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Adriana Carranca

28.janeiro.2011 01:52:06

“Pai, perdoai. Eles não sabem o que fazem” (dia 8)

Seguindo o tema do último post, algumas curiosidades sobre a Cidade Velha:

No espaço de 1 km2 que compreende a antiga Jerusalém vivem 40 mil pessoas – 60% muçulmanos, 30% cristãos e 10% judeus, divididos em quarteirões (o quarteirão árabe, o cristão, o judaico; e, ainda, o quarteirão armênio).

*

O centro histórico é vigiado 24hs por dia por 300 câmeras de segurança e soldados israelenses, fortemente armados e vestindo coletes à prova de balas.

*

Entre os magníficos muros da cidade velha estão os locais sagrados das três principais religiões monoteístas: a Basílica do Santo Sepulcro, onde os cristãos acreditam que Jesus Cristo foi crucificado e sepultado; o Monte do Templo, onde está a pedra em que Abraão teria preparado o filho Isac para o sacrifício; e o Domo da Rocha, construído pelos muçulmanos no local de onde Maomé teria ascendido ao céu. É o mais disputado pedaço de terra do mundo e está no cerne do conflito entre judeus e palestinos.

*

O local teria sido escolhido pelo rei David para abrigar o santuário da Arca da Aliança, descrita na Bíblia como o objeto onde foram guardadas as tábuas dos Dez Mandamentos, escritos por Deus e entregues ao profeta Moisés. São seguidos por judeus e cristãos – e, similarmente, pelos muçulmanos. O Islã considera Moisés um de seus principais profetas e, apesar de não citar os mandamentos no Corão, traz preceitos quase idênticos. Eles unem as três religiões.

E eu me pergunto o que aconteceu com “não matarás“…

*

Ainda na cidade velha, a Basílica do Santo Sepulcro é loteada pelas três maiores denominações cristãs: greco-ortodoxos, armênio-ortodoxos e católico-romana. Os copta-ortodoxos egípcios, os etíope-ortodoxos e os sírio-ortodoxos têm propriedades menores na Basílica. Servem de moradia e escritório para os clérigos, locais de reuniões, pequenas cerimônias e estudos religiosos.

O problema são as áreas comuns, disputadas – literalmente, como nos relatou um dos seguranças israelenses sobre dois religiosos que teriam trocado socos e pontapés nos domínios da Basílica, uma semana antes – nas principais datas religiosas. Por exemplo, no Natal, o líder de qual denominação deve liderar a missa? E na Páscoa? E como fazer quando as datas das celebrações religiosas de duas denominações diferentes coincidem, quem terá o direito de receber seus fieis?

As chaves da sagrada Basílica foram entregues, em 1192, a duas famílias muçulmanas justamente para evitar desentendimentos entre cristãos. Até hoje, quem abre e fecha os portões da igreja são os descendentes dessas famílias.

*

Ali, no auge de seu sofrimento, Cristo implorou o perdão para as nossas culpas:

“Pai, perdoai. Eles não sabem o que fazem”.

Comentários (41)| Comente!

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41 Comentários Comente também
  • 28/01/2011 - 02:44
    Enviado por: Tweets that mention “Pai, perdoai. Eles não sabem o que fazem” (dia 8) « Adriana Carranca -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Lwwkas, Adriana Carranca. Adriana Carranca said: “Pai, perdoai. Eles não sabem o que fazem” (dia 8) « Adriana Carranca http://bit.ly/iin5Ek [...]

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  • 28/01/2011 - 09:58
    Enviado por: Mensageiro II

    Deve ser dificil pra um agnostico ter que relatar esses fatos nao Adriana. Como descrever com o sentimento da alma aquilo que nao acreditamos ne’ nao? Deve ser uma tarefa desagradavel. Sera que esses agnosticos no fundo nao querem apenas enganar a si proprios?

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    • 28/01/2011 - 12:16
      Enviado por: Adriana Carranca

      Mansageiro, mas eu acredito em Deus. Só não consigo compreender como os religiosos podem fazer tantas maldades em nome de Deus… Além de “Não matarás” há outra passagem que não sei onde foi parar na cabeça desses religiosos: Amai-vos uns aos outros como a si mesmos. Não são todos filhos de Deus – os muçulmanos, os judeus, os cristãos e todos os outros? Muitos se dizem ter tanta fé e, no entanto, negam a fé do outro, não conseguem enxergar o outro comoa si mesmo. Aliás, acho que foi isso o que mais me chocou em Israel e nos territórios palestinos: a dificuldade de uns se colocarem no lugar do outro, de enxergarem o outro como a si mesmo. Difícil, meu caro, é aceitar quantas atrocidades se faz em nome de Deus. Abs.

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    • 28/01/2011 - 15:37
      Enviado por: drmfav

      Em nome de deus tem-se feito muita m…, desde sempre.

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  • 28/01/2011 - 12:55
    Enviado por: Bom de Papo

    Adriana

    Esse mandamento e uma das coisas que nunca entendi. Nao mataras mas depois, na bilbia, o proprio Deus dos Judeus manda arrasar cidades e matar todos os habitantes. Deve ser para eles nao se matarem entre eles, sei la?

    Do lado Cristao ( a minha religiao) a gente nao aliviou a cara de ninguem durante as cruzadas ou durante a inquisicao e se tem uma coisa que nunca fizemos ( historicamente falando) foi perdoar alguem.

    Os Muculmanos nao tem problema. O profeta manda matar todos os infieis e todos os fieis que nao cumprem a lei Islamica. Eles estao sempre do lado certo das escrituras. com eles nao ha duvida.

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    • 28/01/2011 - 16:51
      Enviado por: Adriana Carranca

      Pois é, os textos religiosos dão margem a muitas interpretações, no decorrer da história isso sempre foi usado em benefício dos que queriam estar no poder. O Irã é um exemplo de um regime que usa a religião para se manter no poder. Os demais exemplos que vc citou também… Triste, triste…

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    • 28/01/2011 - 18:43
      Enviado por: José Antonio

      Os únicos que continuam a cumprir as ordens biblicas são os muçulmanos, a risca.
      Eles ainda estão no século VII. No livro deles o que mais se fala é mate aquele que não concordar com vc., se sair da religião morre e etc.

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    • 28/01/2011 - 18:53
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      José Antônio
      Eis mais uma manifestação sua de preconceito inqualificável.
      Eis, sem dúvida, uma pessoa de pouca generosidade e de muita pobreza intelectual e de espírito.

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    • 29/01/2011 - 08:35
      Enviado por: José Antonio

      E vc. Alceste? Pelo que consta vc.não é diferente do que me acusa. Somos diferentes, vc. gostaria que um povo desaparecesse, eu não. Quem é o pior?

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    • 29/01/2011 - 11:01
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      José Antônio,
      Larga de ser mal intencionado.
      Quando você me viu com preconceito étnico? Duvido que aponte. Já lhe desafiei a isso e você corre da raia porque não tem como mostrar.
      Quando eu disse que quero a destruição de um povo? Mostre. Tenha honestidade intelectual. Não seja um meia-tijela, pelo menos uma vez na vida.
      Inúmeras vezes em blogs distintos manifestei a dívida que tenho para com a ética judaíca, reconheci (e reconheço sempre) a importância do Judaísmo para a constituição do Ocidente.
      Outro dia falávamnos de boicote a Israel, e você disse que eu faço boicote a produtos judeus. Dei-lhe nova rasteira intelectual: mostrei-lhe que não posso boicotar produtos judeus porque leio Lavinas, Chomsky, Marx, vejo filme de Spielberg. Aliás, você já leu Lavinas. Não deve saber nem quem é.
      Tenha caráter. Não envergonhe o Judaísmo.

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    • 29/01/2011 - 12:01
      Enviado por: Marcos André Santos

      Corre José Antonio corre, tu não consegue lidar com o conhecimento de Alceste, nunca conseguiu!

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    • 30/01/2011 - 11:10
      Enviado por: José Antonio

      Alceste vc. se acha não é? Onde se formou? Aposto que no Brasil. Dizer que é mais inteligente que um judeu. Ficou maluco? Tem mais dinheiro também? Cada uma.

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    • 30/01/2011 - 11:17
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Quando eu disse que sou mais inteligente que um judeu? Veja como você se conduz nas relações. Sua preocupação é etnilizar o debate. Isso é racialismo. Estou fora disso.
      Nem usei a palavra “judeu”.
      Aliás, não usei a palavra “inteligente”.
      Pelo que você costuma dizer, dá para perceber que sou mais bem formado e informado do que você. E isso não é questão de raça, que nem existe, ou de etnia.

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    • 31/01/2011 - 16:49
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Vejam, senhoras e senhores, outra peça racista do José Antônio, que a cada dia mais se esmera em destilar preconceito:
      “Os árabes sempre se sujeitaram a reis ou ditadores, não sabiam viver sem alguém lhes dizendo o que tem que fazer”.
      Não precisa nem dizer onde esse senhor foi cuspir esse desatino.

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  • 28/01/2011 - 13:50
    Enviado por: roberto

    Alô |Bom de papo
    mas ruim de leitura….tsc,tsc,tsc..

    “filosofia islâmica”

    (Corão de Meca) 73:10: Ouve o que eles [os infiéis] dizem com paciência e afasta-te deles com dignidade.

    Da tolerância nós vamos para a máxima intolerância, nem mesmo o Senhor do Universo consegue suportar os infiéis:

    (Corão de Medina) 8:12: Então teu Senhor falou a Seus anjos e disse, “Eu estarei contigo. Dá força aos fiéis. Eu infundirei terror nos corações dos infiéis, cortarei suas cabeças e até as pontas de seus dedos!”

    Toda a lógica ocidental está baseada na lei da contradição – se duas coisas se contradizem, então pelo menos uma delas é falsa. Mas A LÓGICA ISLÂMICA É DUALISTA; duas coisas podem contradizer uma à outra e ambas serem verdadeiras.”

    abraços

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  • 28/01/2011 - 14:53
    Enviado por: roberto

    continua ruim de leitura….

    http://olhonajihad.blogspot.com/2010/09/isla-270-milhoes-de-cadaveres-em-1400.html

    abraços

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  • 28/01/2011 - 15:28
    Enviado por: Bom de Papo

    Roberto

    vamos ver quem e o ruim de leitura

    KORAN commands to kill infidels:

    Allah is an enemy to unbelievers. – Sura 2:98

    On unbelievers is the curse of Allah. – Sura 2:161

    Slay them wherever ye find them and drive them out of the places whence they drove you out, for persecution is worse than slaughter. – 2:191

    Fight against them until idolatry is no more and Allah’s religion reigns supreme. (different translation: ) Fight them until there is no persecution and the religion is God’s entirely. – Sura 2:193 and 8:39

    Fighting is obligatory for you, much as you dislike it. – 2:216
    (different translation: ) Prescribed for you is fighting, though it is hateful to you.

    ….. martyrs…. Enter heaven – Surah 3:140-43

    If you should die or be killed in the cause of Allah, His mercy and forgiveness would surely be better than all they riches they amass. If you should die or be killed, before Him you shall all be gathered. – 3:157-8

    You must not think that those who were slain in the cause of Allah are dead. They are alive, and well-provided for by their Lord. – Surah 3:169-71

    Let those fight in the cause of God who sell the life of this world for the hereafter. To him who fights in the cause of God, whether he is slain or victorious, soon we shall give him a great reward. – Surah 4:74

    Those who believe fight in the cause of God, and those who reject faith fight in the cause of evil. – 4:76

    But if they turn renegades, seize them and slay them wherever you find them. – 4:89

    materia completa

    http://www.wvinter.net/~haught/Koran.html

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  • 28/01/2011 - 15:48
    Enviado por: Arnaldo

    Esses 10 mandamentos são super-valorizados. Uma análise crítica mostra: algumas restrições à liberdade de pensamento e de expressão inaceitáveis no dia de hoje, alguns princípios éticos básicos que foram desenvolvidos em culturas que não tiveram influência bíblica (por exemplo, na Ásia) e que provavelmente evoluíram com a espécie.

    Quanto ao “não matarás”, uma regra piegas, absurda e imoral, impossível de ser cumprida, e desprezada ao longo da História. Diga-se de passagem, não consta da bíblia hebraica, apareceu na bíblia cristã devido à má tradução. Traduções mais modernas corrigiram o erro, mas o efeito cultural persiste.

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  • 28/01/2011 - 16:16
    Enviado por: le

    oi Adriana, estava assistido JAQUES FRESCO no you tube, ele falou uma coisa certa,
    pai perdoai. eles não sabem o que fazem, mas deus sabia o que os homems estavam fazendo, deus sabia que os humanos não sabiam o que estavam fazendo ,ele criou os humanos,a quem deus estava testando, os humanos ? cristo ?

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  • 28/01/2011 - 16:47
    Enviado por: drmfav

    Adriana.
    Religião e violência semrpe estiveram ligadas.
    São dois pontos:
    1- O ser humano é violento por sua natureza. Contemos essa violência para convivermos em sociedade, o que é benéfico. Aprendemos desde cedo a controlar esses impulsos a fim de obter a “ajuda” de outros. Isso é conviver em sociedade.
    2- As religiões (vamos falar aqui das monoteístas principais: islã, catolicismo e judaísmo), têm em seus livros sagrados passagens absolutamente contraditórias e , que SE INTERPRETADAS DE MANEIRA LITERAL, são muioto violentas. O velho testamento é um verdadeiro banho de sangue. Em vários trechos há citações de genocícios cometidos por deus ou em nome dele.
    Juntem o 1 com o 2… Pronto, mega bomba!
    “O ser humano é a prova de que deus não existe. Dizem que deus é perfeito, mas um ser perfeito não erra. E nós somos um erro.”. Essa sentença foi de uma médica legista no RJ com quase 20 anos de profissão e que perdeu sua fé ao ver todos os dias as atrocidades que os seres humanos cometem uns contra os outros. E para arrematar ela conta 3 casos absolutamente repugnantes, difíceis de imaginar, até mesmo para os mais, digamos, criativos.
    Sei que meus argumentos vão gerar certa polêmica, mas são baseadas em fatos e em cuidadosa leitura. Se fôssemos anturalmente dóceis, não haveria necessidade de leis, de prisões e de forças de segurança. Os IMLs fechariam. O ideais de caridade, paz, respeito ao próximo e etc foram lançadados há milênios pelas próprias religiões, mas o problema são as interpretações diferentes que vemos por aí, que são aquelas que estão de acordo com os interesses de quem interpreta.

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    • 28/01/2011 - 16:57
      Enviado por: le

      certissimo, quando não temos soluçãos para os problemas enventamos leis

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    • 28/01/2011 - 16:57
      Enviado por: Adriana Carranca

      É verdade. Mas não deixa de ser triste!! Eu não sei se concordo com você quando diz que a maldade é natural. Você já conheceu algum bebê ruim, perverso??? Quando leio sobre essas atrocidades, no Brasil e no mundo, me vem sempre essa pergunta: o que fez com que aquele que um dia foi um bebê inofensivo se tornasse um monstro? Será que o ambiente não corrompe? É para pensar… Abraços!!

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    • 28/01/2011 - 17:22
      Enviado por: Marcos André Santos

      Nem sempre o ambiente corrompe, acho que só corrompe quando a pessoa é predisposta a violência, nesta predisposição eu acredito. Conheço vários exemplos de pessoas (crianças) que viveram em lares violentos, em situações de extrema adversidade e não tenderam para ao mal. O mesmo se aplica o contrário… crianças vivem com tudo do bom e do melhor e sem lhes faltar amor e atenção dos pais, ao longo da vida tendem para o mal.

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    • 28/01/2011 - 23:19
      Enviado por: Priscila Pacheco

      Adriana, concordo com você. Eu também sempre penso nisso. Como pode um bebê inocente que expressa pureza se tornar um ser humano cruel? Creio que tem haver com a educação e também com a influência do lugar em que vive.

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  • 28/01/2011 - 17:11
    Enviado por: Marcos André Santos

    Como a bíblia, esta frase “Não matarás” é bem enigmática…algumas religiões defendem que a frase abrange qualquer ser vivo, incluindo as plantas e os animais dos nossos almoços diários. Se assim for, certos são aqueles que só comem folhas e raizes e mesmo assim fazem oferenda para se desculpar por tê-la comido. Esses são os mais calmos e pacifistas do planeta.

    Quanto ao assunto do post, acho que quando Israel mudar sua política no OM e começar a respeitar seus vizinhos, sem usar políticas expansionistas, todos eles rezarão de mãos dadas no centro de Jerusalém os cânticos de suas religiões.

    Antes inimigos, agora se abraçando e juntos festejando um bem maior: a paz e o amor de Deus.

    Tal qual a música de Roberto Carlos.

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    • 28/01/2011 - 17:32
      Enviado por: mm

      pq realmente antes da criação de israel aquilo era uma paz só… acorda rapaz!

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    • 28/01/2011 - 17:36
      Enviado por: drmfav

      Com todo respeito Marcos…O que vc tomou?

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    • 28/01/2011 - 18:57
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      drmfav,
      Jamais poderia imaginar que você fosse se juntar a esse José Antônio para desqualificar uma pessoa que pensa diferente de você.
      Do José Antônio não se spera muito, mas você entrar nessa…

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    • 28/01/2011 - 22:51
      Enviado por: Marcos André Santos

      drmfav,
      Tomei nada, sou apenas brasileiro, vejo isso aqui aos montes. Pessoas de diferentes religiões rezam juntas e sem problemas, unidades num bem comum.

      Veja: Estávamos em grupo de 6 pessoas numa reunião de trabalho a tarde na minha casa. A reunião era para tratarmos do andamento de um levantamento socioeconômico que estávamos realizando numa determinada área, dentro desta área havia uma comunidade quilombola e tínhamos que cadastrá-la e delimitá-la. Estava presente nesta reunião o chefe da comunidade quilombola e que também presidia um centro de candomblé (não por ser quilombola), também presente estava o presidente da associação de moradores da localidade, um senhor católico praticante e ministro de eucaristia de sua igreja, estava presente também a assistente social que faz parte de minha equipe, seu marido e muitíssimo amigo meu que é pastor da Igreja Batista, presentes também minha esposa e eu como coordenadores do projeto. Eu não tenho religião definida, mas tenho muita religiosidade, creio em Deus e rezo todas as noites, agradecendo e pedindo pela minha família. Minha esposa é espírita kardecista praticante. Todos as pessoas citadas já eram conhecidas uma das outras, pois já estávamos a 2 meses neste projeto. Quando demos um momento na conversa para lanchar, este meu amigo pastor me disse: Marcos, você já reparou o quanto ecumênico está esta reunião? Respondi que não! Há 2 meses juntos com esse pessoal eu não tinha reparado isso, aliás eu nunca reparei a religião e crença das pessoas. Falei para todos o que meu amigo disse e todos ficaram sorrindo satisfeitos pela constatação. No final da reunião este meu amigo pastor pediu que déssemos as mãos e fez uma oração de agradecimento pelas pessoas amigas que estavam ali.
      Você não imagina o clima bom e a paz que reinava naquela reunião, todos riam bastante, contavam histórias, pessoas gostando de pessoas, independente de sua cor, credo ou posição social, pessoas maduras sobre qualquer ótica.
      E me veio a recordação que depois de 10 dias do inicio deste projeto, este mesmo grupo, com exceção do pastor (pois não fazia trabalhos de campo, apenas auxiliava sua esposa) se reuniu num espaço montado com tenda em frente ao centro de candomblé, pois estávamos explicando o projeto aos moradores.

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    • 31/01/2011 - 11:06
      Enviado por: drmfav

      Caro Marcos e Alceste.
      O problema dos posts é que a gente nem tem tom. Tom de ironia, tom de raiva e tom de brincadeira.
      Não foi nada sério, apenas bobeira.
      Repeito sua opinião sim, só que ela é incomum, só isso.
      Abraços.

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    • 31/01/2011 - 14:28
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Obrigado pelo seu respeito.

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  • 28/01/2011 - 20:43
    Enviado por: roberto

    Alô Alceste
    De onde não se espera que saia algo é que não sai nada mesmo,inclusive esta sua opinião.confirma tudo.
    abraços

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  • 28/01/2011 - 21:57
    Enviado por: Dr. Massaranduba

    Acho que o nao mataras originalmente incluia “quem voce gosta” mas o moises escondeu pois desde aquela epoca ela ja’ sabia:

    Pimenta no “yoko” dos outros e’ refresco!

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  • 28/01/2011 - 23:33
    Enviado por: Priscila Pacheco

    Adriana, infelizmente muitos religiosos nem lembram da existência dos mandamentos, principalmente do não matarás. Essa situação é lamentante, pois parece que a sociedade permanece vazia de amor fraternal e outros sentimentos bons. Independente de termos uma crença ou não é necessário respeitar o próximo. No entanto, não vejo isso no meu cotidiano. A falta de sensibilidade vai desde a uma rusguinha com um colega de trabalho até um conflito sangrento como o de palestinos e israelenses. Vai desde o mau tratamento dado a um pequeno animal até a um outro ser humano. O mundo é sujo. Ele é asqueroso. E o que podemos fazer? Lamentar? Rezar? fingir que não ver nada? Eu sinceramente não consigo ser indiferente a tantas atrocidades que vejo diariamente. O que posso fazer é tentar ser uma boa pessoa para não me juntar com esta devastadora hipocrisia que nos cerca. Também posso torcer para que haja dois Estados por mais difícil que pareça ser.
    Antes que alguém me interprete mal digo que não estou generalizando, pois tenho consciência de que existem religiosos bons e ruins.

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  • 29/01/2011 - 09:34
    Enviado por: zé das letras

    Pai..perdoai esses, pois não sabem o fazem; foi dirigido visando os soldados romanos envolvidos num cumprimento de ordem superiores. Quanto a “nós” só se concretiza no momneto em ele expira na morte “fisica” do seu corpo.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Adriana Carranca

    Adriana Carranca é repórter especial do Estadão. Escreve principalmente sobre conflitos, religião e direitos humanos, com olhar especial para a condição das mulheres. Fez coberturas no Afeganistão, Paquistão, Irã, Israel, territórios palestinos, Egito, Indonésia, República Democrática do Congo, Haiti, entre muitos outros. Seus artigos foram publicados em revistas internacionais como a americana Foreign Policy e a edição francesa da Slate. No Brasil, é autora de O Afeganistão depois do Talibã (ed. Civilização Brasileira) e O Irã sob o Chador (ed. Globo). Ganhou prêmios de reportagem, entre os quais o Grande Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo, com uma coletânea sobre a guerra no Afeganistão, e cinco edições do Prêmio Estado de Jornalismo.

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