1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Quem Faz

GIOVANA GIRARDI é repórter de ambiente do caderno Metrópole. Escreve sobre o assunto e também sobre ciência há mais de 12 anos. Já trabalhou em revista, internet, jornal, e sempre que pode deixa a redação para ver gente, bicho e se enfiar no meio do mato para fazer matéria.
quinta-feira 31/07/14 13:33

Morre almirante que aprendeu com o mar a proteger o ambiente

ibsen_gusmao

 Morreu na madrugada desta quinta-feira, aos 90 anos, um dos mais significativos defensores do meio ambiente no Brasil, o almirante Ibsen de Gusmão Câmara. Com o olhar de quem veio do mar, ele lutou contra a caça de baleias no Brasil até conseguir proibi-la, o que permitiu que hoje populações de baleias jubate, por exemplo, estejam em processo de recuperação. Câmara também ajudou a criar diversas Unidades de Conservação, entre elas os ...

Ler post
terça-feira 10/06/14 21:17

Peixe que se alimenta de boto tem moratória decretada

Boto cor-de-rosa tem sido morto para virar isca de peixe. Crédito: Anselmo d’Affonseca

[caption id="attachment_657" align="aligncenter" width="567"] Boto cor-de-rosa tem sido morto para virar isca de peixe. Crédito: Anselmo d’Affonseca[/caption] Responsável indireto pela mortandade do boto-cor-de-rosa na Amazônia, o peixe piracatinga, comum nos Rios Amazonas e Solimões, terá a pesca embargada pelos próximos cinco anos para diminuir o risco sobre o mamífero. A moratória é parte de um pacote de medidas anunciado no dia 22 de maio, Dia Internacional da Biodiversidade. Estabelecida pelos Ministérios do Meio Ambiente ...

Ler post
quinta-feira 05/06/14 13:18

A difícil tarefa de conciliar gente e natureza nas grandes cidades

Ocupação Nova Palestina, em área de manancial, na beira da represa Guarapiranga. Crédito: Dario Oliveira / Futura Press

[caption id="attachment_647" align="aligncenter" width="600"] Ocupação Nova Palestina na beira da Guarapiranga. Crédito: Dario Oliveira / Futura Press[/caption] Conciliar moradia com proteção ao que resta de natureza nas cidades é um dos maiores dilemas atuais do ambiente urbano. É o que está por trás, por exemplo, da discussão do novo Plano Diretor de São Paulo (como mostramos na reportagem de hoje no Estadão) e é o que segue pressionando, a um ritmo indetectável ...

Ler post
quarta-feira 28/05/14 09:58

MP entra com ação contra porto de São Sebastião

Vista da Baía do Araçá com o porto ao fundo. Crédito: Hélvio Romero/Estadão - 18/12/2013

Vista da Baía do Araçá com o porto ao fundo. Crédito: Hélvio Romero/Estadão – 18/12/2013

Os Ministérios Público Federal e Estadual de São Paulo ajuizaram nesta manhã uma ação civil pública pedindo a anulação da licença prévia concedida no final do ano passado para a expansão do porto de São Sebastião, litoral norte de São Paulo.

As duas promotorias já haviam questionado o Ibama pelo licenciamento ainda em dezembro. Na ocasião, foi enviada uma recomendação para que a licença fosse suspensa. Como o órgão ambiental não acatou a sugestão, os MPs decidiram entrar com a ação civil pública.

Os promotores querem que seja suspensa a licença e todo o processo de licenciamento até que “sejam considerados os impactos cumulativos e sinérgicos da expansão do porto sobre o planejamento do crescimento urbano de São Sebastião, alternativas de localização para as obras e que se aguarde a conclusão de estudos sendo conduzidos no mangue do Araçá”, como explica Tadeu Badaró, promotor do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema) do Litoral Norte.

Ele assina a ação com dois colegas do Gaema – Alfredo Luiz Portes Neto e Paulo Guilherme Carolis Lima –, e com a procuradora da República em Caraguatatuba, Maria Rezende Capucci.

A baía do Araçá é a região por onde está prevista a expansão do porto. Lamosa e com cheiro ruim, ela chegou a ser considerada morta há alguns anos. Mas uma força-tarefa de mais de 140 pesquisadores de instituições como USP, Unicamp e Unesp, com financiamento da Fapesp, tem mostrado que a região está bem viva.

Os estudos, ainda em andamento, já apontaram que a região apresenta uma rica biodiversidade – em especial de peixes e outras espécies marinhas importantes para a alimentação e a economia local –, presta uma série de serviços ecossistêmicos, como a depuração do esgoto que chega sem tratamento ao mar, e é importante para a vida dos caiçaras.

Até o final do ano passado, após de 18 meses de pesquisas, haviam sido identificadas cerca de 430 espécies, sendo cem de peixes e 30 de aves. A maioria, cerca de 300, vive no substrato arenoso e/ou lamoso, nos costões rochosos e no manguezal.

Para os MPs, é preciso concluir essas pesquisas antes que se tome qualquer decisão a respeito do porto. Com base em uma série de estudos técnicos, os promotores também questionam o impacto sobre os serviços urbanos, principalmente sobre o uso e a ocupação do solo, o abastecimento de água e o saneamento básico.

Eles querem saber, por exemplo, qual é a estimativa de aumento populacional não só com a implementação do porto, mas de outros empreendimentos projetados concomitantemente para a região. E também onde poderiam ser alojadas essas pessoas. Há uma estimativa de que a população de São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba e Bertioga, que hoje é de cerca de 280 mil pessoas, possa saltar para 400 mil em 12 anos. A região, no entanto, cercada por unidades de conservação, áreas de preservação permanente, áreas de risco de deslizamento e sujeitas a inundações ou já com ocupações irregulares, não dispõe de tanto espaço assim.

Os promotores apontam na ação uma série de falhas no processo de licenciamento. Veja a seguir um dos trechos:

“A ausência da análise de impactos cumulativos e sinérgicos ocasionou uma equivocada avaliação sobre a interdependência dos 13 mega empreendimentos e, por consequência, insuficiente avaliação sobre, por exemplo: (a) a emissão de CO2 – desconsiderando o aumento da emissão em decorrência do trânsito dos navios cargueiros de grande porte; (b) supressão de vegetação nativa – errônea constatação da expressividade da supressão de vegetação, pela desconsideração dos impactos indiretos relacionados ao crescimento populacional, à indução de novas atividades de produção, tudo a aumentar a pressão sobre a floresta; (c) acidentes ambientais tecnológicos – pois o aumento no trânsito de produtos perigosos na região, via dutoviária, rodoviária ou marítima, prevista nos 13 projetos em análise, será obrigatoriamente acompanhado de um aumento do risco de eventos com grave contaminação ambiental e, possivelmente, com efeitos sobre as comunidades; (d) geração de empregos – não consideração dos impactos negativos posteriores à instalação dos empreendimentos, conforme já ocorrido com outros empreendimentos realizados na região, não contando, por consequência, com um planejamento adequado; (e) uso e ocupação do solo – que, sem a análise dos movimentos demográficos decorrentes da instalação de grandes empreendimentos, continuará desordenada, conforme histórico da ocupação ocasionada pela própria instalação do ponto entre as décadas de 40 e 50; (f) capacidade de suporte do Litoral Norte – ausência desta constatação, gerada pela não consideração da pressão dos empreendimentos sobre a ocupação desordenada do solo e a respectiva consequência gerada sobre as restrições legais ambientais da região, culminando com a não análise sobre a real capacidade de suporte e eventuais medidas mitigadoras e de planejamento, ou, quiçá, sobre eventual conclusão sobre a inviabilidade do empreendimento; (g) águas – razões sérias existem para se questionar se a região possui capacidade de abastecimento de água para a população projetada para os próximos anos, e o estudo não cumulativo impede a compreensão deste problema, atualmente já vivido na Grande São Paulo.”

Ler post
terça-feira 27/05/14 13:14

Pressão sobre a Mata Atlântica volta a crescer e desmatamento sobe 9% no ano passado

Efeito formiga. Concentração urbana em área de vegetação da Mata Atlântica, próximo ao mar, na praia de Toque Toque Pequeno. Crédito: Reginaldo Pupo / Estadão

[caption id="attachment_630" align="aligncenter" width="600"] Efeito formiga. Concentração urbana em área de vegetação da Mata Atlântica, próximo ao mar, na praia de Toque Toque Pequeno. Crédito: Reginaldo Pupo / Estadão[/caption] Depois de mais de uma década de quedas constantes, o desmatamento na Mata Atlântica volta a preocupar. Pelo segundo ano consecutivo, o Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado nesta terça, mostra um aumento da perda da vegetação. No período de 2012 a 2013, ...

Ler post
sexta-feira 23/05/14 19:56

Alerta de desmatamento cai 20% na Amazônia desde agosto

Desmatamento em Lábrea, no sul do Amazonas. Crédito: Marizilda Cruppe / Greenpeace

[caption id="attachment_622" align="aligncenter" width="600"] Desmatamento em Lábrea, no sul do Amazonas. Crédito: Marizilda Cruppe / Greenpeace[/caption] Os alertas de desmatamento na Amazônia caíram quase 20% no acumulado de agosto do ano passado a abril deste ano, na comparação com o período de agosto de 2012 a abril de 2013. Imagens de satélite indicaram a possibilidade de desmatamento em 1.500,73 km2 no acumulado mais recente, contra 1.872,82 km2 no anterior. Os dados, fornecidos pelo sistema ...

Ler post
quinta-feira 15/05/14 18:18

Desculpem a ausência

Caros leitores, perdão pela longa ausência. Depois da intensa cobertura do IPCC, tirei um mês de férias, e acabei não conseguindo voltar aqui depois que retornei à redação. Logo mais, segue um post fresquinho.

Ler post
segunda-feira 31/03/14 05:15

IPCC destaca necessidades, mas não traz a conta

Em uma das versões do rascunho do "Sumário para Formuladores de Políticas" lançado hoje pelo Grupo de Trabalho 2 do IPCC, sobre impactos, adaptação e vulnerabilidade, foi proposto colocar que os custos estimados para a adaptação dos países em desenvolvimento poderia variar de US$ 4 bilhões a US$ 109 bilhões por ano de 2010 a 2050. Mas a mensagem – de uma escala tão ampla que não quer dizer praticamente nada – não agradou nem os países em desenvolvimento e ela ...

Ler post
segunda-feira 31/03/14 05:09

Em vez de construir infraestrutura, que tal usar a própria natureza como base para a adaptação

[caption id="attachment_602" align="aligncenter" width="310"] Capa do novo relatório do IPCC destaca uma iniciativa de plantio de mangues como adaptação às mudanças do clima. Divulgação[/caption] Além das recomendações usuais para que os países invistam mais em infraestrutura para aumentar sua resiliência às mudanças climáticas, no novo relatório do IPCC ganhou espaço uma alternativa mais barata que pode, em alguns locais, conseguir efeitos parecidos: a adaptação baseada em ecossistemas. O tema aparece em maior ou menor ...

Ler post