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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
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Médicos apontam os piores convênios

Categoria: Assunto do dia

Karina Toledo

Pesquisa divulgada ontem revela quais são os piores planos de saúde na opinião dos médicos credenciados. Mais de 90% dos 2.184 entrevistados em todo o País disseram sofrer interferência das operadoras em sua autonomia profissional. Entre os principais problemas estão a recusa de pagamento de consultas e procedimentos realizados (78%), pressão para reduzir o número de exames (75%) e restrições a doenças pré-existentes (70%).

O levantamento foi feito pelo Datafolha a pedido da Associação Paulista de Medicina (APM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB) com médicos que tenham trabalhado com, no mínimo, três planos ou seguros saúde nos últimos cinco anos.

Citada em todas as sete categorias, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) se destacou como a operadora que mais interfere na autonomia do médico. A Amil, mencionada em cinco aspectos, é a segunda marca com maior presença.

 Bradesco Saúde é lembrado entre os planos que mais interferem em período de internação pré-operatório, restrições para doenças pré-existentes e atos diagnósticos e terapêuticos mediante a designação de auditores. A Sul América está na primeira posição em recusa de pagamento de procedimentos, ao lado de Cassi e Amil.

Tendo como referência uma escala de zero a dez, os médicos atribuíram, em média, nota 5 para as operadoras. Os resultados das pesquisas e a mobilização de diversas especialidades médicas – como ginecologistas, anestesistas e angiologistas – para reivindicar reajustes na remuneração paga aos médicos são sinais de que o sistema de saúde suplementar está entrando em colapso, diz Jorge Curi, presidente da APM.

“Criou-se a prática da consulta rápida. Como o médico não conversa direito com o paciente, precisa pedir mais exames. O paciente não se sente acolhido e procura outro médico e faz nova consulta. Isso tudo eleva o custo do sistema e diminui a resolutividade. Muitas vezes, o paciente acaba tendo de recorrer ao Sistema Único de Saúde”, avalia Curi.

A solução apontada tanto por Curi quanto por Aloísio Tibiriça, do Conselho Federal de Medicina, é uma revisão na legislação que regulamenta o setor de forma a dar poderes à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para modular a relação entre as operadoras e seus prestadores de serviço. Hoje a agência interfere apenas na relação da empresas com os consumidores.

2 Comentários Comente também
  • 02/12/2010 - 16:55
    Enviado por: André

    Cadê o Ministério Público??? Isso tem que ser investigado!!!!

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  • 25/02/2011 - 08:30
    Enviado por: Paulo Freire

    Um segurado da Sul America colidiu com meu carro. Reconheceu a culpa e deu todos os dados para acionar a Sul America para danos a terceiros (dados recolhidos pelo oficial da CET no local do acidente). Fiz a vistoria do veiculo e agora a Sul America exige uma carta de culpabilidade do segurado…. Este se recusa a fazer elegando que não houver terceiros, apesar dele me passar o numero da apólice dele, o numero do sinistro, endereço, telefone, e-mail, rg , dados do veículo, etc… A Sul America alega que eu não existo e não quer acionar o conserto. Vinte dias de espera e nada. Pelo jeito é norma da Sul América alegar e criar entraves para se livrar de ressarcimento de danos. É uma forma de economizar e aumentar seus lucros. Cobra do segurado mas se recusa a pagar as vitimas. É a mesma coisa na saúde, cobra um monte dos pacientes e paga uma miséria aos médicos, quando não glosa as contas.

    Ficou muito claro que a Sul América instruiu seu segurado para ele dizer “que não sabia de nada e empurrar a culpa no outro”. A mulher dele, por telefone, contou que a Sul América deu a maior bronca nele, por ter assumido a culpa e passado o numero do sinistro.

    Só que o infeliz não tem idéia das consequencias, e a conta vai ser paga por ele. A Sul América se safa do ressarcimento e põe o segurado na fogueira. É seu modus operandi – a culpa é sempre do outro, seja ele vítima ou médico.

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