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Adriana Carranca

20.outubro.2010 06:03:15

Ashraf Haidari: “Brasil tem a chave para estabilizar o Afeganistão”

Leia a íntegra da entrevista com Ashraf Haidari, encarregado de negócios para o Brasil e consultor político da Embaixada do Afeganistão em Washington.


Foto: Ashraf Haidari/ Embaixada do Afeganistão em Washington

Adriana Carranca*
Na quinta-feira, a Otan e os Estados Unidos admitiram, pela primeira vez, terem iniciado conversas de paz com o Taleban. O anúnicio foi feito após o comando do grupo radical islâmico clamar publicamente o controle de 75% do território afegão e de todas estradas do país. Para o encarregado de negócios da Embaixada do Afeganistão em Washington, Ashraf Haidari, nem um lado nem o outro da guerra, mas “o Brasil tem a chave para estabilizar o Afeganistão”. E ela está na agricultura e na mineração.

A pedido do governo afegão, o Brasil entrará no mercado trilionário de exploração das reservas minerais, ainda intocadas, descobertas no país em junho. A reserva de lítio, metal usado em bateriais, laptops e celular, podem chegar a U$ 3 trilhões, a maior do mundo. O Afeganistão também quer a presença do Brasil no agronegócio.

Quase 80% da população afegã vive em áreas rurais. E é nesses vilarejos que o Taleban recruta seus soldados. “Se não garantirmos aos camponeses um ganho de vida legítimo, a desilusão e o descrédito no governo ganharão mais peso e, por falta de opção, também o suporte deles ao Taleban”, diz Haidari.
A seguir, trechos da entrevista, por telefone:

Por que o Brasil?
O Brasil está numa posição única para ajudar o Afeganistão. Ao contrário de outras nações em território afegão, é também um país em desenvolvimento, tem impressionado a comunidade internacional com um explosivo crescimento e é hoje uma nação reconhecida por sua liderança global.

O acordo bilateral inclui o comércio entre os países?
Essa é a proposta! Não queremos apenas que o Brasil ajude o Afeganistão. Buscamos também investimentos do setor privado, ou parcerias público-privadas com o governo afegão e com o empresariado. Muitos empresários afegãos importam produtos brasileiros através dos países do Golfo e nós esperamos que eles possam expandir os negócios. Recebemos a delegação brasileira (coordenada pelo diretor da Agência Brasileira de Cooperação, do Itamaraty, ministro Marco Farani) em Cabul para mostrar ao Brasil as oportunidades existentes no Afeganistão.

Em que áreas o sr. enxerga oportunidades?
O Brasil não apenas tem experiência, mas expertise, em agronegócios e mineração. Do lado afegão, nós queremos parcerias com o Brasil para acessar a nossa riqueza natural, então há oportunidades na extração e exportação das reservas minerais. Na agricultura, a chave está na qualidade da pesquisa do Brasil. Inovações da Embrapa tornaram cultiváveis terras secas, antes improdutivas, com sementes melhoradas, métodos de irrigação, auxílio financeiro e técnico aos camponeses. Avanços permitiram reduzir custos, aumentar a produção por hectare, proteger recursos naturais e, com isso, melhorar a auto-suficiência do Brasil. O Cerrado brasileiro se tornou tão produtivo quanto o meio oeste americano. Nós temos problemas similares, com chuvas imprevisíveis (o Afeganistão vive a maior seca dos últimos 30 anos), e apenas 15% do solo arável.

O sr. falou em agronegócios…
No Afeganistão, 50% do PIB e 80% das exportações vinham da agricultura, mas desde 1978 (quando se deu a invasão soviética), a produção caiu, em média, 3,5% ao ano. Com a saída do Taleban, em 2001, algum progresso foi conquistado. Mas nós hoje produzimos apenas a metade, por acre, do que países vizinhos. Falta infraestrutura, os 24 centros de pesquisa do Ministério da Agricultura permanecem fechados e 40% do sistema de irrigação está fora de operação. É difícil para os agricultores afegãos ter acesso a crédito e ao mercado. Por isso, não temos agronegócios. O Brasil, ao contrário disso, desenvolveu um impressionante setor de agronegócios e é um dos maiores produtores do mundo hoje.

Seria suficiente para substituir o cultivo de papoula?
A maioria cultiva o necessário para sobreviver. E aqueles que conseguiram chegar ao mercado externo foi através da papoula, matéria-prima para ópio e heroína. Precisamos mudar essa lógica. E a maneira de conseguir isso é com a ajuda da tecnologia que o Brasil detém para aumentar as terras produtivas, a capacidade de cultivo por acre e a qualidade dos produtos afegãos – romã, maçã, uva e amêndoa. Esses itens já começam a encontrar espaço para exportação nos estados do Golfo, na Índia e até Europa, mas precisamos aumentar drasticamente a produção. E adicionar valor aos produtos agrícolas afegãos. O Brasil pode ajudar nisso, já que é o 5º maior produtor de alimentos processados do mundo. A Embrapa também tem experiência no trabalho coordenado com o Departamento de Agricultura dos EUA e organizações como a FAO na África, e essas mesmas agências estão no Afeganistão.

Como começaram as conversas entre Brasil e Afeganistão?
Muitos não sabem disso, mas durante o reinado de Mohammad Nader Shah, do Afeganistão, quando o Brasil tinha Getúlio Vargas como presidente, representantes de ambos países assinaram um tratado de amizade, em 1933, na Turquia. Após o colapso do regime soviético não tivemos relações até 2006. Foi quando o Brasil participou, pela primeira vez, da Conferência Internacional sobre Afeganistão, em Londres, e o chanceler Celso Amorim mostrou interesse em cooperar com a comunidade internacional no Afeganistão. Isso levou ao acordo de cooperação técnica (em vigor a partir de 2009) entre os dois países. A primeira delegação brasileira acaba de voltar de Cabul e os ministros afegãos de Minas e da Agricultura programam visita oficial ao Brasil em 2011.

O Brasil pode ajudar no processo de paz?
Nossa relação com o Brasil não será à custa da relação com a Otan. Mas o Brasil pode ter a chave para estabilizar o Afeganistão, por sua posição no cenário mundial, por sua experiência no desenvolvimento e na redução da pobreza, por sua política externa e o papel na ajuda a outros países sub-desenvolvidos, especialmente na África. O Brasil não é somente um líder regional, mas global. E nós apoiamos que o país ocupe uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.

A aproximação do Brasil com países islâmicos, como o Irã, tem alguma influência?
De forma alguma. Nossa opção pelo Brasil é totalmente independente. Mas acreditamos que o Brasil tem um esforço positivo e construtivo nas relações internacionais, por seu comprometimento na cooperação Sul-Sul e com os países menos desenvolvidos. O presidente Hamid Karzai, em um de seus discursos, certa vez mencionou inspirar-se no exemplo do presidente Lula e em como um homem que veio da pobreza se tornou uma personalidade reconhecida mundialmente.

* Entrevista publicada, em parte, na edição impressa do Estado em 20/10/2010

Comentários (41)| Comente!

41 Comentários Comente também
  • 20/10/2010 - 06:42
    Enviado por: Tweets that mention Ashraf Haidari: “Brasil tem a chave para estabilizar o Afeganistão” « Adriana Carranca -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Lwwkas and Adriana Carranca, Adriana Carranca. Adriana Carranca said: Ashraf Haidari: "Brasil tem a chave para estabilizar o Afeganistão" http://goo.gl/9Bgu [...]

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  • 20/10/2010 - 08:40
    Enviado por: Sidnei Cunico

    Muito interessante. O Brasil tem oportunidades que estão se abrindo por tentar executar uma política Sul-Sul, como disse o proprio entrevistado. Creio que devemos tentar avancar neste projeto.

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    • 20/10/2010 - 14:39
      Enviado por: Adriana Carranca

      Eu concordo, Sidnei! É muito importante para o Brasil fortalecer cada vez mais a sua presença no cenário internacional, por meio do diálogo, da cooperação e de relações comerciais. Um País do tamanho do Brasil tem de assumir essa responsabilidade e, ao mesmo tempo, isso nos coloca em outro patamar aos olhos de investidores e ajuda a consolidar a nossa imagem e credibilidade como nação. Obrigada por participar do blog! Abraços, Adriana

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  • 20/10/2010 - 19:16
    Enviado por: Alessandro

    Acho bem interessante o que li, principalmente como pode no AFEGANISTÃO se descobrir reservas minerais com tamanho valor ??? Acho que o Brasil pode sim tornar-se um país que venha a ajudar e crescer junto com os afegãos, mas muito cuidado terá que se ter, pois tem que se ter um política com um olhar ao povo afegão e benefícios de melhorias de vida a eles que vem sofrendo tem mais de 30 anos. Fora toda questão religiosa que é conflituosa demais ( o Islã nao tende a se misturar com outras religiões ).

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    • 27/10/2010 - 10:41
      Enviado por: roberto

      Alô amigos
      As reservas foram “descobertas”graças aos trabalhos de auxílio do govêrno americano e através de seu bureau de Recursos Minerais.
      Faz parte do trabalho de recuperação do país implementado pelos americanos tentando retirá-lo da dependência do cultivo de drogas ilícitas e de produção agrícola defasada tecnologicamente.
      abraços

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    • 27/10/2010 - 13:44
      Enviado por: roberto

      Alô Alessandro.
      Não seja tão modesto.
      O Islã não pratica EM NADA A MULTICULTURALIDADE.
      São predadores por essência e natureza e não existe UM EXEMPLO sequer de local ou nação onde estão ao lado de outras religiões ou povos em que NÃO HAJA CONFLITOS DE VIDA/MORTE.
      abraços

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  • 20/10/2010 - 19:20
    Enviado por: Alessandro

    Deixa eu concluir para não ficar vago demais, o cuidado seria de não tornar o Brasil alvo do olhar radical muçulmano caso quem apareça por lá tenha uma visão apenas FINANCEIRA, mas torço muito para que o povo de lá tenha dias muito melhores.

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  • 21/10/2010 - 05:47
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    Adriana, bom dia. Uma das vantagens de uma parceria comercial e tecnológica com o Brasil é sermos um país contra o qual praticamente não existe ranço (excetuando o Paraguai), o que permitiria uma presença pelo menos neutra em terras afegãs. Contudo, mesmo assim, uma parceria de sucesso só terá chance de êxito se o governo afegão garantir segurança aos técnicos brasileiros, à semelhança do que ocorre hoje no Haiti, onde a Embrapa já se encontra.

    A entrevista com Ashraf Haidari é auspiciosa, e deixa claro que, em que pesem alguns pontos obscuros nas relações Brasil-Irã ou nas visitas a tiranos africanos, a politica externa brasileira adotada pelo governo Lula, de se aproximar de países pobres, em desenvolvimento e de buscar outro eixo que não EUA e Europa, é correta.

    Ainda é muito cedo para falar, mas quem sabe o Brasil não pode funcionar como fiel da balança para uma nova era afegã.

    Abraços.

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    • 21/10/2010 - 18:27
      Enviado por: Adriana Carranca

      Bom dia, Jakob, concordo. É como os afegãos enxergam essa parceria e algumas das nações envolvidas no conflito esperam que o Brasil os ajude como intermediador justamente porque não tem um passado de interferências no Afeganistão ou de conflitos. Abs. Adriana.

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  • 23/10/2010 - 10:46
    Enviado por: herculan

    TODOS OS CONSERVADORES ENTREGUISTAS DAS RIQUEZAS BRASILEIRAS AO CAPITAL ESTRANGEIRO (FHCISTAS) E SEUS APOIADORES, ESTÃO DESESPERADOS COM A VITÓRIA DA DILMA PARA PRESIDENTE DO BRASIL EM 31 DE OUTUBRO DE 2010.

    TODOS OS CONSERVADORES ENTREGUISTAS DAS RIQUEZAS BRASILEIRAS AO CAPITAL ESTRANGEIRO (FHCISTAS) E SEUS APOIADORES, ESTÃO DESESPERADOS COM A VITÓRIA DA DILMA PARA PRESIDENTE DO BRASIL EM 31 DE OUTUBRO DE 2010.

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  • 23/10/2010 - 12:20
    Enviado por: Espinoza

    Sugestão de Pauta sobre como os EUA tratam os Direitos Humanos:

    http://www1.folha.uol.com.br/mundo/818898-eua-ignoraram-tortura-e-mais-de-100-mil-morreram-na-guerra-do-iraque-revelam-documentos.shtml

    22/10/2010 – 19h02
    EUA ignoraram tortura e mais de 100 mil morreram na guerra do Iraque, revelam documentos

    Cerca de 400 mil documentos confidenciais divulgados nesta sexta-feira pelo site WikiLeaks apontam que forças dos Estados Unidos e seus aliados cometeram abusos, execuções sumárias e ignoraram repetidos atos de tortura no Iraque.

    Ainda de acordo com os dados secretos, cerca 109 mil pessoas morreram no país — 66 mil delas civis. Segundo os documentos, mais de 15 mil das vítimas civis morreram em incidentes que não haviam sido previamente divulgados. Autoridades americanas e britânicas insistem que não existe um número oficial de vítimas no conflito.

    Segundo os documentos, autoridades americanas não investigaram denúncias de abusos, torturas, estupros e outros crimes que teriam sido cometidos por policiais e soldados iraquianos, e tais oficiais tiveram permissão para continuar atuando sem qualquer punição.

    David Furst/AFP

    Soldados americanos na Província de Diyala, no Iraque; documentos revelam que EUA ignoraram tortura e mais de 100 mil morreram

    O site da TV Al Jazeera relata que soldados americanos denunciaram a seus superiores as alegações de tortura em ao menos 1.300 ocasiões: “o detento estava vendado”; “apanhou nos braços e pernas com um objeto duro”; “socado no rosto e na cabeça”; “eletricidade foi usada em seus pés e genitais”; “foi sodomizado com uma garrafa d’água”.

    Um dos relatos apresentados pela Al Jazeera é de uma denúncia de que “um detento foi espancado com uma chave de fenda, golpeado com cabos e mangueiras nos braços, costas e pernas, eletrecutado e sodomizado com uma mangueira”.

    Trata-se da maior quebra de segurança desse tipo na história militar dos Estados Unidos. Em julho, o site publicou 76 mil documentos militares sobre a guerra do Afeganistão.

    Os dados revelados pelo WikiLeaks indicam ainda que houve inúmeros casos de abusos contra prisioneiros. Presos tiveram os olhos vendados e os tornolezos e pulsos amarrados, e foram agredidos com chutes, socos e choques elétricos. Ao menos seis dos relatórios vazados apontam que os presos morreram após serem submetidos aos abusos.

    ESTADOS UNIDOS

    Mais cedo nesta sexta-feira, antes da divulgação dos documentos, o Pentágono disse que não esperava grandes surpresas, mas alertou que soldados americanos e iraquianos podem ser colocados em risco pelo vazamento das informações.

    No Twitter, o WikiLeaks respondeu: “‘Nada novo para ELES obviamente”.

    Sabah Arar/AFP

    Helicópteros militares sobrevoam zona verde, em Bagdá; 109 mil morreram no conflito, entre eles 66 mil civis

    O coronel Dave Lapan disse a jornalistas que a equipe do Pentágono revisou os arquivos da Guerra do Iraque que acredita que o WikiLeaks tenha, cobrindo um período entre 2003 e 2010.

    Ele descreveu-os como arquivos amplamente “de base”, que poderiam expor nomes de indivíduos iraquianos trabalhando com os EUA e dar informações a insurgentes iraquianos sobre as operações americanas, semelhante aos arquivos da Guerra do Afeganistão.

    “Nossa preocupação é principalmente com a ameaça a indivíduos, a ameaça a nosso pessoal e nosso equipamento”, disse Lapan.

    “Mas em termos dos tipos de incidentes que estão registrados nesses arquivos, onde iraquianos inocentes foram assassinados, onde há alegações de abuso de presos, todas essas coisas foram muito bem relatadas ao longo do tempo.”

    A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, afirmou nesta sexta-feira que condena o vazamento de qualquer documento que possa vir a colocar os americanos em perigo. Ela se recusou a discutir o conteúdo do material que deve ser divulgado pelo WikiLeaks.

    “Mas tenho uma forte opinião de que devemos condenar nos termos mais claros o vazamento de qualquer informação por indivíduos ou organizações que coloquem as vidas dos americanos e de seus parceiros” em risco, afirmou à imprensa.

    PREPARAÇÃO

    Nos últimos dias, autoridades americanas e da Otan fizeram pronunciamentos públicos sobre supostos perigos que os vazamentos revelados pelo WikiLeaks podem causar às tropas internacionais estacionadas no Iraque e no Afeganistão.

    Mais cedo, o próprio secretário-geral da Otan (aliança militar ocidental), Anders Fogh Rasmussen, fez advertências. “Tais vazamentos podem ter consequências muito sérias em termos de segurança para as pessoas afetadas, podem pôr em perigo a vida de soldados e de civis”, afirmou em Berlim.

    Na segunda-feira (18), o Pentágono pediu que a imprensa não publique os documentos que vierem a ser revelados.

    “A imprensa precisa ter cuidado. Não queremos que o WikiLeaks, como organização, ganhe credibilidade se meios com credibilidade divulgarem suas informações”, disse David Lapan, porta-voz da Departamento da Defesa americano.

    As informações seriam publicadas em um momento delicado para o Iraque, onde os partidos políticos tentam formar um governo de coalizão e as forças de combate americanas completaram a retirada em agosto.

    Os EUA mantêm ainda no Iraque cerca de 50 mil soldados, que até o fim de 2011 deverão deixar o país.

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  • 25/10/2010 - 16:35
    Enviado por: Bom de Papo

    Cara adriana

    Acordos bilaterias entre nacoes acontecem o tempo inteiro, o que nao entendo e como e porque um acordo de este tipo seria ” a chave para estabilizar o Afganistao”.
    Estou tambem curioso em saber qual e a area na qual o nosso Pais tem uma lideranca Global.

    Veja as informacoes do CIMI em 2004
    Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revela que 13,921 milhões de pessoas passaram FOME no Brasil em 2004 e (FGV) -50 milhoes vivem na completa MISÉRIA ( é pior do que a FOME). 1/3 do povo brasileiro, ao contrário do que diz o governo, é constituído de rato de esgoto, reles, desprezados pelo Estado de Direito. E COMO ESTE PAÍS PODE ENTRAR NO PRIMEIRO MUNDO? QUE ALQUIMIA FARÃO?

    Por outro lado a CNBB informu em 2006 o que segue

    O Brasil produz apenas 175 milhões de toneladas de grãos por ano. Esse número é tres vezes menor do que a média da produção em países com condições climáticas e de solo iguais ou piores. Segundo o Censo Agropecuário, entre 1985 e 2006, as áreas com lavoura permanente foram reduzidas em 2 milhões de hectares, e as com lavouras temporárias em 8,3 milhões de hectares. De 1980 a 2006, a área cultivada reduziu em 2% e a população aumentou em 34%. Na década de 80, o Banco do Brasil investia em torno de 19 bilhões de dólares na agricultura. Entre 1994 e 2008, a média de financiamentos foi de 6 bilhões de reais por ano.

    Amiga, com todo o respeito e admiracao que tenho por voce. Essa entrevista realmente aconteceu?. O que eh que vamos ensinar aos Afegaos?

    Um abraco

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    • 25/10/2010 - 16:54
      Enviado por: jan z. volens

      Aqui de fora do Brasil, observo os intereses que procuram “controlar” o desenvolvimento economico e social do Brasil, e conter a “independencia” diplomatica do Brasil no mundo. Sao os ONGs financiadas dos EUA, da Bretanha, Holanda, Alemanha, e do Vaticano. Isto nao e segredo – mas publicado por figuras do Brasil – da direita e da esquerda (Lerrer-Rosenfield, Gelio Fregapani, Moniz Bandeira, Augusto Heleno, Mercio Gomes e muitos mais…) Vc. repete a “mau papo” das ONGs de “fora”…

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    • 25/10/2010 - 17:06
      Enviado por: Bom de Papo

      Caro Jans

      O que eu copiei nao vem de insituicoes Brasileiras tradicionais a Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil e o CIMI.

      Se voce acha que estreitar relacoes com ditadores , terroristas ,assassinos e repressores e uma forma de independencia diplomatica, entao esta o amigo certissimo.

      Ninguem precisa atrapalhar o Brasil, para isso esta o governo do PT.

      Alias, ao inves de malhar meu comentario, poderia mostra que estou errado?

      Obrigado

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    • 27/10/2010 - 13:48
      Enviado por: roberto

      Alô Jan
      Com relação às ONGs você está na sinuca de bico,pois acontece EXATAMENTE O contrário,com as ONGs boicotando ações de desenvolvimento dentro do Brasil sempre brandindo leis e resoluções estrangeiras(principalmente setores da ONU) querendo interferir EM NOSSAS leis.
      É a tal ação ACUSE-OS DO QUE VOCÊ É ,pregada,praticada e muito bem por socialistas e comunistas bolivarianos.
      abraços

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    • 04/01/2011 - 17:21
      Enviado por: Adriana Carranca

      Marcelo, os dados estão um tanto velhos. Com o Bosa Família, principalmente, a quantidade e brasileiros com fome foi bastante reduzida. Em 2004, data dos dados qu você apresenta, o BF estava ainda no primeiro ano. Esses 13,9 milhões, aliás, foi o número definido como meta do programa, para acabar com a fome. Hoje, o BF chega a 14 milhões de famílias ou a quase 50 milhões de brasileiros. Há inúmeras críticas contra o programa, por não tratar ainda das chamadas “portas de saída”. Mas, veja, nos EUA, quase 1/3 da população vive com alguma ajuda do governo, inclusive subsídios para alimentação. E, no entanto, os EUA são ainda uma liderança no mundo. Um país onde as pessoas passam fome não pode, de fato, ser considerado de Primeiro Mundo, mas um país que mantém programas que permitem à população não passar fome, talvez possam – é claro, se acompanhados de outros tantos fatores como economia e indústria (balança comercial, dívida externa, moeda estável etc.), educação, saúde etc. Mas vamos ao Afeganistão; é claro que dizer que o Brasil tem “a chave” para estabilizar o país é um tanto exagerada, digamos, uma “licença diplomática” do Sr. Haidari (veja, não fui eu – repórter – quem disse isso, mas o diplomata afegão). O exagero se justifica no fato de que o Afeganistão tenta atrair como aliados economias fortes que não tenham interesses políticos no país ou envolvimento nos conflitos. O Brasil é um dos poucos (EUA, Reino Unido, Russia, França, Alemanha etc. têm tropas no Afeganistão; a India duela com o Paquistão pelo controle do país; a China é um grande fornecedor de armas). Outros pontos explicam o interesse no Brasil: desenvolvimento e tecnologia agropecuária, área que é um grande desafio para o Afeganistão (pela pobreza, seca e característica do solo) e na qual o Brasil é reconhecido mundialmente e pode ajudar muito. O mesmo na mineração. Abs. Adriana

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  • 25/10/2010 - 17:04
    Enviado por: jan z. volens

    E impresionante a dinamica da diplomacia brasileiro do ministro Amorim e a politica internacional do governo de Lula: E acima de todo a uniao nacional que agora existe alem de campanha eleitoral – o Lula, o Serra, a Dilma – todos foram vitimas da ditatura e Dilma e Serra concordam com o desenvolvimento do Brasil: Dilma e Serra querem os PAC e querem o projeito Belo Monte. Ate Marina condorda indireitamente com Belo Monte, na sua “Agenda” fala dos “condicionates sociais e ambientais para o projeito Belo Monte”.

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    • 25/10/2010 - 17:18
      Enviado por: Bom de Papo

      Jans

      tem razao o amigo. O Amorim eh impressionante.

      1- Acusou a Suissa de racismo quando uma maluca Brasileira se auto mutilou e disse ter sido atacada por neonazistas.

      2- Apoiou uma tentativa de golpe de estado em Honduras e ofereceu a Embaixada para o golpista se proteger.

      3- Acusou as nacoes membros da OMC de usar taticas de propaganda nazistas.

      4-Montou a vergonhosa e fracassada mediacao entre o Iran-Turquia e as nacoes do mundo.

      5- Permitiu que o Pais tomasse um prejuizo violento na nacionalizacao de empresas Brasileiras nesse pais e nao fez absolutamente nada.

      6- Organizou projetos binacionais impossiveis com a Venezuela.

      Amigo, tem muito mais. A politica externa do Brasil eh uma vergonha para todos nos.

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  • 25/10/2010 - 21:31
    Enviado por: Espinoza Kehl

    Mais uma sugestão de pauta: o faciscmo também pode acontecer em Israel:

    25 de outubro de 2010 às 11:34
    Uri Avnery: Weimar em Jerusalém
    23/10/2010
    Uri Avnery, Gush Shalom [Bloco da Paz], Telavive
    Tradução de Caia Fittipaldi

    Em Berlim, acaba de ser inaugurada uma exposição intitulada “Hitler e os alemães”. Examinam-se os fatores pelos quais o povo alemão levou Adolf Hitler ao poder e o seguiu até o fim.

    Estou ocupado demais com os problemas da democracia israelense para viajar a Berlim. É pena, porque essa questão, precisamente, me perturba desde criança. Como pôde acontecer que uma nação civilizada, que se via como “povo de poetas e filósofos”, tenha seguido aquele homem, como as crianças de Hamelin seguiram o flautista rumo à morte[1]?

    O tema perturba-me não só como fenômeno histórico, mas porque é sinal de alerta que não se pode ignorar com vistas ao futuro. Se aconteceu aos alemães, pode acontecer a qualquer povo. Pode acontecer em Israel?

    Aos nove anos, fui testemunha ocular do colapso da democracia alemã e da ascensão dos nazistas ao poder. Tenho na memória as imagens gravadas – as campanhas eleitorais todas iguais, os uniformes cada dia mais numerosos pelas ruas, as discussões à mesa, o professor que, pela primeira vez nos saudou, na sala de aula, com “Heil Hitler”. Registrei essas lembranças em livro que escrevi (em hebraico) durante o julgamento de Eichmann, e cujo último capítulo pergunta: “Pode acontecer em Israel?” Tenho voltado àqueles dias, agora, escrevendo minhas memórias.

    Não sei se a exposição em Berlim responde essas perguntas. Talvez não. Mesmo hoje, 77 anos depois, ainda não há resposta definitiva para a pergunta “Por que a república alemã desmoronou?” Mas é questão absolutamente importante, porque, hoje, os cidadãos israelenses também se perguntam, com preocupação crescente: “A república israelense estará desmoronando, aí, ante nossos olhos?”

    PELA PRIMEIRA VEZ, é pergunta feita a sério. Ao longo dos anos, os israelenses sempre foram muito cuidadosos e sempre evitaram usar a palavra “fascismo” em discursos públicos. A palavra desperta lembranças monstruosas demais. Agora, também esse tabu já foi quebrado.

    Yitzhak Herzog, ministro do Bem-Estar Social do governo Netanyahu, do Partido Labor, neto do Grande Rabino e filho de um presidente, disse, há alguns dias, que “o fascismo já toca as margens da sociedade israelense”. Errou. O fascismo já ultrapassou as margens e já chega ao coração do governo ao qual Herzog serve, e ao Parlamento, do qual ele é membro.

    Não passa – literalmente – um dia, sem que um grupo de deputados apresente novo projeto de lei, todas racistas. O país ainda está dividido pela aprovação da “Lei da Fidelidade”, que obriga os que requeiram a cidadania israelense a jurar fidelidade a “Israel, estado judeu e democrático”. Agora, o gabinete discute se a exigência aplica-se só a não-judeus (o que soa muito mal) ou se se aplica também aos judeus – detalhe que nada altera no conteúdo racista da lei.

    Essa semana, apareceu novo projeto de lei. Se aprovada, fará com que só cidadãos israelenses possam trabalhar como guias turísticos em Jerusalém Leste. Não-cidadãos israelenses serão impedidos de trabalhar nessa função. “Não-cidadãos israelenses” significa, é claro, os árabes. É assim, porque, quando Jerusalém Leste foi ocupada e anexada, pela força, por Israel, depois da guerra de 1967, os árabes que viviam lá não receberam a cidadania israelense. Ficaram definidos como “residentes permanentes”, como se fossem recém-chegados; como se não fossem filhos de famílias que vivem há séculos em Jerusalém.

    O novo projeto de lei visa a roubar aos árabes jerusalemitas o direito de trabalhar como guias turísticos nos locais sagrados da cidade deles. Isso, sob o argumento de esse tipo de trabalho facilita desvios da linha da propaganda israelense oficial. Chocante? Inacreditável? Não aos olhos dos autores desse projeto de lei, entre os quais há membros do Partido Kadima. A proposta foi assinada também por um membro do Partido Meretz, mas a assinatura foi retirada; o deputado alegou que assinara sem entender exatamente o objetivo do projeto.

    Esse projeto de lei é mais um, depois de dúzias de projetos semelhantes, e antes que outros muitos, na mesma linha, cheguem ao Parlamento. Os deputados israelenses agitam-se como tubarões em frenesi alimentar. Competem entre eles, para ver quem aparece com projeto de lei mais racista.

    É bom negócio! Cada vez que se começa a falar de um desses projetos de lei racistas, o deputado-autor passa a ser convidado para todos os programas de entrevistas na TV, para “explicar” o projeto. Os jornais publicam fotos e manchetes. Quanto mais obscuro e desconhecido o deputado, maior a tentação de ganhar tratamento de celebridade. E a imprensa colabora.

    ESSE FENÔMENO não é restrito a Israel. Está acontecendo em toda a Europa e nos EUA. Os fascistas estão voltando a erguer a cabeça. Os portadores de ódio, que até agora haviam sido contidos, e seu veneno só alcançava as margens da sociedade e do sistema político, agora avançam e já se aproximam dos centros de decisão.

    Há demagogos em praticamente todos os países. Constroem carreira incitando os fracos e desamparados. Sempre pregam a expulsão “dos estrangeiros”, a perseguição das minorias. No passado, foi fácil não os eleger, descartá-los, como aconteceu a Hitler em começo de carreira. Hoje, é preciso vê-los como ameaça real.

    Há poucos anos, o mundo chocou-se quando o partido de Jörg Haider[2] passou a integrar a coalizão de governo na Áustria. Haider elogiava e divulgava os sucessos de Hitler. O governo israelense, furioso, retirou de Viena seu embaixador. Hoje, o novo governo alemão depende do apoio de um racista declarado. E partidos fascistas vencem eleições com largas vantagens, em vários países. O movimento “Tea Party”, que floresce nos EUA, tem traços muito claramente fascistas. Um dos candidatos nas eleições de meio de mandato nos EUA apoiados pelo movimento costuma aparecer vestido num uniforme das Waffen-SS nazistas.[3]

    Assim sendo, Israel está em boa companhia. Israel não é pior nem melhor que ninguém. Se eles podem… por que Israel não poderia?!

    MAS HÁ, SIM, uma grande diferença. Israel não vive situação semelhante à da Holanda ou da Suécia. Diferente desses países, a própria existência de Israel está hoje ameaçada pelo fascismo. O fascismo pode destruir o estado de Israel.

    No passado, há anos, eu acreditava que dois milagres haviam acontecido em Israel: o renascimento da língua hebraica e a democracia israelense.

    Em nenhum outro lugar ou momento da história aconteceu a ‘ressurreição’ de uma língua ‘morta’. Theodor Herzl, fundador do sionismo, não acreditava que fosse possível. Uma vez, perguntou, irônico: “Quem algum dia comprará passagens de trem, em hebraico?” O sonho de Herzl sempre foi que se falasse alemão em Israel. Hoje, a língua hebraica funciona muito melhor que os trens, em Israel.

    Mas a democracia israelense foi milagre ainda maior. Não foi democracia nascida do povo, como na Europa. O povo judeu jamais viveu em democracia. O judaísmo, como quase todas as religiões, é totalitário. Os imigrantes que vieram para Israel jamais haviam conhecido qualquer democracia. Vinham da Rússia czarista ou bolchevique, da Polônia autoritária de Josef Pilsudski, das tiranias no Marrocos e no Iraque. Só pequeníssima parcela deles vinham de países democráticos. E mesmo assim, desde os primeiros passos, Israel sempre foi estado democrático – com uma única restrição: a plena democracia israelense para os judeus sempre foi democracia limitada para os cidadãos árabes.

    Sempre me angustiei, porque sabia que a democracia israelense, por causa dessa restrição, sempre foi democracia pendurada num fio muito frágil; e que tudo poderia desabar a qualquer hora, a qualquer momento. Hoje, Israel enfrenta desafio sem precedentes.

    A REPÚBLICA ALEMÃ ficou conhecida como República de Weimar, nome da cidade onde se reuniu a Assembleia Constituinte e proclamou-se a Constituição alemã, depois da I Guerra Mundial. Weimar, cidade de Bach e Goethe, considerada um dos berços da cultura alemã.

    Foi constituição brilhantemente democrática. Sob suas asas, a Alemanha conheceu florescimento intelectual e artístico maior que jamais antes. Até que a república alemã desmoronou. Por que desmoronou?

    Em termos gerais, identificam-se duas causas para o colapso da democracia alemã: a humilhação e o desemprego. Ainda nos primeiros dias da República, a Alemanha teve de assinar o Tratado de Paz de Versailles, imposto a ela pelos vitoriosos da I Guerra Mundial. Nem foi “tratado”: foi humilhante ato de rendição. Quando a República de Weimar não honrou os pagamentos das pesadíssimas indenizações de guerra que lhe foram impostas, o exército francês invadiu o coração industrial da Alemanha, em 1923. Em seguida, foi a inflação galopante – trauma do qual a Alemanha ainda não se recuperou até hoje.

    Quando a economia mundial entrou em crise, em 1929, a economia alemã destroçou-se. Milhões, que já conviviam com o desemprego e o subemprego, mergulharam na miséria mais abjeta. Qualquer promessa de salvação seria recebida como verdadeira salvação. Hitler prometeu derrotar a humilhação da derrota e do desemprego e cumpriu as duas promessas: deu emprego aos desempregados, na indústria bélica e em obras públicas – sobretudo na construção de autoestradas, já planejadas para a guerra que viria em seguida.

    E há uma terceira razão para o colapso da república alemã: a crescente apatia dos democratas. O sistema político democrático passou, rapidamente, a ser visto como encenação: o povo afundava-se cada dia mais na mais terrível miséria, e os políticos lá, enrolando-se nos seus jogos de palavras. Os alemães ansiavam por um líder forte, capaz de impor a ordem. Os nazistas não derrubaram a República de Weimar. A própria República implodiu. Os nazistas só fizeram preencher o vácuo gerado pelo fracasso daquela democracia.

    EM ISRAEL não há crise econômica. Ao contrário, a economia prospera. Israel não assinou nenhum tratado humilhante, como o Tratado de Versailles. Ao contrário: Israel vence guerras. Sim. Os fascistas israelenses falam dos “criminosos de Oslo”, mais ou menos como Hitler esbravejava contra “os criminosos de novembro”. Mas os acordos de Oslo são o contrário do que foi assinado em Versailles, em novembro de 1919.

    Se é assim, de onde brota a profunda crise que aflige a sociedade israelense? O que leva milhões de cidadãos a observar, completamente apáticos, o que fazem os governantes, limitando-se a balançar a cabeça frente ao aparelho de TV? O que os leva a ignorar o que está acontecendo nos territórios ocupados, a meia hora, de carro, de onde moram? Por que tantos declaram que deixaram de assistir aos noticiários de televisão e já não leem jornais? Qual a origem da depressão, do desespero, que deixa caminho livre para o fascismo?

    O estado israelense chegou a uma encruzilhada: ou paz ou guerra eterna. Paz significa fundar o estado palestino e evacuar todas as colônias nos territórios ocupados. Mas o código genético dos sionistas parece empurrar para a anexação de toda a área histórica até o rio Jordão e – direta ou indiretamente –, para a expulsão de todos os árabes. A maioria dos israelenses foge de ter de decidir e repete que “não temos parceiros para a paz”. Israel está condenando-se à guerra eterna.

    A democracia sofre de paralisia crescente, porque os diferentes setores da sociedade vivem em mundos diferentes não comunicantes. Os israelenses seculares de um lado e, de outro, os nacionalistas-religiosos e os ortodoxos recebem educação completamente diferente. A cada dia, estreita-se o território comum. Outras divisões separam a antiga comunidade azquenase, os judeus orientais, os emigrados da ex-URSS e da Etiópia, e os cidadãos árabes, cuja exclusão aumenta dia a dia.

    Pela segunda vez em minha vida, talvez assista ao colapso de uma república. Mas não tinha de ser assim. Israel não é a Alemanha do passo-de-ganso daqueles dias. 2010 não é 1933. Ainda há tempo para que a sociedade israelense desperte e mobilize as forças democráticas que vivem nela.

    Mas, para que isso aconteça, temos de despertar do coma, entender o que está acontecendo e aonde nos levará. E protestar e lutar por todos os meios que haja (enquanto é tempo), para deter a onda fascista que ameaça afogar Israel.

    ——————————————————————————–
    NOTAS

    [1] Sobre o conto folclórico europeu, recolhido pelos irmãos Grimm, ver http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Flautista_de_Hamelin. Em português, há linda edição bilíngue da versão em versos de Robert Browning (1812-1889): O Flautista de Manto Malhado em Hamelin, 2010, São Paulo: Musa Editora, trad. Alípio Correia de Franca Neto [NT].

    [2] Do “Partido da Liberdade”, da extrema direita austríaca. Morreu em 2008, em acidente de carro. Mais, em http://en.wikipedia.org/wiki/J%C3%B6rg_Haider.

    [3] Rich Lott, candidato Republicano, em Ohio. Há matéria sobre ele em http://crooksandliars.com/karoli/ohio-tea-party-candidate-nazi-re-enactor.

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  • 27/10/2010 - 10:54
    Enviado por: roberto

    Alô Bom de Papo
    Realmente a nossa diplomacia exterior é uma beleza.
    Se formos enumerar “as vitórias” e avanços ficaríamos ruborizados.
    Não se esqueça que elaboramos muitas alianças com os ditadores e traficantes de países africanos e conseguimos vagas até para as nossas empreiteiras darem um jeito de financiar obras por lá através do BNDES.
    abraços

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  • 27/10/2010 - 16:04
    Enviado por: Bom de Papo

    Desculpa Jans

    Acho que voce deve morar num outro planeta e eu estou a fazer um contato imediato do terceiro grau.

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  • 27/10/2010 - 21:40
    Enviado por: pablo redes

    Excelente este post parabens adriana.

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  • 28/10/2010 - 11:40
    Enviado por: Anna H.

    Por enquanto o governo brasileiro guarda uma certa independência e pode se dar o luxo de ser intermediário em várias negociaçoes,no papel de bombeiro, mais tarde vamos ver como ficará.

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  • 08/11/2010 - 23:30
    Enviado por: Backmann Kehl

    Sugestão de Pauta: Limpeza Étnica prossegue em Israel

    07/11/2010 – 20h06
    Intelectuais protestam contra racismo em Israel
    da BBC Brasil
    Vários importantes intelectuais de Israel protestaram neste domingo em Tel Aviv contra manifestações crescentes de racismo que, dizem, afetam os cidadãos árabes do país.
    Os manifestantes, entre eles escritores e artistas de renome, criticaram decretos recentes de rabinos proibindo o aluguel de apartamentos a cidadãos árabes e a promulgação de leis de caráter discriminatório no Parlamento.
    O protesto ocorreu na Alameda Rotschild, no centro de Tel Aviv, em frente ao prédio onde foi realizada a histórica declaração da fundação do Estado de Israel, em 1948, conhecida como Declaração da Independência.
    De acordo com os organizadores, o local foi escolhido para marcar o que consideram a contradição entre a realidade atual no país e o conteúdo da declaração, que garantia “igualdade total de direitos políticos e sociais para todos os cidadãos, sem discriminação de religião, raça ou gênero”.
    Participantes do protesto ouvidos pela BBC Brasil mencionaram o “perigo da ascensão do fascismo em Israel”.
    O jornalista e escritor Uri Avnery, 87, que lutou na guerra de 1948 pela criação de Israel, disse à BBC Brasil que participou do protesto “porque quando eu tinha nove anos vi a ascensão do fascismo na Alemanha e não quero vê-la, pela segunda vez, no Estado que ajudei a construir”.
    De acordo com o escritor Sefi Rachlevsky, “a Declaração da Independência está sendo pisada pelos atos e as leis que vemos hoje”.
    “Em um país em que tantos cidadãos já sofreram perseguições e racismo, não podemos permitir que coisas como essas aconteçam.”
    ALUGUÉIS VETADOS
    No dia 25 de outubro, o rabino-chefe da cidade de Tzfat (norte de Israel), Shlomo Eliahu, e mais 17 rabinos publicaram um decreto proibindo os habitantes da cidade de alugarem apartamentos para cidadãos árabes.
    O decreto atinge centenas de estudantes árabes que cursam a Faculdade de Tzfat.
    Segundo o decreto, os habitantes da cidade devem boicotar aqueles que alugarem propriedades a “não judeus”.
    O presidente da união dos estudantes árabes da Faculdade, Mahmoud Abu Salah, disse que a maioria dos proprietários de imóveis está obedecendo ao decreto dos rabinos.
    Abu Salah também afirmou que esta é a primeira vez em que os estudantes árabes se deparam com tal rejeição por parte de proprietários de apartamentos em Tzfat.
    O decreto foi endossada pelo rabino Ovadia Yossef, líder espiritual do partido Shas, que faz parte da coalizão governamental.
    Para o escritor Yoram Kaniuk, “não é possível parar o fascismo com palavras, são necessários atos significativos”.
    Durante a manifestação deste domingo, o escritor anunciou que pretende exigir que o Ministério do Interior apague seu registro como judeu da carteira de identidade e o defina como “sem religião”.
    ‘NÃO QUERO SER JUDEU’
    “Se isso é judaísmo então não quero ser judeu”, declarou Kaniuk.
    O jurista Mordechai Kremnitzer mencionou projetos de lei em tramitação no Parlamento que podem atingir diretamente a população árabe de Israel. É o caso de uma lei que, se aprovada, permitirá que comissões de admissão em povoados pequenos vetem a entrada de novos membros “que possam afetar o caráter da comunidade”.
    Para a professora de História da Arte Gila Balas, existem hoje em Israel “todos os sintomas que havia na Europa no começo do fascismo”.
    “Não podemos ficar quietos, temos que fazer algo para impedir que esse processo continue”, disse Balas à BBC Brasil. “Estão utilizando caminhos supostamente legais para promulgar leis antidemocráticas, justamente como aconteceu na Europa.”

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  • 09/11/2010 - 08:40
    Enviado por: Backmann Kehl

    Sugestão de Pauta: Campanha de demonização do Irã e a mídia de extrema-direita

    Eu vi o Mundo
    7 de novembro de 2010 às 19:18
    Robert Fisk: Querem nos vender outra vez a ponte do Brooklyn!
    por Robert Fisk, no britânico Independent

    Tradução de Caia Fittipaldi
    Embora sempre me recuse a pagar para ler o Wall Street Journal, vez ou outra dou uma espiada, se encontro um jornal esquecido por aí.
    Aconteceu mês passado, quando um casal deixou o jornal no banco do trem à minha frente. E bingo! Jornalismo ruim, como sempre. “Funcionários da Defesa preveem longo progresso no Afeganistão”. Fontes, para essa manchete absolutamente previsível, sem novidade? “Militares norte-americanos de alto escalão”, “funcionários do Pentágono”, “veterano militar de alta patente”, “assessores militares do governo Obama”, “funcionários da Defesa”, “os militares”, “inúmeros militares”, “militares norte-americanos de alta patente” (outra vez), “militares” (outra vez), “funcionários do Pentágono” (outra vez) e “militares” (de novo).
    Por que, diabos, escrevem esse monte de esterco? Meu velho camarada Alexander Cockburn chama esse jornalismo de “vender a Ponte do Brooklyn” e diz que Michael Gordon, principal correspondente militar do New York Times, sempre compra (a ponte). É verdade.
    Em 2002, Mike batia o tambor incansável: repetia e repetia que canos de alumínio, no Iraque, seriam provas de que Saddam tinha “programa nuclear”. Depois, em 2007, “militares norte-americanos” – claro! – disseram a Mike que o Irã estaria abastecendo guerrilheiros iraquianos com “explosivos em dispositivos de penetração (uns tais penetrators)” a serem usados contra soldados dos EUA no Iraque. Mike não se incomodou com o fato de que a maioria dos guerrilheiros que atacam soldados dos EUA são sunitas. Oh Yes! Os iranianos também abasteciam seus aliados do Hizbollah no Líbano, com armas a serem usadas contra Israel. Bom, pelo menos o Hizbollah, partido xiita, está bem armado pelo Irã. Mas será preciso esperar a próxima guerra do Líbano, para saber se os tais misteriosos “penetradores” penetrarão mesmo.
    O verdadeiro problema, é claro, é que não fazem outra coisa além de nos vender a Ponte do Brooklyn, outra vez, outra vez. Aqui, um caso claro: “O Irã é o centro do terrorismo, do fundamentalismo e da subversão e, na minha opinião, é mais perigoso que o nazismo, porque Hitler não tinha bomba atômica, e os iranianos estão aperfeiçoando uma opção nuclear.” Essa predição não saiu da boca de Benjamin Netanyahu mas – e, graças a Deus, Roger Cohen detectou esse especial caso de vendedor querendo nos vender a Ponte do Brooklyn – pelo então primeiro ministro Shimon Peres, hoje presidente de Israel, em 1996. E quatro anos antes, o mesmo Peres previra que o Irã teria uma bomba atômica em 1999.
    Em outras palavras, o Irã – se a previsão alucinada de Peres se confirmou – já tem bomba atômica há 11 anos. Em 2007, “militares norte-americanos” disseram que em seis anos o Irã já teria a bomba atômica. E, ano passado, Israel disse que demorará menos de dois anos. Não podemos esquecer: será em 2013. Ou 2011. Ou 1999, e pouco me importa.
    O mesmo Peres jurou que o Hizbollah comprara mísseis Scud da Síria – provavelmente adaptados para disparar os tais penetrators de Mike do New York Times – para penetrar em Israel. Acho, isso sim, que o Hizbollah tem armas muito mais sofisticadas que aqueles velhos, antiquados foguetes russos que Saddam usou contra Israel na Guerra do Golfo de 1991. O Hizbollah já brinca com aviões-robôs não tripulados e até despachou um desses, em voo experimental, que sobrevoou Israel – e voltou, são e salvo, para o Líbano. Isso, sim. Mas… Scuds lata velha?!
    Claro, claro, esse caso pegou fogo. Os EUA meteram-se na conversa, com ameaças veladas à Síria, apesar de não haver nem um fio de prova de que algum Scud lata velha entrara no Líbano. Mas venderam, outra vez, a Ponte do Brooklyn. Agora, essa semana, foi a vez de Netanyahu. “O problema da segurança”, disse ele, “não está só nos novos (palavras dele!) foguetes que entrarão (estou citando!) na área e ameaçarão centros urbanos. Não sei se estão informados, mas hoje já mal conseguimos sobrevoar áreas próximas de Gaza, porque eles mantêm ali equipamentos antiaéreos.” Calma. Só falta, então, o Hamás ser tão ineficiente e corrupto, a ponto de já ter encontrado meio para trazer “equipamentos antiaéreos” do Egito, pelos túneis. Ou quem sabe, já têm lá os lança-mísseis portáteis que se provaram tão militarmente inúteis quando os palestinos tentaram usá-los contra Beirute em 1982.
    Não faz diferença. Já venderam e já compramos, outra vez, a Ponte do Brooklyn. A Associated Press escreveu, da sucursal em Jerusalém, que o ‘pronunciamento’ de Netanyahu teria sido “desenvolvimento com potencial para virar o jogo, que informa sobre o risco real de a força aérea israelense já estar incapacitada de atacar o grupo militante islâmico”. Muito engraçado.
    Fosse assim, por que o Hamás não usou essas armas-maravilha em janeiro do ano passado, quando Israel destruiu o que ainda havia, em pé, na Gaza ocupada? Ou por que os israelenses não encontraram as tais armas-maravilha quando ocuparam Gaza? Oh! Ia esquecendo! Por que Israel ainda não localizou, sequer, seu soldado capturado, Gilad Shalit (que o Hamás capturou há mais de quatro anos!), quando Israel tentou entrar em Gaza, abrindo caminho a ferro e fogo?
    Claro que não são só norte-americanos e israelenses empenhados em nos vender a Ponte do Brooklyn. Quando o ridículo presidente do Irã, em visita ao sul do Líbano, semana passada, informou aos israelenses que Israel “já era” – há 33 anos, Yasser Arafat costumava vender essa mesma ponte, praticamente no mesmo lugar em que se viu Ahmadinejad, semana passada, no sul do Líbano –, jornais de todo o mundo repercutiram a ‘nova’ ameaça contra Israel, como se Ahmadinejad tivesse trazido, na bagagem, na visita ao Líbano, uma de suas afamadas bombas atômicas.
    Imediatamente, BINGO!, Israel decretou que o Líbano seria “um novo centro do terror regional”. Imediatamente, a ‘notícia’ correu o mundo!
    Vivo há 34 anos no Líbano, e já ouvi exatamente a mesma frase, vinda de Israel, em 1978, 1981, 1982, 1993, 1996 e 2006. Vai-se ver, os perigosos libaneses não fazem outra coisa na vida além de reconstruir novos centros de terror regional, cada vez que uma extraordinariamente bem-sucedida força de elite do exército de Israel ataca e devasta território libanês.
    Novas promoções à vista, para nos vender a Ponte do Brooklyn? Claro que sim! Afinal, faz pouco tempo que aquele grande, emérito vendedor de pontes, Daniel Pipes, aconselhou o governo dos EUA, pelo Jerusalem Post, em manchete: “Única salvação para o governo Obama: bombardear o Irã”. Pode-se supor que, dado o crescimento da oposição interna no Irã, logo se lerá também por lá: “Única salvação para o governo Ahmadinejad: bombardear Israel”. Sempre haverá jornalistas otários que compram ponte.

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  • 17/11/2010 - 22:24
    Enviado por: sergio cerqueira lima

    eu acho que a aproximação do Brasil , pode sim ter uma excelente influência sobre a mentalidade desse povo, é o primeiro passo para integração deles com o novo mundo , que é a américa pra eles

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  • 26/11/2010 - 23:46
    Enviado por: Lorenzo

    Adriana,
    eu sou seu fã por vários motivos…mas publicar que o Brasil é a chave..ah!!! não não não

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  • 07/12/2010 - 13:30
    Enviado por: Marlon Ricardo Silva e Fernandes

    Prezada senhora Carranca,

    O Brasil, como uma grande nação que visa a destacar-se cada ano mais no cenário mundial, faz bem em oferecer a mão à cooperação com outros países. É bom quando essas nações não são ditaduras ou teocracias; quando são, aí já são outros quinhentos.

    No caso específico de Afeganistão, temos algumas características em comum: uma história conturbada, diversidade étnica, problemas sócio-econômicos comuns etc. Em outros pontos, nos distanciamos: religião (bem como o modo como encaramos a religião), política, clima… enfim, há que se saber aproximar-se, não se trata apenas de estreitar relações de qualquer jeito, apenas para chamar a atenção do resto do mundo. Espero que os afegãos, com ou sem interferência estrangeira, consiga tornar-se livre das ameaças à democracia, ou ao menos que não regrida tanto, como ocorreu no passado recente.

    Se o Brasil tiver algo a acrescentar nesse sentido, seria fabuloso. E apostar na educação é a ação mais acertada, em minha opinião. Ainda que a ideia de promover uma educação de qualidade possa parecer clichê, Até o Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, declara: “Deus não traz mudanças na vida das pessoas se elas próprias não mudarem a si mesmas.” Para uma sociedade se desenvolver, não basta haver desenvolvimento técnico, investimentos em infra-estrutura, agropecuária, tecnologia e áreas semelhantes. Primeiro, deve-se promover o desenvolvimento das escolas e universidades, construí-las, expandí-las, cuidar para que toda a população tenha acesso a elas e que a instrução que recebam não seja uma instrução que deixe a desejar. Países como a Coréia do Sul, Taiwan, Israel e outros, que no começo do século passado eram subdesenvolvidos, hoje estão entre os que costumamos chamar de Primeiro Mundo. Aqui na América Latina, Chile e Costa Rica parecem seguir a mesma trilha. Como isso se deu? Uma única palavra: educação.
    ____________________________

    PS.: Sei que tenho poucas chances de conseguir ser ouvido, porém algo me diz que talvez eu possa ter alguma esperança. Então, tentarei.

    Adriana, eu já leio o teu blogue a vários meses, nunca comentei por vergonha, acho que as minhas palavras não chegam nem aos pés daquilo que leio aqui. Não posso ler sempre o jornal pela Internet, e moro longe de São Paulo, também não há livrarias em minha cidade. As minhas leituras não são fáceis, mas procuro sempre ler, porque isso é bom para o meu crescimento como cidadão. Eu considero nota 10 a maneira como tu expões teus pensamentos no blogue. Meus parabéns!

    Fiquei a saber do livro que acabas de lançar sobre o Irã, e venho dizer-te que o assunto me interessa e muito. A senhora esteve lá, e todos elogiam muito o livro. Como eu estou desempregado, fica difícil para mim, no momento, poder comprar livros. Será que tu poderias me doar um exemplar? Eu te enviarei o meu endereço de correspondência, caso concordes em me oferecer um. A verdade é que a questão financeira é crucial para todos nós, tanto leitores como escritores; é importante o indivíduo receber por aquilo que ele produz, e fico constrangido de estar a pedir por algo que eu deveria pagar. Se a resposta for não, compreenderei perfeitamente.

    Desde já, muitíssimo obrigado pela atenção. Boa semana para a senhora.

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  • 07/12/2010 - 13:35
    Enviado por: Marlon Ricardo Silva e Fernandes

    Ah, desculpe pelos erros de ortografia e de concordância. Não foram intencionais…

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  • 14/12/2010 - 13:11
    Enviado por: tiopi

    Drica, bom post.
    Nós passamos o tempo todo falando só dos problemas do Brasil, mas não é isso que os outros paises procuram aqui, temos muitas virtudes e muitas coisa para compartilhar; não apoiamos diversas políticas americanas no mundo como a invasão do Iraque, não estamos nem ao lado dos EUA nem da Rússia.

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  • 26/12/2010 - 08:15
    Enviado por: Maria de Fatima Machado

    Perguntar, ofende?

    “Da abóbora faz melão, e do melão faz melancia?”

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  • 27/12/2010 - 10:25
    Enviado por: Maria de Fatima Machado

    O meu intuito é preservar liberdade de jornalismo, fundamento e alicerce da liberdade de imprensa regida pelo império dos Direitos Humanos e das Leis democráticas do Estado de Direito: existe intolerancia religiosa contra Dalai Lama, no Brasil:

    “.. Deve haver pessoas que se sentem absolutamente confortáveis em seus próprios corpos, todo o tempo, e são capazes de falar sobre zebus e se despir diante de desconhecidas sem nenhuma ajuda do etanol. Dalai Lama talvez consiga.”

    Antonio Prata, em 17 de dezembro de 2010 – 04:21:39, ‘O Estado de Sao Paulo’.

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    • 04/01/2011 - 16:28
      Enviado por: Adriana Carranca

      Maria de Fatima, o Antonio Prata é um dos melhores cronistas brasileiros. Tenho certeza de que não se trata de preconceito, mas de liberdade intelectual – que, tenho certeza, você também defende! Namastê! Adriana

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  • 07/01/2011 - 22:58
    Enviado por: Marlon Ricardo Silva e Fernandes

    Muito obrigado pela resposta! Eu já estava a ficar com medo do comentário não ter ter sido enviado. Irei agora mesmo ao meu e-mail enviar-te o meu endereço. Grato pela atenção. Feliz 2011 e muito sucesso!

    Voltarei mais vezes, se Deus quiser.
    Até breve.

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  • 08/01/2011 - 00:12
    Enviado por: Marlon Ricardo Silva e Fernandes

    PS.: Acabei de escrever-te um e-mail (para: adriana.carranca@grupoestado.com.br), porém recebi uma réplica instantânea em formato de “failure notice”. Por conta disso, posto aqui a minha mensagem. Desculpe o transtorno.
    ____________________________

    MEU ENDEREÇO

    Dona Adriana Carranca, eu nem tenho palavras para expressar a minha gratidão. Aqui em casa todo mundo ficou contente com a tua resposta lá no blogue, e estamos ansiosos para ler o livro O Irã sob o Chador. A família não é pequena, e temos apenas um computador para ser dividido entre várias pessoas, mas o assunto nos interessa a todos, já faz bastante tempo. Eu e o meu irmão mais novo estamos loucos para poder ler teu livro.

    Meu aniversário foi ontem, cinco de janeiro, então considerarei como um presente de tua parte, e acho que será o melhor que já ganhei em muitos anos. Agradeço-te do fundo do meu coração e peço que me avises se quiseres ele de volta depois que eu leia; caso seja assim, devolverei com certeza. A minha mãe que me sugeriu dizer isso, porque ela acha que eu fui muito atrevido em pedir para a senhora o livro assim de graça. Se eu pudesse, pagaria por ele com todo o prazer.

    A verdade é que eu gostaria muito de conhecer o Irã, pois sou fã de um poeta iraniano chamado Saadi, cuja tumba está na cidade iraniana de Shiraz. Eu fiz um curso de inglês, que infelizmente não pude concluir. Porém, já estou a traduzir dois livros de Saadi, que estão disponíveis na Internet. Não sei quando será possível terminar, já que tenho esse problema com a Internet, e não faço a mínima ideia se um dia conseguirei publicar publicar o documento.

    De qualquer forma, o meu muito obrigado, mais uma vez. Que Deus retribua em dobro a tua generosidade e cortesia. Abaixo, o meu endereço completo:

    Rua Fernando Bustamant, nº 116
    Centro – Assu/RN
    CEP: 59650-000

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    • 08/01/2011 - 23:20
      Enviado por: Adriana Carranca

      Marlon, a minha caixa postal deve estar lotada, pois eu estava de férias. Por isso, o seu email voltou. Obrigada mais uma vez pela mensagem e o email. Gosto muito do Saadi. Mas te responderei com mais calma na segunda-feira. Abs. Adriana

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