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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
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Spam: 6 milhões só em julho

Categoria: Assunto do dia

Lígia Tuon

As mensagens eletrônicas indesejadas (spam) na caixa de e-mail parecem não dar trégua. O número de spams cresceu 1.000% em julho desse ano, em comparação com o mesmo mês de 2009 – de 466,1 mil para 6 milhões –, segundo pesquisa do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br), que faz o levantamento com base em reclamações encaminhadas por usuários e administradores de rede.

Só de janeiro a julho deste ano, em comparação ao mesmo período de 2009, o crescimento foi de 632% – de 4 milhões para 30 milhões. Especialistas ligam o aumento ao maior número de pessoas com acessos a banda larga e redes sociais.

“Tem muita gente nova nesse meio digital que não utiliza soluções de proteção para o computador, ficam vulneráveis e acabam sendo infectadasâ€, analisa André Carraretto, diretor de engenharia de sistema da Symantec Brasil, fabricante de softwares de segurança.

Do total de mensagens eletrônicas analisadas pela Symantec em julho deste ano, 91% eram spams. “Os principais assuntos desses e-mails eram relacionados com a finalização da Copa do Mundo e o incidente com o vazamento de óleo no golfo do Méxicoâ€, afirma Carraretto.

Com mais gente utilizando a internet, o acesso à redes sociais também cresce. “As pessoas ficam mais suscetíveis aos vírus, por causa do uso das redes sociais, como Twitter e Facebookâ€, explica Eduardo Godinho, especialista em segurança da Trend Micro, empresa desenvolvedora de soluções em segurança.

Segundo ele, isso se complica com a incapacidade dos programas de acompanhar o ritmo de evolução dos vírus. “O antivírus não consegue trabalhar com esse tipo de ameaça de forma proativa. Temos uma ameaça nova a cada 2,5 segundosâ€, complementa.

O Brasil ficou com o terceiro lugar na lista dos dez países que mais enviaram spams nesse mês de junho, segundo pesquisa da Trend Micro. “O Brasil é um dos principais criadores de ameaças, como roubos de informação bancária. Além disso, outros fatores culturais e econômicos influenciam, como o hábito de comprar software pirataâ€, explica Godinho.

Segundo ele, todo sistema operacional tem brechas, que são corrigidas pelo fabricante em atualizações do programa. “O software pirata não vai vir com essa atualização, que é justamente feita para proteger o computador de vírusâ€, conclui.