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Anúncio junta a fome à vontade de comer, mas perde em timing

  • 28 de setembro de 2011|
  • 8h26|
  • Por Alexandre Matias

Fábrica de Xbox no Brasil pode ajudar Microsoft e mercado de games nacional

No ano de 2001, a Microsoft ainda era um dos maiores nomes no mercado digital. O Google começava a ganhar a fama de oráculo que carrega até hoje, mas ainda era uma novidade. A Apple havia acabado de anunciar seu novo aparelho portátil, o iPod. Mark Zuckerberg era menor de idade. Por isso, quando a gigante do software anunciou que estaria lançando um console para entrar de vez no mercado de videogames, muitos achavam que estaríamos vendo um pouco de como seria o futuro próximo.

Mas, por mais que o Xbox tenha sido bem-sucedido e se tornado um dos grandes nomes no mercado mundial de games, ele não cumpriu a promessa almejada, de se tornar uma central de entretenimento doméstica. Por dentro, o console era um computador portátil reempacotado. Mas estávamos começando a era dos portáteis, mesmo sem saber disso, e, em pouco tempo, MP3 players, laptops, celulares e, finalmente, tablets eram objetos de desejo maiores do que um console de games que fica preso num canto da casa.

A mesma década viu Google, Apple e Facebook ultrapassarem a Microsoft em diversas frentes. E a aposentadoria de Bill Gates, anunciada em 2008, não ajudou a empresa. Ao mesmo tempo, o mercado de games no Brasil sempre viveu à espera da tão sonhada redução de impostos, que permitiria a redução de preços de jogos e de consoles no País.

O anúncio desta terça-feira parece ter juntado a fome com a vontade de comer. De um lado, temos uma empresa tentando recuperar o prestígio de dias passados, transferindo parte de sua produção de hardware para um país em desenvolvimento. Do outro, temos o público consumidor deste mesmo país, cada vez maior, disposto a consumir cada vez mais.

O problema dessa equação é só a questão de timing. Jogos em CD e consoles de videogame estão, cada vez mais, com seus dias contados. Joga-se no celular e na rede social – e, mesmo que os games ainda sejam rústicos e primitivos, isso é uma questão que logo será suplantada, inevitavelmente.

Mas a fabricação de Xbox no Brasil deve, sim, ajudar a incipiente indústria de games local, que já mira em aplicativos para celulares e games sociais. Resta saber qual impacto o anúncio terá a médio prazo.

* Esta análise foi publicada na edição de hoje, 28 de setembro de 2011, do caderno Economia & Negócios, do Estadão.

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7 Comentários
  • 29/09/2011 - 19:19
    Enviado por: JucaBala1061

    O melhor é que deve atrair a Sony, Nintendo, ou outra qualquer do ramo para nosso país.

    Quanto ao timing, depende muito do que se espera de um video game, um iPad, iPhone, ou qq Samsung, vai demorar para chegar onde estão hoje as gigantes dos games, a facilidade dos jogos “portateis” não substituirá jogos com joysticks, ou outro invento ,para aficcionados mais “profissionais”do que jogadores de Angry Birds, hoje o grande BOOM dos games esta indo para os simuladores, com diversos tipos de acessórios que os tornam cada vez mais reais.

    Obrigado

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  • 30/09/2011 - 14:37
    Enviado por: Fred

    Tenho esperanças de que exista um número suficiente de gamers como eu dispostos a manter a tradição do console dedicado viva. #believe

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  • 30/09/2011 - 14:44
    Enviado por: Fred

    E é bom não esquecer que a geração DS/360/Wii/PS3/PSP tem mais de 415 milhões de aparelhos vendidos. =)

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  • 01/10/2011 - 11:20
    Enviado por: Arthur!Y!

    Esqueceram jogos de multiplayer? Jogos de rede social, não vai ter a mesma graça desses tipos de jogo, se não, temos um amigo querendo jogar também. Me pergunto se esse tipo de jogo, digamos Farmville ou Mafia War, vai ter o mesmo efeito, do que o Call off duken ou Need for speed ou Fifa da vida? Eu creio que não, tomara que eu esteja errado. Jogar no celular não vai ter também a mesma graça, quem quer jogar nisso se na melhor partida aparece uma chamada de ultima hora e vai acabar com a graça? Midia fisica pode ser que seja extindo, mas com o HD interno que esses consoles têm ainda vai ter muito download por ai. Mas, estou aguardando isso, tomara que eu esteja errado, mas ainda o bom e velho console continue vivo.

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  • 03/10/2011 - 11:09
    Enviado por: José Augusto

    Discordo da análise.
    Jogos para celulares e rede sociais são um novo nicho, um complemento ao mercado de games.
    Jamais um jogo para celular irá substituir o prazer de se jogar em uma tela de 42 polegadas em alta resolução com joystick.
    Xbox no Brasil é ótima novidade. É o melhor videogame do mercado, muito superior ao Playstation3 ou Wii. Pena que mesmo produzindo no Brasil seu custo ao consumidor será o dobro dos EUA. Ganância da Microsoft, que pelo monopólio de ser a única fábrica no Brasil ainda vai poder cobrar o que quiser.

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  • 04/10/2011 - 13:47
    Enviado por: estude estude

    Muitos diziam que os consoles de mesa iriam ser substituidos pelos portateis quando os mesmos foram lançados. Muitos diziam que os MMOs iriam substituir todo o mercado de games quando World of Wacraft começou a fazer sucesso. Outros diziam que os jogos com modos e historias lineares estavam com os dias contados com a popularização da série “GTA”. Ja disseram que o CD era a midia definitiva e o DVD o aperfeiçoamento da midia definitiva para jogos. Ja existiram consoles que duraram 2 meses e outros 10 anos. Disseram uma vez que os consoles iam deixar de existir e os PCs iam ser a plataforma definitiva de games.

    Os que mais especulam são os que menos jogam e os que mais jogam são os que menos especulam.

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  • 04/10/2011 - 21:33
    Enviado por: Estude

    Oloco, deletaram minha mensagem!

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