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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
Advogado de defesa
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Meses de espera pelo iPhone 4

Categoria: Assunto do dia

Camila da Silva Bezerra

Desde que começou a ser vendido no Brasil, em 17 de setembro, o iPhone 4 dificilmente é encontrado nas lojas físicas e virtuais das operadoras de celular. No entanto, o smartphone (aparelho com acesso a internet) da Apple continua sendo ofertado pelas centrais de atendimento das empresas e a espera pela entrega do produto, que deveria ser de no máximo12 dias, pode se transformar em um problema de meses.

Jonas Camusso, diretor operacional, 31 anos, entrou em contato com a operadora para trocar seu antigo celular. “Em 28 de novembro, fiz uma negociação, em que eu tinha que aceitar um plano com fidelidade e ainda pagar mais dez parcelas de R$ 200 pelo telefone. A previsão de entrega era de até 12 dias úteis.”

O plano de Camusso foi alterado, mas o iPhone não foi entregue até hoje. Sem resposta da empresa ou do Procon, o diretor operacional decidiu procurar a Justiça para receber o dispositivo da Apple.

Já Luís Augusto Bertolo cansou de cobrar uma solução da operadora. “Fiquei um mês ligando quase todos os dias para ver se tinha aparelho em estoque, mas o iPhone nunca estava disponível”, disse o administrador que recebeu R$ 700 de desconto para comprar um aparelho se ele continuasse na carteira de clientes da empresa. Há um mês, Bertolo desistiu de ligar para a empresa, mas continua à espera do seu celular.

Mariana Ferreira Alves, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, afirma que a prática é ilegal, pois a empresa deve cumprir tudo o que promete na hora da venda, inclusive o prazo agendado para entregar o aparelho celular. “Em São Paulo há a Lei de Entrega, que obriga a operadora a determinar o dia e o período que o cliente vai receber o produto”, lembra a advogada.

A reportagem entrou em contato com as centrais de televendas das operadoras e constatou que os funcionários das empresas TIM, Oi e Vivo prometem entregar o iPhone 4 em alguns dias, porém sem agendar a data e o período de entrega. Um dos atendentes chegou até a argumentar que, se o consumidor tiver a necessidade de receber o produto imediatamente, poderá fazê-lo nas lojas das empresas.

Das 18 lojas físicas consultadas em nove shoppings da cidade, todas informam que o produto não está disponível no estoque. Em vez de iPhone, só é possível encontrar listas de espera que podem ter até 100 nomes consumidores ávidos pelo aparelho.

Em nota, as operadoras afirmam que estão reabastecendo seus estoques e responsabilizam a Apple pela falta e demora na entrega de novos lotes do dispositivo móvel. Procurada pelo JT, a fabricante preferiu não se manifestar.

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