1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Velho hábito: o treinador paga o pato

Almir Leite

02 setembro 2014 | 17:48

O Campeonato Brasileiro teve, até aqui, 18 rodadas.

E já f0ram realizadas exatas 18 trocas de treinad0res.

Ou seja, cai um técnico por r0dada.

Sim, cai, pois a grande maioria dos técnicos foi demitida, por conta basicamente de maus resultados.

Foram poucos os que pediram demissão.

Apenas Cruzeiro, Internaci0nal, São Paulo, Corinthians, Fluminense, Sport e Goiás mantêm no comando quem lá estava na primeira rodada.

Sete dos 20 clubes.

O Brasil foi arrasado na Copa do Mundo (foi sim, Dunga!) e esperava-se que isso resultasse em algumas mudanças pelo menos, dentro e fora do campo.

O hábito de jogar nas costas dos técnicos o insucess0 dos times, em vez de dividi-los com eles e, mais do que isso, dar-lhes tempo para trabalhar, é um dos cânceres do futebol brasileiro que não será curado.

É realidade que não temos treinadores brilhantes, com um ou duas, ou três, exceções.

Mas, se pudessem trabalhar com mais tempo e menos pressão, provavelmente nossos razoáveis treinadores fariam coisa melhor do que n0rmalmente fazem.

O problema é que aí os dirigentes iriam se expor, assumindo ou dividindo erros.

E isso cartola que se preza não faz.

Nem que  o clube afunde.