Antero Greco - Estadao.com.br
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30.setembro.2010 03:11:07

Embolou de vez

A briga pelo título brasileiro vai esquentar de vez nas 12 rodadas que faltam até o encerramento da temporada. O Fluminense e o Cruzeiro reagiram nas últimas rodadas, o Corinthians vacilou no domingo e nesta quarta-feira. Os três estão muito próximos e são os mais fortes candidatos. Mas deixam esperança (pequena) para Internacional e Atlético-PR.

A derrota para o Inter (3 a 2, no domingo) e o empate de 1 a 1 com o Botafogo fizeram o Corinthians perder a gordura que tinha acumulado. Agora, com 48 pontos, está a três do Flu, embora ainda falte o clássico atrasado com o Vasco (será no dia 13 de outubro). O Pacaembu teve mais de 25 mil pagantes e a torcida fez festa logo com 3 minutos, no belo gol de Bruno César. Parecia que ia prevalecer a força como mandante, que tem sido rotina em 2010.

Engano. O Botafogo se fechou, abriu brechas nos contra-ataques, e deu alguns sustos. No primeiro, Loco Abreu mandou a bola no travessão, depois de cobrança de falta. No segundo lance, o uruguaio não desperdiçou e empatou. O Botafogo só não virou, aos 3 do segundo tempo, porque Leandro Vuaden enxergou impedimento de Herrera que não existiu. O Corinthians até pressionou bastante, também teve oportunidade para marcar, mas no fim quase leva, não fosse a falta de pontaria de Somália (aos 46) e Caio (aos 48 minutos). Os corintianos reclamaram pênalti em Bruno César no primeiro tempo.

O Flu sofreu para bater o Avaí por 1 a 0, em Volta Redonda, mas se garantiu com gol de Conca. O líder recuperou a confiança, Muricy disse que o time está jogando com jeito de “quem quer o título” e aos poucos recupera titulares importantes. Diogo é um deles. O Fluminense não tem um elenco fora de série, mas voltou a jogar certinho. Feijão-com-arroz temperado pelo talento e a garra do argentino Conca.

O Cruzeiro superou a surra que levou do Santos no fim de semana (4 a 1) e fez 3 a 0 fácil no Atlético-GO, com direito a um baita gol de Montillo, outro argentino que está jogando muito. Caçapa e Wallyson completaram. O time mineiro tem 47 pontos e mostra rapidez no ataque. Esse é um ponto que me agrada.

Sinal de alerta mais uma vez ligado para o São Paulo. No sábado, levou 3 do Goiás e nesta quarta-feira tomou mais 4 do Grêmio. Novamente, foi confuso, inseguro. O hexacampeão brasileiro aos poucos constrói a pior campanha dos últimos anos. Uma temporada perdida – 34 pontos e dez rodadas fazem retrospecto ruim. A defesa, antes ponto alto, já levou 38 gols.

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Renan quis apenas Andrezinho na barreira, em cobrança de falta de Marcos Assunção, no jogo que o Inter fez com o Palmeiras, nesta quarta-feira à noite, na Arena Barueri. O goleiro considerou suficiente só um jogador para formar a paredinha, porque a bola estava muito longe da área. Depois do apito do Evandro Roman, ouviu só um silvo, um objeto ziguezagueando na sua frente e o chuá do choque com a rede. A filhote de Jabulani tinha morrido dentro do gol: 1 a 0, aos 31 minutos do primeiro tempo.

Falta para o Palmeiras outra vez, só que aos 13 da etapa final. Lá vai Marcos Assunção ajeitar a bola. Renan, que não é bobo e não quer passar vergonha, agora forma o paredão com quatro companheiros. Soa o apito, a danadinha vem toda enviezada e aquele silvo de cobra de novo no ouvido do goleiro. Zum, passou! E só para quando encontra a barreira dos fios de náilon. Bola na rede: 2 a 0 para o Palestra.

Marcos Assunção e Renan foram os personagens do clássico das 19h30 da 26.ª rodada do Campeonato Brasileiro. O meia porque fez os gol da terceira vitória consecutiva de sua equipe. O goleiro por se deixar enganar duas vezes por um cobrador de falta que parece melhorar com o tempo. Ele já marcou meia-dúzia – por enquanto, o mais importante foi nos 3 a 0 diante do Vitória pela Sul-Americana –, fora as vezes em que obrigou os goleiros a defesas difíceis. Não é nenhum Rivellino, a “patada atômica” original, mas manda seus mísseis certeiros.

O Palmeiras venceu não só pelos gols de Marcos Assunção, mas por ter sido mais atento, mais firme e mais eficiente. O Inter veio a São Paulo animado com os 3 a 2 heróicos diante do Corinthians, no final de semana, porém desfalcado de Tinga e D’Alessandro. A ausência da dupla pesou. O Palmeiras ganhou a batalha no meio-campo, com sua tropa de marcadores (Tinga, Edinho, Márcio Araújo, Marcos Assunção) e com Valdivia enfim entrando no ritmo. O chileno melhora, e com ele o restante do time.

Com esse resultado, o Palmeiras vai a 38 pontos, assume posição mais digna, mas está muito distante de brigar por vaga na Libertadores. O Inter, com 41 (e um jogo a menos), vê diminuir a possibilidade de disputar o título deste ano.

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O Vasco sacudiu a poeira na noite desta terça-feira, com os 3 a 1 no Santos. Com o resultado, foi a 33 pontos e vê o limbo da Série B mais distante. Já o Flamengo continua a brincar com fogo, em repeteco do que aconteceu nos últimos anos – com exceção de 2009. Com futebol fraco e encharcado, empatou com o Goiás no sufoco (1 a 1), em cima da hora, está com 29 pontos e na boca de entrada do grupo dos ameaçados.

Gostei do empenho do Vasco em São Januário. Nas últimas três partidas em casa, só havia empatado – e estava havia seis rodadas sem vencer. Se não teve atuação de primeira qualidade, teve atenção, empenho, aplicação. Zé Roberto, Éder Luís, Felipe foram alguns dos destaques. No primeiro tempo, abriu vantagem de 2 a 0 – gols de Fágner e Felipe (em rebote de pênalti que ele cobrou e Rafael defendeu parcialmente). Na etapa final, levou pressão do Santos, sofreu gol de Danilo, mas no fim respirou aliviado com Éder Luís fechando os 3 a 1.

Neymar foi a referência do Santos, mais uma vez, mas apareceu pouco e apanhou muito. Como já virou rotina. No rodízio de faltas, Jumar se apresentou duas vezes, levou amarelos e foi expulso. O Santos, com 38 pontos, daqui pra frente deve fazer figuração no Campeonato. Brigar pelo terceiro título do ano é sonho ultrapassado.

Vá lá que a chuva em Goiânia atrapalhou – e muito – os dois times, mas Flamengo e Goiás jogaram mais uma vez futebol de segunda linha. Os dois andam perdidos, mais o Fla, pelo peso de sua história e por ser o atual campeão brasileiro. A equipe de Silas, de novo modificada e ainda assim limitada, assustou pouco o Goiás. Tomou o gol no começo do segundo tempo (Juan contra) e se safou do vexame com Deivid aos 45.

O Flamengo acumula 11 empates, 9 derrotas e tem apenas 6 vitórias. O ataque chegou a 25 gols, é dos mais raquíticos da Série A, supera somente os de Grêmio Prudente (21) e Ceará (19). O Goiás é ainda pior. Antepenúltimo, com 25 pontos, ganhou 6 vezes também, mas empatou 7 e perdeu 13. A defesa, com 44 gols, só é menos vazada do que a do Atlético-MG (47). Retrospectos de quem se candidata à Segunda Divisão de 2011.

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O Palmeiras é um clube em que a insensatez faz parte da rotina. Quando mais precisa de equilíbrio e serenidade, aparecem incendiários. Sempre há um de plantão. A bola da vez é Salvador Hugo Palaia. O primeiro vice-presidente assumiu interinamente o lugar do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, afastado por problemas médicos, e como medida inicial destituiu a diretoria de futebol.

A decisão de Palaia, anunciada na noite de segunda-feira, atinge Savério Orlandi, Gennaro Marino e sobretudo Gilberto Cipullo, que era o responsável pelo setor. O presidente interino não estava satisfeito com o modelo administrativo, prefere trabalhar com uma comissão de notáveis e ainda promete auditoria, para apurar gastos e receitas. Palaia acompanhará o trabalho de perto, com a experiência de quem já foi diretor de futebol em algumas gestões – sem resultados expressivos. Em sua última passagem, em 2006, foi substituído por Cipullo, que o criticou e agora levou o troco. O Palmeiras funciona assim.

A canetada de Palaia provocou descontentamento e divide mais o Palestra, que ferve nos bastidores. A luta pela sucessão andava solta, mas um tanto discreta, porque a figura de Belluzzo, embora desgastada, tem respaldo de vários de setores do Conselho. Agora, porém, está escancarada. Daqui para a frente, contarão mais os conchavos políticos do que acertos e erros da equipe no Brasileiro e na Copa Sul-Americana.

O estatuto prevê eleições para o início do ano que vem e a esta altura não se desenha o tradicional confronto entre situação e oposição. Na prática, os dois lados se fragmentaram em diversos grupos, cada um a reivindicar o direito de concorrer à presidência. Difícil, hoje, é saber no Palmeiras quem está a favor e quem é contra. Palaia é um dos candidatos a candidato.

O departamento de futebol é um dos principais focos de endividamento do clube – e há muito tempo campo fértil para ataques do grupo que eventualmente estiver fora do poder. Como os resultados em campo também não aparecem, há espaço para medidas com essa de Palaia.

Na prática, se trata de mais um capítulo de briga pelo poder. No fim, quem perde é o torcedor comum, para quem pouco interessam alianças e desavenças de cartolas. E a nave do Palmeiras continua à deriva…

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Vasco e Flamengo dão a largada na 26.ª rodada sob pressão. Os dois times mais populares do Rio não têm alternativa: ou reagem a partir de agora ou entram em parafuso. Os dois veem de perto a zona de rebaixamento – os vascaínos estão com 30 pontos e recebem o Santos, enquanto os rubro-negros, com 28, visitam o Goiás, que está no grupo do descenso.

A situação mais delicada é a do Fla. Desde a saída de Andrade, de Vagner Love, de Adriano, não se acertou mais e nem de longe lembra o time que conquistou o título de 2009. Rogério Lourenço ficou no comando em boa parte do Brasileiro, nunca teve confiança total de atletas e dirigentes e, ao ser demitido, a equipe já embicava ladeira abaixo. Os cartolas fizeram algumas contratações – as principais são Diogo e Deivid –, mas sem grande efeito.

A chegada de Silas também não alterou muita coisa. Ele pegou o barco andando (ou à deriva) e, quase um mês de trabalho, já acumula 3 derrotas, 4 empates e apenas uma vitória (2 a 1 no Grêmio Prudente). Pra complicar mais, representantes de torcedores foram cobrar empenho dos jogadores em “palestra” no vestiário na segunda-feira. Esse tipo de concessão só serve para aumentar a insegurança, o temor de represálias e reforçar crise.

O Flamengo pode terminar a rodada de meio de semana na zona de rebaixamento – desde que perca para o Goiás (24) e que o Atlético-GO (26) ganhe do Cruzeiro amanhã em Minas. O Fla tem por enquanto 6 vitórias, 10 empates e 9 derrotas. A defesa sofreu 28 gols e o ataque fez 24 – é dos mais fracos da Série A, à frente apenas de Vasco (23), Prudente (21) e Ceará (19).

O cenário não é muito mais favorável ao Vasco. Com sua coleção de empates (12, contra 6 vitórias e 6 derrotas), marcou passo desde a retomada do Campeonato, depois do Mundial. Mas havia sempre a ressalva de que o técnico Paulo César Gusmão estava invicto, já que não havia perdido com o Ceará nem no Vasco. Como se invencibilidade de treinador valesse algo.

Nas últimas seis apresentações, o Vasco empatou 4 vezes e foi derrotado em 2. Não entra ainda no grupo dos ameaçados, mas se cair novamente ficará bem perto de conviver com o fantasma da Série B. A vida não está nada fácil, porque o desafio é parar o Santos, que se refaz da turbulência que resultou na demissão de Dorival Júnior, tem 38 pontos e joga sua última possibilidade de brigar pelo título. Empate ou derrota tiram de vez Neymar & Cia do páreo.

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Durante muito tempo, Celso Roth foi chamado de pé-frio, para ficar em adjetivo menos pejorativo. Depois de levar o Inter ao bi na Libertadores, sua sorte mudou. A maré anda tão boa que até substituições em cima da hora dão certo, garantem vitória heroica e recolocam seu time, com 41 pontos, na briga pelo título nacional, pois falta o jogo com o Santos. Os 3 a 2 sobre o Corinthians, na tarde deste domingo, sinalizam ainda perspectivas animadoras para a disputa do Mundial em dezembro.

O Inter foi persistente, atento, combativo no primeiro tempo do duelo decisivo no Beira-Rio lotado. O meio-campo com Glaydson, Guiñazu, Tinga, D’Alessandro e Giuliano envolveu o líder e a defesa anulou Iarley e Jorge Henrique. Só o ataque não apareceu muito, com Leandro Damião pouco acionado.

O Corinthians sentiu a pressão gaúcha e jogadores que desequilibram não tiveram liberdade para movimentar-se. O Inter encontrava em descidas de Tinga o caminho para assustar Júlio César. O meia ficou três vezes em impedimento, mas na quarta oportunidade recebeu livre e deixou seu time em vantagem. Saiu na sequência, ao sentir contusão.

No segundo tempo, o Corinthians reagiu, mudou a postura, foi à frente. Chegou ao empate, em belo gol de Jorge Henrique, e ensaiou a virada. Aí entrou em cena a boa estrela de Roth. Aos 30, chamou Alecsandro e Andrezinho, para colocá-los no lugar de Giuliano e Leandro. Na primeira bola, Alecsandro faz 2 a 1 e Andrezinho, no último lance do jogo, marcou o gol da vitória por 3 a 2.

O Corinthians, com 47 pontos, tem em seus pés a opção para retomar a liderança, agora com o Flu (48), já que lhe falta disputar jogo atrasado com o Vasco (em 13 de outubro). Só precisa superar deficiências recorrentes. Neste domingo, por exemplo, de novo mostrou poder de reação, pois chegou ao empate duas vezes. Porém, tem dificuldade para sair de marcação forte. Em situações como essa, depende do talento de Bruno César, Elias, Jorge Henrique, Iarley – que nem sempre estão em dia inspirado. Aí, é sofrimento na certa.

O desfecho do clássico foi festejado também no Rio e em Minas. O Fluminense, com os 2 a 1 no Vitória, retomou o rumo da taça. O Cruzeiro, com 44, viu diminuída a frustração pelos 4 a 1 diante do Santos e não está fora do páreo. Botafogo (40) e Santos (38 e com um jogo a menos) sonham.

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25.setembro.2010 23:11:58

Três trombadas no sábado

São Paulo, Cruzeiro e Flamengo trombaram neste sábado, ficaram sem rumo e precisam rever estratégia daqui para a frente no Brasileiro. Em compensação, o Goiás volta a ter esperança de permanecer na elite, o Santos dá sinais de que deixa para trás o período de turbulência com a saída de Dorival Júnior e o Palmeiras se anima para brigar por vaga na Libertadores de 2011, mas via Copa Sul-Americana.

A grande zebra da 25.ª rodada passeou no gramado do Morumbi, no começo da noite. O Goiás foi a campo disposto a segurar um empate, que não ajudaria muito, mas seria melhor do que outra derrota, como havia acontecido no meio da semana (3 a 1 no clássico doméstico com o Atlético-GO). Jorginho armou esquema mais defensivo e nem os jogadores do alviverde devem ter acreditado na facilidade para fazer os gols no primeiro tempo.

O São Paulo foi dispersivo, confuso, atordoado. Sérgio Baresi tratou de mudar esquema e escalação, apelou para o tudo ou nada com a entrada de Cleber Santana no lugar de Samuel e com Dagoberto na vaga de Jorge Henrique. O máximo que conseguiu foi evitar vexame maior, mas não as vaias da torcida. Com 35 pontos, o São Paulo praticamente se despediu de vaga na Libertadores e vê 2010 desperdiçado.

O Cruzeiro sofreu baque na sua corrida pelo título. Animado com bons resultados como visitante, tentou tirar proveito da tensão do Santos. No primeiro tempo do jogo em Barueri ainda deu trabalho e reclamou com razão de gol anulado de Farías. No segundo, porém, se perdeu, tomou dois gols (Marcel e Edu Dracena), reagiu com Thiago Ribeiro e não soube aproveitar-se da expulsão de Zé Eduardo. Ainda levou golaços de Alecsandro e Neymar. Agora torce por tropeços de Flu e Corinthians. O Santos, com 38 pontos, manteve esperança de terminar pelo menos entre os três primeiros.

O Palmeiras continua a surpreender, desta vez de maneira positiva. No Engenhão, praticamente liquidou com o Flamengo ao fazer 2 a 0, gols de Kléber (o primeiro, de pênalti) na fase inicial. Meio-campo e defesa se comportaram bem. No segundo tempo, caiu, viu esboço de reação carioca (Petkovic, de pênalti), mas desatou de vez o nó com gol de Lincoln, que reapereceu no time depois de longo afastamento.

O resultado no Rio faz o alviverde encarar a Sul-Americana com mais otimismo. Se conquistar o título, estará na Libertadores do ano que vem. O Flamengo, com 28 pontos, já acumula 9 derrotas, 10 empates e 6 vitórias. Volta a ver o rebaixamento em seu horizonte.

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A roda-viva do futebol continua mais ativa do que nunca. Dorival Júnior não completou quatro dias de desemprego e já encara novo desafio com o convite que lhe foi feito pelo Atlético Mineiro. Não teve tempo nem de andar um pouco de chinelo, em casa, e rever por que a trombada com Neymar deteriorou sua relação com o Santos, a ponto de ser demitido do clube depois de conquistar o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil.

Dorival estava a ruminar o episódio com Neymar, ao mesmo tempo em que negociava com o Galo a vaga aberta com a saída de Vanderlei Luxemburgo. Resolveu aceitar a tarefa de salvar o time mineiro do rebaixamento talvez como forma de mostrar que o Santos errou ao dispensá-lo na terça-feira. O Atlético perdeu 15 das 24 partidas que disputou sob o comando de Luxemburgo e é grande a possibilidade de queda.

Pelo acordo definido com o Atlético, Dorival fica em Belo Horizonte até o final de 2011. O que significa que pode voltar à disputa da Série B, dois anos depois da experiência com o Vasco, time que conduziu à elite com a campanha de 2009. Ao assinar por período extenso, o técnico assumiu o risco de voltar à divisão de acesso.

Há, porém, uma possibilidade de Dorival fechar 2010 com mais um sucesso, além dos dois troféus conquistados com o Santos: o Atlético é um dos brasileiros na briga pela Copa Sul-Americana (assim como Palmeiras, Avaí e Goiás). Se for campeão, o Galo vai à Libertadores. Para o treinador, seria uma proeza inédita: conduzir dois times para mesma competição, no mesmo ano.

Quem sabe não tenha sido essa a maior motivação para voltar à rotina de treinos, jogos, pressão e cobranças?

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A Roma conseguiu a primeira vitória no Campeonato Italiano, com 1 a 0 em cima da pentacampeã Inter, com gol de Vucinic aos 47 minutos do segundo tempo. Só que nem todo mundo no time da capital saiu do estádio Olímpico contente com o resultado. Adriano esteve no banco, foi chamado para entrar poucos minutos antes do final, mas de um momento para outro voltou a sentar-se. Cara amarrada, braços cruzados, viu Julio Baptista ser chamado pelo técnico Claudio Ranieri.

Adriano teve esporádicas aparições na Roma, desde que foi contratado no meio do ano. No fim da fase de preparação para a temporada 2010-11 sofreu contusão e demorou para recuperar a forma. Neste sábado, ficou como opção na reserva, já que o treinador preferiu começar Borriello. Seria justamente no lugar do italiano que Adriano entraria, nos instantes finais do clássico, quando houve a reviravolta.

O duelo das duas equipes que têm concentrado a atenção de crítica e torcedores nos últimos anos no “calcio” teve poucos momentos de emoção. Prevaleceu a marcação. O resultado veio com a bonita cabeçada, de peixinho, de Vucinic, que pouco antes havia entrado no lugar de Francesco Totti. A Roma foi a 5 pontos e, pelo menos até amanhã, sai da zona de rebaixamento. A Inter ainda lidera, com 10 pontos, um a mais do que Chievo (recebe a Lazio) e Brescia (visita o Bari).

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25.setembro.2010 15:51:53

Pedala, Robinho!

Robinho ficou o tempo todo em campo, na vitória do Milan por 1 a 0 sobre o Genoa, na abertura da 5.ª rodada do Campeonato Italiano, na tarde deste sábado, em Milão. Deu dois chutes a gol, ensaiou algumas trocas de passes com Ronaldinho Gaúcho e Ibrahimovic, ajudou a defesa em esporádicos lances mais agudos e não passou disso. Parece ainda pouco à vontade em um time que também joga com o freio de mão puxado.

O ex-santista ganhou sua primeira chance completa de mostrar serviço, desde que chegou ao clube vindo do Manchester City, e percebeu que terá dificuldade para encaixar-se. Atuou mais pela faixa direita de ataque, embora em alguns momentos tenha cedido espaço para Boateng, e no segundo tempo atreveu-se a entrar pelo meio da área. Ficou evidente que está testando o terreno na nova casa. Tão tímido que só esboçou pedaladas e não teve coragem de levar sua marca registrada adiante.

O Milan também não ajuda muito. Os lances de qualidade são poucos e, na maior parte, saem dos pés de Ronaldinho Gaúcho. O astro, porém, manteve o ritmo gangorra em suas apresentações: começou bem, deus bons passes para Ibrahimovic e Robinho, depois cansou. Na metade do segundo tempo, fo substituído por Seedorf. A vitória veio com lançamento longo de Pirlo, na etapa final, que Ibra desviou para o gol.

Com o futebol que tem mostrado, o Milan não fará sombra à Inter, que já desponta como a grande favorita ao scudetto (luta pelo hexa) e que logo mais, ainda neste sábado, faz clássico com a Roma.

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  • nimbus: Parece que vc ficou frustrado com a não conquista do Santos.
  • Ândi: Então é isso. A conquista do Paulista agora está resumida a uma nota de rodapé. Triste.. :( (Isso não é...
  • nimbus: Apesar de estar um pouco enfastiado de ver o Timão levantar taça, esse título foi especial. Eu não via o...
  • Daniel Parente Fernandes: É bem verdade tudo que você falou Anterão. O Santos não é mais o mesmo e Muricy não...

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