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Quarta-feira, 16 de Maio de 2012
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Bancos: falta de critério nas reclamações

Categoria: Assunto do dia

Paulo Darcie

A economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Ione Amorim afirma que a falta de especificação nas reclamações catalogadas pelo BC atrapalha a atuação das entidades de defesa do consumidor. “Antes tínhamos quase todas as reclamações especificadas, informação com qualidade, e, agora, a maioria das informações é genérica, o que dificulta até a orientação ao consumidor.”

Na opinião do direto- adjunto de relações com o cliente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), André Luiz Lopes dos Santos, a mudança de regulamentação não alterou em nada a eficiência das instituições no tratamento de problemas de atendimento, já que, desde 2006, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o atendimento bancário está sujeito ao Código de Defesa do Consumidor.

“As resoluções antigas nada mais faziam do que aplicar o CDC em uma época em que ainda se discutia se ele deveria valer para bancos”, afirma Santos. “A nova resolução mantém o foco do BC em questões de regulamentação da atividade bancária, enquanto dirige a solução de questões de atendimento às ouvidorias das instituições e Procons.”
[/IP8,0,0][INTERTITULO]Insatisfeitos
[/INTERTITULO][IP8,0,0]Em fevereiro de 2009, foram registradas 2.337 reclamações relativas a liquidação antecipada de débitos, enquanto em junho de 2010 só 19 foram catalogadas assim.
As queixas a respeito de atendimento, englobadas pela Resolução 2.878, foram 2.189 em fevereiro de 2009, e hoje não existe mais uma categoria específica para esse tipo de serviço, mas não é difícil encontrar insatisfeitos. O estudante Ricardo Oliveira dos Santos disse ter passado por problemas várias vezes. “Já fiquei mais de meia hora em uma fila e, quando chegou a minha vez, o atendente não sabia usar o programa necessário para resolver meu problema”, conta.
O auxiliar administrativo Willyams Francisco queixa-se principalmente da demora. “Dá raiva. Na hora do almoço, que é quando posso ir ao banco, parece que todos os caixas saem juntos para almoçar. Fica muito lento.”

3 Comentários Comente também
  • 29/11/2010 - 13:48
    Enviado por: Estêvão Zizzi

    O assunto deveria ser pauta de uma ação civil pública e ponto final!

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  • 11/02/2011 - 22:08
    Enviado por: oliveira

    Os bancos mais ricos são os piores. Eles fazem com os clientes o que bem querem. São ricos justamente por cobrarem taxas abusivas.Tive um problema com meu cartão de crédito do bradesco
    visa em que os juros foram se acumulando por somente eu poder o mínimo aí virou uma bola de neve, eu tentei negociar a dívida com a instituição que me propôs uma caro. Eu tinha que dar uma entrada + parcelamento a perder de vista. Aí propôs pagar em duas que também não compensava. Reclamei com o banco central ele disse que os juros estavam certos. Diante disso eu tive que emprestar dinheiro de um amigo para quitar senão pagaria praticamente o dobro da dívida. Pagar 50% de juros onde a inflação é de 12%ao ano!

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  • 12/04/2011 - 15:46
    Enviado por: Roberto

    Tive sérios problemas com o Santander. Possuo um cartão de crédito e pago por uma multiassistencia, que em tese serve para emergências com o carro ou em casa. Pois bem nesta semana precisei e passei duas horas sendo transferindo de atendente para atendente e ninguém resolveu meu problema. Por falaram que não tinha direito mesmo estando com a fatura comprovando o pagamento desse mês. Falei com a SAC e eles disseram que não poderiam resolver. Liguei na ouvidoria e ninguém atendeu. Depois o telefone foi atendido e fiquei 15 minutos na linha sem ninguém falar comigo até cair a ligação.
    Fiquei com o vaso sanitário vazando e não tive a assistência pela qual pago. Resolvi cancelar o cartão e fiquei mais de 20 minutos sendo transferido de um local para outro. É uma vergonha. Os atendentes são mal informados, despreparados e arrogantes. O SAC não resolve o problema de ninguém. A ouvidoria não ouve os clientes e o lucro dos bancos aumenta cada vez mais. Estamos reféns e não temos a quem recorrer. Santander nunca mais.

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