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Álbum de Retratos

Diferentemente dos fotógrafos populares, que usavam a paisagem como cenário, os fotógrafos de estúdio costumavam contar com cortinas para driblar as sombras e uma parafernália de objetos – selecionados segundo o perfil do cliente e o cenário que ele e o fotógrafo desejavam montar. Inspirados no que se fazia no exterior, sobretudo Paris, painéis e panos de fundo refinados eram utilizados para transportar o retratado para paisagens tão distintas quanto um jardim europeu ou uma floresta tropical. Alguns também tentavam reproduzir cartões-postais. Repare como o Corcovado carioca parecia no estúdio de L. Guerra mais pontudo que o original.

No retrato de L. Guerra, o Corcovado mais pontudo que o normal

Muitos cenários inspiravam-se claramente em retratos de pintura. Outras imagens lembravam cenas de teatro. Acessórios também eram muito usados para compor a imagem e podiam incluir de uma cadeira e uma simples mesinha para apoiar a mão até colunas falsas, escadas, poltronas, cortinas, leques e animais empalhados. Como mostra a foto da menina sentada com os pés apoiados num banquinho de descanso e um dos braços apoiado numa mesa de vime com um vaso de flores em cima. No painel de fundo, vê-se uma espécie de cortina presa ao lado de uma coluna, representando uma porta abrindo-se a um terraço.

Uma foto, vários acessórios

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Nosso amigo Douglas Nascimento, do site São Paulo Antiga, nos enviou sete anúncios de estúdios, técnicas e/ou materiais fotográficos que são verdadeiras preciosidades. Foram publicados nas duas primeiras décadas do século passado em revistas importantes da época, como A Cigarra, Revista da Semana e A Ilustração Brasileira.

O primeiro deles é o mais antigo. Foi tirado em 1906 e faz propaganda do fotógrafo José Vollsack, que abriu seu estúdio na Rua Direita, 2, em São Paulo, em 1880. Como comentamos no post Homem de Mello, Vollsack  foi gerente e sucessor da célebre Photographia Allemã, de Alberto Henschel,  e atuou na capital paulista com seu Grande Photographia por mais de três décadas.

Anúncio do estúdio de José Vollsack, tirada em 1906

Anúncio de TheodoroWendt, de 1906

O segundo anúncio é de Theodoro Wendt, oficina de “clichês” de zincografia (arte de gravar ou imprimir usando lâminas de zinco) e fotogravura (processo fotográfico que permite obter placas gravadas utilizáveis na impressão tipográfica). Funcionou primeiro na Rua do Comércio e depois na Rua Líbero Badaró. Foi publicado em 1906.

 

Já o anúncio abaixo, da Photografia Casa Helio, é de 1917. Saiu na Revista da Semana e listava vários produtos oferecidos  na Rua da Quitanda, 14. Vale a pena reparar em detalhes muito curiosos desta peça publicitária, como o “Vendas em grosso (atacado) e a varejo” e outros termos da época e o número de telefone, que há um século tinha apenas quatro números (!).

Anúncio da Photographia Casa Helio, de 1916

 

O anúncio de Otto Stück, que se apresentava como importador de artigos para fotografias na Rua da Boa Vista, 45-A, saiu na Revista da Semana, também em 1917. E, além do desenho da câmera fotográfica, traz linhas e arabescos comuns na propaganda da época.

Anúncio de OttoStück, importador de artigos fotográficos, publicado em 1917

 

Já o anúncio do Photographia Quaas saiu em 1920 na revista A Cigarra. E oferece “serviço especial para senhoritas e creanças”. Este detalhe é curioso, pois nem todo fotógrafo de antigamente gostava de tirar retratos de meninas e meninos pequenos. A maior reclamação é que eles costumavam dar muito trabalho para ficar quietos durante o tempo necessário para que a imagem fosse feita.

Anúncio do estúdio Photographia Quaas, de 1920

 

Douglas também nos enviou esse anúncio do estúdio do italiano Giovanni Sarracino. Já falamos dele no post Italianos. De acordo com o pesquisador Boris Kossoy, na década de 1910 havia 34 estúdios fotográficos funcionando na capital paulista. E os “oriundi” da colônia italiana representavam metade do mercado. Na foto abaixo, podemos ver mais uma vez a parafernália que os estúdios acumulavam. Todos esses objetos serviam para compor a foto e dar o clima que fotógrafo e retratado desejavam.

O estúdio do italiano Giovanni Sarracino, em anúncio de 1919

 

Vale destacar ainda uma outra imagem enviada por Douglas. Mostra o anúncio da filial brasileira da Kodak, que funcionava no Rio de Janeiro. Como lembramos em outro post, chamado Nos Estúdios, a proliferação das máquinas portáteis – e simplificação do ato de fotografar – marcou o começo do declínio dos antigos estúdios fotográficos.

Anúncio da Kodak

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24.abril.2012 10:49:05

Italianos

Os primórdios dos retratos em São Paulo estão diretamente ligados a um povo que também marcou a formação da identidade paulistana. De acordo com o pesquisador Boris Kossoy, na década de 1910 havia 34 estúdios fotográficos funcionando na capital paulista. Italianos, como Giovanni Sarracino, cujo estúdio ficava na Rua 15 de Novembro, nº 20, Michele Rizzo, na Rua Direita, 10C e depois 55, e Oreste Cilento, que trabalhava na Avenida Rangel Pestana, 116, representavam metade desse mercado.

Giovanni Sarracino

Interior do ateliê de Sarracino

O retrato de Sarracino e a imagem do interior de seu ateliê pertencem ao livro Il Brasile e gli italiani, publicado em abril de 1906 pelo jornal Fanfulla, da colônia italiana de São Paulo. Observe o monte de objetos da cena. Eles serviam para compor as diferentes fotos, de acordo com o perfil do cliente. Quem gostava de música, por exemplo, podia se sentar ao piano e fingir tocar. As plantas e animais remetiam a cenários de florestas.

Imagens do estúdio de Oreste Cilento

As imagens acima mostram o ateliê de outro italiano em São Paulo – Oreste Cilento. A de cima retrata a sala de espera, a de baixo o estúdio. E, mais uma vez, trazem uma parafernália de objetos. Repare nas imensas claraboias da foto de baixo. Antes dos flashes, elas eram essenciais para fazer a foto, já que permitiam a entrada da luz natural. No post Nos Estúdios, há mais informações sobre as primeiras décadas de funcionamento dos estúdios fotográficos.

Verso de fotografia tirada no estúdio da família Rizzo

Os versos das fotos também eram importantes para identificar o estúdio fotográfico onde a imagem foi tirada. Suas letras e desenhos eram cuidadosamente desenhados, como se pode ver nos exemplares de Michele Rizzo (acima) e do mesmo Oreste Cilento, cujo “Estabelecimento Photographico” funcionava na Avenida Rangel Pestana, 116, em São Paulo, e não deixou nem sequer de ilustrar o prédio onde eram feitos os retratos.

Verso das fotos de Oreste Cilento

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20.abril.2012 10:42:42

Nos estúdios

Moça de figurino requintado posa para foto em estúdio

Por muito tempo, estúdios funcionaram em espaços com grandes janelões e claraboias, de preferência no último andar dos edifícios, para que os fotógrafos pudessem captar melhor a luz natural. Só com o surgimento dos flashes – O de magnésio é de meados dos anos 1910 –, tornou-se possível captar imagens em ambientes mais escuros ou dias de mau tempo.

Na virada do século 19 para o 20, os estúdios concentravam-se principalmente no Rio de Janeiro, então capital da República. Depois, espalharam-se por outras cidades brasileiras. Como São Paulo, que, impulsionada pela economia cafeeira, ia ganhando mais e mais poder econômico e via a imigração crescer e os serviços se desenvolverem.

Imagem assinada pelo fotógrafo Cilento

Nesses centros urbanos cheios de migrantes e imigrantes, os retratos serviam não só como recordação de um determinado momento, como indicavam sucesso, saúde, elegância. Nada como um cenário luxuoso e cheio de objetos requintados, por exemplo, para sugerir a parentes e amigos distantes que a vida estava indo bem. Por trás da câmera, as orientações do fotógrafo eram essenciais.

Uma mão na cintura, outra apoiada

A fase áurea dos estúdios durou até por volta dos anos 1930. Nelson Schapochnik destaca que à introdução nessa época de câmeras Leika, distribuídas em São Paulo pela Casa Lutz Ferrando, “correspondeu paulatinamente a diminuição das prerrogativas do fotógrafo profissional”. “Este não deixou de ser contratado para documentar os momentos mais solenes da vida familiar, no entanto as situações mais informais passaram à alçada de algum membro da família”, explica o autor.

As décadas seguintes acelerariam as transformações. Como destaca a obra Retratos do Imaginário de São Paulo: Fotógrafos e Personagens, “a década de 1950 representa a decadência do estúdio de retrato na forma como foi conhecida por mais de um século”. “Significa o fim do estúdio como local privilegiado da fotografia, passando a ser ocupado apenas pela produção voltada para publicidade e moda, que começam então a ganhar corpo. Cresce nesse período a participação no segmento do retrato de profissionais de outros segmentos, notadamente o fotojornalismo. A presença do retrato de estúdio restringe-se aos momentos especiais, como o casamento, embora seja grande neste caso a concorrência da foto-reportagem”.

Cerimônias como o casamento já eram disputadas por fotógrafos da época

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A decisão de tornar 19 de abril o Dia do Índio foi oficializada no Brasil em 1943 por um decreto-lei do presidente Getúlio Vargas. Três anos antes, várias lideranças indígenas haviam se reunido no México no Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Com medo de que seus pedidos fossem desrespeitados pelos brancos, os índios faltaram nos primeiros dias de evento. Mas justamente em 19 de abril decidiram aparecer. Daí o motivo de o dia ser reconhecido em todo o continente americano.

As fotos do post de hoje mostram retratos de índios de diferentes tribos. Segundo o site da Fundação Nacional do Índio (Funai), vivem hoje no Brasil 817 mil indígenas, ou cerca de 0,4% da população brasileira segundo o Censo 2010. Eles estão distribuídos por 688 terras indígenas (espaços reconhecidos pela União, cuja posse pertence aos índios) e por áreas urbanas – cerca de 315 mil residem em cidades. Há também tribos que ainda vivem isoladas – de 82 referências, 32 foram confirmadas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior parte da população indígena (27,5%) está concentrada no Estado do Amazonas. Em seguida, vêm Mato Grosso e Roraima.

<em>Indiozinhos da tribo macuxi, de Roraima, por volta de 1912</em>
Indiozinhos da tribo dos macuxis, de Roraima, por volta de 1912
<em>Mulheres da tribo bororó, do Mato Grosso, em foto tirada em 1930</em>
Mulheres da tribo dos bororos de Mato Grosso, em foto tirada em 1930
<em>Cacique Uataú da tribo carajá na Ilha do Bananal, Goiás, na década de 40</em>
Cacique Uataú da tribo dos carajás na Ilha do Bananal, Goiás, na década de 1940
<em>Guerreiros da tribo itangapuque do Rio Madeira, Amazonas, por volta de 1930</em>
Guerreiros da tribo dos itangapuques do Rio Madeira, Amazonas, por volta de 1930
<em>Dança ritual dos bororós de Mato Grosso, em foto tirada em 1935</em>
Dança ritual dos bororos de Mato Grosso, em foto tirada em 1935

 

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18.abril.2012 09:04:50

Frente e Verso 2

A foto mostra João Chirmicci (sentado à esquerda), com seus companheiros na 1.ª Guerra Mundial. Era 1916 e ele ainda estava na Rússia. Foi enviada por sua neta Denise Molla. Ela conta que o avô tinha 20 anos quando esta imagem foi feita.

João nasceu em 1896, mas só chegou ao Brasil na década de 1930. Após desembarcar no Rio de  Janeiro, foi viver em Ribeirão Preto, no interior paulista. Ele trabalhava como carpinteiro e também morou em outras cidades do Estado, como Sorocaba e Quatá. Em 1944, mudou para São Paulo capital, onde viveu o resto de sua vida. Faleceu em 1968, aos 72 anos.

“Garanto que ele ficaria muito orgulhoso de ter sua história escrita e publicada”, diz Denise. “Infelizmente eu não o conheci, mas meus primos sempre comentam sobre a bondade de meu avô.”

João Chirmicci (à esq.), na Rússia, em 1916

João Chirmicci (à esq.), na Rússia, em 1916

 

 

O verso da foto de João Chirmicci, com a data de 1916

O verso da foto de João Chirmicci, com a data de 1916

 

No post Frente e Verso, há outro exemplo de como o verso da foto também era utilizado para mensagens, dedicatórias e informações sobre o estúdio fotográfico. Não deixe de conferir!

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Maurício Sapata nos enviou as três imagens deste post. Foram coloridas por ele mesmo com um  kit dos anos 1950 adquirido pelo site de compras e-bay. Quem quiser informações mais detalhadas sobre esse processo – que é polêmico para alguns e obra de arte para outros – pode encontrar no blog do Maurício. O endereço é  http://www.picturenoise.blogspot.com/search/label/Hand%20-%20Coloured%20Photographs

Foto colorida por Maurício Sapata

 Maurício conta que sua fascinação por fotos e câmeras antigas surgiu de tanto revirar as caixas de fotografias de seus pais e avós. E, sempre que passa por alguma feira de antiguidades, dá uma olhada para ver o que pode encontrar. As fotos abaixo foram resultado dessas suas garimpagens.

A pose de biquíni também ganhou cor

  

De máscaras, na saída do navio

Se você gostou das imagens do Maurício, quer ver outras fotopinturas e obter mais informações sobre elas, vale a pena visitar outro post do nosso blog, o Fotopintura. E não deixe de mandar fotos de família antigas que você também tem em casa para serem publicadas no Álbum de Retratos. Basta enviá-las para o e-mail blogalbumderetratos@gmail.com, com todos os dados que tiver sobre elas.

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A foto abaixo mostra Francisco Ignácio Homem de Mello e foi tirada em 24 de fevereiro de 1908 no estúdio de Joseph Vollsack, ou J.Vollsack. Segundo Guilherme Homem de Mello, o bisneto de Francisco Ignácio, que nos enviou sua foto, o estúdio ficava na Rua Direita, n.º 2, em São Paulo. Ele conta ainda que Vollsack atuou em S. Paulo entre 1880 e 1912 e foi gerente e sucessor da célebre Photographia Allemã, de Alberto Henschel.

 Francisco Ignácio Homem de Mello, em 1908

Vale lembrar que a foto acima é um legítimo carte-de-visite, formato muito comum nas imagens do começo do século 20 no Brasil, como vimos ontem no post Do cabinet-portrait ao carte-de-visite. Para melhor visualização, ela foi ampliada. Na realidade, tinha o tamanho de um cartão de visitas – daí o nome. 

Se você também quer ver alguma foto de família publicada, basta enviá-la para o e-mail blogalbumderetratos@gmail.com. O envio automaticamente autoriza a publicação, sem qualquer ônus às partes.

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Até o começo do século 20 persistiam no Brasil, principalmente em estúdios de fotógrafos estabelecidos fora do Rio de Janeiro, então capital do País, modelos europeus típicos das últimas décadas do século 19, ainda muito influenciados pela pintura. Era o caso do cabinet portrait. Geralmente com formato de 11 por 17 centímetros, ele costumava apresentar o(s) retratado(s) de corpo inteiro no cenário.  

Foto tipo cabinet portrait

Já o carte-de-visite era uma pequena foto colada sobre um retângulo de papelão rígido do tamanho de um cartão de visita. Emoldurado por desenhos de flores e arabescos, fez na França a fortuna de seu inventor – André Adolphe Eugène Disdéri (1819-1889) – e se espalhou pelo mundo.

Foto tipo carte-de-visite

 

Foto tipo carte-de-visite

Além de baratearem muito o custo do retrato, esses formatos-padrão facilitavam a distribuição para amigos e parentes e logo fizeram com que suas fotos virassem objetos de colecionador. E valia não só montar acervos com imagens de personagens anônimos como também com personalidades, artistas e integrantes da família real.

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No clima da Páscoa, o post de hoje traz três fotos muito interessantes enviadas por leitores. As duas primeiras foram tiradas no interior paulista nos anos 1950 e mandadas por Marcos de Paula Craveiro.  A terceira veio do interior de Minas Gerais. Todas mostram cenas religiosas: procissão, primeira comunhão e batizado. Espero que vocês gostem.

Fazenda em Pedregulho, interior de SP, em 1950

Segundo Marcos Craveiro, a foto acima tem 62 anos. Foi uma das imagens registradas da festa de primeira comunhão das crianças da escola rural da Fazenda das Posses, em Pedregulho, no interior de São Paulo, realizada em 1950. No centro da imagem está Benedito, avô de Marcos, junto aos freis Rosalvo e Aloísio. Ao lado deles, duas moças vestidas de anjos – com asas e tudo (!).

 

Procissão do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Batatais, 1956

A segunda foto mostra a procissão de 1956 do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora de Batatais, realizada todo dia 24 de maio na cidade do interior paulista. No evento, fiéis saem caminhando por ruas da cidade, levando à frente imagem da santa. Uma das alunas da imagem é a mãe de Marcos Craveiro, Gladys, e outra é sua tia Nilza.

Dona Judith, em foto tirada por lambe-lambe em Caratinga (MG)

A terceira foto foi enviada por Marcos Machado e mostra sua bisavó Judith Lima de Oliveira com duas afilhadas de batismo – as primas Ana e Maria das Graças. Foi tirada por um lambe-lambe em 1957 em Caratinga, Minas Gerais, logo após a cerimônia do batizado. Repare no fundo improvisado da imagem, típico de fotógrafos populares que circulavam por áreas rurais, e nos trajes compridos das bebês – como mostramos no post Semana Santa, também era um costume tradicional da época.

Se você também quiser ver imagens de sua família publicadas, basta enviá-las por e-mail para blogalbumderetratos@gmail.com. Importante: o envio das fotos autoriza automaticamente sua publicação neste blog, sem qualquer ônus às partes.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Luciana Garbin e João Emilio Gerodetti

    Luciana Garbin é editora dos cadernos Cidades e Metrópole do Estadão.

    João Emilio Gerodetti é engenheiro e colecionador de fotografias e postais antigos

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