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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
Advogado de defesa
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Cresce 20% o número de clientes de TV a cabo

Categoria: Assunto do dia

Carolina Marcelino

O número de assinantes de TV a cabo cresceu 20% em 2011, totalizando 11,9 milhões de domicílios com o serviço. Só em setembro, o setor recebeu 258,5 mil novos assinantes.

A região que mais aderiu ao serviço foi o Nordeste. Houve um aumento de 54% no número de moradores que possuem TV por assinatura. “Isso mostra que as pessoas estão com maior poder aquisitivoâ€, disse o presidente da Associação Brasileira do Consumidor (ABC), Marcelo Segredo.

No país, há seis grandes grupos que oferecem TV paga: NET, SKY, Embratel, Telefônica, Oi e Abril. Até junho de 2011, a NET detinha 39% de todo mercado nacional.

Especialistas em defesa do consumidor apontam que as operadoras estão facilitando o acesso da população a este serviço, antes utilizado apenas pelas classes médias A e B. “Não adianta fornecer TV a cabo para a classe C com preços promocionais e qualidade ruimâ€, destaca o advogado e consultor do JT, Josué Rios.

De acordo com os últimos dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), de março para abril, as reclamações contra os serviços de TV por assinatura caíram 18%. Enquanto isso, as queixas contra celulares caíram apenas 10%.

“Esta queda é significativa, mas não podemos nos deixar enganar. Temos de acompanhar a evolução destes índices e cobrar qualidade das empresasâ€, ressaltou Rios. Ao todo, cerca de 39,2 milhões de brasileiros já têm acesso ao serviço de TV a cabo.

 

Anatel limitará comercial na TV paga

Categoria: Sem categoria

Saulo Luz

Limitar a quantidade de propaganda na TV por assinatura. Essa é uma das novas medidas que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está preparando para o setor. São três resoluções normativas – que devem passar a valer a partir de outubro. As resoluções também incorporam propostas como impor metas de disponibilização de cobertura para as empresas nas suas áreas de serviço.

A Anatel decidiu atualizar a regulamentação para acabar com lacunas existentes e criar um mercado mais flexível e permeável ao ingresso de novos competidores, em um ambiente de convergência de serviços e interatividade.
As novas regras limitam a duração dos intervalos comerciais nos canais de TV por assinatura em até 15 minutos por hora.

“Por pagar pelo conteúdo, o assinante não deveria receber tanta propaganda. Achamos perigoso não limitar isso, pois poderia abrir brechas par as empresas aumentarem cada vez mais a quantidade de propaganda – que já tem aumentadoâ€, diz João Batista de Rezende, conselheiro da Anatel relator das proposta.

Além disso, as propostas definirão metas de disponibilidade de cobertura que as operadoras terão de cumprir em suas regiões, criando um porcentual mínimo de domicílios com possibilidade de receber o sinal da operadora. O objetivo é reduzir os casos em que o consumidor recebe uma oferta, decide contratar o serviço e recebe uma resposta de que “o serviço não está disponível para aquela áreaâ€.

“Nos próximos oito anos, as grandes operadoras terão que cobrir de 50% a 70% do porcentual de domicílios – a quantidade depende da região. Já as pequenas operadoras locais vão trabalhar com metas de 10% e 15% do total de domicílios da região onde atuamâ€, diz Rezende.

As novas regras também estabelecerão cota de, ao menos, um canal independente de conteúdo nacional nos pacotes e permitirão que as empresas de telefonia (sem capital estrangeiro) entrem no setor. “Até outubro, tudo isso já estará fechado e, no mesmo mês, abriremos as novas outorgas no mercadoâ€, diz o conselheiro da Anatel.

Net é condenada por cobrar pelo ponto extra no RS

Categoria: Assunto do dia

O Juiz de Direito Flávio Mendes Rabello, da 16ª Vara Cível de Porto Alegre, determinou que a Net Porto Alegre (RS) deverá deixar de efetuar cobrança de assinatura ou aluguel do aparelho referente ao ponto extra de TV por assinatura aos seus clientes, sob pena de multa de R$ 10 mil a cada descumprimento.

TV paga: reclamações crescem 69% em SP

Categoria: Assunto do dia

Lígia Tuon

 O número de atendimentos relacionados ao setor de TV por assinatura que o Procon-SP registrou no primeiro semestre deste ano foi 69% maior do que no mesmo período de 2009. O aumento foi de 3.428 para 5.818.
Problemas ligados à cobrança indevida representam 42% dos atendimentos dos primeiros seis meses do ano.

“Quando a empresa mantém a cobrança indevida mesmo depois de o consumidor reclamar, este é obrigado a procurar o Procon, para que o erro seja corrigidoâ€, diz Varella. “O preocupante é que essa é uma prática reiterada no mercado. As empresas mantêm esse tipo de conduta infratora até a segunda ordem, quando o cliente recorre ao órgão.†O Procon não comentou os dados.

A Anatel afirmou por meio de nota que tem buscado soluções junto às empresas para a redução do índice de reclamações que, como consequência, vem apresentando reduções desde junho de 2010. Associação Brasileira de TV por assinatura (ABTA) foi procurada, mas não se manifestou.

Aumentam as queixas contra TV a cabo

Categoria: Assunto do dia

Lìgia Tuon

O mês de agosto teve número recorde de reclamações de consumidores que receberam cobranças indevidas de empresas de TV por assinatura, se comparado com os últimos 12 meses. As queixas chegaram a 2.867, 44% a mais do que em setembro de 2009, quando o número de queixas era de 1.992. Os dados são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

 A Agência destaca três motivos como principais por esse crescimento: a proibição do ponto extra, que criou expectativa do consumidor de reaver a cobrança considerada indevida pela Justiça; reclamações sobre cobrança após a solicitação de cancelamento do serviço e ao crescimento médio de 8% ao mês da base de assinantes.

“Geralmente, no caso do cancelamento, pode haver um resíduo de dias. Ou seja, a fatura vence dia 15 e o usuário pede o cancelamento dia 20. Portanto, restariam 5 dias residuais a serem cobradosâ€, informou a Anatel.

A contadora Maine Kuratomi teve problemas com valores errados em sua fatura mais de uma vez. “Fechei o pacote por R$ 39,90 mensais, mas o boleto veio por dois meses com a cobrança de R$ 90â€, conta ela, que ainda teve dificuldade de corrigir o valor em contatos mantidos com a operadora.

“Problemas com cobrança indevida ocupam o primeiro lugar no ranking de reclamações não só das operadora de TV por assinatura. Essa é uma prática reiterada de muitas outras empresasâ€, analisa o advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Guilherme Varella.

Mesmo depois de corrigido o erro, Maine voltou a ter problemas. “Por cinco meses a fatura veio certa, depois houve outro acréscimo de R$ 10 e, novamente, tive de ligar diversas vezes para reclamar.â€

Para Varella, esse problema ocorre, primeiro, porque muitos consumidores não entendem como vem a cobrança na fatura. “As empresas incluem várias taxas no valor final, que não são bem explicadas ao cliente.†Nesse caso, segundo ele, pode-se considerar que existe uma infração. “O mínimo que a empresa pode oferecer são condições para que o consumidor entenda o que paga.â€

Outro tipo de cobrança indevida que leva a reclamações é relacionada às promoções envolvendo os “combos†(pacotes de TV a cabo, internet e telefone). “O consumidor acaba sendo induzido a comprar o pacote, por causa de alguma promoção por tempo determinado e, quando o benefício acaba, ele não sabe qual valor vai encontrar na faturaâ€, diz Varella.

De setembro de 2009 a agosto deste ano, o número de assinantes do setor de TV por assinatura aumentou 1,7 milhão. No entanto, o crescimento não justifica o número recorde de reclamações. “Isso significa que mais pessoas têm acesso ao serviço, mas este não é necessariamente de qualidadeâ€, explica Varella. “Há um investimento gigantesco no oferecimento de serviços, mas não no setor de atendimentoâ€, completa.