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O Palmeiras deu um passe para a salvação. Faltam 12

Antero Greco

22 setembro 2012 | 20:27

O Palmeiras não tinha saída, a não ser a vitória, no duelo com o Figueirense, na noite deste sábado. E conseguiu o objetivo: volta de Florianópolis com 3 a 1 e três pontos importantes, depois de uma sequência de derrotas. Ainda está muito afundado na zona de rebaixamento (23 pontos), mas tem como consolo o fato de ter superado outro desesperado, justamente o rival catarinense, que permanece com 22 e, no momento, na penúltima colocação.

A partida foi resolvida nos dez minutos iniciais, em dois lances que nasceram dos pés de Marcos Assunção, sempre a velha e eficiente arma da equipe, mesmo com a mudança de comando técnico. Na primeira, em cobrança de falta aos 8, Thiago Heleno desviou e a bola passou sob as pernas do goleiro Wilson. Dois minutos depois, Assunção lançou de esquerda e foi a vez de Henrique deixar a marca dele.

Com a vantagem obtida antes dos cálculos mais otimistas, o Palmeiras acalmou-se, tentou deixar o ritmo do jogo sob controle e não foi incomodado pelo surpreso Figueirense. Marcos Assunção ainda marcaria mais uma vez, em outra falta, mas o juiz anulou, por considerar que Valdivia, sozinho dentro da área e impedido, atrapalhou a visão de Wilson.

O Palmeiras teve os mesmos jogadores que atuavam sob o comando de Felipão – e ainda perdeu Correa por contusão no primeiro tempo. A postura foi mais serena, é verdade, mas para esse comportamento positivo contam os gols que surgiram antes que batesse qualquer apreensão por nova dificuldade para construir um placar favorável.

Não houve tensão nem com o gol de Aloisio, aos 20 da etapa final. O torcedor catarinense nem conseguiu festejar, pois dois minutos depois Marcos Assunção liquidou qualquer possibilidade de reação do time da casa, ao fazer o terceiro. Dali em diante, foi questão de esperar o tempo passar até os palmeirenses respirarem aliviados com o resultado. E Gilson Kleina estreou como os palestrinos queriam.