Ouvidoria é artigo raro nas grandes empresas do País
- 6 de setembro de 2011 |
- 7h09 |
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Categoria: Assunto do dia
Carolina Marcelino
Mais da metade das 20 empresas com maior índice de reclamações no ranking do Procon-SP não têm ouvidorias, canal de atendimento que costuma solucionar 90% dos problemas dos consumidores, segundo a Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente (Abrarec).
O índice de empresas reclamadas é de 60%. Levantamento do JT constatou que grandes empresas como TIM, Vivo, Claro, Oi, Samsung, LG, Sony Ericsson, Submarino, Americanas.com, Amil, Medial e Amico não oferecem esse tipo de serviço. Ter esse canal de atendimento não é uma obrigação determinada por lei, mas especialistas de defesa do consumidor afirmam que quem não implantou a ouvidoria demonstra falta de interesse em atender o consumidor.
“A ouvidoria é um canal importantíssimo, cujo objetivo é averiguar a qualidade do serviço fornecido”, aponta a ouvidora da Fundação Procon-SP, Hilma Araújo. Pensando em tornar o acesso às ouvidorias mais fácil para o consumidor o Procon lançou em agosto, em parceria com a Abrarec, o Guia de Ouvidorias Brasil, no qual é possível encontrar telefones e e-mail das ouvidorias de cerca de 300 empresas.
O Brasil tem mais de seis mil números de Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) públicos e privados. E isso é um problema, segundo o presidente da Abrarec, Roberto Meir. “Muitas empresas se negam em fornecer dados de suas ouvidorias. É um canal que tem de ser divulgado e não escondido do consumidor.”
As ouvidorias deveriam ser eficientes e benéficas tanto para o consumidor como para a empresa. O cliente teria o seu problema solucionado e as companhias conseguiriam detectar falhas em seus produtos ou serviços que poderiam ser aprimorados.
Amil, TIM e Claro confirmaram que não têm ouvidorias. Todas as empresas citadas anteriormente têm disponíveis centrais de atendimento, seja por telefone, e-mail ou chat. Só que, caso o cliente não consiga uma solução nestes canais, não tem para onde recorrer dentro das companhias.
A assessoria do Submarino informou que, se o consumidor não conseguir uma solução pelos canais comuns de atendimento, deve recorrer à assessoria de imprensa do site. Mas não há no site o contato da assessoria e os atendentes não fornecem tal informação. Ou seja, o cliente tem que recorrer a um órgão de defesa do consumidor, a um veículo de comunicação ou à Justiça.
Ouvidoria ineficaz
Somente os bancos são obrigados a ter ouvidoria, por determinação do Banco Central. Mas isso não é sinal de sucesso na hora de resolver um problema. Itaú Unibanco, Bradesco, Santander/ Real e Banco do Brasil lideram o ranking de queixas da Área de Assuntos Financeiros do Procon.
A farmacêutica Lorena do Nascimento Pantaleão, de 29 anos, teve de entrar em contato com a ouvidoria do Banco do Brasil por mais de três vezes até ter seu problema solucionado. “Eles diziam que iam analisar o meu caso e que entrariam em contato. Tudo mentira”, contou a consumidora.
O personal trainer Marcelo José Casemiro, de 44 anos, também teve problemas com a ouvidoria do Bradesco. Por causa de uma cobrança indevida, ele tentou contato, mas seu problema só foi solucionado após a intervenção do JT.
O caso do funcionário público José Luiz Alves, de 56 anos, é parecido. “A ouvidoria do Itaú ignorava os meus contatos.”
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06/09/2011 - 08:08 Enviado por: Jorge Antonio Sedeh
O descaso com o consumidor é uma característica de muitas empresas que operam no País. Sou ouvidor e tenho um portal que oferece serviços de Ouvidoria Independente – http://www.ouvidor.net. Despois desta oportuna e esclarecedora matéria, as visitas aumentaram mais de 500%!! Entretanto, as consultas ou pedidos de mais detalhes não chegaram aos 20% de incremento. O consumidor (e contribuinte) merece mais respeito!!
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06/09/2011 - 08:12 Enviado por: Jorge Antonio Sedeh
corrigindo – depois
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06/09/2011 - 09:00 Enviado por: del nero
Para que as empresas desejam colocar ouvidoria, uma vez que TODAS elas sabem que seus produtos são uma verdadeira DROGA.
Nada mais no Brasil é construido para durar. O maximo que dura é 6 meses se voce não utilizar o bem comprado.
Um çpovo que não reclama de quase nada merece realmente esses artigos de pessimas qualidades.
Ai fica a pergunta, o governo obriga as empresas terem Ouvidoria, as empresas fazem de conta que não escuta, e o governo não exige rigor na implantação das ouvidorias, porque o negocio dos governos e receber imposto, pois sabem perfeitamente que os oprodutos vendidos são da pior qualidade possivel. Governos e empresas iludem o consumidor, ai passamos a ser escravos , com a ilusão de liberdade, porem pagamos autos impostos e nada temos, nem mercadorias e nem melhoramentos na saude, na educação na segurança e muito menos nas estradas, que mais paressem ser para carro de boi.
Somos enganados de todos os lados.
ATÉ QUANDO. ACORDA BRASILEIROS de seus esplendido berço, pois os estrangeiros estão tomando conta de quase tudo E NÓS ROUBANDO.
dn. -
13/09/2011 - 09:19 Enviado por: luiz gimenez
Com todo o respeito, prá mim ouvidorias e sac´s são coisas que não funcionam em nenhuma empresa. Já reclamei muito em sac´s e ouvidorias (Bancos, Supermercados, Industrias, Comércio Eletrônico, Celulares, etc) é tudo a mesma ladainha.Só resolvem mesmo quando se envia reclamação à imprensa. Daí o nome fica na berlinda mas muitas empresas nem se dão ao trabalho de responder. Tem uma grande empresa de celulares no Brasil que cansei de enviar e-mails inclusive para a matriz na Europa e, sabem o que aconteceu…. N A D A. Portanto só restou a alternativa mais salutar; deixei de comprar os produtos desta empresa e, se todos os brasileiros agissem dessa maneira, a empresa certamente iria sentir a queda de faturamento e aí alguém (se é que há alguém com bom senso por lá) iria tomar providencias necessárias à resolução dos problemas. Para esta famosa empresa, a culpa é sempre do cliente que usou de forma indevida o produto.
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