
Em algum lugar do Brasil está sobrando dinheiro. Mais precisamente, nos cofres do governo federal, como nos mostra o artigo do colunista Alberto Tamer (para assinantes), publicado no Estadão de quinta-feira.
“Nunca estivemos tão bem”, revela o colunista, diante dos superávits recordes dos governos de R$ 71,6 bilhões, no primeiro semestre. Um dinheiro que é seu, meu, de todos nós e que deveria ser devolvido em forma de serviços.
Chupando cana…
Enquanto isso, em algum outro lugar do Brasil, continua faltando comida. Mais precisamente, em Dourados, no Mato Grosso do Sul, onde uma menina de 2 anos morreu de desnutrição. Segundo os caciques das tribos, há três meses as famílias não recebem a cesta básica prometida pelo governo federal (aquele mesmo, que está com dinheiro sobrando).
Os índios da Reserva Indígena de Dourados, onde mais de duas dezenas de crianças morreram de subnutrição em 2005 e que voltou às manchetes na quarta-feira após protestos de caciques sob gritos de “abaixo a fome”, dependem de cestas básicas porque não têm onde plantar. São 12 mil pessoas aglomeradas em 3.600 hectares.
A reserva é da década de 1930 e com a explosão demográfica tanto na tribo, quanto na cidade, hoje com 150 mil habitantes, tornou-se um favelão.
Esta blogueira entrou em contato com a Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre o problema em Dourados. Foi informada de que a saúde dos índios não é atribuição sua, mas da Funasa. Já a Funasa diz que o problema em Dourados não é de saúde, mas social. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) diz que seu foco não são os indígenas, mas as populações vulneráveis, e afirma estar cumprindo seu papel ao liberar as cestas básicas, que os caciques garantem não estar chegando às aldeias.
E os índios seguem chupando cana – literalmente, a principal fonte de energia nas tribos – enquanto se decide de quem é, afinal, o “problema”.
Estudiosos de grandes tragédias partem de um princípio básico: o de que elas poderiam ter sido evitadas. Com os avanços tecnológicos, que permitem prever a chegada de um furacão ou a ocorrência de um tsunami, já não são exceção è regra nem mesmo os desastres naturais. Estes, não podem ser impedidos, mas ter seus efeitos devastadores minimizados.
Muitas das mais de 230 mil mortes provocadas pelo tsunami que atingiu o Oceano Índico em dezembro de 2004 poderiam ter sido evitadas se os países pobres da costa tivessem um sistema de alerta, como o financiado pelo rico Japão no Oceano Pacífico. O Furacão Katrina, que arrasou a cidade americana de New Orleans, em agosto de 2005, talvez não tivesse causado tantas mortes se os diques tivessem sido reforçados, como havia tempo alertavam os técnicos às autoridades locais e federais.
Não existem sequer explicações econômicas para o descaso, já que o sistema de alerta de tsunamis no Índico custaria em torno de U$ 60 milhões, uma pequena fração dos U$ 5 bilhões que foram necessários, segundo estimativas do Banco Mundial, em ajuda humanitária para socorrer os sobreviventes do desastre. Consertar os diques também teria saído mais barato aos cofres americanos do que os bilhões estimados para a reconstrução de New Orleans e assistência aos desabrigados. E muitas vidas – estas sim, de valor inestimável – teriam sido salvas.
As duas tragédias foram citadas no último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) que apontou como medida urgente e necessária para garantir a segurança humana: vontade política. Ponto.
É o que falta para solucionar a crise no setor aéreo brasileiro. Ou o que explicaria a falta de investimentos no setor de aviação de uma das dez maiores economias do mundo? Independentemente das causas do acidente com o vôo 3054 da TAM, existe uma crise no setor aeroviário. Há muito não são construídos novos aeroportos ou os antigos, ampliados e modernizados, embora a demanda no setor cresça 12% ao ano, como lembrou o colunista do Estadão, Carlos Alberto Sardenberg, no Jornal da Globo, ontem. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê R$ 3 bilhões para 20 aeroportos do país, em quatro anos, enquanto estima-se que seriam necessários R$ 40 bilhões, sendo R$ 7 bilhões apenas para os aeroportos paulistas, como informou Sardenberg.
Mas, foi preciso acontecer mais um acidente aéreo para que o governo federal apresentasse um pacote de emergência . Modernizar a aviação brasileira – aeroportos, torres de controle, pessoal e o que mais for necessário – pode não impedir que falhas humanas ou mecânicas nas aeronaves ocorram, mas minimiza os riscos e pode, sim, evitar tragédias. Estas, são sempre causadas por uma combinação de fatores – o tsunami e a falta de um sistema de alerta, o Katrina e a fragilidade dos diques e por aí vai. Teria sido possível parar a aeronave da TAM ou minimizar o impacto da colisão e, assim, salvar vidas, se as condições da pista fossem mais adequadas ou se o pouso tivesse ocorrido em outro aeroporto, como de Guarulhos? Além das causas do acidente, as investigações terão de responder também a estas perguntas. Técnicos afirmaram, hoje, à imprensa, que é possível pousar sem o reverso da aeronave, mas não em uma pista como a do Aeroporto de Congonhas.
Também não se pode esquecer que é a Agência Nacional de Aviação a responsável por regulamentar o setor, impedir que sejam formados monopólios que corroem a qualidade do serviço e fiscalizar as companhias aéreas, impedindo negligências na manutenção dos equipamentos ou no treinamento de pessoal ou outros abusos motivados pelo lucro em detrimento da segurança pública.
Foto: NIELS ANDREAS/AE
Há duas coisas que se aprende em uma cobertura sobre acidentes aéreos. A primeira, é que qualquer conclusão antecipada ao fim das investigações é precipitada. A segunda, dizem os especialistas, é que não existe uma só causa quando se trata de uma tragédia como a que ocorreu ontem com o vôo 3054 da TAM, matando, pelo menos, 181 pessoas. Uma combinação de fatores pode ter provocado o problema no pouso e outra impediu que o acidente fosse evitado. Sabe-se, até agora, que a aeronave chegou a tocar o solo, saiu da pista e explodiu ao bater contra o prédio da TAM Express após cruzar a Avenida Washington Luís. Os motivos permanecem incertos e não cabe aqui especular.
Mas uma coisa não me sai da cabeça desde o acidente: quando se trata de perigo para a vida humana, me parece razoável que todos os riscos possíveis devam ser minimizados. Vamos aos números: mais de 50% dos acidentes aéreos acontecem no momento em que a aeronave está em processo de pouso, segundo dados da Safety Flight Foundation, organização internacional de segurança de vôos. Os riscos aumentam muitíssimo na existência de quatro condições: 1) pista curta; 2) ausência de área de escape para que o piloto possa realizar as manobras necessárias em caso de pouso forçado, como alertou a Associação Internacional de Pilotos, em nota divulgada após o acidente; 3) asfalto “contaminado”, leia-se, com água, gelo ou neve, responsáveis por mais de 60% dos acidentes em que a aeronave sai da pista; 4) ausência de sistema de drenagem, como ranhuras (grooving) que ajudam a eliminar a água da pista. O Aeroporto de Congonhas reúne todas estas condições de risco juntas nos dias de chuva, não raros em São Paulo. Fica difícil não falar em tragédia anunciada.

A grande aventura de qualquer viagem é conversar com as pessoas nas ruas, observar hábitos e costumes, freqüentar os locais que os locais freqüentam. E ver tudo aquilo o que você assume como realidade inquestionável cair por terra. A começar pelos dias da semana. No Egito, quinta-feira é sexta-feira, dia de happy hour e fim de tarde à beira do Nilo, onde homens de galabeya, as longas túnicas masculinas, caminham de mãos dadas como é costume local, os casais namoram sem beijo nem abraço e os jovens lotam os bares em torno de shishas, os cachimbos d’água, e drinks sem álcool, proibido pelo Islã. Já a sexta-feira é domingo, o dia do descanso e da reza, seguida pelo sábado. Este, sim, mais ou menos como o nosso, quando parte do comércio abre e já se começa a esquentar os motores para o domingo que, para eles, é segunda-feira – o gato Garfield não faria nenhum sentido no Oriente Médio. Deu para entender? Simplificando: fim de semana no Egito é sexta-feira e sábado. Domingo é o primeiro dia útil. No Irã, fim de semana é quinta-feira e sexta-feira, quando tudo fecha, e o sábado o primeiro dia útil. Nos dois casos, sexta-feira é o dia em que a maioria passa as manhãs nas mesquitas como fazem os católicos nas missas dominicais. É também quando são publicadas as edições especiais e mais rechonchudas dos periódicos, lidos de trás para a frente e da direita para a esquerda, como mandam os idiomas árabe e persa. As bancas de jornais, portanto, exibem suas manchetes na última página e não na primeira. Confuso? Assim que é bom. Começa por aí a aceitação de que existem culturas diferentes da nossa, de que nem tudo – ou quase nada – é do jeito que a gente aprendeu ser e isso é maravilhoso. Ah! Tem também o Mar Vermelho que, de perto, é de um lindo azul da cor do céu.
Fim de tarde de quinta-feira no Cairo é assim…


Difícil essa coisa de escrever blog! Repórteres não estão acostumados a emitir opinião própria. Pelo contrário, somos treinados a ouvir todos os lados de uma história e reportá-los com isenção e imparcialidade. Exceto, é claro, nas chamadas colunas de opinião. Não que eu, pessoalmente, acredite que isso seja sempre possível, afinal, somo todos humanos, cada qual com uma bagagem cultural e uma ética diferentes. É muito difícil, por exemplo, reportar sobre tortura ou corrupção sem tomar um dos lados, para dizer o mínimo. Mas, no geral, a regra é mais ou menos assim, como eu costumo brincar: “eu não acho nada”, entrevisto “quem acha” e reporto sobre o que “eles acham”. Assim, ao tentar escrever minhas próprias impressões sobre a viagem me deu uma insegurança imensa. Medo mesmo. Medo de ser preconceituosa ao retratar como foi difícil para mim ser obrigada a usar o véu islâmico durante os dias em que passei no Irã. Ao dividir com o leitor a minha surpresa em descobrir nos Emirados Árabes Unidos um povo alegre e receptivo – e por que não seriam? Ou ao falar sobre a pobreza gritante do Egito sem o suporte de estudos e especialistas, como seria de se esperar de um repórter de jornal. Amigos aqui do Estadão me sugeriram dividir a preocupação com o leitor. Então, aqui está. Conto com vocês para promover a troca de informações e o debate. Afinal, já aprendi, um blog é feito a muitas mãos. Mas, eu precisava fazer essa confissão antes. Acho que, agora, posso blogar em paz.
Desde os tempos dos faraós, o comércio é uma importante fonte de renda para o povo egípcio. Os mercadores de hoje, no entanto, já não têm o glamour dos livros de história. Com o desemprego atingindo 25% da população ativa, segundo analistas – 8%, de acordo com o governo – e uma pobreza evidente, o comércio informal é a única forma de sobrevivência para muitos. Vende-se de tudo nas ruas da capital, Cairo. Seguindo a minha viagem, divido com os blogueiros algumas cenas dessa realidade.

Numa tarde de muito calor, essa mulher se refugia com o filho na sombra. Ela vende lenços de papel e outras coisas simples em um rua do centro

Melancias e outras frutas cultivadas em pequenas hortas ao longo do Nilo são transportadas em carroças e oferecidas de porta em porta


Cabras são criadas no quintal de casas pobres e vendidas nas ruas.

Essas duas mulheres fazem bijuterias em casa. Elas me disseram receber 4 pounds egípcios (R$ 1,4) para cada 100 brincos entregues a revendedores, que cobram muito mais dos turistas no tradicional bazar Khan el Khalili.

Mãe e filhas vendem cartões postais para quem visita as pirâmides.

Os homens transformam o sol do deserto, que faz a temperatura chegar a 42 graus, em oportunidade. Circulam pelo centro carregando enormes latões de chá, servidos em um único copo de vidro compartilhado entre todos.

Também há serviços como o de engraxate. Esse senhor espera por clientes lendo versos do Alcorão, o livro sagrado do islamismo.

Deve entrar no ar, a partir de amanhã, o novo site em português da organização não-governamental Human Rights Watch, que está entre as mais ativas e respeitadas entidades de defesa dos direitos humanos. Uma das mais ricas contribuições que essas organizações podem nos trazer, na minha opinião, é justamente lançar luz sobre as crueldades que acontecem, a maioria das vezes, longe dos olhos do público comum, em campos de refugiados, vilarejos remotos e países sob o domínio de governos ditadores. As fotos do último relatório dão uma idéia do trabalho da organização. Confira aqui!


“Dois caftas, alface, queijo, molho especial, cebola e picles no pão árabe” é a versão egípcia do Big Mac à venda nos McDonald’s da capital, Cairo. Em viagem ao Egito, foi em um desses endereços que passei horas, na semana passada, por um motivo muito simples: era o único local com conexão gratuita à Internet, de onde eu poderia iniciar este blog. Aproveitei para observar o movimento. Definitivamente, não é o melhor lugar para se experimentar a cultura do País secular, mas diz muito sobre a história contemporânea de um Egito paradoxal, dividido entre a tradição e o Ocidente.
O Egito adotou ainda nos anos 1920 um estilo ocidental, então símbolo da modernidade em tempos de influência européia, mas tem retornado a costumes mais tradicionais. Os anos 1970 trouxeram o capitalismo e a abertura econômica. “A intervenção Americana no Egito foi ruim para cada um dos 65 milhões de habitantes – exceto por poucos milhares que se tornaram fabulosamente ricos com a nova economia”, escreveu a romancista egípcia Ahdaf Soueif, em um artigo no diário britânico The Guardian.
“Fazendeiros endividados, trabalhadores desempregados, a classe média dizimada, os intelectuais silenciados e os estudantes. Todos dirão responsabilizar a América por seus problemas”, diz Ahdaf. Começaram a questionar se seguir o Ocidente era bom para o Egito e a olhar novamente para sua própria história e tradições. Cobrir os cabelos tornou-se símbolo da busca por uma identidade egípcia não-ocidental.
Hoje, nesse McDonald’s, o que se vê é quase a totalidade das belas jovens de calças jeans compridas e largas, camisas quase até os joelhos e de mangas longas e o hijab, o véu, cobrindo-lhes o cabelo. Tudo muito colorido e moderno, diga-se. Aproveitam a praticidade de um fast-food com conexão sem fio à Internet, mas tentam fazê-lo à sua própria maneira.
A idéia desse blog surgiu ainda em 2004, numa sala de aula moderna e envidraçada da Universidade de Londres, com vista para o Aldwich Circle, onde fica o suntuoso edifício Bush House que, desde 1940, abriga um dos mais ambiciosos projetos de mídia: o serviço mundial da estatal britânica BBC, com notícias transmitidas em tempo real em 33 idiomas. Dentro da sala de aula, naquele 4 de outubro friorento e nebuloso, primeiro dia em que se reunia a turma de mestrado em políticas sociais para países em desenvolvimento, aquele mundo que eu só conhecia à distância, através do noticiário internacional, se materializava na história de vida de cada um ali presente.
Éramos 55 estudantes de 28 países – Japão, China, Indonésia, Vietnã, Índia, Bangladesh, Paquistão, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia, Quênia, Uganda, Turquia, Turkmenistão, Azerbaijão, Lituânia, Inglaterra, Suíça, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Bermuda, República Dominicana, Jamaica, México, Chile, Colômbia e Peru, além do Brasil.
Naqueles tempos, eu comecei a sofrer de uma imensa ansiedade. Queria contar para os amigos, ou para quem quisesse ouvir, as histórias que me eram relatadas por aquelas pessoas, de países e com realidades tão distantes do Brasil. Pelo curso que estudávamos, aquela turma reunia exclusivamente pessoas interessadas em trabalhar com a defesa dos direitos humanos e o desenvolvimento global sobre bases mais justas e igualitárias, o que tornava as discussões em sala de aula, no café da esquina, nos pubs lendários ou em reuniões caseiras ainda mais interessantes.
Decidi aproveitar o tempo para absorver o máximo possível de conhecimento, não apenas dos livros, mas, principalmente, da relação com aquelas pessoas. Reuni muitas histórias e experiências gratificantes, algumas das quais me faço valer agora para escrever esse blog.
No curso do tempo, desde aquele primeiro dia em sala de aula, tive a oportunidade de conhecer mais um tanto de gente tão antenada quanto engajada às principais questões do mundo, como os três jornalistas Amitabh Revi, da Índia, Farhad Peikar, do Afeganistão, e Godwin Nanna, da Nigéria, que me acompanharam em uma deliciosa aventura na cidade mais dinâmica do mundo, Nova York, entre setembro e novembro de 2006. Fomos agraciados com uma bolsa-trabalho da Associação de Correspondentes da Organização das Nações Unidas (ONU) para fazer a cobertura da 61.ª Assembléia-Geral da ONU.
Foi um privilégio acompanhar a cobertura ao lado deles e de jornalistas como Edith Lederer, correspondente de guerra da agência de notícias Associated Press que, em 1979, cobriu a invasão soviética no Afeganistão disfarçada como vendedora de tapetes, ou Warren Hoge, repórter do New York Times na ONU, com passagens pelo Brasil graças ao trabalho como correspondente e ao casamento com uma brasileira.
Alguns leitores podem se perguntar: mas o que tudo isso tem a ver comigo aqui no Brasil? Penso que muito. Na convivência com essas pessoas, aprendi que a desigualdade que impõe a miséria a milhares de brasileiros é a mesma que faz aumentar o abismo educacional entre pobres e ricos na Índia, alimenta a violência na Nigéria e nutre o terrorismo no Afeganistão. E que, quando se trata dos sentimentos e necessidades humanas mais primitivas, somos todos, independentemente da religião, costume ou posição política, absolutamente iguais. Portanto, temos, sim, muito a ver.
Também gostaria de dividir histórias dos bons samaritanos brasileiros, gente de toda cor e profissão, de toda a classe e todo credo que faz coisas maravilhosas por este País. Só não os nomeio porque, contando apenas aqueles de minha limitada relação, já são muitos. Há ainda a grande maioria que desconheço, mas cujo trabalho e caráter pretendo conhecer para rechear esse espaço com suas idéias e ações. São tantas e tão boas que me fazem questionar, por que, afinal, o Brasil emperra, mesmo tendo toda essa riqueza humana?
Já sei, já sei. Se quiser fazer com que este blog seja lido, terei de aprender a escrever textos mais curtos, adequados ao veículo Internet. É a lição número um desta blogueira de primeira viagem. Prometo esforçar-me para melhorar.
Bem vindos ao BlogdaCarranca!
Um abraço cibernético,
Adriana
2012
2011
2010
2009
2008
2007