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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
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Preço de remédio varia até 523%

Categoria: Assunto do dia

MARCOS BURGHI – JORNAL DA TARDE

 

Os preços dos medicamentos genéricos nas drogarias da capital podem variar até 523,81%. Entre os itens de referência ou de marca, a diferença passa dos 135%. A constatação é da pesquisa mensal da Fundação Procon de São Paulo realizada entre 3 e 5 de maio.

Segundo levantamento divulgado ontem, a maior oscilação de valores (523,81%) foi verificada no genérico do anti-inflamatório e analgésico Diclofenato Sódico, em embalagem de 20 comprimidos, com 50 miligramas (mg) cada.

O maior preço encontrado foi R$ 11,79, na unidade da rede Drogão, na região central e o menor, R$ 1,89, anotado na rede Drogaria Campeã, em Santo Amaro, zona sul da cidade.

Entre os medicamentos de referência, conhecidos no mercado pela marca, a maior variação (135%) encontrada pelo Procon-SP foi no anticonvulsionante Gardenal (Fenobarbital), do laboratório Sanofi-Aventis, em embalagens com 20 comprimidos de 100 mg cada. O maior preço encontrado foi R$ 5,40, também na unidade da rede Drogão, no Centro. Já o menor valor R$ 2,29 é praticado na Drogaria Pacheco, no bairro do Tatuapé, na zona leste.

Cristina Martinussi, técnica da Fundação Procon de São Paulo, observa que os valores citados são os cobrados de clientes sem vantagem de relacionamento com a rede, como desconto por cartão fidelidade. Segundo ela, as diferenças estão relacionadas a promoções ou capacidade de negociação de cada rede. Cristina recomenda que os consumidores pesquisem preços em redes de farmácias ou mesmo estabelecimentos únicos.

Para a técnica do Procon, comprar em estabelecimentos que demandem grandes deslocamentos só vale à pena se a diferença for expressiva e em caso da compra em grandes quantidades. Cristina recomenda, ainda, a pesquisa em diferentes canais de venda, como prateleiras e internet.

Para Sergio Mena Barreto, presidente-executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o levantamento do Procon-SP confirma que os consumidores devem consultar os preços dos remédios antes da compra. De acordo com ele, a diferença de valores está, principalmente, no poder de compra de cada rede. “Quanto maior a quantidade, melhor a condição de preço”, explica.

Flávia Maciel, subgerente da Drogaria Campeã, afirma que consegue vender o Diclofenaco a preço menor porque negocia diversos itens com um dos fabricantes do genérico, o que permite o repasse de valores mais baixos ao consumidor.

Nelson de Paula, gerente de marketing da rede Drogão, diz que a pesquisa do Procon-SP refere-se a clientes que não têm qualquer tipo de vantagem no relacionamento com a empresa. Segundo ele, a maioria dos consumidores da rede tem cartões de fidelidade, que permitem descontos. “A concorrência leva a diferenças de preços”, avalia.

1 Comentário Comente também
  • 21/09/2011 - 08:05
    Enviado por: del nero

    Se pagamos os medicamentos caro é por culpa dos governos, pagamos impostos altos nos medicamentos. As industrias farmaceutica tem um lucro muito alto nessas vendas.
    E ainda tem um problema maior, Os sais nos medicamentos são colocados em quantidades menores, por isso que certos medicamentos não fazem seus efeitos desejados.
    Somos assaltados pelos governos, muitos impostos we pela multinacionais que desejam altissimos lucros.
    ACORDA BRASIL, somos roubados ,e ainda damos risadas, isso sem contar que o SUS= sistema unico de suicidio, lhe mata aos pouco em cada consulçta solicitada, é os medicos não estão nem ai para nós.
    PROTESTE, RECLAME, não tenha vergonha de protestar, e seu, nosso direito de reclamar do que esta errado.

    responder este comentário denunciar abuso

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