treinador de futebol e seu melhor momento foi o período em que dirigiu o Cruzeiro, entre 2008 e 2010. No último ano, porém, depois de sair de Minas acumulou três decepções consecutivas: Corinthians, Santos e Atlético-PR. Obteve resultados inexpressivos e durou pouco em cada um desses clubes.

A partir deste sábado, tem chance de retomar espaço perdido, na estreia no São Paulo. Ele chega num momento de calmaria do time, joga em casa e tem como adversário o Atlético-GO, um dos freqüentadores da parte mais baixa da classificação. De quebra, conta com o retorno de Lucas, que estava na seleção, e deve lançar Denilson, de volta ao Brasil.

Ou seja, as condições são pra lá de ideais. Adilson pega o time de novo na briga pelo título, apesar da desvantagem de sete pontos (28 a 21) em relação ao Corinthians. Após as três derrotas consecutivas que custaram o emprego de Carpegiani, a equipe reagiu com duas vitórias em seguidas, sob o comando de Milton Cruz, e está ajeitada para o novo técnico.

Adilson já sinalizou que pretende manter a decisão do interino, que abriu espaço para Rivaldo tornar-se titular, e dessa forma já chega em tom apaziguador. Ele sabe que o São Paulo é a plataforma para relançar a carreira e tem consciência de que pode enfrentar resistência de parte da torcida. A preferência, após a saída de Carpegiani, era por Dorival Júnior.

O ex-zagueiro esteve a um passo de proeza histórica, no Cruzeiro, mas bateu na trave, com a derrota na final da Libertadores para o Estudiantes, dois anos atrás. De qualquer forma, o mais desgastante para a imagem foram seus últimos empregos. Agora, entra na fase do vai ou racha. O trabalho no São Paulo vai sinalizar os rumos de sua carreira.

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Adilson Batista foi chamado para apagar incêndio que a diretoria do São Paulo alimentou desde a queda na Copa do Brasil. Mas o treinador, que não é unanimidade no Morumbi, chega com ambiente mais calmo. O interino Milton Cruz passa a bola ao novo “professor” com duas vitórias, depois das três derrotas que derrubaram Carpegiani. O São Paulo, com 21 pontos, é vice-líder do campeonato.

Os 3 a 0 contra o Internacional, na noite deste domingo, foram para devolver moral a um grupo que largou bem (cinco vitórias) e depois ficou grogue com tropeços seguidos. O São Paulo não vacilou, no clássico em Porto Alegre. Desde logo percebeu a instabilidade no anfitrião, dominou nos primeiros 15 minutos e espalhou frio na espinha dos torcedores colorados com o gol de Casemiro aos 19.

O Inter esboçou reação, mas se limitou a uma bela jogada de Leandro Damião aos 24 minutos de um jogo que ficou tenso, disputado e com algumas faltas mais ríspidas de ambos os lados. Tensão maior tomou conta da turma das arquibancadas após o gol de Fernandinho aos 38 minutos. Um abacaxi e tanto para Falcão descascar.

O treinador do Inter tratou de mexer no time, com a entrada de Elton no lugar de Bolatti e com Fabrício na vaga de Ricardo Goulart. Deu certo em parte. O Colorado equilibrou, mas deu pouco trabalho para Rogério Ceni. O São Paulo teve inteligência para dosar forças, segurou o ritmo, recuou e apostou no tempo como aliado.

A estratégia deu certo e ainda foi coroada com o gol de Carlinhos Paraíba (havia entrado minutos antes em substituição a Fernandinho) aos 48 minutos, na última jogada da partida. O São Paulo volta a ficar no páreo, a quatro pontos do Corinthians. O Inter entra em nova turbulência, agora com três derrotas consecutivas. Pressão em Falcão? Certamente, apesar do apoio de parte da torcida.

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