1. Usuário
Assine o Estadão
assine

São Paulo e Ganso ressurgem diante do líder Cruzeiro

Antero Greco

quinta-feira 10/10/13

Veja você como esse futebol é danado. O São Paulo perambula pela zona de rebaixamento há muitas rodadas. Ameaça sair, sai, ameaça voltar e quase volta, na rodada desta quarta-feira. Vida dura para um time seis vezes campeão do Brasil. Situação estranha e pouco usual. Por isso, vai para BH jogar como franco-atirador, quase uma [...]

Veja você como esse futebol é danado. O São Paulo perambula pela zona de rebaixamento há muitas rodadas. Ameaça sair, sai, ameaça voltar e quase volta, na rodada desta quarta-feira. Vida dura para um time seis vezes campeão do Brasil. Situação estranha e pouco usual.

Por isso, vai para BH jogar como franco-atirador, quase uma zebra, diante do Cruzeiro, o líder pomposo e merecido da Série A. Só não se pode falar, ainda, que é o campeão, porque matematicamente outros podem roubar-lhe a taça. Mas só na matemática.

Pois bem, o Tricolor machucado, desfalcado, desconfiado e pressionado faz o quê? Freia a série invicta de mais de 20 jogos no Mineirão da harmoniosa equipe dirigida por Marcelo Oliveira. Num jogo bonito, em que ambos tiveram chances e se preocuparam com a bola e não com canelas dos rivais. Os dois lados tiveram chances – o São Paulo aproveitou as dele.

O resultado, construído no segundo tempo, com os gols de Douglas (31) e Reinaldo (34), não muda muito a vida de nenhum deles, mas pode ter peso no futuro. Para o São Paulo, sobretudo, porque foi a 33 pontos e se manteve a curta distância do bloco do descenso.

Para o Cruzeiro, apenas aumenta a responsabilidade nas rodadas que restam e põe pilha no clássico de final de semana com o Atlético-MG. Fora isso, não deve haver nenhum sobressalto ou alarmismo com o tropeço. Uma hora iria acontecer de a Raposa dar uma rateada. Foi nesta rodada, mas não mudou nada, porque o Grêmio perdeu para o Criciúma, também em casa.

Acima do destino de São Paulo e Cruzeiro, o que chamou a atenção foi o desempenho de Ganso. Fazia tempo que o moço não atuava como regente, o coordenador do time. E isso ele fez com arte e eficiência. Que bom. Tomara esteja a ressurgir o craque de três anos atrás. Para sorte dele, dos são-paulinos e, por extensão, de quem curte futebol bonito.