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Álbum de Retratos

04.julho.2012 13:57:39

Carrões comerciais

Já falamos dos carrões de antigamente em outro post. E houve até polêmica nos comentários de leitores. Mas faltaram duas fotos que também merecem ser vistas. Elas mostram os veículos do Açougue Redentor e da Pharmácia S. Pedro. Infelizmente, as imagens não trazem anotações como data e local no verso, mas são bem interessantes.

Numa época em que automóvel estava relacionado a luxo, não era nada mau para o empresário mostrar que seu comércio também já tinha carro. E muitas vezes com motorista. Além de servirem para distribuir produtos aos clientes, os veículos carregavam funcionários e, de quebra, eram uma propaganda ambulante do negócio.

Carrro usado pelo Açougue Redentor

 

Pharmácia S. Pedro e seu automóvel

E você? Tem guardada em casa alguma imagem dos carros que circulavam em São Paulo e outras cidades brasileiras nas primeiras décadas do século passado? Mande pra gente pelo e-mail blogalbumderetratos@gmail.com e ela também será publicada.

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Nosso amigo Douglas Nascimento, do site São Paulo Antiga, nos enviou sete anúncios de estúdios, técnicas e/ou materiais fotográficos que são verdadeiras preciosidades. Foram publicados nas duas primeiras décadas do século passado em revistas importantes da época, como A Cigarra, Revista da Semana e A Ilustração Brasileira.

O primeiro deles é o mais antigo. Foi tirado em 1906 e faz propaganda do fotógrafo José Vollsack, que abriu seu estúdio na Rua Direita, 2, em São Paulo, em 1880. Como comentamos no post Homem de Mello, Vollsack  foi gerente e sucessor da célebre Photographia Allemã, de Alberto Henschel,  e atuou na capital paulista com seu Grande Photographia por mais de três décadas.

Anúncio do estúdio de José Vollsack, tirada em 1906

Anúncio de TheodoroWendt, de 1906

O segundo anúncio é de Theodoro Wendt, oficina de “clichês” de zincografia (arte de gravar ou imprimir usando lâminas de zinco) e fotogravura (processo fotográfico que permite obter placas gravadas utilizáveis na impressão tipográfica). Funcionou primeiro na Rua do Comércio e depois na Rua Líbero Badaró. Foi publicado em 1906.

 

Já o anúncio abaixo, da Photografia Casa Helio, é de 1917. Saiu na Revista da Semana e listava vários produtos oferecidos  na Rua da Quitanda, 14. Vale a pena reparar em detalhes muito curiosos desta peça publicitária, como o “Vendas em grosso (atacado) e a varejo” e outros termos da época e o número de telefone, que há um século tinha apenas quatro números (!).

Anúncio da Photographia Casa Helio, de 1916

 

O anúncio de Otto Stück, que se apresentava como importador de artigos para fotografias na Rua da Boa Vista, 45-A, saiu na Revista da Semana, também em 1917. E, além do desenho da câmera fotográfica, traz linhas e arabescos comuns na propaganda da época.

Anúncio de OttoStück, importador de artigos fotográficos, publicado em 1917

 

Já o anúncio do Photographia Quaas saiu em 1920 na revista A Cigarra. E oferece “serviço especial para senhoritas e creanças”. Este detalhe é curioso, pois nem todo fotógrafo de antigamente gostava de tirar retratos de meninas e meninos pequenos. A maior reclamação é que eles costumavam dar muito trabalho para ficar quietos durante o tempo necessário para que a imagem fosse feita.

Anúncio do estúdio Photographia Quaas, de 1920

 

Douglas também nos enviou esse anúncio do estúdio do italiano Giovanni Sarracino. Já falamos dele no post Italianos. De acordo com o pesquisador Boris Kossoy, na década de 1910 havia 34 estúdios fotográficos funcionando na capital paulista. E os “oriundi” da colônia italiana representavam metade do mercado. Na foto abaixo, podemos ver mais uma vez a parafernália que os estúdios acumulavam. Todos esses objetos serviam para compor a foto e dar o clima que fotógrafo e retratado desejavam.

O estúdio do italiano Giovanni Sarracino, em anúncio de 1919

 

Vale destacar ainda uma outra imagem enviada por Douglas. Mostra o anúncio da filial brasileira da Kodak, que funcionava no Rio de Janeiro. Como lembramos em outro post, chamado Nos Estúdios, a proliferação das máquinas portáteis – e simplificação do ato de fotografar – marcou o começo do declínio dos antigos estúdios fotográficos.

Anúncio da Kodak

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23.março.2012 08:12:49

Propaganda

Imprimir a assinatura na foto era uma característica comum entre fotógrafos do começo do século passado. Como vimos no post Frente e Verso, enquanto no século 19 era comum que os profissionais estampassem seu nome e endereço no verso dos papelões sobre os quais as imagens eram coladas, no século 20 a propaganda ficou mais simples e se transformou na maior parte dos casos apenas em um carimbo do estúdio ou, no caso dos fotógrafos de rua, em uma inscrição pré-formatada abaixo da imagem com o nome do profissional e o local onde foi tirada.

Rapaz no estúdio de J. Fortunato, na Rua da Mooca, 468, em São Paulo

(Rapaz posa no estúdio de J. Fortunato,
na Rua da Mooca, 468, em São Paulo)

 

Avó posa com os netos para o lambe-lambe Silva, em Uberada, Minas Gerais

(Avó posa com os netos para o lambe-lambe Silva,
em Uberaba, Minas Gerais)

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Luciana Garbin e João Emilio Gerodetti

    Luciana Garbin é editora dos cadernos Cidades e Metrópole do Estadão.

    João Emilio Gerodetti é engenheiro e colecionador de fotografias e postais antigos

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