Via agora há pouco o empate por 1 a 1 entre Itália e Croácia, pelo Grupo C da Eurocopa. O resultado complica a vida da Squadra Azzurra, só pra variar metida em mais um de seus ciclos de crise, dentro e fora de campo. Os crotas, com 4, têm grande chance de passar para a próxima fase e decidem o futuro na segunda-feira diante da Espanha.
Bola à parte, o que me chamou a atenção, novamente, foi o comportamento dos torcedores. Na hora do hino italiano, ouviram-se vaias fortes, no estádio de Poznan, como já havia ocorrido na mesma cerimônia no jogo com a Espanha. Depois, durante a partida, cada vez que Mario Balottelli, atacante italiano negro, pegava na bola, não faltavam sons de ‘buuuu’ vindos das arquibancadas, numa grotesca imitação de macaco.
Ou seja, um festival de atitudes politicamente incorretas, grosserias a dar com pau. Enfim, uma várzea. E não se limitaram ao duelo desta quinta-feira. Têm sido constantes as manifestações racistas, em relação a atletas, a seleções e seus seguidores. A elas, se juntam as brigas entre torcedores. Poloneses, em parte donos da casa, têm dado vexame, seguidos de russos e congêneres. Essas grosserias são camufladas por organização aparentemente impecável.
A gente tende a endeusar os europeus, porque são Primeiro Mundo, porque lá tudo funciona, porque tudo é correto, porque isto, porque aquilo, etc, etc. E comparamos com o que ocorre em nossas competições, invariavelmente depreciadas.
Não gosto de comparações, pois formam a raiz de gestos de intolerância. Parto do princípio de que a ignorância, infelizmente, é mal que aflige o mundo todo. Mas já cobri algumas edições de Copa América, o torneio continental do lado de cá, e nunca vi conflitos semelhantes.
Uma bobagem aqui, um desentendimento ali, uma mal criação acolá. Raramente, porém, algo que emporcalhe a imagem de anfitriões e visitantes. O que não falta é festa, boa vontade, simpatia. Ok, e muita incompetência, compensada com cortesia e sorrisos. Sem ofensas.
E os subdesenvolvidos somos nós…
Tags: Copa América, Eurocopa
Se não gosta de comparações, mas faz, devia ao menos fazer as comparações corretas e não generalizadas como “os europeus”, como se houvesse um grande bloco de nações iguais, e não um grupo de nações que passaram mais 40 anos em uma “união”, aumentando a tensão entre povos bem diferentes, e resultando no que se vê hoje. Quando se fala em “países desenvolvidos” não é necessário se fazer de louco pra saber que estão falando de um pequeno grupo de países europeus e não dos que são tão parecidos quanto o Brasil nos famosos indicadores, como percepção de corrupção e IDH, e que obviamente ninguém quer copiar. Mas também, para quem ficou indignado com um simples “esse Paulinho” e que não vai entender porque o Neymar jamais será reconhecido enquanto jogar no Brasil, não me surpreende vir mais uma vez com esse “choro”
Rafael,
Você é um babaca..
responder este comentário denunciar abusoPerfeito o comentário!
Não entendo porque brasileiro precisa ficar criticando os outros para se sentir melhor.
É bem claro que os vândalos de torcidas organizadas aqui da América do Sul não têm tanto patriotismo e nem mesmo poder aquisitivo para empreender uma viajem a um país sede de Copa América(até pela distância entre países que é muito maior que na Europa). Isso explica claramente porque não temos tantas demonstrações de violência e racismo em jogos entre seleções sulamericanas. Mas em relação aos jogos entre clubes há nitidamente uma maior proporção desses casos do que em qualquer país Europeu, até mesmo os do Leste.
responder este comentário denunciar abusoNão. O lado bárbaro da europa não é coisa exclusiva do leste europeu, como você sugere. O nazismo nasceu numa Alemanha super civilizada. A xenofobia é enraizada na europa ocidental também. É como nos EUA. Há os centros multiculturalizados, como Nova York e Londres, cercados por regiões apegadas às suas raízes e pouco receptivas a qualquer tipo de diviersidade (étnica, cultural etc)
responder este comentário denunciar abusoAqui, torcida do corintia e do palmeiras se encontra e duas pessoas são mortas. Já ví pai de família ser espancado na frente do filho por usar camisa de time rival. Talvez o problema seja o futebol, não o nível do País. Único esporte aonde esse tipo de lixo acontece. Nunca vi torcedor da Ferrari brigar com de outras, até em evento de Vale Tudo nunca fiquei sabendo de briga. Pessoal precisa parar de levar futebol tão a sério e se divertir mais com o esporte.
Silva, o texto é sobre Eurocopa e Copa América. Só isso.
responder este comentário denunciar abusoE a NBA ou NHL? Vira e mexe tem confusão. É isso mesmo, a estupidez é poliglota.
responder este comentário denunciar abusoPois é né? Quando tem pancadaria na Libertadores somos animais.
Quando tem disturbios nos estádios da Europa ninguém fala nada.
Pois é…
Realmente brilhante, senhor Antero. Que melhor maneira de criticar o extremismo europeu, a intolerância do velho continente, que chamar todos os europeus de racistas e xenófobos, não é mesmo? E no capítulo de respeitar Hinos Nacionais e Minutos de Silêncio, na América Latina somos exemplos mundiais, não?
O todos, senhor Rui, é por sua conta. E o “tudo” do título é uma expressão popular.
responder este comentário denunciar abusoOi Antero,
Entendo sua crítica, mas não dá para enxergar a Europa inteira como farinha do mesmo saco. Posso estar errado, mas pelo que lembro as últimas fases da Champions tinham torcidas bem comportadas.
Será que isso tem a ver com se tratar de uma disputa entre nações somente? Ou está acontecendo por conta do local onde estão sendo realizados os jogos?
Seria legal ter uma análise mais detalhada, para saber onde você pode assistir uma partida no meio de pessoas civilizadas. Vocês que cobrem os jogos devem ter uma boa ideia disso, não? Mas muitas reportagens que vemos, o pessoal foca na infra-estrutura dos estádios somente.
Antero: você como descendente de italianos, assim como eu, deve saber da frágil unidade política da Itália. Trata-se de um país fragmentado e que foi unificado há pouco tempo. Os italianos de uma forma geral desconfiam demais do “poder de Roma”, ou seja, eles têm dificuldade em aceitar o governo central. Além disso, a identidade do país também é muito fragilizada, bastando ver a relação Norte/Sul. Talvez isto explique as vaias durante a execução do hino. Sobre a questão do racismo, é um mal que está arraigado na Europa e tende a voltar com mais força em períodos de crise como o atual, já que os estrangeiros e minorias passam a ser vistos como inimigos e responsáveis pela degradação social. Parece que os atos racistas têm se fortalecido muito no leste europeu, o que não deixa de ser uma contradição, já que se trata de uma região que sofreu demais com o preconceito e com o ódio, tanto do nazismo, quanto do stalinismo. Essas brigas e tumultos são fruto disso e acho um cenário muito difícil de ser revertido, por mais que a UEFA faça campanhas e puna as federações. O ódio e a intolerância são ensinados muitas vezes na própria família e não é um torneio de futebol que vai conseguir mudar a situação com frases de efeito, como “Say no to racism”. O problema é muito mais profundo e é uma questão de política de Estado. É um trabalho de longo prazo e deve ser direcionado principalmente para as crianças. Abraço.
Brasileiro vai duas vezes na Lelis Tratoria e já se acha italiano…
responder este comentário denunciar abusoO camarada passeia duas vezes no bixiga, tropeça na Rui Barbosa e cai na Pedroso e já acha que é italiano…..
responder este comentário denunciar abusoLembre se e na Ucrânia e Polônia essa eurocopa, existe Europa e Europa e vocês sabem disso.
Olá Antero.
Gostei muito da matéria, apesar de também achar que não devemos generalizar.
Mas quem fica engrandecendo não somente os europeus, mas também os norte americanos, é a maioria do povo brasileira e nossa mídia baba ovo.
Grandes empresários brasileiros, também preferem prestigiar os produtos importados ao invés de adquirirem produtos nacionais, e garanto que nossos produtos são tão bons como o deles. O que precisa acontecer é nosso povo se unir em todos os sentidos.
Abraços.
Europa, berço da civilização, palco das principais disputas intelectuais da história…mesmo assim, os caras não conseguem lidar com questões relacionadas ao racismo, xenofobia e conflitos étnicos. Claro que não podemos cometer o erro de generalizar a situação. E muito menos achar que não existe racismo no nosso país, que vive sob o tal mito da “democracia racial”.
O que mais salta aos olhos nesses atos grotescos contra jogadores negros é a falta de vontade da UEFA e da FIFA em lhe dar com a situação. É impressionante a omissão dessas duas entidades. No máximo, eles vão colocar o Platini e a sua cara de francês passivo para dar alguma declaração desinteressante sobre os atos de violência e racismo que vêm ocorrendo na Euro.
PS: para não falarmos apenas sobre a “face negativa” dos europeus, gostaria de enfatizar o show que a torcida irlandesa está dando neste momento, em Gdansk, após a sua seleção ter tomado um vareio da Espanha. Futebol é um negócio de outro mundo, emocionante…
Abraço.
Quem eudeusa Europeus??foram eles que fizeram as guerras mais sangrentas.
O que acontece na Europa é que os países do leste europeu, são pobres e não existe emprego, os naturais destes países sempre conseguiram emprego informal nos grandes países da europa, Alemanha, França e etc. Acontece que com a União européia, esse trabalhadores extrangeiros de países do leste europeu foram regularizadas e passaram a ter direitos trabalhistas nos países vizinhos, pois a união européia tornou todos os países num só bloco comercial, sendo assim esses trabalhadores se tornaram mais caros para os empregadores e esses ultimos passaram a utilizar os imigrantes ilegais advindos do continente africano, daí a disputa de espaço e emprego nos grandes países com os africanos e a rivalidade. Para se ter uma idéia, as ucranianas não conseguem emprego formal, pois não existe escolaridade neste país, e estão sendo obrigadas a se prostituírem na China e na India. Já pensou !!… Aquelas loiras de olhos azuis com os chinas … seria melhor que elas viessem ao brasil, aqui seriam melhor tratadas he he he.
Sr. Nando, até que ponto o sr. entende por “racismo ou preconceito”, SR. ANTERO, ESCREVER QUE AS MULHERES UCRANIANAS “ESTÃO SENDO OBRIGADAS A SE PROSTITUREM NA CHINA,INDIA , SERIA MELHOR VIREM PARA O BRASIL, HEHEHE, SERIA BEM TRATADAS, ISSO
É O QUE HEIMMMMMM!!!!!!!!!.
Parabéns Antergo!
Gostei muito do artigo. Até que enfim alguém da “grande mídia” falando a real sobre o futebol europeu. Somos muitos rigorosos com a critíca a situação do futebol brasileiro (incluindo copa de 2014), isso é bom. Porém, quando o jornalismo esportivo brasileiro se refere ao futebol europeu endeusam demais tudo, relativizam nas críticas, etc. Acho que o buraco seja até mais embaixo. Vide a forma como Platini toca a UEFA, e ainda todo esquema que pode (provavelmente) existir em relação a site de apostas.
gostei muito da sua coluna,
abraço!
Antero, perfeito!
Rafael de POA, quando for à Inglaterra, França e Alemanha e ver como estrangeiros são vistos lá volte a comentar. Você certamente irá mudar sua opinião e melhorar do mal da ignorância que povoa a humanidade. Não se iluda, eles gostam de samba e mulatas, não de brasileiro.
Realmente, nós somos subdesenvolvidos, e só pq acontece alguma m…. lá, n significa que aqui vai cheirar melhor.
Não foi isso que o texto quis dizer. Prestem mais atenção no que estão lendo antes de soltarem comentários clichês e sem embasamento.
responder este comentário denunciar abusoAntero,
só tenho a dizer que te admiro muito quando leio isso aqui. Bravo!
Adoro e respeito MUITO Antero Greco, sou fãzaço de carteirinha, mas aqui quero meter minha colher: europeus tergiversam, tiram sarro, etc. daquilo que para eles é terceiro-mundista: negros, por exemplo. Nós, sul-americanos (Copa América) não “ofendemos” nossos iguais. ANTES QUE ALGUÉM ME ENTENDA MAL, esclareço que não concordo que se faça diferença entre quem quer que seja, de qualquer origem, mas gente da pior qualidade também tem “na Copa América”, na América do Sul, do Norte e Central. Aliás, argentinos não eram useiros e vezeiros em nos chamar macaquitos? Então, é por aí.
Olà,
queria fazer uma observaçào: Europa ocidental e o bloco do leste europeu (antiga uniào soviética) sào, nào so sob o aspecto politico-economico, mas até mesmo historico-cultural (pois nào houve presença romana ali), coisas extremamente diferentes e uma comparaçào é, portanto, inapropriada, mas, aparentemente, comum no Brasil. Quem viveu na Europa hà até 7 anos atràs (antes do ingresso de alguns destes na Uniào Eur.) pode ver muitos poloneses – entre outros – servindo, em grande parte, de pau-pra-toda-obra na Alemanha, Inglaterra, França, Italia, Espanha, Portugal etc…Nös poderiamos chamar os mexicanos de norte-americanos (hà controversias historicas e geograficas neste ponto), mas a organizaçào socio-politica do Mexico é diferente daquela nos EUA e Canada, apesar da enorme imigraçào de Latinos.
Enfim, com a mesma tensào e cepticismo que observam a organizaçào da Copa do Mundo no Brasil, os Europeus ocidentais acompanharam tbm a construçào da Eurocopa. Alguns projetos, alias, nào ficaram prontos. E està havendo inclusive um boicote por partes de politicos de alto-escalào da UE que deveriam acontecer na Ucrânia, se é que isso està sendo noticiado no Brasil.
Valeu!
Análise fraca, amigo Greco. Há históricos recentes que deveria citar como as feridas não totalmente cicatrizadas das guerras no século XX. No cotidiano, nação a nação, os europeus são muitos mais civilizados do que nós. Caminhamos para um grau melhor e em alguns séculos talvez consigamos tal nível de civilidade. De um jornalista experiente como você não seria de se esperar tanta superficialidade.
Wladimir, o comentário se refere ao comportamento no esporte. E, como você sabe, o esporte revela muito do caráter de uma pessoa e, vá lá, de povos. Abraço.
responder este comentário denunciar abusoEntao Antero, nesse caso, o brasileiro é um sem carater, nos melhores moldes de macunaima – nosso heroi nacional -. É so dividir o numero de medalhas olimpicas pela populaçao – criterio mais justo – para verificarmos tal fato, seguindo sua linha de raciocinio claro.
responder este comentário denunciar abusoA Europa vive uma crise séria. Quando falta emprego e segurança na qualidade de vida a coisa pega. Infelizmente esse problema atinge ditos civilizados como menos civilizados, quando o calo aperta o pessoal estravaza, ainda mais na Europa onde as pessoas estao acostumadas a manifestarem-se. O brasileiro e o sul americano em geral sao bonzinhos……
Nada justifica as vaias ao hino Italiano e racismo vindo das arquibancadas, não importa se é Europeu na Eurocopa, ou em outro campeonato, isso tem que ser combatido! isso mostra que muitos paises “considerado” primeiro mundo mantem certos preconceitos enraizados. De meu ponto de vista foi um Erro da UEFA em escolher este dois paises como SEDE, como já havia sido publicado isso já era esperado que aconteceria. Abraços.
responder este comentário denunciar abusoCoincidência ou não as atitudes racistas contra Balottelli ocorreram nos jogos da Itália contra Espanha e Croácia, países que foram aliados de primeira hora dos nazistas.
Colocar toda a Europa no mesmo saco é uma profunda injustiça com países como a Inglaterra, que tem uma liga sem fosso, cercas ou coisa que o valha em seus estádios-teatros. Goste-se ou não, esse é que deve ser o parâmetro, e não poloneses e russos recém-chegados à economia de mercado e aos hábitos ocidentais.
O texto do Antero ia bem enquanto apontava o lado “negro” do evento, jogado para debaixo do tapete por grande parte da mídia – no Brasil em 2014 não será diferente – mas descambou pro ufanismo quando se voltou pro lado de cá do atlântico. Na américa latina a rivalidade se dá muito mais entre clubes do que entre seleções. Por aqui não há grupos étnicos definidos como na europa, mas isso não impede o festival de hostilidade que vemos há anos na Copa Libertadores. Copa América é outra história. Tem ingressos caros. É pra classe alta. E a classe alta manifesta suas paixões em outras coisas. Eurocopa é pro povão. E aí a paixão vem á tona e as manifestações de amor próprio e ódio ao outro. E – sem ilusões – nossotros não somos diferentes, apenas revelamos nosso lado bárbaro em outras circunstâncias.
José, boa noite. Repito para você resposta que já deu anteriormente: eu me referi a Eurocopa e Copa América, torneios continentais entre seleções. Abraço.
responder este comentário denunciar abusoUma nova maneira de se observar o mesmo evento. É realmente difícil comparar mas não podemos a- chincalhar os sul-americanos. Por trás de tudo, como dizia o velho e bom Nelson Rodrigues, está o ser humano. Abraço.
Caro Antero,
você, como descendente de italiano, sabe que o europeu é caucasiano. As seleções européias têm se multifacetado, o que naturalmente, não agrada aos europeus. Acredito ser difícil a UEFA ou mesmo a FIFA conseguir acabar com isso.
Por mais 1ª mundo que sejam, e são, nem todos os europeus digerem essa “miscigenação”.
O mesmo não ocorre aqui porque o nosso povo tem mais ou menos a mesma faceta.
Se temos times e torcidas homogêneos, dificilmente ouviremos o “buuuu” no Brasil. Mas, infelizmente, isso não nos faz menos 3º mundo.
Excelente observação quanto à dificuldade de o europeu absorver a miscigenação.
responder este comentário denunciar abusoTendo experiência de vida na Alemanha, na Inglaterra, e na Holanda, eu iria e levaria comigo um familiar para assistir Bayer x Dortmund, Manchester United x Chelsea ou PSV x Ajax, entretanto, não iria assistir a Santos x Corinthians ou Flamengo x Vasco ou qualquer outro clássico do futebol brasileiro.
Vivo em Londres, e já fui a 3 edições da Eurocopa (Holanda, Portugal, Suiça) e duas copas aqui (França e Alemanha) nunca tive algum problema ou senti ou vi nenhum gesto de racismo ou “maus modos” apesar de reconhecer que existem – em maior ou menor grau – em qualquer parte do mundo. Este torneio (Polônia/ Ucrânia) fomos aconselhados pelo governo britânico a não irmos lá, só os piores holligans foram e com as piores das intenções, daí a confusão.
É como se levássemos as torcidas (quadrilhas) organizadas do Brasil de anos atrás para nos representar.
Querido, moro na Escandinavia a 15 anos e nada é uma novidade. Preconceito? Cuspir quando andamos na rua aqui é o normal ou chamar de macaco também é rotina. Agora, depois de tantos anos, finalmente aprendi que esse deve ser a maneira deles se cumprimentarem e comecei a fazer o mesmo, sem medo. Quanto a ser chamada de macaco, um dia também retribui, agradeci e disse que era uma grande honra ser cumprimentada por macacos alpinos, com todo respeito aos macacos!
Quando voltar ao Brasil, o que devo fazer logo, vou precisar fazer um curso para voltar a ser civilizada!
Se isso estivesse ocorrendo no Brasil, os chorões iriam escrever:
”Buáááá, culpa do PT, culpa do Lula, culpa da Dilma, mimimimimi, na Europa isso não acontece, mimimimi América Latina é inferior a Europa, mimimimi vou mudar de país!!”
Isso é um tapa no meio do cenho desses chorões, cade eles agora?
Caro Antero;
Primeiramente, gostaria de dizer que qualquer ato racista eh reprovavel deveria ser prontamente abominavel.
No entanto, acredito que muito tem a ver com o comportamento de determinados atletas em vida. Sabemos que Balotelli e tantos outros nao sao exemplos.
Nunca vi, por exemplo, atletas como Pele, Eusebio, Muhammad Ali e, para ficar nos tempos mais recentes e entre mortais – Ze Roberto – sofrerem com racismo….
Abraco
2013
2012
2011
2010
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