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Andrea Vialli

Depois das certificações para orgânicos e para produtos florestais que vêm de áreas de manejo controlado, está em desenvolvimento um novo selo verde, voltado a empresas que desenvolvem programas para conservação da biodiversidade ligados aos seus negócios. O selo Life (sigla de Iniciativa Duradoura pela Terra, em inglês) está em fase piloto de certificação e em 2010 já deverá ser aplicado por três empresas brasileiras.

O objetivo da certificação, que foi apresentada durante o seminário “Negócios e Biodiversidade”, realizado este mês pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), é estimular as empresas a incorporar a conservação de florestas e da biodiversidade na estratégia de negócios, dando um passo além nas políticas de gestão ambiental já existentes, como controle da poluição e redução no desperdício de água.

A nova certificação parte da premissa de que as áreas naturais são responsáveis pela prestação dos chamados serviços ambientais – como produção de água, equilíbrio do solo e do clima, sequestro de carbono da atmosfera, polinização de lavouras, entre outros – e que, sem esses serviços, boa parte dos negócios seria inviabilizada.

“A dependência das atividades produtivas da existência de áreas naturais exige das empresas uma evolução do atual modelo de gestão ambiental”, diz Clóvis Borges, presidente do Conselho Diretor do Instituto Life, entidade criada para concessão da certificação Life.

A metodologia foi desenvolvida pelo Instituto Tecnológico do Paraná (TecPar)e atualmente três empresas estão em processo de obtenção do selo: a Posigraf, unidade gráfica do Grupo Positivo, a fabricante de cosméticos O Boticário e a MPX Energia, do empresário Eike Batista. A certificação Life prevê auditoria por organismos independentes e terá validade de cinco anos.

De acordo com Adriana Vasconcelos, gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Posigraf, a certificação piloto deve reforçar a estratégia de gestão ambiental da companhia, que recebe investimentos há mais de uma década e já permitiu a obtenção de selos como o ISO 14001 (meio ambiente) e FSC e Cerflor (procedência do papel usado na gráfica).

“A certificação Life consolida essas iniciativas”, diz Adriana, que também está à frente do processo de obtenção da ISO 14064, que estabelece normas para gestão das emissões de CO2 dentro da empresa.
Segundo ela, a estratégia de compensar as emissões de gases poluentes da atividade da gráfica inclui ainda investimentos na manutenção de remanescentes de Mata Atlântica no Paraná. No caso, a Mata do Uru, uma área de 131 hectares de floresta de araucária localizada no município de Lapa, a 80 km de Curitiba. “A manutenção de áreas verdes é vital para os negócios, embora muitas empresas ainda não enxerguem a relação de dependência. Nossos processos industriais, por exemplo, demandam água e pigmentos que vêm da natureza.”

Para Fernando Veiga, gerente de serviços ambientais da ONG The Nature Conservancy (TNC), já está em andamento, a passos ainda lentos, a construção de um mercado para os serviços ambientais no Brasil. “Exemplos disso são os programas de conservação de água que remuneram produtores rurais que cuidam das nascentes”, diz. Só no município de Extrema (MG), 50 agricultores recebem recursos da prefeitura para manter as áreas verdes intocadas e, assim, garantir a produção de água.


Mata do Uru, no Paraná. Foto de Zig Koch/Divulgação.

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O polo industrial de Camaçari, na Bahia, caminha para se tornar também um polo de inovação com foco em sustentabilidade. De lá estão saindo pesquisas no campo de biocompósitos (novos materiais de base vegetal) e biorrefinarias, um novo conceito em refinaria, baseado no uso de matérias primas verdes e a transformação de resíduos em matérias primas e combustíveis. Em 2010, o polo ganhará o primeiro Centro Tecnológico de Biocompósitos da América Latina.

As pesquisas mais adiantadas estão sendo conduzidas pela Cetrel, empresa controlada pela Braskem que presta serviços de tratamento de efluentes e engenharia ambiental para as companhias do polo. Com experiência em gestão de resíduos industriais, a empresa iniciou, de três anos para cá, os estudos para transformar boa parte desses materiais em novos insumos para a indústria. “A ideia central é que os resíduos de uma atividade produtiva se convertam no insumo de outras”, diz Dênio Cidreira, diretor de negócios e inovação da Cetrel.

Entre as frentes de inovação, estão os biocompósitos feitos de bagaço de cana-de-açúcar, um resíduo abundante em praticamente todo o País. “O bagaço da cana, combinado com polietileno e polipropileno pós consumo e cinzas inertes de processos de incineração, pode ser transformado em diversos novos produtos para produção em escala industrial”, diz Cidreira.

No início de 2010, explica, os primeiros produtos resultantes dessa combinação devem começar a ser fabricados. Serão painéis para aquecimento solar, banheiros químicos e madeira plástica, cuja aplicação será na construção civil, como substituta do PVC e da madeira in natura.

As parcerias para a fabricação desses produtos estão sendo definidas. No caso dos painéis para energia solar, a indústria será a Alpina, de São Paulo, e, para fabricação dos banheiros químicos, a Triflex, empresa que faz parte do grupo industrial Sasil. “Com esses parceiros, conseguimos o pulo do gato em termos de inovação sustentável. As placas serão produzidas com bagaço de cana e o polietileno ‘verde’ fabricado pela Braskem, também de cana-de-açúcar. O balanço de carbono será positivo”, diz Cidreira, explicando que os novos produtos fabricados com biocompósitos têm capacidade de retirar mais CO2 da atmosfera do que emitir, ao contrário dos produtos de base petroquímica.
As pesquisas com biocompósitos, que também incluem outros resíduos, como casca de coco e sisal, serão apresentadas esta semana na COP15, a conferência sobre o clima em Copenhague.

“Biorrefinaria”
Os estudos sobre biocompósitos abrem uma nova oportunidade de negócios para as empresas de engenharia ambiental. No caso da Cetrel, que deve fechar 2009 com um faturamento de R$ 110 milhões, a meta é dobrar o faturamento até 2012, com os produtos como foco em inovação e sustentabilidade.

Em paralelo com os biocompósitos, outra tendência que a companhia está apostando suas fichas é no conceito de biorrefinaria, que começa a ganhar corpo na Europa, onde empresas e centros de pesquisa ligados a universidades pesquisam destinos para resíduos agrícolas, como de milho, beterraba, gramíneas e restos de madeira. “O conceito de uma biorrefinaria é semelhante ao de uma refinaria de petróleo, de onde saem vários produtos, como nafta, combustíveis e gás. Na biorrefinaria, podemos ter biocombustível, biopolímeros, biogás”, explica Susana Domingues, gerente de inovação tecnológica da Cetrel.

O interesse na criação de biorrefinarias levou a Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, a estimular a criação de ‘clusters’ de empresas agroindustriais, para que esses resíduos sirvam de matéria prima para biorrefinarias com zero emissão de carbono. O projeto, chamado de The Sustainable Carbon Negative Biorefinery of the Future (algo como A Refinaria Sustentável do Futuro com Emissão Zero de Carbono), inclui as universidades de Ghent, na Bélgica, de Manchester, na Inglaterra, e Toulouse, na França, além de um pool de quatro empresas europeias, mais a brasileira Cetrel.


Biomateriais produzidos com base em bagaço de cana. Foto: Leo Azevedo/AE

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Colocar chefes de Estado velhinhos e pedindo desculpas por nada terem feito para mitigar a crise climática – essa foi a sacada das ONGs Greenpeace e o movimento TckTckTckTck (no Brasil, TicTacTicTac) para chamar atenção em outdoors espalhados no aeroporto de Copenhague, cidade-sede da COP15. Nos anúncios, Lula, Barack Obama, Angela Merkel, Nicolas Sarkozy, entre outros, envelhecidos por efeitos de computação gráfica e a frase “Desculpe – Podíamos ter impedido a catastrófica crise climática, mas não o fizemos”.
Uma campanha que vai direto ao ponto. Só esperamos que fique só no papel – e que chefe de Estado algum se arrependa de erros tomados lá.


Obama também pede desculpas


E Angela Merkel também.


Sarkozy não ficou tão mal no anúncio

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Entrou em vigor ontem (01/12) a nova carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&F Bovespa. O índice de ações, que reúne papéis de empresas com boas práticas socioambientais e de governança corporativa, passou pela quinta atualização desde sua criação, em 2005. A nova carteira cresceu em número de papéis em relação à do ano anterior: são 43 ações de 34 companhias, que, juntas, respondem por um valor de mercado de R$ 730 bilhões.

Analistas de mercado apontam que o segmento de investimentos socialmente responsáveis no Brasil se mostrou resistente, mesmo com a crise financeira.

“O investimento em ativos com foco em sustentabilidade passou por solavancos, assim como todo o mercado de ações”, diz Roberto González, analista especializado em sustentabilidade e mercado de capitais. “Mas agora a tendência é de ajuste, com o retorno à Bolsa tanto dos investidores pessoa física como dos institucionais, como fundos de pensão”, diz González. Os fundos de investimentos total ou parcialmente atrelados à carteira do ISE, hoje 12, somam um patrimônio líquido de R$ 940 milhões – o valor já chegou a R$ 1,5 bilhão antes da crise internacional.

Para fazer parte do ISE, as empresas com maior liquidez na Bolsa passam por uma seleção, encabeçada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em critérios sociais, ambientais e de governança. Das 28 empresas que constavam na carteira anterior, 26 foram mantidas na nova carteira.

Empresas estreantes
As oito que ingressam agora e não estavam na anterior são Copel, Even, Itaúsa, Indústrias Romi, Redecard, Sul America, Usiminas e Vivo. “Construção civil, máquinas e equipamentos e seguros são setores ‘estreantes’ na carteira, e mostram que esses setores começam a evoluir em gestão com foco em sustentabilidade”, diz Sonia Favaretto, diretora de sustentabilidade da BM&F Bovespa.

Segundo ela, é particularmente expressiva a entrada de uma empresa do setor de construção civil – no caso, a Even – já que o setor tem alto impacto ambiental, além de ter sido um dos responsáveis pelo ‘boom’ da bolsa de valores entre 2006 e 2007. “Da mesma forma, a entrada de uma seguradora também reflete a crescente preocupação do setor com as mudanças climáticas.”

Veja aqui a carteira completa do ISE.

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O Brasil perder R$ 3,6 trilhões até 2050 em razão dos impactos provocados pelas mudanças climáticas no País, o que equivaleria a jogar fora um ano de crescimento econômico nos próximos 40 anos. A informação faz parte do estudo Economia das Mudanças do Clima no Brasil, divulgado hoje, que reuniu equipes de instituições reconhecidas como USP, UFRJ, Unicamp, Inpe, Embrapa e Fiocruz.

A ideia do relatório foi traçar, para o cenário brasileiro, um panorama semelhante ao desenhado pelo economista Nicholas Stern em 2006. Na ocasião, Stern traçou, a pedido do governo britânico, um estudo sobre os custos financeiros da mudança climática – este que ficou conhecido como Relatório Stern. A síntese do estudo enunciou que os investimentos necessários para atenuar os efeitos das mudanças climáticas consumiriam 1% do PIB mundial, ao ano. O mesmo relatório ponderou que, se nada fosse feito para combater a crise do clima, o estrago pode custar até 20% do PIB mundial.

Apesar das perdas econômicas que o País poderá sofrar, o estudo também aponta oportunidades. E todas ligadas à chamada economia verde, ou de baixo carbono. A agricultura, por exemplo, perde em produtividade e áreas cultiváveis (em especial as culturas de soja, milho e café). Mas a cana-de-açúcar pode aumentar sua área plantada em até 147% ao longo deste século – oportunidade de ouro para o setor de biocombustíveis. A substituição de combustíveis fósseis, aliás, evitaria a emissão doméstica de até 203 milhões de toneladas de CO2 até 2035.

Outra oportunidade apontada pelo relatório é o pagamento por serviços ambientais. Segundo o estudo, a preservação da floresta amazônica pode render até US$ 450 por hectare, o equivalente a US$ 3 por tonelada de carbono que deixar de ser lançada na atmosfera. Esse pagamento, segundo as instituições, desestimularia o desmatamento voltado à pecuária. Só não se sabe ainda quem vai pagar essa conta.

Leia mais: Brasil pode perder R$ 3,6 trilhões por causa do aquecimento global
Abastecimento de água e energia seria afetado
Recife já vê efeitos de alta no nível do mar

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O Brasil é o campeão, entre os países emergentes, na emissão de CO2 per capita. Cada brasileiro é responsável pela emissão de 10 toneladas de gás carbônico (CO2) por ano, em média. O número é duas vezes maior do que a média mundial. Os dados são da Rede-Clima, ligada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Somos o país em desenvolvimento com a maior média mundial”, afirmou Carlos Nobre, um dos coordenadores da Rede-Clima, ao participar de comissão geral na Câmara para discutir a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15).

A meta é de que a média mundial de emissão de CO2 seja de 1,2 tonelada por ano até 2050, para que a temperatura global não aumente 2 graus Celsius. “Ela já subiu 0,8°C nos últimos 100 anos. Falta 1,2°C. Já chegamos muito próximo do limite”, disse Nobre.

Concentração de CO2 é a maior em 2 milhões de anos
O balanço anual de emissões feito por cientistas ligados ao Global Carbon Project aponta que as concentrações de gás carbônico (CO2) na atmosfera são as maiores em pelo menos 2 milhões de anos. O estudo, divulgado esta semana pela prestigiada revista científica Nature Geoscience, tem entre seus autores Jean P. Ometto, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Inpe.

Com repercussões diretas no clima, as variações do CO2 na atmosfera terrestre são em grande parte determinadas pelo homem, devido a atividade industrial, queima de combustíveis fósseis, desmatamento e mudanças no uso da terra.

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A companhia aérea Azul e a Embraer vão realizar, no início de 2012, o primeiro voo experimental (sem passageiros) com o uso de um querosene obtido de cana-de-açúcar – um ‘etanol’ para aeronaves, que também está sendo chamado de bioquerosene. A Azul, companhia aérea do americano David Neeleman que começou a voar no final do ano passado aceitou testar o bioquerosene em um dos seus jatos da Embraer. O combustível está em fase de desenvolvimento pela Amyris, da área de biotecnologia. Também participa do projeto a General Electric (GE), fabricante de motores para jatos.

Embora o processo de certificação do novo combustível seja longo, o querosene de origem renovável poderá começar a ser produzido em escala industrial em 2013 como uma alternativa ao de origem fóssil, responsável pela alta carga de emissões de CO2 da aviação, que representa 2% das emissões de gases esfufa do mundo.

Segundo Guilherme Freire, diretor de tecnologias para meio ambiente da Embraer, a busca por combustíveis renováveis mobiliza toda a indústria de aviação diante das pressões pela redução das emissões do tráfego aéreo. As emissões do setor devem chegar a 3% em 2050.

Esta semana, a Gol também anunciou sua entrada em um projeto de pesquisa de biocombustível para aviões – o Sustainable Aviation Fuel Users Group (Safug). Esse programa reúne empresas aéreas e provedores de tecnologia, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de novas fontes renováveis de combustível para aviação.

O grupo trabalha em dois projetos preliminares de pesquisa. O primeiro estuda a sustentabilidade do cultivo do pinhão manso como alternativa para geração de combustível sustentável. E outra frente de estudos é relacionada ao uso de algas, com o objetivo de certificar que seu uso atende aos critérios de sustentabilidade. O grupo também prevê estudos futuros com outros tipos de matérias-primas.

Hidrocarboneto
No caso do projeto com a cana-de-açúcar, o novo insumo não demanda alteração no projeto dos motores. Segundo a Amyris, empresa que tem entre os sócios o grupo Votorantim, a cana pode repetir na produção de querosene o mesmo porcentual de redução de CO2, entre 80% e 90%, que o etanol representa em relação à gasolina. Isso porque o plantio da gramínea sequestra carbono da atmosfera. Tecnicamente, o bioquerosene de cana é um hidrocarboneto resultante de uma das etapas da produção do etanol. Após a fermentação do caldo da cana, o material que originará o bioquerosene é separado por centrifugação em lugar da destilação.

Para os executivos do setor aéreo, a diversificação da matriz energética da aviação reduz a insegurança em relação à flutuação da cotação internacional do petróleo, já que as companhias têm entre 30 e 40% dos seus custos associados a combustível.

Com informações de Alexandre Rodrigues/AE

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A cruzada contra o uso excessivo de sacolas plásticas está criando novas oportunidades de negócio. O apelo verde da sacola de papel inspirou o consultor da área de embalagens Salvatore Privitera e o publicitário Adriano Afonso a investir no projeto Bagnews. Trata-se de uma sacola de papel kraft reutilizável com espaço para publicidade, que começa a ser distribuída por comerciantes da região de Santo Amaro, zona Sul da capital paulista.

No primeiro mês, serão distribuídas cerca de 60 mil sacolas, inicialmente em 83 bancas de jornais da região, que, segundo pesquisas dos empreendedores, consomem em torno de 80 mil sacolas plásticas por mês. Segundo Privitera, o diferencial ecológico das Bagnews – quando descartadas no meio ambiente, as sacolas de papel se degradam em poucas semanas -, aliado ao poder de atrair anunciantes devem tornar a Bagnews um bom negócio. A ideia é chegar a um faturamento de R$ 40 milhões, dentro de três anos. “É um conceito novo, mas que já está chamando a atenção dos comerciantes”, diz. Os preços dos anúncios variam de R$ 350 a R$ 21 mil.

O objetivo dos sócios é replicar no Brasil a experiência realizada na Espanha, onde o projeto foi lançado há três anos e deve alcançar o número de 100 milhões de sacolas distribuídas. O projeto ganhou apoio da Prefeitura de São Paulo, que incluiu a iniciativa na campanha “Eu não sou de plástico”, que tem o objetivo de reduzir o consumo de embalagens plásticas.

Segundo a Associação Brasileira de Supermercado (Abras), o Brasil consome 12 bilhões de sacolas plásticas por ano, o equivalente a 66 sacos por mês por brasileiro. Para Luciana Pellegrino, diretora da Associação Brasileira de Embalagens (Abre), há espaço para os dois tipos de embalagens. “O importante é conscientizar o consumidor quanto ao descarte adequado.”

A fabricante de embalagens Antilhas é outra que está apostando no negócio das sacolas de papel. “A busca por sacolas de papel ou mesmo de plásticos oxidegradáveis, biodegradáveis e compostáveis está mais intensa – reflexo da conscientização crescente das empresas”, diz Cláudia Barbosa Sia, da Antilhas. “As sacolas de papel, que já tinham seu espaço consolidado no mercado, tiveram consumo intensificado, fundamentadas nas campanhas de incentivo de substituição da sacolinha plástica de supermercado” explica.

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Participei, junto com as colegas jornalistas Ana Luiza Herzog, da revista Exame, e Aline Ribeiro, da Época Negócios, do programa “Notícia em Foco”, da rádio CBN. O debate, mediado por Mariza Tavares e Fabíola Sidral, abordou a cobertura jornalística de sustentabilidade.

Ouça: http://cbn.globoradio.globo.com/programa…

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O crescente volume de lixo tecnológico, como celulares, computadores e televisores descartados pelos consumidores está movimentando um novo negócio: fábricas que desconstroem equipamentos para recolocar as matérias primas no processo industrial, a chamada manufatura reversa. O segmento começa a ser visto como promissor – vários Estados, como São Paulo, estão criando leis que obrigam os fabricantes a darem destino correto aos eletroeletrônicos ao fim de sua vida útil.

Por ser ainda incipiente, não existem estatísticas precisas sobre o quanto essa indústria movimenta. Mas ela difere dos sucateiros de fundo de quintal, que desmontam equipamentos para retirar apenas os metais preciosos, como ouro e prata, presentes nas placas de computadores. “As empresas que estão se estabelecendo nesse mercado oferecem um serviço especializado e em conformidade com leis ambientais. Não competem com os catadores das ruas”, diz Diógenes Del Bel, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), entidade que reúne algumas dessas companhias.

Leia a matéria completa no Estado de hoje, 8/11 (“Lixo tecnológico vira novo negócio”, p. B14).

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