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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
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Disparam casos de sites que enganam o consumidor

Categoria: Assunto do dia

Saulo Luz

É cada vez maior o número de casos de consumidores vítimas de fraudes no comércio eletrônico. Atraídos por preços baixos, eles encomendam produtos em lojas virtuais que recebem o pagamento mas não entregam as mercadorias.

As duas delegacias do consumidor de São Paulo investigam 53 empresas de comércio eletrônico acusadas de fraudes (todas sediadas na capital) que lesaram o consumidor – muitas sob suspeita de serem sites fantasmas. Em abril de 2010, apenas sete lojas virtuais eram investigadas pelas mesmas delegacias, ou seja, houve um aumento de 657%.

No total, hoje são 45 inquéritos instaurados contra os 53 sites de compra – quatro já concluídos e 41 em andamento. “Pelo Código de Defesa do Consumidor, a lei prevê pena de um a quatro anos de detenção para quem comete crimes contra o consumidor. Se o promotor, durante o processo, entender que se trata de estelionato a pena pode aumentar”, diz Paulo Roberto Robles, delegado que coordena a Divisão de Investigações sobre Infrações Contra o Consumidor.

“Intimamos as partes e, muitas vezes, o consumidor entra em acordo com a empresa – que propõe cancelar a compra ou entregar o produto adquirido. Porém, algumas empresas não atendem à intimação e outras nem são encontradas. E isso já indica que a empresa é fraudulenta, pois pratica propaganda enganosa, ou é falsa. Nesses casos, abrimos inquérito.”

Ou seja, não bastassem os problemas causados pela falta de estrutura de empresas, o consumidor ainda é vítima de golpistas diversos.

No dia 9 de fevereiro, a veterinária Aida Aparecida Conceição de Magalhães, de 35 anos, pagou R$ 525,90 por um acessório de videogame no site Mundial Games (www.mundialgames.com.br), porém, até hoje não recebeu nada.

Cansada de reclamar e ser ignorada pela empresa online, ela decidiu se passar por nova consumidora. Simulou outra compra em 22 de fevereiro e recebeu uma resposta da companhia no mesmo dia. “A empresa continua aberta, o site está funcionando normalmente”, diz a veterinária.

De acordo com Fátima Lemos, assistente de direção do Procon-SP, o problema é comum na internet. “O consumidor deve desconfiar de sites com preços muito abaixo da média do mercado”, diz Fátima.

A maioria dos estelionatários utiliza telefones, e-mails e documentos, como CNPJ, falsos, o que torna quase impossível encontrá-los mais tarde, quando desativam a página eletrônica e desaparecem. Foi o que aconteceu com o engenheiro Claudio Braga de Abreu e Silva, 61 anos.

Ele desembolsou R$ 2.223 por um notebook no site Planet Cyber Shop, hospedado no portal de uma outra empresa chamada Tray (www.tray.com.br/planetcybershop) e nada recebeu. “Telefonei para os dois números da central de atendimento ao cliente da empresa, mas ninguém atende. Entrei com ação na Justiça ainda no ano passado. Mas, até hoje, o golpista não foi localizado”, conta a vítima.

Nem mesmo quem utiliza páginas de busca de compras considerados seguros consegue escapar dos golpes. Em janeiro de 2010, o advogado Vanderlei Aparecido Pinto de Morais, 42 anos, encomendou um netbook na loja virtual Vitória Eletroeletrônicos (www.vitoriaeletroeletronicos.com.br), porém o produto nunca foi entregue.

Ele achou o site no shopping UOL. “Ao reclamar com o UOL, descobri que é uma empresa fantasma que aplicou golpes em milhares de pessoas”, conta ele que já processou o UOL e a empresa. “Ganhei em 1ª instância mas o UOL recorreu”, afirma.

O problema é tão grave que, em maio passado, o Procon-SP divulgou uma lista de sites de comércio eletrônico que estavam fraudando seus consumidores. Até o próprio Procon-SP encontrou dificuldade para localizar as empresas, já que os telefones e os endereços não conferiam.

Além de revelar as páginas eletrônicas, o órgão repassou a lista ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) – divisão da Polícia Civil que abriga as duas delegacias de combate aos crimes contra o consumidor.

4 Comentários Comente também
  • 27/06/2011 - 09:42
    Enviado por: evandro dantas

    este problema existe faz tempo, o governo sabe e faz vista grossa.
    o que teria de se fazer é que toda empresa virtual divulgue seu endereço fisico no site, telefone (sem atendimento eletrônico) e igualmente o cnpj
    e cobrar dos sites que divulgam tal propaganda, afinal eles recebem para publica-las.
    enquanto isso, o consumidor deve abrir o olhos quanto a ofertas tentadoras, se no mercado um produto custa R$ 500,00 e ela encontra a R$ 300,00 desconfie.
    quero ver isso acontecer com lojas muito conhecidas: americanas, bahia, pernambucanas, ponto frio e por ai vai.
    as pessoas tem que deixar de serem tolas

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  • 27/06/2011 - 11:43
    Enviado por: claudio ribeiro

    Pois é…na ansia de pagar menos por um produto caro, pensando que esta levando vantagem (sina do brasileiro) o
    consumidor se deixa enganar por esses sites.
    No dia em que os preços e os impostos agregados se tornarem justos, talvez o brasileiro pare de se deixar enganar quando tenta parecer esperto.
    Conheço pessoas que compram (mas não recebem) nesses sites fantasmas e depois saem se gabando que pagaram mais barato.
    Até ficar sem o produto e sem o dinheiro…

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  • 27/06/2011 - 16:41
    Enviado por: Daniel

    Os grandes responsáveis por esses casos devem ser os bancos e as operadoras de cartões. Pois se elas fossem culpadas e fosse obrigadas a devolver o dinheiro pago acabaria com essa farra de pagar e não receber. Digo isso, pois o dinheiro entrou em um banco ou passou por um cartão…. a pergunta é quem retirou, essa resposta é muito simples de ser respondida por essas empresas. Mas quem pode com essas gigantes do país.

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  • 26/03/2012 - 15:38
    Enviado por: Francisco Gilmar Moura Ribeiro

    Sou Francisco Gilmar Moura Ribeiro, Brasileiro divorciado, Engenheiro, residente em Fortaleza Ceará. Venho mui respeitosamente fazer uma denuncia, por ter sido prejudicado pelo Site de Relacionamento Ashley Madison, endereço eletrônico citado abaixo:
    Agência Ashley Madison
    http://www.ashleymadison.com/?email_delivery_id=69053593&token=1e24a316cec7b0f185f025ab099b5878&link_id=9
    Cliquei em uma propaganda que anunciava um pagamento único de 39,00 por um mês para acesso ao mesmo. Por cuidado, fui checar com a operadora do meu cartão no caso VISA, ligado à Caixa Econômica Federal , e pra surpresa minha a costa estava em 177 dólares.
    Passei um e-mail urgente pra o referido site, de acordo com instruções deles: donotreply@ashleymadison.com .
    Não recebi nem uma resposta e eles só pararam de ficar emitindo créditos e faturando, por que meu cartão ficou sem saldo. Tentei ligar várias vezes e deixar mensagens, para o número de atendimento 08008922096; e simplesmente não tive também exito, trata-se apenas de uma gravação eletrônica Falsa.
    Dessa maneira fui prejudicado e me senti na obrigação não só de pedir ajuda, como também evitar que outras pessoas caiam nesse armadilha.

    Atenciosamente,
    Gilmar Moura.

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