O futebol masculino do Brasil está nas semifinais e se mantém como grande candidato ao ouro. Ao olhar apenas o lado prático, há a constatação óbvia de que Mano Menezes e seus rapazes superaram mais outra etapa e seguem firmes o roteiro inicial. Ah, sim, e com o quarto resultado positivo. Muito bem.
Mas a vitória por 3 a 2 sobre Honduras, neste sábado, foi a mais complicada de todas, a mais suada, controvertida até, na aventura londrina. O time que tem jogadores espalhados por clubes de ponta, aqui e na Europa, penou para passar por um punhado de esforçados adversários, que ficaram duas vezes na frente do marcador. E que ainda se desdobraram, pois tiveram um companheiro expulso aos 33 do primeiro tempo e um pênalti duvidoso.
Reconheço que as zebras dão saber especial ao futebol e que as surpresas fazem parte do jogo. Mas era obrigação passar por Honduras, de preferência com facilidade. Não vale nem o argumento de que a turma da América Central bateu a Espanha na fase anterior. Os espanhóis foram para a Olimpíada com time meia-boca e eles que analisem o fiasco próprio.
É preciso levar em conta alguns aspectos dessa apresentação inconstante do Brasil. O sistema defensivo voltou a falhar, no conjunto e em desempenhos individuais, como os do goleiro Gabriel e do zagueiro Juan. O meio-campo oscilou mais do que a Bolsa de Valores em tempo de crise, com Sandro e Rômulo inseguros. Oscar teve lampejos de criatividade, assim como Neymar. O sempre esforçado Hulk mostrou limitações. Restou Leandro Damião.
O atacante do Inter foi fundamental, porque marcou o primeiro e o terceiro gols, um em cada tempo, acreditou em todas as jogadas e ainda valorizou ao extremo a dividida na área, quando Honduras vencia por 2 a 1, e que provocou o pênalti cobrado por Neynar. Desta vez, Damião foi o fator determinante, se bem que o juiz alemão Felix Brych deu uma força no lance. (Mas expulsou acertadamente Crisanto na primeira fase e, já no finalzinho, Espinoza também.)
Honduras teve o mérito de jogar como franco-atiradora e se encantou com as duas vezes em que ficou na frente: aos 13 do primeiro tempo, com o gol de Martinez, e aos 3 do segundo, com Espinoza. Saiu de campo sob aplausos da plateia, se isso servir de consolo. Ao Brasil, restaram algumas vaias (que não mudam nada) e a desconfiança de que deve melhorar nos dois obstáculos finais, para então colocar o ouro no peito.
O que, cá entre nós, é mais do que obrigação numa competição em que já teve pela frente Egito, Bielorrússia, Nova Zelândia, Honduras…
Tags: Jogos Olímpicos, Leandro Damião, Mano Menezes, Neymar, Seleção Brasileira
Juizinho amigo do Brasil no jogo contra Honduras; a expulsão do atleta de Honduras no primeiro tempo foi totalmente desnecessária; foi falta em cima do Neymar, mas não havia necessidade do segundo amarelo, apesar da ingenuidade do jogador ao fazer uma falta 3 minutos depois de levar o primeiro amarelo; o penalti para mim até existiu, mas a imagem de arbitragem caseira ficou clara. A defesa brasileira dá muitos sustos ainda e, sem Oscar e Neymar inspirados, o time brasileiro penou para vencer um time com 10 jogadores; o ouro está perto, mas será bem mais complicado do que muitos imaginam, a não ser que os maiores talentos do time resolvam.
Antero,
Excelente Texto. Esse Juiz ajudou o Brasil em todos os momentos, até no cartao vermelho também. Marcou penalti que não existiu. O Brasil jogou muito ruim. Ruim mesmo. Ganhou, assim como contra a Bielorrussia, na bacia das almas.
Honduras mesmo com time limitado, JOGOU COM PERSONALIDADE. O Brasil não merecia a vitória.
Mas o pior ainda está por vir, GANHARÁ A MEDALHA DE OURO, MAS PERDERÁ O QUE INTERESSA MAIS, A COPA DO MUNDO 2014 em casa.
Acho que o sr poderia se candidatar a treinador da seleção brasileira para os jogos daqui prá frente. Só peço uma coisinha bem simples, mande a Neymar soltar a bola quando se livrar de UM adversário.
Não tenho pretensão nenhuma a não ser a de continuar a exercer minha profissão com decência. Abraço.
responder este comentário denunciar abusoDe positivo: o posicionamento do Oscar, quando buscou o jogo atrás da linha dos volantes. E Leandro Damião, afinal, centroavante é bola na rede. Ainda, Mano, surpreendentemente substituiu bem, Sandro, com cartão, por Danilo. O jogador hondurenho Espinoza (15) foi uma grata surpresa. A expulsão foi padrão FIFA para estas categorias sub 23: jogador que não visa a bola, cartão amarelo.
De negativo: a defesa brasileira. Quando os volantes, que são os melhores até 23, correm desordenadamente, dando a impressão que sempre estão atrasados, é que alguma coisa não está funcionando no posicionamento…
Quanto ao penalti, não houve…
O marin ja’ avisou que a permanencia do mano nao depende do resultado da olimpiada, traduzindo, nao fica nem se ganhar o ouro.
Luiz, ele já chegou a dizer isso mesmo? Tem alguma matéria dessa afirmação dele a respeito?
Eu pensava que ele havia condicionado ao tão badalado “ouro”….pra mim , mais parece o ‘ouro de tolo’, pois para as Grandes Seleções, notei que elas não tão mais nem aí pra esse ‘ouro’….
Esperamos que novos ares soprem sobre a Seleção Brasileira, por enquanto, o nível tá fraco, fraquinho…
O nível tá fraquíssimo, pelo empenho, vejo até que Honduras merecia ter ganho.
responder este comentário denunciar abusoAos invejosos de plantao
Neymar foi responsavel pela expulsao do hondureno, fora o amarelo do outro.
Neymar, qdo resolve ir pra cima, em 4 lances, ganha 2
Neymar e o cara
Neymar vai ganhar a medalha de ouro q falta
E ai quero ver a cara desses retardados imbecis q falam mal do cara
Antero, peço a gentileza de me responder qdo puder,
Messi fazia o q o Neymar faz qdo tinha a idade do mesmo?
E olha q tem um tempao muito grande pela frente pra ele se igualar com quem quer q seja
Neymito, traga a medalha de ouro pra nos
Depois do jogo contra Honduras uma ova modalidade de medalha olímpica esta sendo cunhada para premiar o Brasil no futebol, o medalhão. Será que ninguém tem coragem de descrever o que viu no jogo?
E o que seria?
responder este comentário denunciar abusoO Marin garante medalha, nem que ele tenha que por uma no bolso
O brasil deixou de ser o “país dos craques” para ser o “PAÍS DO CRACK”, com as bençãos e proteção de N.S.Luladrão e N.S.Dilmarionete, mais conhecidos por nuncaantesnahistóriadestepaiz.
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