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Acompanhei uma discussão sobre a imagem que o Brasil tem fora do país que foi iniciada dentro do Clube de Negócios Brasil Europa (Grupo do Linkedin). Neste post, resumi as diversas opiniões e adicionei minha visão após 12 meses fora do Brasil, estudando com as mais diversas nacionalidades de mais de 50 países.

O Brazil, vou escrever com “z” para enfatizar, é visto como a “bola da vez” em termos econômicos, turísticos e culturais. Uma grande parte da minha turma de mestrado, que representa de forma balanceada a todos os continentes, tem interesse direto em passar pelo Brazil por razões profissionais ou turísticas nos próximos 2 anos. Eles acreditam plenamente na capacidade do Brazil recepcionar de forma correta à copa do mundo e aos jogos olímpicos. Os que conhecem profundamente os problemas socias do país acreditam que os jogos serão  uma oportunidade única para erradicar a miséria, pobreza, violência e o gap educacional.

As principais preocupações externas sobre o nosso país são a violência e a corrupção. Todos são conscientes da violência (embora não entendam a escala) e da corrupção. Porém, acreditam que isto não é um impeditivo para o crescimento econômico.

Já     o    que     o   “brasileiro”    é      perante aos estrangeiros foi muito bem definido  por um comentário de Nikiforos, um dos membros do Clube de Negócios Brasil Europa, ele diz “Na MÉDIA (o brasileiro é), bagunceiro, malandro, atrasado, sensual, intrujão, invasor de espaço pessoal etc”. Precisamos lembrar que este perfil, desde meu ponto de vista, nos garante muito mais portas abertas do que fechadas e portanto não acho que nos cause qualquer problema na construção da  nossa imagem externa.

O que, sim, deve ser nosso foco de trabalho, como brasileiros, é solucionar o que sem sombra de dúvida são as maiores mazelas brasileiras, o gap educacional, a farta violência e a infinita corrupção. Infelizmente nenhum presidenciável fala sobre o terceiro ponto!

O Brasil e o Brazil com estes três grandes problemas solucionados sem dúvida se tornaria mais um tigre asiático, que no nosso caso, depois de tanto carnaval, seria um pavão latino-americano.

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Fui de férias para o Brasil e visitei São Paulo e Rio de Janeiro, fiquei surpreso com o esgotamento de capacidade da Dutra, das marginais Tietê e Pinheiros, de Alphaville, dos aeroportos, assim como dos hotéis no Rio de Janeiro, tudo ao mesmo tempo! A pressão por preço também é assustadora! Praticamente tudo no Brasil (nestas capitais pelo menos) está mais caro e pior servido do que aqui na Espanha.
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Não é à toa que tenho visto muitas boas oportunidades de trabalho no setor em território Brasileiro. Muitos fundos de investimento começam a se formar com grande foco em infra-estrutura. Porém, ainda falta a visão de aplicação logística para o setor.
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O mercado Brasileiro de Logística precisa superar o atual esgotamento da capacidade instalada de uma forma madura e planejada. A mão invisível de Adam Smith neste caso não poderá fazer muito e nem mesmo tão rápido quanto o Brasil precisa. Neste setor as privatizações são menos “privatizadas” do que o nome pressupõe e novos investimentos causarão maior instabilidade no sistema. Não adianta pensar em construir “mais e mais” antes de ajustar as mazelas das atuais malhas rodoviárias, ferroviárias, hidroviárias e aéreas.
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Os investimentos com bons retornos para a iniciativa privada serão os que tiverem capacidade de gerar a otimização necessária para o setor, tanto em infra-estrutura quanto em logística e não os investimentos em concreto que têm longo tempo de retorno.
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Fiquei com a impressão de um mercado muito aquecido no Brasil mas ao mesmo tempo com barreiras grandes para desenvolver todas as necessidades em termos de infra-estrutura e logística. O Governo infelizmente está 100% voltado para as eleições e o fôlego da iniciativa privada é grande mas temeroso. Acho que fora as empresas líderes ninguém tem ou terá pulso para tentar coisas novas e disruptivas que solucionem o problema sem precisar refazer os pilares deteriorados.

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