Já falamos dos lambe-lambes na semana passada, mas vale acrescentar mais algumas informações e imagens. Além de fotografar os brasileiros e estrangeiros mais abastados, os lambe-lambes também percorriam periferias de cidades e áreas rurais. Ofereciam seus serviços principalmente em fins de semana e dias de festa. Os clientes mais comuns eram casais, famílias ou pais querendo uma foto dos filhos.

Na época em que as câmeras ficaram mais leves, não podemos esquecer ainda dos profissionais que registravam seqüências de pessoas passando pelas ruas e avenidas das cidades e depois ofereciam os instantâneos aos retratados. Veja, por exemplo, essas imagens abaixo:


Com o passar do tempo – e a clientela descobrindo outras formas de se retratar -, muitos lambe-lambes se viram destinados quase que exclusivamente a produzir retratos 3 por 4 para documentos. Em geral, já deixavam um paletó e uma gravata à mão, para o caso de aparecer algum cliente querendo fotografia para carteira de identidade ou reservista.
Hoje, os fotógrafos de jardim e suas câmeras-caixote estão praticamente extintos. A ponto de algumas cidades, como o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, já terem discutido a criação de decretos reconhecendo-os como patrimônio cultural imaterial.
Magnífica reportagem do Estadão. Grande presente !
Oi, Maria Tereza,
Nosso plano é sempre atualizar o blog com histórias interessantes.
Esperamos que você goste!
Parabéns pelo artigo, sou filho de um dos Lambe-Lambe mais antigo do Rio de Janeiro, sr. Jorge Teodosio hoje com 84 anos e juntos ficamos muito gratos quando vemos uma reportagem ou qualquer outra matéria que fale sobre o Lambe-Lambe, as suas histórias e dificuldades desde o início do ofício.
Um forte abraço…
Tereza,
???? ??? ?????
Lau
Santos, SP
“Santos:Terra da Caridade e da Liberdade”
Muito bom, precisamos preservar essas coisas. Hoje, tudo se moderniza e é substituído com tamanha velocidade que ficamos aturdidos. Estamos fartos de tanta tecnologia. Precisamos de referências do passado.
Olá, Carlos.
Obrigada pela mensagem.
Muito bom.
Hoje, tudo se moderniza e é substituído com tamanha velocidade que ficamos aturdidos. Estamos fartos de tanta tecnologia. Precisamos de referências do passado.
Obrigado pelos três artigos contando um pouco da histórias dos lambe-lambes.
Saio pelas ruas do Rio fantasiado de lambe-lambe há alguns carnavais. É a minhs humilde homenagem a estes personagens tão importantes para o registro da nossa história.
Ainda hoje existem muitos lambe-lambes em ação pelo mundo a fora…
Se quiser acompanhar minha homenagem carnavalesca, dá uma olhada em http://www.facebook.com/melambelambe.
Abraço!
Bem legal, Pedro.
Parabéns pela iniciativa!
[...] Gerais, logo após a cerimônia do batizado. Repare no fundo improvisado da imagem, típico de fotógrafos populares que circulavam por áreas rurais, e nos trajes compridos das bebês – como mostramos no post [...]
2013
2012
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