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Álbum de Retratos

18.maio.2012 10:42:10

Carrões

Hoje a frota de veiculos de São Paulo passa dos 7,2 milhões de veículos, mas quer tentar imaginar qual era seu tamanho 95 anos atrás?

Em seu livro Automóveis de São Paulo – Memória fotográfica de pessoas, automóveis e localidades do Estado de São Paulo, Malcolm Forest conta que em 1917 a cidade tinha 1.757 automóveis e o interior paulista, 816. Em 1929, já eram 69.515 automóveis em território paulista, sendo 18.226 na capital. Um crescimento exponencial para pouco mais de uma década, mas ainda uma pequena sombra da atual quantidade.

Quem não tinha dinheiro para comprar podia alugar um veículo de luxo em garagens como a Auto Palace, na Rua Ipiranga, e a Moderne, na Rua Conselheiro Nébias. Ou ainda  optar por um dos cem autotáxis à disposição, que cobravam 10.000 réis a hora.

 
Como podemos ver na foto acima, posar em cima de automóveis de luxo, muitas vezes diante do próprio palacete, era praxe entre as famílias ricas. E muitas delas tinham um apego tão grande por seus carros que até o carregavam em grandes viagens transoceânicas, embarcando-os nos vapores e navios para que pudessem ser usados depois para percorrer os países visitados.
 
 
 

Forest também quem revela que nos anos 1930 e 1940 ainda existiam manuais e livros com conselhos práticos para o motorista amador e, durante vários anos, “V. Ancona Lopez e a Empresa Americana de Publicidade Ltda. organizaram e publicaram uma interessante lista telefônica, em cuja Seção Automóveis não constavam números de telefones, mas sim as chapas de carros, com suas marcas, os nomes de seus donos e seus respectivos endereços”. Distribuído em muitas capitais do Brasil e algumas cidades do interior, esse informativo ainda registrava os impostos que os proprietários tinham de pagar segundo o tipo e a potência de seus veículos, as punições que receberiam em caso de acidente e as multas a que estavam sujeitos por infrações como excesso de velocidade, imprudência e falta de freios.

 
 
Repare que as duas fotos anteriores mostram carros diferentes, mas o mesmo motorista e a mesma placa: A 10-115. Antigamente, mesmo depois de vender o veículo, o dono podia manter a placa. E, quanto menor o número dela, mais status conferia ao proprietário, pois mostrava que tinha sido adquirida havia mais tempo. 
 
 

Muitas imagens antigas de carrões também refletem o orgulho do proprietário em posar diante deles para as lentes de um lambe-lambe. De preferência apoiando um braço e uma das pernas no estribo e em uma das portas, como mostram as duas fotos seguintes e algumas das imagens anteriores deste post.  

2.3_Carros_17.jpg

comentários (39) | comente

39 Comentários Comente também
  • 18/05/2012 - 12:34
    Enviado por: Ademar Domingues

    As pessoas eram felizes e não sabiam.

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    • 18/05/2012 - 13:38
      Enviado por: abel

      Voce era “feliz” se tivesse dinheiro.A vida nao era facil para a maioria naquela epoca svh5.De doenca sem vacinas, dentistas que so rico podia pagar e trabalhos sem direitos trabalhistas.Criancas trabalhavam em fabrica,pouquissimas casas tinham banheiro dentro da casa.Mulheres morrendo no parto aos rodos alem e claro d altissima mortalidade infantil.

      Fora o barro,lama e distancia que um tinha que caminhar.Algumas coisas continuam a mesma coisa nesse Brasil mas esse saudosismo do passado e meio inocente e mal informado.

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    • 18/05/2012 - 13:45
      Enviado por: Siddo

      Será q já existia financiamento naquela epoca,ou dava para comprar a vista ?.

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    • 18/05/2012 - 14:30
      Enviado por: João

      Pô, “abel – 18/05/2012 – 13:38″!… Você me fez lembrar de uma piada sobres dois irmãos, um era Otimista e Vencedor e o outro, pessimista, chato e derrotista…

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    • 19/05/2012 - 13:44
      Enviado por: Abel

      Joao,piada de muito mal gosto e achar que a vida naquela epoca era essa”maravilha” que o povo pensa.O absurdo maior do seu comentario e achar que quem tinha vida sofrida provalmente era e eh derrotado.Que horror!!!!@

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  • 18/05/2012 - 13:35
    Enviado por: WALACE

    Linda foto. O fotógafo teve a felicidade ou sabedor que esta foto seria muito interesante mostrar além do carro e sua família, o cenário que hoje deve ser outro. Gostaria de saber onde foi tirada esta foto.

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    • 18/05/2012 - 14:14
      Enviado por: Luciana Garbin

      Olá, Walace.
      Obrigada pela mensagem.
      Infelizmente não sabemos onde a foto foi tirada.
      Nenhuma dessas três imagens trazia dedicatória ou outra anotação no verso.

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    • 18/05/2012 - 15:48
      Enviado por: Vera

      Walace, se a memória não me falha, me parece que a primeira foto foi feita em frente a um casarão, que ainda existe na Avenida Paulista… perto do Conjunto Nacional…, que está tendo problemas com a construção de um edificio ao lado…… desculpe, mas não sei qual é o número da casa na Paulista.

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  • 18/05/2012 - 13:44
    Enviado por: Maria Antonia

    Belas imagens! Há certas coisas que veremos apenas através de uma fotografia: simplicidade.

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  • 18/05/2012 - 13:50
    Enviado por: Joel

    Lista com chapa de carros existia em 1959 – Não faz tanto tempo assim não. Era de cor vermelha!

    Tá bom? he he

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  • 18/05/2012 - 13:51
    Enviado por: Roosevelt Grion

    Mulher + 5 Filhos + Pai, total 7, O carro, 2 lugares

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  • 18/05/2012 - 13:54
    Enviado por: Romeu Antunes

    Fiquei curioso para saber o nome das famílias que posam com seus carros.
    Essa informação é possível?

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    • 18/05/2012 - 14:10
      Enviado por: Luciana Garbin

      Olá, Romeu,
      Infelizmente não temos informação de quem eram essas três famílias.
      Nas fotos antigas, em geral conseguimos obter alguns dados por meio de
      dedicatórias e outras anotações feitas no verso da imagem.
      Mas essas em particular não traziam nada escrito.

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  • 18/05/2012 - 13:58
    Enviado por: Joel

    ABEL – ACORDA ABEL – Vc é daqueles que sofrem em qualquer tempo. Antigamente vagabundo não era sustentado pelo mais apto, pelo competente tá? E pra voce que se acha TÃO DENTRO DO PROGRESSO, fique sabendo que nada mudou. Nem o transporte. Demora-se mais de 2 horas para ir ou vir até Pinheiros, mais de uma hora na Radial Leste pra vir do Tatuapé ao centro. No seculo XVIII (18) o percurso era feito mais depressa no lombo de mula. E pare de se queixar, deixa isso pra mulher no parto. PUTZ!

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    • 18/05/2012 - 15:56
      Enviado por: Marisa

      Comentário idiota o seu. Vivesse naquela época pra ver. E mulher no parto não se queixa, tem dor!

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    • 19/05/2012 - 14:00
      Enviado por: Abel

      Joel, eu recomendo que voce se informar melhor de como era a vida das pessoas menos favorecidas naquela epoca antes de falar tanta bobagem. Eu nao sei se voce e um internet troll ou se isso realmente eh a sua linha da pensamento.De qualquer maneira se informe melhor meu caro.

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  • 18/05/2012 - 13:58
    Enviado por: Jose Ghiotto Neto

    Este costume, por aqui,sempre foi uma demonstração de status…. coitados de nós que temos os automóveis mais caros do mundo.

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  • 18/05/2012 - 14:01
    Enviado por: Antonio Maria Menezes

    A distância entre o rico e o pobre continua imensa. Hoje só aumentou o número de miseráveis e diminuiu os de ricos. A não ser que você ganhe um prêmio da mega de fim do ano sozinho. Ou tenha o privilégio de ter um pai que trabalhou numa empresa estatal de minérios e lhe passasse todas as informações privilegiadas pra você. Aí vc vira um magnata.

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    • 18/05/2012 - 15:47
      Enviado por: Lilly Ranheta

      Adoro ver fotos antigas… é uma pequena amostra de “máquina do tempo”. Fico imersa nas imagens, tentando me transportar ao passado e reviver a história! A briga entre o “bem” e o “mal”, as desigualdades e os problemas sempre existirão, pois o homem não passa de um macaco nu! Mas os Batistas são mesmo privilegiados, não é Antônio? Adorei o comentário!!

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    • 19/05/2012 - 10:33
      Enviado por: Genuflexorio

      OPA!! Pela primeira vez vejo alguém expor uma manifestação consciente e oportuna a respeito daquele que, depois do império português, e o maior sanguessuga do Brasil. Eliezer Batista o “engenheiro”. Sangrou oBrasil e entrego tudo de mão beijada para o Japão. Tanto que recebeu a maior condecoração daquele pais.

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  • 18/05/2012 - 14:02
    Enviado por: Ricardo Lívio

    O que aquele motorista com o pé no para-choque estava pensando no momento do click?

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  • 18/05/2012 - 14:54
    Enviado por: Strider

    Abel- Estava faltando um sindicalista de esquerda para conturbar o ambiente….

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    • 19/05/2012 - 13:53
      Enviado por: Abel

      O mais engracado e que quando entro em site de sindicalista para dar meu comentario eu digo que sou neoliberal.Vai entender….. kkkkk….

      Eu nem entrei na parte politica da coisa e alguns “ofendidos” ja levaram para esse lado.Minha posicao foi somente sobre essa visao “maravilhosa” do passado que as pessoas parecem acreditar.

      As pessoas deveriam se informar melhor e saber como era realmente a realidade da maioria das pessoas naquela epoca.

      Com relacao a comentarios de tom politicos eu nao faco a menor ideia do que se refere.

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  • 18/05/2012 - 15:36
    Enviado por: Nilton

    Vcs 2 formam uma bonita dupla. Parabéns pelo texto e pelas fotos – vcs são “gentes boas”. E aqui vai uma sugestão: Luciana, “catuca” o João para ele abrir a caixa de sapatos onde ele guarda as fotos e faz desta seção do jornal um “museuzinho” despretensioso… É adorável conhecer nossa história e nada melhor que fotos. P.S. Se o João não concordar, ameaça “dar uma bem dada no fuço dele” que ele abre a caixa sem reclamar muito.

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  • 18/05/2012 - 15:40
    Enviado por: Nobel

    As fotos são interessantes. Mas também seria interessante se os jornalistas escrevessem corretamente. Não se diz ‘há 95 anos atrás’, como está na chamada para a notícia na página principal (http://www.estadao.com.br/saopaulo/). Ou se diz ‘há 95 anos’ ou então ’95 anos atrás’.

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  • 18/05/2012 - 15:46
    Enviado por: Álvaro de Araújo

    Desde 1917 até agora são quase 100 anos , entretanto , o importante é salientar a força da fotografia, profissionais admiráveis, tenho certeza que daqui a mais 100 anos estaremos vendo fotos de nossa atual época, como será até lá, fica na imaginação de cada um de nós, mas tenho certeza que algum fotógrafo de hoje esta registrando tudo.

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  • 18/05/2012 - 15:51
    Enviado por: Lobo

    É uma pena que poucos anotava as datas e locais! Tenho muitas fotos que coletei na minha Familia, inclusive fotos de carros novos, mas não tenho as datas. Parece que não se importavam muito.

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  • 18/05/2012 - 16:11
    Enviado por: ARILSON SARTOATO

    EXCELENTE MATÉRIA RECORDAR è ´VIVER.

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  • 18/05/2012 - 18:59
    Enviado por: Mauricio

    O que mais me impressiona em ler esses artigos neste jornal é não importa qual o assunto, mas sempre aparece um xiitóide esquerdista cabeça-de-bagre para escrever um monte de asneiras e tentar conduzir o assunto para a política ou luta de classes. Impressionante, acho que essa gente passa o dia atrás de um computador só para ficar pregando suas ideologias….Ah, em tempo: quem possuía automóvel na época devia ser do do PSDB, amigo do Serra, Alckmin, FHC……

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  • 19/05/2012 - 10:07
    Enviado por: Marcio

    Muito boa essa materia.

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  • 19/05/2012 - 15:43
    Enviado por: Miguel Mossmann

    Não gosto de utilizar-me do direito de fazer comentários no Estadão. Porém, hoje, não dá pra ficar quieto: Estou com o ABEL em gênero, numero e grau.

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  • 19/05/2012 - 22:58
    Enviado por: Paulo

    Abel, voce é daquelas pessoas que só conseguem ver as coisas com o olho esquerdo. Talvez algumas daquelas pessoas fotografadas nem fossem da “burguesia” e sim legitimos membros do proletariado embasbacados com o luxo dos carrões da época. Em tempo, o que é o sufixo neo?

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    • 20/05/2012 - 12:37
      Enviado por: Abel

      Paulo, olho esquerdo? O que vc tem contra olha esquerdo…risos..? E engracado como as pessoas desde os tempo da inquisicao olham para o esquerdo ou canhoto como algo mau.Puro condiciomanento cultural e de extrema ignorancia.

      O meu comentario de nada tem haver com rico ou pobre.Em nenhum momento estou reclamando do “rico ” ter carrao.

      O meu ponto so foi falar sobre a ilusao/delirio saudosista que algumas pessoas teem sobre a vida antigamente.

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    • 29/05/2012 - 19:19
      Enviado por: guga romano

      Abel

      Pelo que li no seu comentário , a respeito do ou da esquerda esta baseado em

      antigos costumes por exemplo não se cumprimenta com a mão esquerda , não

      nos benzemos com a mão esquerda ( os católicos ) quer saber o por que ? É que

      com a mão esquerda que se limpa a bunda , então a mão direita era a mais limpa

      sendo assim , mais higiênico e respeitoso se cumprimentar com a mão direita .

      Saudações !

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  • 23/05/2012 - 08:47
    Enviado por: Raquel Lourenço

    Caramba…Quantos cometários…uns construtivos outros aff, isso porque a reportagem é referente a CARRÕES do passado, imagine se fosse de futebol? Rs! Brasileiros…

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  • 23/05/2012 - 08:52
    Enviado por: FernandoFF

    lindas imagens… chegando em casa vou mostra las ao meu filho..

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  • 04/07/2012 - 13:58
    Enviado por: Carrões comerciais - Álbum de Retratos - Estadao.com.br

    [...] falamos dos carrões de antigamente em outro post. E houve até polêmica nos comentários de leitores. Mas faltaram duas fotos que também merecem [...]

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Luciana Garbin e João Emilio Gerodetti

    Luciana Garbin é editora dos cadernos Cidades e Metrópole do Estadão.

    João Emilio Gerodetti é engenheiro e colecionador de fotografias e postais antigos

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