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Tecnologia para criadores de rãs

19 de setembro de 2010 | 10h51

Fernanda Yoneya

Rã macho (à esq.) e rã fêmea (à dir.) em criatório em Guaratinguetá (SP). Crédito: Sebastião Moreira/AE – 23/11/2005

Rã fêmea (à esq.) e rã macho (à dir.) em criátório em Guaratinguetá (SP). Crédito: Sebastião Moreira/AE – 23/11/2005

Tirando a região da coxa – considerada a parte nobre da rã – praticamente todo o resto é descartado. Ou era. Semana que vem, pesquisadores, criadores e demais interessados na criação de rãs vão se reunir na sede da Embrapa Agroindústria de Alimentos, no Rio, para conhecer uma nova tecnologia desenvolvida na unidade. A novidade é o aproveitamento da carne do dorso da rã, que até então era desprezada e ia para o lixo.

Foram três anos de trabalho, conduzido pela pesquisadora Ângela Furtado, incluindo todos os testes sensoriais e de qualidade, e o resultado foi o desenvolvimento de três produtos preparados à base da carne de dorso: um patê, um tipo de salsicha e uma conserva de carne desfiada. Essa tecnologia, se realmente for adotada nos ranários, só trará benefícios: agregará valor à produção, evitará o desperdício e o descarte de resíduos no ambiente e ainda aumentará a gama de produtos à base de carne de rã, o que pode ajudar a popularizar o consumo. Por enquanto, a carne de rã não pode ser considerada exatamente popular, com o quilo custando entre R$ 35 e R$ 45.

O pesquisador André Yves Cribb explica que o dorso da rã tem muito osso e cartilagem e que, portanto, retirar a carne desta região é trabalhoso. Aí o criador acaba só aproveitando a carne da coxa, tida como a “parte nobre” da rã. “Mas com a possibilidade de fazer patê, salsicha ou a conserva e vender essa produção, o criador fica animado pois sabe que pode lucrar mais com a atividade”, aposta.

O estudo da viabilidade econômica da tecnologia, já que o criador tem de instalar uma agroindústria na propriedade para processar a carne, está sendo concluído pela Embrapa.

O evento ocorre dias 21 e 22 de setembro, a partir das 9 horas, na sede da Embrapa Agroindústria de Alimentos, no Rio. Tel. (21) 3622-9733 ou sac@ctaa.embrapa.br.

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17 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Chirac

    Quem se interessar em fazer parceria para criar rãs e vender para o mercado de belo horizonte – mg , entre em contato com o Sr. Alberto . Título : Rã e Parceria .
    alaeua@zipmail.com.br
    Tem que ter capital inicial para investimento .

  2. Enviado por: Clemilson Nogueira

    Gostaria de saber como faço para me tornar um criador de rã

    • Enviado por: Fernanda Yoneya

      Clemilson,
      Peço que envie um e-mail para fernanda.yoneya@grupoestado.com.br com os seus contatos. Posso te dar algumas dicas e indicar produtores e pesquisadores que trabalham com ranicultura. Obrigada pela visita.

  3. Enviado por: Andre Muniz Afonso

    Bom dia a todos.

    Em primeiro lugar gostaria de parabenizar a equipe do Estadão pela iniciativa.

    Recebi a notícia por meio do colega e ranicultor Luiz Carlos de São José dos Campos (SP) e achei muito boa.

    Aproveito para dizer que, em função do evento da Embrapa realizado no Rio de Janeiro semana passada criamos uma lista de discussão sobre ranicultura, que entre outros objetivos, permitirá uma maior troca de informações entre os atores da cadeia ranícola.

    Para se inscrever no Grupo de Ranicultura basta acessar o site http://groups.google.com.br/group/raniculturanobrasil?hl=pt-BR ou enviar um e-mail direto pra mim andremunizafonso@gmail.com solicitando a participação.

    Um abraço cordial,

    Prof. Andre Muniz Afonso
    Universidade Federal do Paraná (Campus Palotina).

    • Enviado por: Fernanda Yoneya

      Professor, vou divulgar a lista. Aproveito para avisar que a reportagem de capa desta semana do Agrícola será sobre ranicultura. Obrigada pelo comentário.

  4. Enviado por: Andre Muniz Afonso

    Bom dia Fernanda,

    A ranicultura e o meio rural agradecem e muito. Precisamos de força pra mostrar que não é só de ferro, concreto e asfalto que se faz um país.

    Um outro objetivo da Lista de Discussão (Grupo) é permitir ao ranicultor, e mesmo aquele que ainda não faz parte da atividade, receber informação de qualidade. Todos nós sabemos que nos dias atuais a informação chega em excesso, mas nem sempre refinada, e notícias milagrosas e fantasiosas temos aos montes na ranicultura.

    Temos obsessão pela verdade!

    Agradeço ao Estadão, em seu nome, pela abertura deste espaço democrático e espero que dessa forma possamos ampliar os debates e prosperar na atividade no Brasil.

    Obrigado,

    Prof. Andre Muniz Afonso
    Universidade Federal do Paraná
    Campus Palotina (Palotina-PR)

  5. Recomendo contato com o Prof. Dr. Onofre Mauricio de Moura, da Universidade Federal da Paraíba. Dr. Onofre é especialista em tecnologia de alimentos, com ênfase em abate e processamento de rãs. Ele desenvolveu uma máquina adaptada para separação da carne de rás, resultando em carne de rãs mecanicamente separada, própria para a utilização conforme está recomendado na matéria da EMBRAPA. Seria muito interessante que esta esta equipe mantivesse contato com o Dr. Onofre Mauricio de Moura, tendo em vista a sequencia de trabalhos que ele já realizou na Universidade Federal da Paraíba.
    Coloco-me a disposição na Universidade Federal do Rio Grande, onde trabalho no Programa de Pós-Graduação em Aquicultura.

    • Enviado por: Tânia Rabello

      Olha só! Vivendo e aprendendo! Impressionante que já haja estudos com rãs albinas! Excelente dica. Com certeza faremos contato com os pesquisadores. Obrigada!

  6. Enviado por: luis fracisco vieira

    quero começar a criar rã mas preciso de dicas como fazer os criadores e se e viavel eu criar em um lote, ou preciso de um local maior e com agua corrente . obrigado.

  7. Enviado por: Antonio Rost

    Queria agradecer a vcs por me tirar essas duvidas pois estou pensando em praticar esse ramo da agricultura e esse foi o unico site que consegui as repostas que queria!Obrigado

  8. Enviado por: tiago consoli

    tenho um sitio com agua corrente, e se tiver algum investidor interessado em parceira ranário, estou a disposição. tsconsoli@hotmail.com ; obrigado…

  9. Enviado por: ismael sarmento

    tenho enteresse eme entrar nessse mercado..
    moro em florianópolis e tenho uma chacara de oito mil metros quadrados e não uso para nada quero saber se alguma empresa de criadores de rãs se enteressa em ocupar o meu terreno para criar comigo.valeu abaraço

  10. Enviado por: Izaltino

    Tenho enteresse de entrar neste mercado e me tornar um ranicutor, moro em Londrina-Pr, tenho um sítio, e gostaria de receber informações de como construir um ranário, e gostaria de fazer parceria com alguma empresa para minha produção.obrigado

  11. Enviado por: Felipe

    Bom gente, estou estudando para ingressar neste ramo tenho interesse de aprender com a experiencia de voces, tenho um sitio no litoral sul de sp que oferece todas os condicoes para iniciar a criacao, conto com a ajuda de voces, muito obrigado.

  12. Enviado por: Geraldo Antonio

    Bom dia!

    Tenho um filho que esta fazendo zootecnia, e gostariamos de iniciar uma criação de rãs. Gostaria de receber informações sobre a montagem de um pequeno ranário(simples) para iniciarmos o negocio. Muito obrigado e aguardo.

    • Enviado por: Fernanda Yoneya

      Uma dica é entrar em contato com o ranário Ranaville, de São Roque (SP), que está trabalhando num sistema de integração para a produção de rãs. O sistema é semelhante ao usado na integração de granjas de frango. O integrado recebe os filhotes, a ração e a assistência técnica e entrega as rãs no ponto de abate. Neste caso, o integrado é remunerado pela mão de obra e uso das instalações. Outra opção para o integrado é adquirir os filhotes, fazer a engorda por conta própria e depois revender as rãs gordas para o frigorífico. Outro ranicultor que fornece informações é Luiz Carlos Dias Faria, do Ranário Toca do Lobo, em São José dos Campos (SP). Ele desenvolveu a inovadora tecnologia de criação de rãs em piscinas de lona, sistema mais vantajoso em comparação à criação de rãs em tanques de alvenaria. O espaço necessário para a instalação do ranário em piscinas é de 320 metros quadrados para uma produção de 200 quilos de rã por mês. Ranaville, tels. (0-11) 4716-2153 e 4716-3249; http://www.ranaville.com.br. Toca do Lob
      o, tels. (0-12) 3948-2194 e 9177-6855; http://www.ranapiscina.com.br. Obrigada pelo contato.

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