Consumidor reprova o atendimento das áereas
- 24 de outubro de 2010 |
- 8h12 |
- Tweet este Post
Categoria: Assunto do dia
Marcos Burghi
As respostas das companhias aéreas às reclamações dos passageiros são o item de pior avaliação entre os serviços prestados pelas empresas do setor. A conclusão é resultado de avaliações que constam do Espaço do Passageiro no portal da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na internet.
De 11 itens avaliados pelos consumidores, com conceitos de 0 a 10, quatro das cinco companhias que juntas são responsáveis por mais de 96% do transporte aéreo doméstico receberam as piores notas no item ‘atendimento de reclamações’. A exceção foi a Gol Linhas Aéreas .
]Josué Rios, advogado especializado em direito do consumidor e consultor do Jornal da Tarde, lembra que a chamada Lei do SAC, em vigor desde dezembro de 2008, que estabeleceu regras para o atendimento de reclamações encaminhadas por consumidores, determina que quaisquer demandas devem ser respondidas em, no máximo, cinco dias.
Rios acrescenta ainda que a deficiência na atenção por parte das empresas aéreas, apontada na avaliação dos consumidores, deveria servir para que a Anac pensasse em “punições mais efetivas” contra as empresas. “A Anac poderia, por exemplo, suspender parcialmente os voos de quem não cumprisse as regras”, avalia.
Robson Campos, diretor de atendimento da Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP), observa que o Procon-SP também mantém cadastro de reclamações contra empresas que são encaminhadas por consumidores insatisfeitos. “Os registros servem de base para que o Procon-SP planeje suas ações, que podem culminar em multas”, explica.
Do telefone à loja
Os problemas da coordenadora de marketing Hidegarda Silva, 53 anos, com a companhia aérea tiveram início em 23 de agosto. Ela conta ter ligado para a TAM a fim de adquirir três passagens para Porto Alegre (RS) para 19 de novembro, que pretendia pagar com a milhagem acumulada pelo uso do cartão de crédito.
Hidegarda alega ter sido informada da necessidade de uma senha de acesso. “Para mim foi novidade, mas solicitei a senha, não sem antes ter que passar por vários atendentes e esperar longos minutos na linha”, afirma.
Ao tentar desbloquear a senha enviada por e-mail, conta, a situação piorou. Realizei a primeira ligação às 13h30 do dia seguinte. “Fiquei 22 minutos esperando e ninguém apareceu para me atender”, relembra ela. A consumidora revela ter tentado fazer a reserva por dias, mas sem sucesso.
A assistente procurou o JT, que entrou em contato com a companhia. A TAM enviou resposta afirmando ter atendido a solicitação feita por Hidegarda. A assistente de marketing confirma o contato, porém ressalta só ter conseguido o que realmente desejava após dirigir-se a uma loja física da companhia aérea.
A secretária executiva Fabiana Pascholati, 35 anos, comprou da Gol bilhetes de ida e volta para Buenos Aires, na Argentina, para o feriado de 15 de novembro.
O problema é que o voo original de regresso, marcado inicialmente para às 19h do dia 15, foi transferido para a manhã da terça-feira, 16. “Eu perderia o dia de trabalho”, diz a secretaria.
Ela afirma que reclamou e depois de várias conversas conseguiu lugar em uma aeronave que deixa a capital argentina às 14h30 do dia 15 e por conta de escalas só chega a São Paulo por volta de 21h. “Comprei voos diretos de ida e volta e fui enganada”, diz.
Em nota, a Gol afirmou que “ está apurando o caso, mas que passageiros de operações que tiveram a programação alterada foram ou estão sendo contatados com alternativas de horários.
A TAM afirmou que “respeita o ranking popular como espaço do consumidor, mas que se trata de uma enquete, e não de uma pesquisa. A Webjet afirmou que “analisará o levantamento com muito cuidado e tomará todas as medidas necessárias para elevar cada vez mais o padrão de seus serviços”. Avianca e Azul não enviaram respostas.
A Anac também foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou.
O Espaço do Consumidor na página eletrônica da Anac foi criado em junho deste ano com o objetivo de permitir aos passageiros deixar suas impressões acerca dos serviços prestados nos aeroportos. A agência reguladora espera que as informações sirvam de referência aos internautas. O endereço é www.anac.gov.br. De acordo com a agência, as notas têm relação direta com a imagem do aeroporto.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Anac, Avianca, Azul, empresas aéreas, Gol, internet, josué rios, Procon, TAM
-
24/10/2010 - 18:29 Enviado por: Guilherme Scalzilli
Pagando para sofrer
A violação dos direitos do consumidor brasileiro atingiu níveis insuportáveis. Enquanto as autoridades repetem os jargões da cidadania, interesses privados violentam moral e financeiramente milhões de pessoas indefesas. Em plena euforia desenvolvimentista, a sociedade continua presa num capitalismo pré-histórico, lesivo e inescrupuloso. Ninguém age contra esses absurdos cotidianos.
Passada a histeria inicial, as empresas adaptaram-se ao teatro da fiscalização irrelevante. “Propaganda enganosa” virou pleonasmo e, no fundo, uma qualificação bastante confortável para o delito. As vítimas, desinformadas, incrédulas ou preguiçosas, dificilmente reclamam. Mas podemos culpá-las? Os Procons, sucateados e afeitos a intervenções políticas, são máquinas de moer paciências e bravatear resoluções menosprezadas. As sanções, limitadas e eventuais, resultam desprezíveis perante os recursos dos infratores. E basta-lhes ignorá-las, deixando que as catacumbas judiciais posterguem seus castigos até um futuro incerto.
No mundo tenebroso dos serviços essenciais e planos médicos, esse pesadelo ganha cores surreais. O crime é escancarado e impune. Os poucos funcionários de concessionárias que ouviram falar em regulamentações zombam delas às próprias ouvidorias. Os órgãos “responsáveis” fingem que mandam e as companhias, quando respondem, prometem “estar verificando” nosso status de imbecis. Afinal, continuaremos pagando fortunas para tais punguistas, pois inexistem alternativas a eles. Nada como privatizar monopólios.
Os maiores transgressores das normas de consumo são justamente os principais anunciantes da mídia nacional. A imprensa jamais defenderá que os bandidos recebam as punições rigorosas e definitivas que merecem. E o governo federal, acuado pelos fantasmas do desemprego e da estatização, prefere parecer apenas covarde.
- : Cadastro clandestino rende indenização http://blogs.estadao.com.br/advogado-de-defesa/cadastro-clandestino-rende-indenizacao/ 2010-09-02
- : Débito irregular em cartão rende indenização http://blogs.estadao.com.br/advogado-de-defesa/debito-irregular-em-cartao-rende-indenizacao/ 2010-09-01
- : Juro do seguro de carro não cai há seis anos http://blogs.estadao.com.br/advogado-de-defesa/juro-do-seguro-de-carro-nao-cai-ha-seis-anos/ 2010-09-01
- : Punição mais dura para empresas http://blogs.estadao.com.br/advogado-de-defesa/punicao-mais-dura-para-empresas/ 2010-09-01
- : Erro em apólice rende indenização http://blogs.estadao.com.br/advogado-de-defesa/erro-em-apolice-rende-indenizacao/ 2010-09-01
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools
Blogs
Radar | 2h59
Tremor mata 6 e danifica patrimônio
Variedades | 2h30
Carrossel com pimenta
Cidade | 2h30
Ponte dos Remédios é liberada
Esportes | 2h30
Um castigo merecido
Seu Bolso | 2h30
Receita aperta o cerco a compras online no exterior
Arquivo
- 01 – A equipe jornalística do blog Advogado de Defesa: Marcelo Moreira (editor e coordenador), Saulo Luz (repórter), Carolina Marcelino (repórter), Camila da Silva Bezerra (estagiária) e Maria do Carmo Biserra (administração)
- 02 – Consultoria jurídica: Josué Rios (advogado especializado em defesa do consumidor e professor universitário)
- 04 – Ministério da Justiça – Direido do Consumidor – DPDC
- 05 – Ministério da Justiça
- 06 – Idec
- 08 – Instituto Akatu
- 09 – Consultor Jurídico
- 10 – ProTeste


RSS
Deixe um comentário: