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Quando decidi fazer o MBA, optei por fazê-lo na versão full-time e em inglês, creio que será mais proveitoso e, além disso, o perfil dos alunos é mais parecido com o meu. Minha mulher, por outro lado, optou por fazer o LLM na versão part-time em espanhol.

Trocando experiências destas diferentes versões concluímos que, naturalmente, o meu curso tem uma multi-nacionalidade muito maior – a turma da Mariana é composta por espanhóis, um venezuelano e ela – e um envolvimento diferenciado. Além destas diferenças meio óbvias, existe uma diferença na maturidade da turma. O perfil dos alunos do curso full-time é mais jovem, mais pretensioso, mais sedento em aprender, discutir, empreender e etc.

O curso part-time é mais maduro, são pessoas que trabalham e fazem o curso em busca de ampliar o conhecimento já adquirido. A turma é mais velha, mais estável, mais tranqüila, menos dinâmica. Isso, sob o ponto de vista comportamental dos alunos, pois com relação aos professores, as aulas são muito dinâmicas, muito aceleradas, afinal, são poucas sessões para muita matéria!

Por fim, nós dois estamos muito satisfeitos com as nossas escolhas, o importante na hora de optar por uma modalidade de mestrado é encaixar o perfil do curso com os seus interesses.

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Muita gente perguntou sobre como anda a vida familiar de um casal que tem duas crianças pequenas e resolve fazer ao mesmo tempo um MBA e um LLM (também no IE)  em um outro país. A minha esposa também está na aventura de completar um Master, no caso dela em direito.

Optamos por deixar as meninas, uma de 3 e outra de 1 ano, na escola de 9:00h ás 16:30h. Para muitos brasileiros parece muito. É bem verdade que no Brasil não estamos acostumados a deixar os filhos na escola por tanto tempo, mas as realidades de vivência em cada país são diferentes. Na Espanha não existe o luxo de ter uma emprega ou babá para cobrir os horários de ausência dos pais (existe, mas ao preço de 10 Euros/hora). Portanto, faz parte da rotina familiar daqui ter os filhos em longas jornadas escolares.

Quanto ao resto, lavar, passar, cozinhar, limpar a casa, fazer compras, colocar o lixo para fora e os demais afazeres domésticos fica tudo por conta dos próprios pais, mesmo em famílias mais “endinheiradas”, é um estilo de vida. Estamos nos saindo muito bem por enquanto! No final, temos mais tempo com as meninas aqui do que tínhamos no Brasil.

Não posso deixar de comentar que tudo é um pouco mais fácil do que no Brasil. As distâncias são menores, as comidas mais fáceis de preparar,  os tempos de espera reduzidos, os inícios e términos de aulas são pontuais, o tempo gasto em solução de pequenos problemas como emitir um documento ou abrir uma conta no banco são muito menores. De uma forma geral cada um é mais produtivo, não tanto quanto os alemães, mas isso já é uma outra conversa!

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