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PM fora dos estádios? Seria o ideal, mas também o caos

Almir Leite

28 agosto 2014 | 20:31

É correta, e justa, a pretensão do Ministério Público de tirar a Polícia Militar dos estádios.

O raciocínio dos promotores – que a força policial não deve servir a um evento privado e que, por consequência, visa o lucro, em detrimento da população – é forte e, garantem especialistas em direito, legal.

O problema, a meu ver, é de ordem prática.

Com a presença da PM a coisa já não é fácil e as brigas continuam a ocorrer dentro das arenas.

Imagina com seguranças particulares…

Tivemos recentemente exemplo claro disso, naquele Atlético-PR  e Vasco disputado em Joinville.

Infelizmente, a realidade é que ainda não se está preparado para conviver sem a PM nos estádios.

E não adianta dizer que os seguranças particulares estão preparados para dar conta do recado caso ocorra uma briga feroz, porque eles não estão.

Talvez o mais prudente seja uma substituição gradativa.

Para que os seguranças privados se aclimatem c0m o ambiente e aprendam a lidar e a agir nele.

E isso vale também para os vândalos que frequentam tais espaços.

Enquanto isso, não por questão de justiça ou legalidade, mas acima de tudo por bom senso, é melhor a PM continuar na ativa.

O que poderia se fazer é aumentar, e muito, o preço que se paga pela segurança da PM, bastante defasado se compararmos com o cobrado pelas empresas privadas de segurança.

Vai sair mais caro para os clubes.

E quem sabe isso leve os cartolas a fechar de vez a torneira para as organizadas, que são as que mais aprontam nos estádios.