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Quem Faz

GIOVANA GIRARDI é repórter de ambiente do caderno Metrópole. Escreve sobre o assunto e também sobre ciência há mais de 12 anos. Já trabalhou em revista, internet, jornal, e sempre que pode deixa a redação para ver gente, bicho e se enfiar no meio do mato para fazer matéria.
quarta-feira 25/12/13 10:29

A rica e ameaçada baía do Araçá

Baía do Araçá, por onde deve se expandir o porto de São Sebastião. Crédito: Hélvio Romero/Estadão

[caption id="attachment_389" align="aligncenter" width="600"] Baía do Araçá, por onde deve se expandir o porto de São Sebastião. Crédito: Hélvio Romero/Estadão[/caption] À primeira vista não é um lugar lá dos mais bonitos do litoral norte paulista. A praia é lamosa, o cheiro, meio ruim. A vida não é muito evidente. Tanto que no início de 2011 o prefeito de São Sebastião, Ernane Primazzi (PSC), chegou a decretar a morte da baía do Araçá. A ...

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terça-feira 17/12/13 13:01

Pesquisadores encontram nova espécie de anta na Amazônia

Nova espécie encontrada na Amazônia. Crédito: Cortesia Fabrício Santos

[caption id="attachment_366" align="aligncenter" width="300"] Nova espécie encontrada na Amazônia. Crédito: Cortesia Fabrício Santos[/caption] Imagine se é possível um animal enorme como uma anta passar despercebido na natureza. Pois uma espécie da Amazônia conseguiu a proeza. Pela primeira vez desde 1865, um grupo de cientistas brasileiros publicou ontem a descoberta de uma nova espécie habitando a floresta no sul do Amazonas, em Rondônia e também a amazônia colombiana. A Tapirus kabomani é a quinta anta ...

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quinta-feira 05/12/13 17:08

Hino contra as mudanças climáticas

Aprendi essa musiquinha enquanto cobria a Conferência do Clima da ONU, em Varsóvia, no mês passado. Ao final da primeira semana da cúpula, no sábado (16), milhares de poloneses e estrangeiros que estavam na cidade tomaram as ruas de Varsóvia em um protesto pedindo que os negociadores tomassem ações ambiciosas e urgentes para combater as mudanças climáticas. E essa música embalou os manifestantes que caminhavam e cantavam a uma temperatura de uns cinco graus. Ela gruda um pouco na cabeça, ...

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sábado 23/11/13 20:22

Caminho para acordo de 2015, perdas e danos e florestas são conquistas da COP em Varsóvia

Marcada por greve de fome, demissão de ministro e abandono de ONGs, a controversa Conferência do Clima (COP) de Varsóvia chegou ao fim com mais resultados do que se esperava no começo da semana, mas ainda assim com um avanço tímido em relação às demandas colocadas pelas mudanças climáticas.

Após 36 horas de trabalho ininterruptas para a maioria dos negociadores, os 195 países-membros da Convenção do Clima concordaram com um caminho de ações para os próximos dois anos, a fim de que em 2015, na conferência de Paris, se estabeleça um novo acordo climático global aplicável a todos e que entre em vigor em 2020. Já no ano que vem, na COP de Lima (Peru), os delegados terão de trabalhar em um rascunho desse acordo, segundo o presidente da COP, Marcin Korolec.

O encontro definiu também a criação de um novo mecanismo, sobre perdas e danos, que busque maneiras de compensar nações que estão além da capacidade de se adaptarem e já estão sofrendo agora com as mudanças climáticas. Outro avanço, obtido ainda na sexta-feira, foi a definição de regras para pagamento de ações que reduzam as emissões por desmatamento (Redd+).

Sobre o caminho até 2015, os países foram convidados a iniciar ou intensificar suas preparações domésticas — com consultas públicas com a sociedade, setores econômicos, governos subnacionais –, a fim de determinar com quanto eles pretendem contribuir neste novo acordo.

A ideia é que cada nação apresente, antes da COP de Paris, uma proposta de redução de suas emissões e, no caso dos países desenvolvidos, quanto cada um pretende colocar de dinheiro para ajudar esse processo nos países em desenvolvimento. Idealmente isso deveria ser feito, segundo o texto de Varsóvia, até o primeiro trimestre de 2015, mas ficou aberta a possibilidade para que só aqueles já prontos para isso — seja lá o que isso signifique — apresentem sua “contribuição”.

Guerra de letrinhas. Essa palavra foi um dos pontos que mais segurou a conclusão da reunião, que oficialmente deveria ter terminado na sexta à noite. Nas primeiras versões do documento, se falava em “compromissos” dos países. Não é uma mera questão de semântica, mas do peso histórico que essa palavra carrega.

Ela foi usada pela primeira vez na agenda climática no Protocolo de Kyoto, o único acordo já existente de redução de emissões e que definiu “compromissos” para os países desenvolvidos. Assim, há uma questão sensível agora em usar a mesma definição — e países como China e Índia bateram muito duro para conseguir a mudança.

O novo acordo será aplicável a todos os países, mas dentro das regras de diferenciação das responsabilidades históricas pelo aquecimento global.

Se nessa questão houve algum avanço, o mesmo não pode se dizer de finanças. Havia uma expectativa de que essa seria a grande cúpula da implementação, ou seja, de que aqui várias coisas definidas em COPs anteriores seriam enfim encaminhadas.

Há uma meta, por exemplo, de que a partir de 2020 os países desenvolvidos juntos vão desembolsar US$ 100 bilhões por ano para combater as mudanças climáticas. China pressionou muito para que já em 2016 houvesse US$ 70 bilhões disponíveis. A proposta foi vetada e a definição de como vai ser feito o aporte ficou para depois.

“É claro que poderíamos ter feito mais aqui, mas pelo menos estamos engajados para chegar a um acordo em 2015″, comentou o embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho, líder da delegação brasileira. Disse ainda que, para o Brasil, é importante não só se chegar a um acordo, mas que ele seja “abrangente, equilibrado, justo e efetivo.”

Perdas e danos. Para países que já estão sofrendo com as mudanças climáticas, como as Filipinas, o maior ganho foi a definição do chamado Mecanismo Internacional de Varsóvia, que visa oferecer às populações mais vulneráveis uma maior proteção contra perdas e danos causados por eventos climáticos extremos e eventos de progresso mais lento, como a elevação do nível do mar.

Nesse aspecto também houve polêmica, porque os países que mais vão se beneficiar com isso queriam que esse mecanismo fosse independente dentro da Convenção do Clima, enquanto nações desenvolvidas, em especial Estados Unidos e União Europeia, queriam que ele ficasse dentro de uma plataforma de ações de adaptação.

Decidiu-se, ao final, que ele fica junto com adaptação, mas esse vínculo poderá ser revisto em três anos.

O símbolo dessa luta foi o delegado filipino Yeb Saño, que no primeiro dia da conferência iniciou uma greve de fome em homenagem às vítimas do furação Hayan e por ações mais ambiciosas durante a COP. Depois de 13 dias sem comer, e seis quilos mais magro, ele disse hoje estar com os sentimentos confusos: não queria a vinculação, mas considerou uma vitória a criação do mecanismo. “Foi um avanço significativo. Não é uma decisão ordinária, mas um marco na defesa das populações vulneráveis.”

A repórter viajou a convite da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC)

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sábado 23/11/13 12:52

Do acordo, para o trabalho, para a reflexão

São 16h e já está escurecendo em Varsóvia. Alguns delegados se dizem acordados há mais de 48 horas e nada nada nada caminha para um acordo. Para se ter uma noção do "downgrading" das discussões, basta olhar a forma como mudou o título, nos últimos dias, do anexo do documento que discute os caminhos para o acordo de 2015. Começou com "Elementos indicativos para o acordo de 2015". Depois foi para algo mais genérico: "Lista indicativa de áreas para trabalho posterior". O ...

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sexta-feira 22/11/13 20:29

Varsóvia consegue um avanço e aprova regras para Redd+

Apesar do impasse diante dos principais temas que deveriam ser resolvidos na Conferência do Clima, em Varsóvia, houve um avanço significativo em um assunto que toca especialmente o Brasil. Depois de três anos na agenda, as nações aprovaram o estabelecimento de regras para o funcionamento do Redd + (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) -- o que, até o momento, é o principal resultado desta conferência. Na prática isso define regras internacionais, sob a Convenção do Clima da ONU, ...

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quinta-feira 21/11/13 11:48

Sem avanço, ONGs abandonam discussões em Varsóvia

Kumi Naidoo explica suas razões à imprensa antes de ativistas deixarem a negociação

[caption id="attachment_332" align="aligncenter" width="225"] Kumi Naidoo explica suas razões à imprensa antes de ativistas deixarem a negociação[/caption] Em um gesto inédito nas conferências do clima, ativistas das principais ONGs presentes em Varsóvia abandonaram a reunião hoje em protesto contra a falta de avanços na reunião. Vestindo camisetas brancas com os dizeres: "Pollutes talk, we walk", que só rimam em inglês, mas significam algo como "poluidores debatem, nós vamos embora", centenas de pessoas (de ...

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quarta-feira 20/11/13 18:31

Polaridade entre países ricos e pobres se acirra em Varsóvia

A divisão entre países desenvolvidos e em desenvolvimento ficou ainda mais evidente nesta quarta, com a presença dos ministros de Estado. Nos discursos oficiais, todo mundo fala em mais ambição, em ações urgentes, em como as tragédias climáticas trouxeram uma face humana para o problema. Mas, como dizem, o diabo está nos detalhes, e no encaminhamento dos compromissos as discussões travam. "Eu quero saber onde está o dinheiro", disse a ministra indiana de Florestas e Ambiente, Jayanthi Natarajan, durante coletiva dos ...

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quarta-feira 20/11/13 15:46

Ministro do meio ambiente polonês é demitido no meio da conferência do clima

O ministro do Meio Ambiente da Polônia e presidente da Conferência do Clima da ONU, que ocorre em Varsóvia, Marcin Korolec, foi demitido hoje do cargo no governo pelo primeiro ministro do País, Donald Tusk, em meio a uma reforma ministerial  Ele continua na presidência da conferência, mas o ato levanta dúvida sobre com qual autoridade e com qual relevância ele vai exercer a função. Entre os negociadores presentes na conferência, a sensação foi de surpresa e de incredulidade. "O segmento ...

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