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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
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Maioria desconhece quanto paga de tarifa de banco

Categoria: Assunto do dia

GISELE TAMAMAR

A maioria dos brasileiros não sabe quanto paga de tarifa aos bancos. Pesquisa da Fecomércio-RJ/Ipsos mostra que o desconhecimento atinge 68% dos entrevistados em nove regiões metropolitanas, incluindo São Paulo. Em 2008, essa parcela era de 67% e chegou a cair para 60% em 2010, alcançando o maior patamar este ano.

O valor cobrado também não é levado em consideração na escolha do banco para se tornar cliente por 59% dos participantes do levantamento. Há quatro anos, o porcentual era menor: 49%.

Na avaliação do economista da Fecomércio-RJ Christian Travassos, pelo menos três fatores colaboram para essa situação. O primeiro é um relaxamento do consumidor em virtude do aumento do poder aquisitivo: isso o leva a considerar que uma tarifa de R$ 20, por exemplo, não causa um impacto tão grande no orçamento. “Essa é uma visão equivocadaâ€, diz Travassos. Para exemplificar, o economista destaca que se uma pessoa investir R$ 20 por mês em uma aplicação com rentabilidade de 0,5% ao mês, ela terá R$ 3.293,97 no final de dez anos.

Outro fator inclui uma parte da população sem o hábito de conferir o extrato e consequente desconhecimento do valor da tarifa. Já uma outra parcela vê o banco como uma novidade, tem vergonha de argumentar com o gerente ou desconhece a possibilidade de negociação para reduzir o valor cobrado. Quem perde com a falta de informação é o próprio cliente, que pode acabar pagando por um pacote de serviços inadequado a seu perfil.

A diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP, Valéria Rodrigues Garcia, lembra ainda que o cliente não é obrigado a ter um pacote. “Quando você vai abrir uma conta, o funcionário pergunta qual pacote você vai querer. Eles nunca dizem que uma das opções é não ter um pacoteâ€, afirma. Resolução do Banco Central obriga os bancos a oferecerem alguns serviços gratuitos.

Aumento de cobrança

“Também é preciso ficar atento com os aumentos de tarifasâ€, completa Valéria. Levantamento do Procon-SP comparou pacotes dos bancos em maio de 2011 e maio deste ano e constatou uma elevação de até 41,58% no preço de um conjunto de serviços do Itaú. O valor cobrado passou de R$ 9,50 para R$ 13,45.

Sobre a pesquisa, o Itaú afirma que conforme o relacionamento com o banco, o cliente tem desconto nos valores e que o pacote apontado na pesquisa não tinha reajuste desde 2008 e não é mais oferecido. “Mesmo que ele não seja mais comercializado, outros clientes continuam com esse pacote e podem mudar. Por isso, é preciso manter-se informadoâ€, lembra Valéria.

A orientação dos especialistas é tentar negociar com o banco o pacote mais adequado segundo sua necessidade. O primeiro passo é saber o valor pago todos os meses e, depois, conhecer o perfil para argumentar com o gerente.

“O cliente pode receber o salário no banco, ter financiamentos, investimentos. Isso facilita uma redução ou até uma isenção de tarifasâ€, orienta o economista da Fecomércio-RJ. O cliente também pode fazer uma consulta em outros bancos para saber o que é oferecido para ajudar na negociação.

O radialista Luiz Henrique Faria, de 52 anos, acompanha de perto as cobranças. “Sei quanto pago e procuro negociar as tarifasâ€, conta. Ele diz que confere o extrato pelo menos uma vez por semana.

Já a auxiliar de escritório Viviane Mirian Florentino Caetano Szocs, 31 anos, integra a maior parte da população que não dá muita atenção às tarifas. “Não tenho certeza quanto pagoâ€, diz.

Viviane também não considerou o valor antes de escolher o banco. Para não ter preocupações com tarifas, a cabeleireira Clédia Marta Costa Barreto Silva, 40, optou há um ano em manter só uma conta poupança. “Não faço muitas transações bancárias e preferi a poupança para não pagar tarifas.â€

Pacote de serviços de banco varia 62%

Categoria: Assunto do dia

Ligia Tuon

O valor das tarifas de pacotes bancários padronizados de tarifas (os mais baratos que podem ser cobrados) tem diferença de até 62% de uma instituição para outra, segundo pesquisa da Fundação Procon-SP.

O menor valor verificado no dia 16 de maio foi de R$ 10,50 por mês no Itaú Unibanco; o maior, de R$ 17, no Banco Safra. Porém, muitas vezes, o cliente não sabe pelo que está pagando nem o que compõe o pacote contratado.

O protético Luiz Majikina, de 56 anos, revela pagar taxa mensal de R$ 26,50 ao banco, mas não soube detalhar o serviço. “Na hora que eu abri a conta, eles me avisaram dessa taxa e eu aceitei. Só sei que tenho direito a 20 extratos por mês, mas não uso isso tudoâ€, diz.

“O usuário deve ficar atento, conhecer o seu perfil para escolher o conjunto de serviços em que se enquadreâ€, aconselha a técnica do Procon-SP Shirlei Pereira.

É importante saber que existe um plano essencial com serviços gratuitos (veja no quadro ao lado), pelos quais o cliente tem direito, e o pacote padronizado, estabelecido pelo Banco Central – que inclui confecção de cadastro para início de relacionamento, oito saques mensais, quatro extratos por mês, além de dois extratos do mês imediatamente anterior e quatro transferências entre contas do mesmo banco.

Jefferson Araújo dos Santos, de 30 anos, também não sabe dizer se o seu plano de serviços bancários é padronizado ou básico. “Não fui eu quem escolhi, mas pago R$ 30 por mêsâ€, afirma.

“O banco é obrigado a ter uma tabela com todas as tarifas cobradas e com todos os pacotes oferecidos. A tabela pode estar no site e agências, e no próprio extrato devem constar as taxas que o cliente pagaâ€, diz técnica do Procon-SP.

Shirlei alerta que mesmo que o usuário não tenha contratado nenhum pacote, caso exceda o uso de algum serviço, terá que pagar serviço de forma avulsa. “E isso também deve vir especificado no extratoâ€, afirma. “Qualquer dúvida, o cliente deve entrar em contato com o gerente da sua agência para se informarâ€.

As taxas cobradas pelas instituições são custos que o banco repassa para o cliente, segundo o professor de MBA da FIA, Roy Martelanc. Se o cliente tem um movimento grande no banco, pode negociar redução do preço dos pacotes, aponta. “Esses custos podem ser diluídos em investimentos, empréstimos e aplicações, se o cliente utilizar esses serviçosâ€, diz.
Outro dado revelado pela pesquisa foi a queda média de 11% no valor dos pacotes. “Dos sete bancos analisados, porém, dois mantiveram os valores no períodoâ€, diz Shirlei, do Procon. “Os serviços oferecidos, no entanto, continuam os mesmos.â€

Bancos oferecem conta sem tarifa

Categoria: Assunto do dia

Carolina Dall’Olio

Já é possível ter uma conta bancária no Itaú e no Santander sem precisar pagar nenhuma tarifa, desde que todos os serviços sejam realizados apenas pela internet, pelo celular ou nos caixas eletrônicos. Na Caixa Econômica Federal, apenas quem tem uma conta salário tem isenção de taxas. Os demais bancos prometem lançar, em breve, esse tipo de produto, chamado de “conta eletrônicaâ€.

Desde 1º de março, o Conselho Monetário Nacional (CMN) permite que as instituições ofereçam contas correntes gratuitas cujo atendimento é feito só pelos meios eletrônicos, dispensando o contato humano. Saques, consultas a saldos e extratos, contratação de empréstimos, transferências entre contas do mesmo banco e aplicação em poupança são alguns dos serviços incluídos.

Mas quando o cliente da conta eletrônica precisar ser atendido no guichê, por exemplo, ele pagará separadamente uma tarifa pelo serviço. A cobrança não poderá ser feita, entretanto, se o motivo que o levou a usar aquele canal tiver sido a interrupção do funcionamento dos meios eletrônicos.

Ainda em janeiro, antes mesmo do anúncio do Conselho Monetário Nacional, o Itaú já tinha lançado a sua conta eletrônica, batizada de iConta. Já o produto do Santander é recente.

Os bancos não são obrigados a ter a opção da conta eletrônica. “Mas eles querem atrair novos clientes. Por isso, acho que os bancos vão ter interesseâ€, avalia Sérgio Odilon dos Anjos, chefe do departamento de Normas do Banco Central.

Mas quem não se adapta aos meios eletrônicos e prefere usar os serviços presenciais encontra opções baratas no mercado. Na Caixa, por exemplo, o pacote básico (que dá direito a seis extratos por mês, 12 folhas de cheque, seis transferências e saques ilimitados) custa R$ 3,35 ao mês. Mas o banco adota uma tabela progressiva de descontos, conforme o nível de relacionamento com o cliente, que pode levar à isenção total.

O Banco do Brasil cobra R$ 5 por um pacote de serviços semelhante. Já no HSBC o modelo mais barato disponível no momento é a conta universitária, cujo pacote básico de tarifas sai por R$ 3,95.

Brasileiro paga mais para usar celular

Categoria: Assunto do dia

do Jornal da Tarde

O brasileiro é o que paga mais caro para usar o celular entre os países emergentes, o que faz do mercado interno do País o espelho perfeito das disparidades mundiais no acesso às novas tecnologias. O Maranhão, por exemplo, tem taxa de penetração do celular equivalente à do Butão.

O Piauí tem índices similares aos de Congo e Suazilândia. Já São Paulo e Rio têm taxas de penetração superiores à de alguns dos principais países europeus e mesmo à média nos Estados Unidos. Brasília bate todos os recordes e tem uma das taxas mais altas. A avaliação foi publicada ontem pela ONU, com base em dados da Nokia.

A ONU aponta que os custos no Brasil caíram 25% entre 2008 e 2009. Mas o País continua a ter um dos celulares mais caros do mundo. O custo explica a disparidade. No Brasil, o custo absoluto do celular é três vezes superior à média dos países emergentes.

Por um pacote de 165 minutos de conversas, 174 SMS, um download e de 2,1 megabytes de dados, um brasileiro paga pouco mais de US$ 120. O valor equivale ao mesmo pacote no Zimbábue e é superior aos de Venezuela, Turquia, Nicarágua, Angola, Gabão ou México. Na Argentina, o mesmo pacote sai por menos da metade. Na Ãndia, Paquistão, Bangladesh e China, a população paga um sexto do que é cobrado de um brasileiro.

Em relação à renda per capita, o Brasil não tem o custo mais elevado. No Níger, por exemplo, o pacote que serve de base para calcular os custos do celular sai por US$ 15 por pessoa, 15% do valor no Brasil. Mas isso equivale a 56% do salário médio de um cidadão.

Em média, o custo do celular no mundo é de 5,7% da renda da população. Nos países ricos, é de 1,2%. Nos emergentes, 7,5%. No Brasil, a taxa caiu de 7,5% em 2008 para 5,66% em 2009.

Aneel aprova descontos para baixa renda

Categoria: Assunto do dia

Leonardo Goy – Agência Estado

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje a regulamentação da lei, sancionada em janeiro deste ano, que muda os critérios para a concessão de descontos para os consumidores classificados como de baixa renda.

Pelo sistema anterior, havia uma escala de descontos e benefícios que levava em conta o consumo na residência. Mas isso gerava distorções, uma vez que consumidores solteiros de classe média, que moram sozinhos, acabavam sendo beneficiados, assim como proprietários de casas de veraneio.

 Para continuar recebendo o benefício, os consumidores tidos hoje como de baixa renda terão de apresentar às distribuidoras o Número de Inscrição Social (NIS) que possuem no Cadastro Único do Governo Federal, usado como critério para distribuição do Bolsa Família.

Além de estar dentro desse cadastro, o consumidor precisará comprovar uma renda mensal per capita de meio salário mínimo.

O superintendente de Regulação da Comercialização da Aneel, Ricardo Vidinich, afirmou que a quantidade de unidades de consumo beneficiadas não deve mudar muito em relação às 19,5 milhões atendidas hoje. A diferença é que todos os beneficiados serão efetivamente contemplados com a tarifa de baixa renda.

Pela regulamentação, as distribuidoras terão, a partir da publicação da resolução, o prazo de 60 dias para notificar aqueles consumidores que perderão o benefício. Esses consumidores, por outro lado, terão um prazo para comprovar, caso sejam efetivamente de baixa renda, que possuem o NIS.

Para os que consomem entre 68 quilowatts por hora (kW/h) e 80 kW/h mensais, o prazo para apresentar a inscrição termina em março de 2011. Para as residências que consomem inicialmente entre 55 kW/h e 68kW/h, o prazo terminará em junho do mesmo ano.

Em setembro de 2011 terminará o prazo para quem consome entre 30 kW/h e 55 kW/h. Já os consumidores que gastam menos que 30 kW/h por mês terão que comprovar os gastos até novembro de 2011.