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O alerta de Dani Alves

Almir Leite

21 agosto 2014 | 16:20

A Copa do Mundo acabou faz mais de um mês, os 7 a 1 continuam entalados na garganta dos brasileiros – vão continuar por muito tempo ainda -, mas aos poucos começam a surgir detalhes sobre o massacre de que a seleção foi vítima.

Um deles foi revelado, ou melhor admitido, nesta quinta-feira, pelo lateral-direito Daniel Alves.

Ele disse, com a franqueza que o caracteriza, que a seleção não foi bem preparada para disputar a Copa.

E deu no que deu.

Dani Alves não contou nenhuma novidade. Qualquer um que tenha acompanhado de perto a seleção durante a Copa percebeu, por mais distraído que seja, a falta de treinos, a pobreza das jogadas ensaiadas – em qualidade e variedade -, o 0ba-oba que tomou conta do grupo, “do coordenador ao ponta-esquerda”.

Mas é importante que alguém que esteve lá dentro reconheça as falhas, os equívocos, enfim tudo de errado que foi feito já desde o primeiro dia de preparação.

Principalmente quando, uma vez arrasada a terra,  os comandantes da seleção tenham optado pela negação. Em vez de admitir o fracasso, Felipão e Parreira preocuparam-se em defender o trabalho, como se os 7 a 1, e depois os 3 a 0, tivessem sido mera fatalidade, apenas apagões.

Ambos não estão mais na seleção, mas Dunga e Gilmar Rinaldi, os novos comandantes, apesar de falarem em mudanças, também negam a “terra arrasada”. Como se o que aconteceu fosse normal.

Reconhecer os erros é o primeiro passo para corrigi-los.

Mesmo porque, como bem disse também Dani Alves, se aprendermos a lição podemos voltar a ser competitivos. Do contrário, poderá vir outro 7 a 1 por aí.