Bela matéria do colega Roberto Simon, no Estadão. A decisão de não receber a Nobel da Paz iraniana mostra de que lado o governo brasileiro está realmente na questão dos direitos humanos. Eu tive a honra de entrevistar Shirin pessoalmente em Teerã, em 2007, e mais uma vez, por teledone, após as eleições e 2009, quando a ativista teve de exilar-se no exterior. Shirin tem uma história maravilhosa. Lutou pela Revolução Islâmica acreditando na promessa de democracia e justiça, promessas do líder aiatolá Khomeini. Hoje refere-se ao episódio como “a revolução traída”. Shirin Ebadi é uma das principais vozes em favor da liberdade, justiça e direitos humanos universais no mundo. Mais do que cometer um erro ao não recebê-la, Dilma Rousseff perde a valiosa oportunidade de aprender com uma mulher que, assim como ela própria um dia o fez, lutou pela liberdade acima de tudo. A diferença é que Shirin continua fiel a essa causa.
Aí vai a matéria:
Roberto Simon – O Estado de S.Paulo
A presidente Dilma Rousseff decidiu não se encontrar com a advogada iraniana e Nobel da Paz Shirin Ebadi, que chega ao Brasil na terça-feira. Principal voz da oposição a Teerã no exílio, Shirin será recepcionada no Palácio do Planalto apenas pelo assessor para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
“Se Dilma defende os direitos humanos e as mulheres, ela me receberá”, insistiu a iraniana em entrevista ao Estado (mais informações na pág. 15). O governo brasileiro, porém, acredita que receber a ativista enviaria “a mensagem errada”.
A decisão do Planalto vai na contramão da mudança na diplomacia para os direitos humanos que Dilma vinha conduzindo até agora. Antes de tomar posse, a presidente criticou publicamente a abstenção do Itamaraty em uma resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU condenando o apedrejamento de mulheres no Irã. Dilma chamou de “ato bárbaro” a lapidação, posição reiterada em entrevista ao jornal Washington Post.
Em março, Dilma rompeu com o padrão de voto do governo Lula nas Nações Unidas e apoiou a criação de um relator especial para o Irã – sob críticas do ex-chanceler Celso Amorim. Uma semana depois, Shirin foi convidada a um jantar na embaixada do Brasil em Genebra.
“Dilma recebeu a (cantora) Shakira, mas se recusa a se encontrar com uma mulher Nobel da Paz?”, questiona Flávio Rassekh, representante da advogada no Brasil. “Ainda não desistimos e vamos continuar tentando organizar esse encontro.”
Oficialmente, o Planalto justifica que, pelo protocolo, a presidente recebe apenas chefes de Estado e de governo. “Dependendo da agenda”, ministros de países estrangeiros e outras personalidades – como, por exemplo, os integrantes do U2 – conseguiram uma audiência com Dilma.
Nos bastidores, porém, o governo diz que receber Shirin seria colocar o Brasil dentro de uma “disputa interna delicada”. “Desde janeiro, já vieram ao Brasil tanto dissidentes quanto delegações oficiais do Irã. A presidente não recebeu nenhum deles”, afirma uma fonte do Planalto.
Agenda cheia. Shirin falará na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo e em uma audiência na Câmara dos Deputados. Ela terá ainda um almoço em Porto Alegre com a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e com o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT).
Ainda não está confirmado se ela será recebida pelo ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota.
Demitida de seu cargo de juíza após a Revolução Islâmica, a iraniana ganhou notoriedade como advogada de grupos perseguidos pela República Islâmica, incluindo opositores e integrantes da comunidade baha”i.
Em 2003, ela ganhou o Nobel da Paz por sua atuação em Teerã, mas, com a eleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 2005, o cerco a dissidentes iranianos fechou-se ainda mais e Shirin partiu para o exílio. Hoje ela vive entre a Grã-Bretanha, os EUA e o Canadá. Esta será a primeira vez de Shirin no Brasil.
Adriana….
Ela não “teve” agenda para a iraniana, mas teve para o Hugo Chavés. Se precisar arruma um “tempinho” para o Fidel, Morales, aqueles africanos….
Abraços
“aqueles africanos”
Imagina um presidente do Brasil encontrar “aqueles africanos”. Que coisa hein?
TeM QuE VeR IsSo Ae!111
responder este comentário denunciar abusoHá muitos iranianos que defenderam revolução islâmica e que hoje estão no exílio. Muitos são patriotas e têm uma noção clara do que significa hoje um Estado moderno, mas estão impotentes para influir decisivamente em seu País.
O que é aparentemente algo impossível é a simbiose entre o socialismo e o islamismo que havia mesmo bem antes de Khomeini.
Mohsen Sazegara é um exemplo interessante de ser investigado. Deu uma entrevista publicada no Estadão em 16/02/2006 que é muito esclarecedora. Tinha por título: ‘Ahmadinejad é a face fascista do Islã’.
Sazegara foi um dos fundadores da Guarda Revolucionária, a mesma que hoje estupra e mata em nome do Islã. Era então companheiro de Ahmadinejad. No que apenas aparentemente é paradoxal, vários dos ideais da esquerda são defendidos por esses radicais. Não é aleatória a comunhão fácil entre um Marco Aurélio Garcia, hoje assessor da Dilma para política internacional, como o foi de Lula.
Sazegara passou para a oposição reformista, acabou preso e hoje, no exílio, pede referendo para mudar a Constituição. Coloco apenas uma das perguntas da entrevista do Estadão aqui:
“O que o levou a romper com o governo islâmico?”
[Sazegara] “Acreditávamos que com a intervenção do governo poderíamos redistribuir a riqueza. Essa foi a razão pela qual nacionalizamos bancos, indústrias. De algum modo acreditávamos em ideais socialistas. Mas, ao nacionalizar muitas instituições, elas começaram a se tornar ineficientes. Aumentou a corrupção e o fosso entre pobres e ricos, formados agora por funcionários da cúpula do governo. Hoje 3% dos correntistas no Irã têm mais de 40% dos depósitos nos bancos. O PIB per capita era de US$ 4.000 em 1977 e passou para US$ 1.500 em 1988. Mais de 4 milhões de famílias, cerca de 17 milhões de iranianos, vivem abaixo da linha de pobreza e o desemprego atinge a taxa de 21%. Além disso, fiquei decepcionado com as ações antidemocráticas do regime. E por que deveríamos intervir em política, economia, em tudo de acordo com a religião? Hoje, o discurso revolucionário, especialmente entre os jovens e a nova geração de intelectuais, foi substituído pelo da democracia, o discurso dominante agora é o da democracia e direitos humanos.”
Ressalte-se o trecho contido na resposta de Sazegara: *** “De algum modo acreditávamos em ideais socialistas.” *** A união de socialismo com religião se fez no Irã via metodologias comuns, como muito bem estudado por Karl Popper em ‘A Sociedade Aberta e seus Inimigos’. Um exemplo próximo de nós aliás foi o caldeamento contido na ‘Teologia da Libertação’ que uniu marxismo ateu com uma vertente da Igreja Católica no Brasil. As ideias de Ahmadinejad são essencialmente as da esquerda radical, e não é de hoje. É da época do Tudeh e dos kalashikovs dos russos para os mulás antes e nas vésperas da revolução islâmica de 1979. A economia do Irã está mal das pernas por isso, vide a resposta do Sazegara na entrevista do estadão.
Fica claro porque o lulismo, agenciado por Marco Aurélio Garcia, tenta proteger tanto o Irã de Ahmadinejad: socialismo irmão. O mesmo ocorreu em 2002 quando MAG ofereceu asilo ao Saddam Hussein nacional socialista às vésperas da invasão do Iraque. O mesmo ocorre hoje na Venezuela, em Honduras, na negativa de declarar as Farc como terroristas. Tudo se encaixa.
Direitos humanos???? ‘me engana que eu gosto’
É verdade…
responder este comentário denunciar abusoAdriana,
qual a sua opiniao com relacao aos que falam que a escritora Shirin Ebadi e’ na realidade um produto dos que querem demonizar o Iran?
Ou seja e’ paga pelos interesses contrarios ao Iran.
Marcio, acho uma loucura. A Shirin tem uma história de luta pela liberdade, justiça e direitos humanos no Irã. Ela era juíza – foi a primeira mulher juíza do país! – durante o regime do Xá Reza Pahlevi, mas se engajou na Revolução Islâmica por acreditar na promessa de democracia feita na época pelo Khomeini e por se opor às injustiças do regime monarca, que então mantinha presos políticos, era acusado de tortura, e esbanjava riquezas enquanto a população empobrecia. Logo depois da revolução, Shirin percebeu que o regime que ela havia ajudado a colocar no poder não era democrático e, então, passou a defender, como advogada, civis iranianos vítimas das injustiças dos aiatolás, especialmente as mulheres. Shirin não é a única a se decepcionar com o regime. Existe um enorme movimento reformista no Irã, formado principalmente por intelectuais, universitários, jornalistas, ativistas… Muitos deles, como Shirin, lutaram pela Revolução Islâmica e mais tarde se decepcionaram. Além disso, Shirin não defende a queda do regime atual, mas mudanças nas leis do país que permitam direitos iguais às mulheres, além do fim das prisões sem julgamento e execuções penais no Irã. Abs.
responder este comentário denunciar abusoAdriana: você escreveu a palavra mágica” honra” de ter entrevistado a Prêmio Nobel, e como brasileira fico muito contrariedade pela presidente Dilma ceder as pressôes impostas por grupos que apoiam o regime do Irâ, de receber Shirin Ebadi.
Infelizmente ela nâo é uma celebridade como Bono ou Shakira, por que para eles nossa Dilma abriu a agenda. Shirin Ebadi fala de Direitos Humanos, e o PT , a exemplo da guarda revolucionária do Irâ ,está pouco se lixando para ética, desde que a economia vá bem para os membros de apoio aos dois governos.
Olá, Catarina. Concordo com vc. O que mais me chateia é que o governo brasileiro historicamete vota contra sanções aos países violadors de direitos humanos, tanto no âmbito do Conselho de Segurança da ONU quanto do Conselho de Direitos Humanos, salvo raras vezes. E a desculpa para essa atitude sempre foi defender o diálogo entre as nações. Se é assim, Dilma não faz sentido algum virar as costas para Shirin Ebadi. Abs.
responder este comentário denunciar abusoAdriana, segunda a entrevista abaixo, a Prêmio Nobel está no Brasil para contar a presidente sobre a prisâo de uma advogada,Nasrin Sotudeh, detentora de vários prêmios internacionais e trabalhava para o governo quando foi condenada a 11 anos de prisâo por defender pessoas que falavam mal do presidente Mahmoud Ahmadinejad :
“Quando a advogada iraniana Shirin Ebadi, ganhadora do Nobel da Paz de 2003 e ativista pelos direitos humanos, divulgou sua vinda ao Brasil, o governo Dilma estremeceu. É certo que neste início de mandato a presidente já deu passos importantes no âmbito dos direitos humanos, especialmente em relação ao Irã. O Brasil ajudou a evitar o apedrejamento de Sakineh Mohammadie-Ashtiani e votou na ONU a favor de uma proposta que determinava o envio de um relator inindependente para investigar violações de direitos humanos no Irã. Sobre esses passos iniciais, Shirin comemora e agradece.
Porém, após uma declaração do governo iraniano de que a visita da opositora teria cunho político, Dilma Rousseff hesitou e finalmente decidiu que não se reuniria com Shirin, sugerindo que, em seu lugar, o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, se encontrasse com ela. A decisão soou como um passo para trás na sua anunciada mudança de posicionamento em relação ao governo Lula. “Não vou me encontrar com mais ninguém, só vim para ver a Dilma”, disse Shirin, em coletiva à imprensa
na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em São Paulo, nesta terça-feira.
Ela explicou que veio ao Brasil especialmente para falar a Dilma sobre o caso de uma advogada presa no Irã há onze meses, que foi sentenciada a onze anos de prisão. Nasrin Sotudeh ganhou vários prêmios internacionais e trabalhava para o governo quando foi condenada por defender pessoas que falavam mal do presidente Mahmoud Ahmadinejad . “Quando em um país até bons advogados são presos, isso demonstra a limitação sob a qual vivem todos cidadãos”, disse.
A iraniana pede que o Brasil se junte a ela na luta não só pela libertação dessa advogada, mas de inúmeros outros presos políticos com casos semelhantes. “Eu não pertenço a nenhum partido político, apenas quero discutir os direitos humanos”, pontua. O assessor de Shirin no Brasil, Flávio Rassekh, afirmou que a opositora ainda vai insistir em um encontro com Dilma em Brasília nesta quinta-feira, dia 9. “Se ela não me receber, de qualquer jeito vou mandar uma carta de agradecimento pelo seu posicionamento em relação a Sakineh”, afirmou Shirin.
Crise no Irã – Segundo a ativista, o governo iraniano passa no momento por três crises. Uma delas é antiga, do povo contra o governo – o que explica o número de estudantes, jornalistas, advogados e outras classes que estão presos no país. A segunda é uma divergência entre a esquerda e a direita dentro do governo. E a terceira é uma briga da direita entre si.
Desde o mês passado, Ahmadinejad e o líder supremo Ali Khamenei estão em conflito devido à demissão do ministro da Inteligência do país, Heidar Moslehi. “Há dois anos, era o povo que criticava Ahmadinejad por conta das fraudes nas eleições e de sua atitude como presidente. Atualmente, o próprio líder supremo está contra ele, o que torna ainda mais injusto que tantas pessoas, que disseram exatamente o que Khamenei diz hoje, estejam presas”, reclama Shirin.
Mesmo que no país estatísticas do tipo não sejam publicadas, a advogada tem certeza: “O governo está mais fraco do que nunca, porque é mais brutal do que nunca. Um regime que tem uma base de apoio entre a população não comete tais brutalidades, nem tem medo do povo”.
Violações – Em sua fala à imprensa, Shirin ainda lembrou uma série de atrocidades cometidas pelo governo iraniano, desde a implementação da lei islâmica no Irã, após a Revolução de 1979. Depois da China, o país é o que tem o maior número de execuções no mundo. É também a nação que possui o maior número de pessoas executadas abaixo dos 18 anos e que permite castigos como amputação e apedrejamento.
No Irã, a idade de responsabilidade criminal é reduzida em relação a outros países: para meninas é de 9 anos e para meninos, de 15. “Isso significa que uma menina de 10 anos ou um menino de 16 tem um tratamento igual ao de um adulto que comete o mesmo crime, sendo que a pena para criminosos abaixo de 18 anos é a execução”, lamenta Shirin. Há 40 dias, três jovens menores de 18 anos foram executados
Mulheres – A condição das mulheres no Irã também é um grande problema. Segundo Shirin, mais de 65% dos estudantes universitários são mulheres, e grande parte dos professores também. Num tribunal, o testemunho de duas mulheres equivale ao de um homem. Além disso, um homem pode ter até quatro esposas e se divorciar sem justificativa e a qualquer momento.
Qualquer mulher na República Islâmica, seja ela estrangeira ou não, é obrigada a usar véu, vestido comprido e calças. Se essa exigência não for obedecida, ela é condenada a 80 chibatadas. O homossexualismo também é considerado um crime, cuja pena é a execução. “É sobre isso que o povo iraniano protesta e é sobre isso que vim falar no Brasil”, apontou Shirin.
Trajetória – Shirin Ebadi decidiu deixar o Irã na véspera das eleições de 12 de junho de 2009, que, sob suspeita de fraude, deram um segundo mandato a Ahmadinejad e detonaram uma onda de protestos diários nas ruas de Teerã, duramente reprimidos. Hoje, a advogada vive em Londres e passa grande parte de seu tempo em viagem pelo mundo – fazendo denúncias, ajudando a fundar organizações humanitárias e representando as vítimas da repressão no país dos aiatolás.”
Sim, Catarina, é o que a Shirin Ebadi faz, principalmente. Ela defende como advogada, gratuitamente, prisioneiros sem julgamento no Irã. Como Noel da Paz usa a sua influência para pressionar comunidad internacional sobre tais prisões. Abs.
responder este comentário denunciar abusoO Brasil não pode, nem deve, abalar suas relações comerciais muito interessantes com Irã por causa de uma agitadora traidora de sua pátria.
Ah, mas isto é um blog do Estadão…..está explicado.
Infelizmente nossa líder não tem liderança. Ela fala grosso, tem cara de mau mas é fraca… Ela foi orientada a isso. Não teve força.
Ela é apenas a “bola da vez” do PT.
É um absurdo… receber a Shakira!? E não receber essa mulher?
Há admiradores e há críticos ferrenhos. Lembre-se que o Obama recebeu o Nobel da Paz. Alguém pode imaginar que a Dilma o tenha recebido por esse motivo?
Qual a agenda dos concessores de prêmios Nobel? Teriam eles a mesma visão sobre as liberdades individuais de um fiel islâmico? Os mesmos valores culturais?
O prêmio Nobel é um titulo nobiliárquico tipicamente Ocidental, que defende valores culturais e homenageia os seus heróis de acordo com os motes cristão-ocidentais.
Não existe nenhum brasileiro detentor de Prêmio Nobel em coisa nenhuma!
Está certa a chefe do estado brasileiro, em considerar esta honraria uma pré-qualificação inferior àquela concedida pela mídia que consagra cantoras e bandas de rock como mais nobiliárquicos do que prêmios nobeis.
E por que receberia?
Do site Pragmatismo Político
http://pragmatismopolitico.blogspot.com/2011/06/eua-e-israel-patrocinam-ativista.html
De passagem por Brasília, a ativista iraniana e Nobel da Paz (2003) Shirin Ebadi, de 63 anos, fracassou em seu intento de obrigar a presidente Dilma Rousseff a recebê-la. Irritada, recusou ser recebida no Palácio do Planalto por Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais.
Flavio Rassekh, coordenador da visita de Ebadi no Brasil, afirmou que a ativista “veio a Brasília para encontrar Dilma Rousseff e se sentiu muito mal com a recusa”. Só não explicou por que uma estrangeira deve pautar a agenda da presidnete República, que raramente inclui reuniões com personalidades que não sejam chefes de Estado e de governo.
Ebadi chegou ao Brasil no meio da semana com declarações desafiadoras ao governo brasileiro e afirmações nada diplomáticas. “Ela me receberá se for defensora dos direitos humanos”, declarou, em tom ameaçador — e inútil — contra Dilma.
Direitista convicta, ex-colaboradora do governo do xá Reza Palhevi, do Irã, Sharin Ebade, é hoje a principal porta voz dos grupos mais conservadores com atuação em todo o mundo, apoiados principalmente pelos governos dos Estados Unidos e Israel. Sua atuação é repudiada por outros dissidentes iranianos, como o jornalista Ali Mechem Derkay, residente em Paris e membro de um grupo que não aceita a interferência dos Estados Unidos nem de Israel nos negócios do Irã.
Eu nunca havia escrito no seu Blog. Mas, esse assunto de reeceber ou não essa ou aquela pessoa, me parece irrelevante em se tratando de direitos humanos.
Nós somos um País, onde há gente e, muita, sendo assassinata todos os dias.
Melhor seria a presidente olhar bem e melhor para nosso país que, defender esse ou àquele país.
Na Amazônia legal, gente que defende a floresta está sendo morta como se fosse um animal. Ou seja, nossa gente sendo assassinada por nós mesmos.
E, não há nenhuma ação efetiva do governo Dilma Rousseff para terminar com essa matança e, prender os assassinos.
Entendo que governo, no sentido amplo da palavra, tem que cuidar, primeiro do seu povo. E, depois se hover tempo reeceber essa ou aquela pessoa, para falar dos Direitos Humanos.
Entrevista ao
Correio Braziliense – 10/06/2011 (Título: Prêmio Nobel fala sobre o horror no Irã}
O que a senhora esperava debater com a presidente?
Era minha intenção trazer a mensagem de agradecimento e de amizade do povo do Irã para a Dilma. E agradecer pelo fato de, no último ano, o Brasil ter votado a favor do povo do Irã. Depois, queria falar com ela sobre assuntos relacionados aos direitos humanos, principalmente em relação aos direitos da mulher. E pensava que talvez o tema dos direitos das mulheres no Irã fosse interessante para ela.
A mulher iraniana é, hoje, a maior vítima da repressão?
Sim, são as maiores vítimas. Porque nós temos muitas leis discriminatórias contra a mulher. Vou dar alguns exemplos agora. O valor da vida de uma mulher é metade do valor da vida de um homem. Por exemplo, se um homem e uma mulher sofrerem um acidente e tiverem os mesmos ferimentos, a mulher receberia metade da indenização que caberia ao homem. Em qualquer tribunal do Irã, o testemunho de duas mulheres é igual ao de um homem. Um homem pode se casar com quatro mulheres e, na hora que quiser, pode se divorciar de qualquer uma delas. Para conseguir o divórcio, uma mulher teria muita dificuldade.
Oi Adriana, as sauditas estâo comemorando.
A filha do rei Abdullah se deixou fotografar em maio sem o niqab (máscara negra que cobre o rosto) , e sorridente, de acordo com a traduçâo do google, fala na tradiçâo e na opçâo. Para ela eram duas formas iguais de honrar o Islâ : cobrir as faces ou os cabelos.
Será que também na Arábia Saudita teremos boas novas em breve?
Poderia abrir o link e me dizer se esta senhora é de fato uma princesa saudita? Nunca vi o rosto de nenhuma… mas quem viu.. abs
É um absurdo a Dilma não receber uma mulher que luta pelos direitos humanos numa zona de conflito tão criticada pelo Ocidente. Aliás, não foi por nada que ela recebeu um Nobel da Paz, não é mesmo? Entendo que a imagem política é importante, mas mais importante é continuar defendendo sua posição e mostrar para que veio, o que parece que a nossa presidente esqueceu de fazer. Nada contra receber Shakira, U2 ou qualquer outro tipo de personalidade. Mas, se eles foram recebidos, por que não outra personalidade, tão ou até mais importante?
Dilma foi eleita de forma legítima. Ela é representante do povo brasileiro, nos representa.
Assim como Renan Calheiros, Collor, Requião e Sarney.
Não sei mais se consigo me impressionar com isso.
Até o Bope começou a bater em bombeiro. Falta o que agora, povo?
Penso que Dilma e o PT não são aquilo que começaram. O poder corrompe. Hoje eles podem dar a vida e tirar viddas para não perderem o poder , o dinheiro, a tranquilidade e a segurança que um cargo forte, no Brasil, podem puxar para o detentor. Assim, vale qualquer coisa. Ela não é pela vida, e nunca foi. Ela é assassina, ela é terrorista sem causa , ela não tem predicados, nem coisa alguma. Como em Chicago , nos anos 1930 , ela apenas representa uma quadrilha associada a outra , onde leões beb em a água e deixam a lama para os outros animais. Só isso.
Oi Adrina.
O povo brasileiro tem uma excelente oportunidade de dizer não às Violações de Direitos humanos no Irã subscrevendo o seguinte abaixo-assinado on line, no site Petição Pública:
“Gravíssimas violações de direitos humanos vêm ocorrendo no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. A Resolução da Assembleia Geral da ONU nº 63/19 de 18 de dezembro de 2008 condenou o Irã e, também, a Coreia do Norte e Miamar (antiga Birmânia) por violações recentes dos direitos e liberdades fundamentais assegurados por tratados internacionais.
No Irã, os direitos das mulheres são constantemente violados. Homossexuais são enforcados em praça pública. Além disso, não há liberdade de consciência e de crença. Minorias privadas do direito fundamental à liberdade religiosa são duramente perseguidas. Sete líderes Bahá’ís, falsamente acusados de espionagem, estão presos em Teerã. Há notícias de que alguns cristãos também estão presos nas mesmas circunstâncias.
Este abaixo-assinado é uma resposta ao apelo da ativista iraniana e ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 2003, Shirin Ebadi, que foi lançado na sede da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, em 07/06/2011. Na ocasião, Shirin Ebadi pediu para que os brasileiros enviassem cartas à Embaixada do Irã pedindo a libertação da advogada Nasrin Soutudeh.
A Dr. Ebadi faria o mesmo apelo à Presidente Dilma Rousseff, mas não foi recebida. Assim, este abaixo-assinado é endereçado à Presidente da Republica Federativa do Brasil. Rousseff demonstrou sensibilidade à causa dos direitos humanos ao ajudar na libertação de Sakineh (condenada à morte por apedrejamento como punição pelo crime de adultério), mas também decepcionou o povo brasileiro ao recusar o encontro com a ativista dos direitos humanos, Shirin Ebadi.
Nós, abaixo-assinados, pedimos e esperamos que a nossa Presidente da República, Dilma Rousseff, faça todos os esforços possíveis para a libertação da advogada Nasrin Soutudeh, assim como dos demais cidadãos que foram injustamente encarcerados no Irã em razão de perseguições políticas ou religiosas, sejam eles cristãos, Bahai’is ou muçulmanos sunitas. Reivindicamos também que o Brasil, no âmbito da Organização das Nações Unidas-ONU, mantenha uma posição de repúdio às gravíssimas violações dos direitos humanos que ocorrem em países como o Irã e a Coreia do Norte.”
Os signatários
(Clique aqui para assinar o abaixo-assinado, caso concorde com seus termos)
Link: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoAssinar.aspx?pi=P2011N11165
PS.: Conto com a sua ajuda na divulgação desse manifesto.
Abraços,
Aldir Guedes Soriano
Oi Adriana.
O povo brasileiro tem uma excelente oportunidade de dizer não às Violações de Direitos humanos no Irã subscrevendo o seguinte abaixo-assinado on line, no site Petição Pública:
“Gravíssimas violações de direitos humanos vêm ocorrendo no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. A Resolução da Assembleia Geral da ONU nº 63/19 de 18 de dezembro de 2008 condenou o Irã e, também, a Coreia do Norte e Miamar (antiga Birmânia) por violações recentes dos direitos e liberdades fundamentais assegurados por tratados internacionais.
No Irã, os direitos das mulheres são constantemente violados. Homossexuais são enforcados em praça pública. Além disso, não há liberdade de consciência e de crença. Minorias privadas do direito fundamental à liberdade religiosa são duramente perseguidas. Sete líderes Bahá’ís, falsamente acusados de espionagem, estão presos em Teerã. Há notícias de que alguns cristãos também estão presos nas mesmas circunstâncias.
Este abaixo-assinado é uma resposta ao apelo da ativista iraniana e ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 2003, Shirin Ebadi, que foi lançado na sede da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, em 07/06/2011. Na ocasião, Shirin Ebadi pediu para que os brasileiros enviassem cartas à Embaixada do Irã pedindo a libertação da advogada Nasrin Soutudeh.
A Dr. Ebadi faria o mesmo apelo à Presidente Dilma Rousseff, mas não foi recebida. Assim, este abaixo-assinado é endereçado à Presidente da Republica Federativa do Brasil. Rousseff demonstrou sensibilidade à causa dos direitos humanos ao ajudar na libertação de Sakineh (condenada à morte por apedrejamento como punição pelo crime de adultério), mas também decepcionou o povo brasileiro ao recusar o encontro com a ativista dos direitos humanos, Shirin Ebadi.
Nós, abaixo-assinados, pedimos e esperamos que a nossa Presidente da República, Dilma Rousseff, faça todos os esforços possíveis para a libertação da advogada Nasrin Soutudeh, assim como dos demais cidadãos que foram injustamente encarcerados no Irã em razão de perseguições políticas ou religiosas, sejam eles cristãos, Bahai’is ou muçulmanos sunitas. Reivindicamos também que o Brasil, no âmbito da Organização das Nações Unidas-ONU, mantenha uma posição de repúdio às gravíssimas violações dos direitos humanos que ocorrem em países como o Irã e a Coreia do Norte.”
Os signatários
(Clique aqui para assinar o abaixo-assinado, caso concorde com seus termos)
Link: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoAssinar.aspx?pi=P2011N11165
PS.: Conto com a sua ajuda na divulgação desse manifesto.
Abraços,
Aldir Guedes Soriano
Infelizmente a presidenta Dilma está mostrando que tem pouco poder neste governo.
Para quem no inicio do governo se mostrou a favor dos direitos humanos no Irã,deve ter levado um “chega pra lá”,e o Marco Aurelio que é favoravel a este governo iraniano,ditou a conduta brasileira
Olá Adriana, tudo bem? desculpe usar seu blog,mas estou tentando um contato com você para convidá-la para fazer uma palestra sobre seu livro o Irã Sob Chador.
A assessoria de imprensa da Globo Livros lê meus e-mails mas não dá nenhum feedback, por isso resolvi procurá-la diretamente.
Você poderia responder no meu e-mail para que eu pudesse em nome da empresa que trabalho, encaminhar o convite oficial?
obrigada,
Ilva.
Adriana, se tiver um tempinho, veja o link na sequência, da entidade Sisters In Islam, da Malásia. Trata-se de uma ONG feminina islâmica, que luta pelos direitos das mulheres naquele país. Acaba de ganhar o Prêmio Casa Asa, por seu trabalho na Malásia.
http://www.sistersinislam.org.my/
A página é bem estruturada. Um artigo sobre dress code da mulher no mundo islâmico:
http://www.sistersinislam.org.my/index.php?option=com_content&task=view&id=584&Itemid=178
Sds
Ninguem aqui se esqueça que o mentor de Dilma, o Sr Lula, chamou Ahmadnejad de amigo de quem tem um carinho todo especial. E ainda tirou fotos com o sujeito ambos de mãos dadas.
Um escandalo sem publicidade no Brasil: O mau trato das empregadas domesticas estrangeiras (da Indonesia e Sri Lanka) na Arabia Saudita. Com brutalidade criminal e escravidadas.
Sem publicidade ainda no Brasil: As empregadas domesticas da Indonesia e Sri Lanka escravicadas na Arabia Saudita, e o tratamento brutal e criminal das families Sauditas contra esas mulheres indefesas!
Adriana, escreva mais. Faz mto tempo que nao conta nada! Gosto de ler vc.
Perder um ente querido é sempre doloroso ; mas sabemos que esta é a Palavra de Deus para com Suas criaturas…”certamente morrerás” (Gênesis 2) . A Palavra de nosso Criador é inexorável ao longo do tempo ; e ela será sempre verdadeira para o nosso bem … Acessem o blog : misericordiadosenhor.blogspot.com , e saibam como fazer a vontade do Senhor aquí na terra como no Céu…
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