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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
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Reclamação contra banco cresce 40%

Categoria: Assunto do dia

do Jornal da Tarde

As queixas contra os principais bancos do País aumentaram 40% entre janeiro e junho comparado com o primeiro semestre de 2010. Os dados do Banco Central indicam que as reclamações – em que foram constatadas o descumprimento de normativos do Conselho Monetário Nacional ou do BC – contra o setor bancário voltaram a crescer após dois anos de queda.

Neste primeiro semestre, a média mensal de reclamações foi de 790 ante 564 nos primeiros seis meses de 2010. Vale lembrar que a quantidade de clientes avançou 7% no período. Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o aumento da base de correntistas contribuiu para parte da alta no volume de reclamações.
Entre os principais bancos do País, o Santander foi o que teve maior aumento de reclamações. No período, as queixas aumentaram 240%. Em seguida, aparecem Itaú (alta de 81%), Bradesco ( 22%) e Caixa Econômica Federal (20%). Há quem esteja na contramão: caíram as reclamações contra Banco do Brasil (recuo de 12%) e HSBC (-15%).

Pelos dados do BC, também é possível identificar quais as principais queixas dos consumidores. A reclamação mais recorrente é sobre débitos não autorizados ( 20,2%). Em seguida, estão serviços não contratados (10,1%), esclarecimentos incompletos (9,7%) e descumprimento de prazos (9,3%). Por fim, estão as operações não reconhecidas (6,2%).

O diretor da ouvidoria da Febraban, Francisco Calazans, diz que o motivo de os bancos estarem entre os mais reclamados é simples: “A relação entre o correntista e o banco é muito, muito próxima. Sem contar que, agora, os clientes são cada vez mais exigentes e sabem que podem reclamar. Esses dois fatores nos colocam mais para o alto do ranking”, comenta o executivo.

No Procon de São Paulo, a queixa mais comum contra os bancos é em relação às transações eletrônicas não reconhecidas. “O consumidor não reconhece o saque que foi feito na conta, uma transferência, ou um pagamento, por exemplo”, diz Renata Reis, especialista do órgão.

Outra queixa recorrente é sobre cobrança equivocada de alguma tarifa. Antes de buscar ajuda no órgão, 80% dos consumidores tentam uma solução diretamente com a empresa.

Entre os quatro bancos – Caixa, Santander, Bradesco e Itaú – que tiveram aumento no número de reclamações no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, apenas a Caixa não atendeu à reportagem.

Itaú, Santander e Bradesco têm em seus argumentos para justificar o maior número de reclamações alguns tópicos parecidos. Aumento na base de clientes, mais produtos à disposição dos correntistas, além de uma mudança no perfil dos consumidores que, agora, são mais exigentes e registram reclamações.

Os três bancos fizeram questão de reforçar que a solução das reclamações é prioridade.

 

4 Comentários Comente também
  • 27/07/2011 - 08:59
    Enviado por: del nero

    Fazemos nossas reclamações, porem os que ditam as normas não esta nem ai para o povo, com certeza esse pessoal deve estar levando vantagens. O procom é uma piada, diz para cada reclamante ir se virar, tentei inumeras vezes reclamar, foi só o que ouvi, isso sem contar com a má vontade em atender aos nossos quexumes. Sendo o Procom uma braço de todos os governos, para que defender o povo, os deles estão garantidos.
    Um gerente de banco outro dia me disse que logo logo teremos que pagar pelo AR que iremos respirar dentro de qualquer agencia bancaria, isso me foi dito em uma agencia do banco do Brasil, é só imaginar osdemais.VERGONHA, O BRASIL ESTÁ PODRE.

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  • 27/07/2011 - 14:55
    Enviado por: domingos roberto

    A SKY cortou o sinal alegando falta de pagamento, porém foi pago o boleto com dinheiro vivo no vencimento 20-06-2011, acontece que o cartão de crédito Master card não repassou o dinheiro para a SKY e até agora continua com o dinheiro no seu caxa. No meu entender, isso não passa de estelionato, é caso de polícia. Para encerrar entrei na justiça contra a SKY, e pretendo entrar contra o cartão de crédito. Bando de malandros.

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  • 27/07/2011 - 19:51
    Enviado por: Alexandre

    Parte das empresas tem corrigido sua postura, repudiando inicialmente práticas capazes de gerar reclamações em seus próprios serviços de atendimento ao consumidor e, em segundo plano, oferecendo soluções efetivas aos problemas apresentados, sem que haja extrapolação para a mídia, PROCONs, juizados, agências ou qualquer outra esfera.

    Também nota-se, da parte de alguns gestores, o real empenho para solucionar os problemas que não são retidos pelo SAC. Cabe lembrar que, em regra, os consumidores procuram a empresa, antes de deixar as questões extrapolarem. E só não o fazem em situações como as que seguem: a) extrema gravidade do problema, como forma de denúncia, para que outros não sejam vítimas das mesmos atos; b) desconhecimento dos canais para reclamação; c) mau atendimento;

    Por menos que possa parecer, há empresas também comprometidas a solucionar os problemas que extrapolam a esfera de seu SAC ou Ouvidoria, muitas vezes sem olhar tanto para o caso pontual.

    Entendo que precisamos todos estar atentos para discriminar negativamente aquelas empresas que tem práticas únicas de lesão (em relação à concorrência, quando há concorrência) e especialmente aquela com indicadores piores, de ano para ano. Quando digo todos, refiro-me ao cidadão, às empresas de comunicação, aos órgãos reguladores e fiscalizadores , ao Judiciário etc.

    Cada um pode fazer sua parte. A imprensa, realmente, incomodando as que mais lesam; o cidadão, optando pelas que mais o respeita; os órgãos reguladores e fiscalizadores, apertando o cerco, em relação ao que está “livre demais”; e o Judiciário, condenando e fazendo cumprir as sentenças de forma realmente a coibir o erro – apenas para citar alguns exemplos.

    Dizer que um ou outro ator, desde o fornecedor, não tem feito nada para melhorar, me parece extremamente simplista.

    Acredito que deveria ter grande destaque, tanto no rádio, na TV, na internet, nos jornais e em todos os meios de comunicação de massa, inclusive com debates sobre os dados apresentados, iniciativas como as do DPDC,pedindo às empresas que venha a público dizer quais suas metas, em relação a evitar que os consumidores tenham de recorrer aos órgãos do sistema, bem como no tocante à solução dos problemas apresentados.

    Só com mais informação poderemos debater com mais propriedade e realmente avançar. Para quem ainda não conheço, reitero a indicação do “site” do DPDC. Convém ler o parecer de cada empresa, ponderar se é razoável ou não, e focar nos casos mais gritantes

    http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJ80F6148EITEMID4893FDD96EBF42B2BA5EAD29B3453A00PTBRIE.htm

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  • 27/07/2011 - 22:08
    Enviado por: Dr.Alarcon

    Diariamente nosso escritório é procurado para ajuizar ações ante saques indevidos, clonagem de cartão, cobranças indevidas e outros tipos de problemas enfrentados por correntidas de todos os bancos.
    Infelizmente o sistema informatizado dos bancos se mostra bastante falho e vulnerável a terceiros rapineiros que subtraem valores de contas corrente e poupança.
    Contudo, o Judiciário tem reconhecido o dano e condenado os bancos a restituirem o valor sacado indevidamente, bem como, condenado os bancos ao pagamento de indenização por danos morais.
    Assim, caso ocorra alguma fraude em sua conta, faça imediatamente um boletim de ocorrência e peça restituição no prazo máximo de 5 dias e caso a mesma não ocorrá procure a Justiça.

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