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Andrea Vialli

11.abril.2010 17:40:25

Uma força para os polinizadores

poli2

A redução das populações de polinizadores – o que inclui abelhas, pássaros, borboletas, besouros, morcegos, roedores, entre outros – pode levar a perdas econômicas substanciais. Segundo um relatório da FAO (organização da ONU para a agricultura) publicado no ano passado, só nos últimos 50 anos 45% das espécies de abelha no mundo desapareceram.

Como prestam o valioso serviço de auxiliar na reprodução das plantas, e isso inclui grande parte dos vegetais e frutas consumidos pelos humanos, a perda de populações de polinizadores é preocupante. Um estudo europeu, coordenado pelo Instituto Científico de Pesquisas Agronômicas da França (Inra) estima que o valor econômico dos serviços de polinização prestados por insetos é superior a 150 bilhões de euros, o equivalente a quase 10% do PIB agrícola mundial. O desaparecimento desses insetos levaria a perdas de até 310 bilhões de euros.

A questão é tão séria que, no Brasil, o Ministério do Meio Ambiente está estimulando pesquisas sobre o tema, no âmbito de uma iniciativa da ONU. O projeto “Conservação e Manejo de Polinizadores para uma Agricultura Sustentável através de uma Abordagem Ecossistêmica” prevê uma parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) para disponibilizar US$ 3 milhões nos próximos cinco anos em bolsas para pesquisas envolvendo polinizadores. Os recursos virão do GEF (Fundo Global para o Meio Ambiente).

Na semana passada, foi realizada a primeira reunião de consulta nacional da Iniciativa Brasileira de Polinizadores (IBP, mais informações aqui) para lançar o projeto. O Brasil é um dos seis países emergentes que fazem parte do projeto da ONU. Culturas como a do maracujá já se ressentem da perda de polinizadores naturais, como as mamangavas.

comentários (12) | comente

12 Comentários Comente também
  • 12/04/2010 - 16:56
    Enviado por: Antonio Augusto da Costa Carvalho

    Era uma vez, uma região com florestas e muitos lagos, habitados por peixes e jacarés.
    Um dia veio um homem e matou os jacarés. Mal sabia ele que nas contas dos jacarés se formava um limo rico que servia de alimento às moscas do lugar. As moscas por sua vez, faziam a polinização das flores que se transformavam em frutos e alimentavam as aves migratórias. As aves migratórias sem ter alimento nos seus lugares de descanso, morreram. Nos lugares de origem e destino das aves aconteceu uma superpopulação de insetos.
    Criou-se então, com o apoio da ONU, um fundo de pesquisas para desenvolver um inseticida específico que diminuísse a população de insetos, sem dizimá-los e nem apresentar efeitos colaterais ou outros desequilíbrios,………
    E todos pensaram que iam ser felizes para sempre.

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  • 12/04/2010 - 18:34
    Enviado por: H.Romeu Machado de Campos

    A CULPA É DA IMPRENSA. Calma já explico! Nenhum outro setor da sociedade não política, tem mais poder de “formar” opiniões do que a imprensa. Sendo assim por que os jornalistas não assumem uma “causa” supra partidária política e “insufla”, é isto mesmo! Insufla, a sociedade para que de maneira pacífica, ameaçem através dos votos, aos políticos que não aderirem ao chamado ” CAMPO na CIDADE” (pode ser um bom nome) ou seja, todo e qualquer projeto urbanístico deverá reservar 20% de mata contínua e nativa da região, inclusive frutas e os projetos arquitetônicos comerciais ou residenciais, terão o mesmo tratamento, independentemente de qual Construtora ou Empreiteira seja a proprietária do Empreendimento. Vai inflacionar? No início até pode ser mas rapidamente o “mercado” corrige. Voltam, as borboletas, os pássaros, as minhocas, os besouros e a VIDA!

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  • 13/04/2010 - 01:49
    Enviado por: de Souza

    Oi Andrea
    Sou leigo no assunto, mas os temas ambientais me interessam.
    Uma vez li num jornal sobre o projeto Pomar em São Paulo, que consistiu em plantar árvores às margens do rio Pinheiros.
    Essas árvores, muitas delas frutíferas, atraíram insetos, que por sua vez, atraíram pássaros e aí, em certo tempo, o lugar passou a ter uma avifauna expressiva, inclusive com o retorno de espécies que há tempos não se via na cidade.
    Iniciativas simples pode muito em seus efeitos, basta vontade pública, senão privada.
    Aqui em Aracaju, onde moro, a prefeitura quer ampliar a área verde da cidade. Um dos objetivos é trazer mais frescor, pois sabe-se que qto mais vegetação mais o clima é ameno. Em tempos de verão acima de 35 graus a iniciativa é bem vinda.
    Abraço

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  • 13/04/2010 - 16:09
    Enviado por: Cassio Bomfim

    ALBERT EINSTEIN, na PRIMEIRA METADE do século XX, fez uma previsão nada boa. Disse ele: “Sem as abelhas, o homem pode desaparecer em quatro anos”.
    Desde de o fim de 2006 leio sobre o fenômeno do desaparecimento das abelhas. Talvez uma série de adventos como esse culminem em tempos difíceis nos próximos anos… Talvez o calendário MAIA seja menos “esotérico” e religioso do que se imagina…

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  • 13/04/2010 - 22:56
    Enviado por: marcos tavares martins.

    xiiiiiii….se não estou enganado, a foto do texto anuncia a morte de mais uma abelha: aquela planta não é carnívora/insetívora?

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  • 17/04/2010 - 18:38
    Enviado por: Evandro Carlos

    Muitos desses insetos são mortos com a aplicação de pesticidas. Com a intenção de matar pragas malígnas, matam também as benignas, além poluir meio ambiente com esses fortes defensivos.

    A agricultura orgânica pode ser a salvação para esses insetos.

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  • 18/04/2010 - 15:18
    Enviado por: Rômulo

    É, cada vez mais percebemos que interagimos de forma muito mais complexa com o meio do que imaginávamos. Mas será que teremos condições de minimizar esses impactos?

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  • 22/04/2010 - 18:07
    Enviado por: Frater Sponsius

    Bom, uma coisa posso garantir, por experiência própria: picada de mamangava dói pacas…

    http://www.ib.unicamp.br/imagens/mamangava.jpg

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  • 23/04/2010 - 08:29
    Enviado por: Natal Marchi

    A drástica redução dos polinizadores se deve à ação nefasta do ser humano. Entre elas: utilização de agrotóxicos em praticamente tudo o que é plantado.

    As abelhas, laboriosamente, tiram das flores o néctar para produção de mel. Como não têm raciocínio, agem por instinto, mal sabendo que sob a beleza das flores escondem-se mortíferos venenos. Muitíssimas, morrem. As que sobrevivem produzem mel contaminado, porque o ser pensante(?) chamado homem, usa seu intelecto para destruir a natureza.

    Fato idêntico ocorre com os animais (irracionais(?), que estão sendo dizimados. Encurralados, pedem socorro, mas, quem deveria socorrê-los, impiedosamente, os trucida.

    Triste realidade!

    Pobre ser humano! Conscientemente, utiliza seu raciocínio para destruir sua própria morada: o mondo.

    Que disparate!

    Acorda, homem, antes que adormeças para sempre!

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  • 23/04/2010 - 08:56
    Enviado por: Natal Marchi

    Complementando meu comentário acima, não poderia deixar de fazer especial menção aos Produtos Orgânicos”, também conhecidos como “ecológicos”. Sobre tal assunto, muito se fala, mas pouco se realiza.

    Europa e Estados Unidos – para citar alguns -, produzem grande parte de alimentos, ecologicamente. No Brasil, falta o envolvimento do governo de todas as Instâncias.

    Alimentação sadia prolonga a vida. Todos sabem disso. Por que, então, não produzir alimentos livres de mortíferos venenos? Ora, senhores!

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    • 23/04/2010 - 09:46
      Enviado por: Antonio Augusto da Costa Carvalho

      Prezado Natal Marchi
      Discordo da sua afirmação de que: “Europa e Estados Unidos produzem grande parte de alimentos, ecológicamente.”
      O problema dos orgânicos é o preço.
      No Brasil a agricultura orgânica tem crescido 20% ao ano nos últimos anos, apesar de ainda ser muito pequena.
      Por outro lado, na agricultura comercial ou empresarial, no “plantio direto”, invenção brasileira do Rio Grande do Sul, utilizada em todo o território nacional, produz gastando 50% do óleo diesel que a Europa, os EUA, Asia e Africa gastam para produzir.
      Os verdadeiros vilões da natureza, são as grandes aglomerações humanas das cidades, estes sim dispersam poluentes no ar, dejetos nos rios, sufocam as nascentes, constroem marginais nas áreas de varzeas e matas ciliares e por aí vai. Poluem muito para produzir tudo o que produzem.

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  • 14/08/2010 - 14:48
    Enviado por: Painéis elétricos

    MUITO INTERESSANTE ESSE POST

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