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Andrea Vialli

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A redução das populações de polinizadores – o que inclui abelhas, pássaros, borboletas, besouros, morcegos, roedores, entre outros – pode levar a perdas econômicas substanciais. Segundo um relatório da FAO (organização da ONU para a agricultura) publicado no ano passado, só nos últimos 50 anos 45% das espécies de abelha no mundo desapareceram.

Como prestam o valioso serviço de auxiliar na reprodução das plantas, e isso inclui grande parte dos vegetais e frutas consumidos pelos humanos, a perda de populações de polinizadores é preocupante. Um estudo europeu, coordenado pelo Instituto Científico de Pesquisas Agronômicas da França (Inra) estima que o valor econômico dos serviços de polinização prestados por insetos é superior a 150 bilhões de euros, o equivalente a quase 10% do PIB agrícola mundial. O desaparecimento desses insetos levaria a perdas de até 310 bilhões de euros.

A questão é tão séria que, no Brasil, o Ministério do Meio Ambiente está estimulando pesquisas sobre o tema, no âmbito de uma iniciativa da ONU. O projeto “Conservação e Manejo de Polinizadores para uma Agricultura Sustentável através de uma Abordagem Ecossistêmica” prevê uma parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) para disponibilizar US$ 3 milhões nos próximos cinco anos em bolsas para pesquisas envolvendo polinizadores. Os recursos virão do GEF (Fundo Global para o Meio Ambiente).

Na semana passada, foi realizada a primeira reunião de consulta nacional da Iniciativa Brasileira de Polinizadores (IBP, mais informações aqui) para lançar o projeto. O Brasil é um dos seis países emergentes que fazem parte do projeto da ONU. Culturas como a do maracujá já se ressentem da perda de polinizadores naturais, como as mamangavas.

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Caros leitores, desejo a todos um excelente 2010, cheio de conquistas sustentáveis – em todos os sentidos! Apesar do fracasso da COP15, há muitos motivos para pensar que a década que agora se inicia representa um marco para muitos avanços no campo da sustentabilidade.

Veremos temas como biodiversidade, energias limpas, gestão das cadeias produtivas,ecodesign e ecologia industrial ganhar mais dimensão no campo dos negócios. Isso porque o relógio da Terra está correndo em rápida velocidade e sim, é preciso usar os recursos de forma mais inteligente e menos dispendiosa.

Dito isso, um aviso: esse blog fará uma pausa, por motivo de minhas férias. Voltarei em fevereiro com muitas novidades desse universo da sustentabilidade.

Até breve!

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Colocar chefes de Estado velhinhos e pedindo desculpas por nada terem feito para mitigar a crise climática – essa foi a sacada das ONGs Greenpeace e o movimento TckTckTckTck (no Brasil, TicTacTicTac) para chamar atenção em outdoors espalhados no aeroporto de Copenhague, cidade-sede da COP15. Nos anúncios, Lula, Barack Obama, Angela Merkel, Nicolas Sarkozy, entre outros, envelhecidos por efeitos de computação gráfica e a frase “Desculpe – Podíamos ter impedido a catastrófica crise climática, mas não o fizemos”.
Uma campanha que vai direto ao ponto. Só esperamos que fique só no papel – e que chefe de Estado algum se arrependa de erros tomados lá.


Obama também pede desculpas


E Angela Merkel também.


Sarkozy não ficou tão mal no anúncio

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O Brasil perder R$ 3,6 trilhões até 2050 em razão dos impactos provocados pelas mudanças climáticas no País, o que equivaleria a jogar fora um ano de crescimento econômico nos próximos 40 anos. A informação faz parte do estudo Economia das Mudanças do Clima no Brasil, divulgado hoje, que reuniu equipes de instituições reconhecidas como USP, UFRJ, Unicamp, Inpe, Embrapa e Fiocruz.

A ideia do relatório foi traçar, para o cenário brasileiro, um panorama semelhante ao desenhado pelo economista Nicholas Stern em 2006. Na ocasião, Stern traçou, a pedido do governo britânico, um estudo sobre os custos financeiros da mudança climática – este que ficou conhecido como Relatório Stern. A síntese do estudo enunciou que os investimentos necessários para atenuar os efeitos das mudanças climáticas consumiriam 1% do PIB mundial, ao ano. O mesmo relatório ponderou que, se nada fosse feito para combater a crise do clima, o estrago pode custar até 20% do PIB mundial.

Apesar das perdas econômicas que o País poderá sofrar, o estudo também aponta oportunidades. E todas ligadas à chamada economia verde, ou de baixo carbono. A agricultura, por exemplo, perde em produtividade e áreas cultiváveis (em especial as culturas de soja, milho e café). Mas a cana-de-açúcar pode aumentar sua área plantada em até 147% ao longo deste século – oportunidade de ouro para o setor de biocombustíveis. A substituição de combustíveis fósseis, aliás, evitaria a emissão doméstica de até 203 milhões de toneladas de CO2 até 2035.

Outra oportunidade apontada pelo relatório é o pagamento por serviços ambientais. Segundo o estudo, a preservação da floresta amazônica pode render até US$ 450 por hectare, o equivalente a US$ 3 por tonelada de carbono que deixar de ser lançada na atmosfera. Esse pagamento, segundo as instituições, desestimularia o desmatamento voltado à pecuária. Só não se sabe ainda quem vai pagar essa conta.

Leia mais: Brasil pode perder R$ 3,6 trilhões por causa do aquecimento global
Abastecimento de água e energia seria afetado
Recife já vê efeitos de alta no nível do mar

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O Brasil é o campeão, entre os países emergentes, na emissão de CO2 per capita. Cada brasileiro é responsável pela emissão de 10 toneladas de gás carbônico (CO2) por ano, em média. O número é duas vezes maior do que a média mundial. Os dados são da Rede-Clima, ligada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Somos o país em desenvolvimento com a maior média mundial”, afirmou Carlos Nobre, um dos coordenadores da Rede-Clima, ao participar de comissão geral na Câmara para discutir a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15).

A meta é de que a média mundial de emissão de CO2 seja de 1,2 tonelada por ano até 2050, para que a temperatura global não aumente 2 graus Celsius. “Ela já subiu 0,8°C nos últimos 100 anos. Falta 1,2°C. Já chegamos muito próximo do limite”, disse Nobre.

Concentração de CO2 é a maior em 2 milhões de anos
O balanço anual de emissões feito por cientistas ligados ao Global Carbon Project aponta que as concentrações de gás carbônico (CO2) na atmosfera são as maiores em pelo menos 2 milhões de anos. O estudo, divulgado esta semana pela prestigiada revista científica Nature Geoscience, tem entre seus autores Jean P. Ometto, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Inpe.

Com repercussões diretas no clima, as variações do CO2 na atmosfera terrestre são em grande parte determinadas pelo homem, devido a atividade industrial, queima de combustíveis fósseis, desmatamento e mudanças no uso da terra.

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Participei, junto com as colegas jornalistas Ana Luiza Herzog, da revista Exame, e Aline Ribeiro, da Época Negócios, do programa “Notícia em Foco”, da rádio CBN. O debate, mediado por Mariza Tavares e Fabíola Sidral, abordou a cobertura jornalística de sustentabilidade.

Ouça: http://cbn.globoradio.globo.com/programa…

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Demorou, mas saiu. O Ministério da Fazenda anunciou ontem que a prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos de linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) vale por mais três meses, mas só para os equipamentos que atenderem às classes A e B de consumo de energia. Mais informações aqui.

A medida vale apenas por três meses (prorrogáveis?)e sem dúvida faz parte do esforço do governo para aquecer o consumo no final do ano. Mas é positivo o fato de que, finalmente, o governo passa a acenar com incentivos ao consumo mais ecologicamente correto.

Há quem diga que isso faz parte do “efeito Marina” – a candidatura à presidência da ex-ministra do meio ambiente já estaria levando o atual governo a levantar bandeiras ‘verdes’. A própria senadora avaliou como positiva a medida, desde que não ela não passe de uma atitude pontual e que os incentivos aos produtos mais sustentáveis sejam incorporados a uma reforma tributária mais ampla.

Segundo o Inmetro, hoje 76% das geladeiras, 60% dos fogões e 50% das lavadoras estão dentro das classes A e B, mais econômicas, de consumo. A redução do IPI deve provocar uma corrida tecnológica dos fabricantes, para se adequarem aos padrões mais elevados de eficiência energética.

Com viés eleitoreiro ou não, o ministro Mantega já avisou que vem mais por aí. “Não se espantem se, no futuro, adotarmos outras medidas tributárias, não no IPI, mas vinculadas a compromissos ambientais”, disse o ministro. O tema é oportuno, pois de fato são necessários incentivos e informações para que os consumidores possam fazer escolhas mais alinhadas com a sustentabilidade.

Nossa matéria de capa do caderno mensal Vida & Sustentabilidade, que circula hoje no Estadão e no Jornal da Tarde, mostra que o brasileiro tem elevada consciência ambiental, mas isso ainda não muda seus hábitos de consumo.

Outra matéria do nosso suplemento, uma entrevista com o veterano ambientalista Lester Brown, mostra sintonia entre a redução do IPI e uma tendência que deve tomar força após a Cúpula do Clima, em Copenhague: a de reestruturas o sistema tributário dos Países, de modo que o mercado ‘precifique’ os custos da poluição e das mudanças climáticas.

Estamos avançando.

Leia mais: Distância entre Discurso e Prática
Pré sal pode tirar Brasil do rumo certo, diz Lester Brown

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Ela é mulher. Ela é cientista política. Ela passou boa parte de sua vida estudando as relações entre populações, os ecossistemas e seu equilíbrio ecológico. Ela é Prêmio Nobel de Economia.

Elinor Ostrom era até então um nome pouco conhecido nas bandas de cá. Mas ela, economista que não é – e talvez por isso – fez em seus estudos a tão necessária ponte entre a economia que gera riqueza para os povos e os recursos naturais que permitem que as engrenagens dessa economia funcionem.

Elinor investigou porque há povos e situações que se adaptam aos seus limites de exploração e conseguem se sustentar enquanto outros simplesmente predam seu patrimônio natural – os chamados bens comuns (solos, água, ar, florestas, estoques pesqueiros, etc).

Uma de suas pesquisas mostrou que pescadores de lagostas no Maine, nos EUA, conseguem se organizar para regular, sem intervenção do governo ou de empresas, a pesca do crustáceo. Com isso,conseguem evitar a superexploração desses recursos, o que representaria o fim de uma atividade econômica importante para a região.

Os estudos de Elinor são importantes para os estudiosos da sustentabilidade, pois desafiam o conceito de “Tragédia dos Comuns”, segundo o qual o meio ambiente é penalizado porque os indivíduos levam em conta apenas seus interesses próprios, sem se preocupar com os efeitos sobre as outras pessoas e as próximas gerações. Tanto que, ao receber o Prêmio, Elinor afirmou que seus estudos podem ser bastante úteis nos tempos atuais, em que a economia busca novos caminhos para enfrentar temas complexos como o aquecimento global.

Escolha emblemática
O fato de a Academia de Ciências Sueca eleger uma acadêmica com o perfil de Elinor representa um avanço muito importante. Primeiro, reconhece que a economia não é feita apenas das interações mercado-governo. Há outros agentes importantes no processo, entre eles o próprio meio ambiente, que abastece a economia de matérias primas e outros serviços e sempre foi considerado uma externalidade, algo alheio ao sistema econômico. O desmonte desse paradigma é emblemático e muito atual. Tanto que há um amplo movimento no sentido de incluir as variáveis sociais e ambientais na contabilidade das nações, como mostramos no especial “PIB verde“.

Elinor Ostrom parece fazer a academia acordar para a intrínseca relação entre economia e ecologia e representa a ponte que estávamos esperando ser feita. Parabéns Elinor, e que venham mais premiados como ela.

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O Brasil não pode se comprometer com uma taxa zero de desmatamento. A declaração, feita nesta terça-feira pelo presidente Lula, durante a Cúpula Brasil-União Europeia, em Estocolmo, deu munição para que a bancada do governo no Congresso e os ruralistas tentassem votar os Projetos de Lei 1876/99 e 5367/09, que tentam amainar vários itens da legislação ambiental brasileira. A ação foi barrada, mas causou grande comoção entre o movimento ambientalista. As principais ONGs divulgaram nota de repúdio (leia mais abaixo).

O tema ganha relevância ainda maior à medida que se aproxima a Cúpula do Clima, em Copenhague, em dezembro, onde os países devem definir um novo acordo global para enfrentar o aquecimento global. E, embora o governo brasileiro tenha dado sinais de que o País pretende liderar uma posição favorável a metas de redução da poluição para os emergentes, a declaração de Lula traz dúvidas sobre um real comprometimento.

O setor privado, especialmente ligado ao agronegócio, também chegou a sinalizar que estaria disposto a colaborar com o governo nas negociações do clima. As entidades representantes da cana-de-açúcar, do papel e celulose e do óleo de soja, entre outras, chegaram a elaborar um documento, a Aliança Brasileira pelo Clima, com sugestões para que o Itamaraty leve na bagagem rumo à Copenhague. Estariam então fazendo greenwashing (maquiagem verde)? Posando de bons moços para a mídia enquanto nos bastidores articulam mais e mais brechas para expandir as suas plantações para além do limite do aceitável?

É justo ressaltar que há vários estudos que mostram que é possível dobrar a produção de alimentos e bioenergia no País sem desmatar mais, apenas fazendo um melhor aproveitamento das terras, especialmente das pastagens subaproveitadas (um boi por hectare está bom?). Acho que todos queremos saber de que lado, afinal, o agronegócio brasileiro está.

Veja abaixo a íntegra da nota assinada pelas ONGs.

Nota das Ongs contra revogação da legislação ambiental brasileira

As organizações abaixo assinadas alertam a sociedade brasileira para a gravidade da proposta da bancada ruralista no Congresso Nacional (PLs 1876/99 e 5367/09) que tramita em comissão especial formada por maioria de parlamentares ligados ao agronegócio.

A proposta revoga ou modifica as principais Leis ambientais brasileiras, como o Código Florestal brasileiro, a Lei de Política Nacional de Meio Ambiente, a Lei de Crimes e Infrações contra o Meio Ambiente e a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Os principais instrumentos de gestão ambiental em vigor como a criação de unidades de conservação, as reservas florestais legais, as áreas de preservação permanente, o licenciamento ambiental, o Conselho Nacional de Meio Ambiente poderão ser revogados ou enfraquecidos para atender exclusivamente por encomenda setorial dos ruralistas.

uma das mais importantes reuniões internacionais de todos os tempos (Conferência do Clima em Copenhagen em dezembro próximo) que tratará de mecanismos e compromissos com a redução de emissões de gases de efeito estufa a bancada ruralista, com a conivência do governo federal, insiste em colocar em pauta e em ritmo acelerado propostas que põem em sério risco as principais leis brasileiras, em especial a que regulamenta o controle do desmatamento em todos os Biomas brasileiros. Ressalte-se que o desmatamento é responsável por mais de 50% das emissões brasileiras.

As organizações abaixo assinadas pedem ao Presidente da República e ao Presidente da Câmara dos Deputados o empenho necessário para que os Projetos de Lei aqui referidos (PL 1876/99 e 5.367/09) sejam rejeitados, ou que, no mínimo, sejam objeto de amplo debate nacional e tramitem ordinariamente nas comissões temáticas pertinentes viabilizando assim a participação ativa e informada de todos os setores interessados no desenvolvimento sustentável no Brasil.

As principais leis ambientais brasileiras a Lei da Mata Atlântica, a Lei de Gestão de Florestas Públicas, a Lei de Crimes e Infrações contra o Meio Ambiente, a Lei do Sistema Nacional de Meio Ambiente, Lei de Gerenciamento de Recursos Hídricos, Lei de Informações Ambientais e Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação foram objeto de amplo debate no Congresso Nacional sendo inadmissível que este governo permita modificações de leis tão importantes para o desenvolvimento nacional sustentável sem um amplo e aberto debate nacional.

Brasilia, 06 de outubro de 2009

Associação Preserve a Amazônia
Apremavi
Amigos do Futuro
Conservação Internacional
IPAM
Fundação SOS Mata Atlântica
Gambá – Grupo Ambientalista da Bahia
Greenpeace
Grupo de Trabalho Amazônico
Rede de Ongs da Mata Atlântica
SOS Pantanal
ISA – Instituto Socioambiental
Instituto de Pesquisas Ecológicas
WSPA – Sociedade Mundial de Proteção Animal
WWF

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Engajamento rock’n'roll para alertar contra as mudanças climáticas. Com a aproximação da COP 15, em dezembro, em Copenhaguen, na Dinamarca, onde os líderes globais decidirão suas posturas frente o aquecimento global, um time de artistas se juntou para regravar “Beds are Burning”, hit da banda australiana Midnight Oil nos anos 1990.

O clip, lançado hoje, faz parte da campanha internacional pelo clima TicTac e tem a abertura de ninguém menos que o ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan.Depois, vem Lily Allen, Marion Cotillard, Fergie, Duran Duran, Scorpions e outras caras conhecidas.

O curioso é que o ex-vocalista do Midnight Oil, Peter Garrett, um conhecido ativista das causas dos aborígenes, é o atual ministro do meio ambiente da Austrália – país conhecido por ser grande produtor de carvão e refratário a um novo acordo global de redução dos gases de efeito estufa.

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