Olá!
Decidi fazer este post sobre um assunto que aparece constantemente nas discussões sobre tendências para o mercado de moda pós-crise.
A grande tendência é acessibilidade.
Muitas marcas como Dolce and Gabanna, Commes des Garcons e Marc Jacobs, estão produzindo linhas Ready-to-Wear que são vendidas em lojas próprias para esse segmento, separado da linha principal.
Então, a nova onda é combinar peças luxuosas com peças acessíveis, como por exemplo a bolsa Kelly da Hermés com uma camisetinha Comme des Garçons Black.
Outra forte tendência nesse mercado é a expansão em mercados emergentes. A China que até pouquíssimo tempo atrás era vista como grande fornecedora de mão-de-obra para esse mercado, é agora vista como um potencial mercado consumidor. A Prada, por exemplo, lançou uma loja “flagship”em Beijing.
Em linha com esse tema, aproveito para postar o segunda parte da minha entrevista com Maria Eugenia Giron:
Camila: Como você vê a crescente tendência de marcas de moda de alto luxo fazendo produtos e linhas acessíveis?
Maria Eugenia: Uma das reações à crise nessa indústria foi a criação de linhas ready-to-wear como segundas linhas a preços mais acessíveis.
Camila: Comente sobre a estratégia de internacionalização de algumas marcas de luxo em países em desenvolvimento. Como o mercado brasileiro é visto em termos de potencial de crescimento e oportunidades de investimento?
Maria Eugenia: Estudos mostram que o crescimento dessa indústria virá de mercados como a China, por exemplo. O crescimento anual esperado é de mais de 10%. Resultando em marcas de luxo aumentando a presença nesses mercados. Com relação ao Brasil, é um fato que ainda possui altas barreiras de entrada para produtos internacionais como jóias.
Camila: Com esta crescente tendência de responsabilidade social corporativa, como empresas de luxo estão reagindo (ou pré-agindo) em rumo a balancear lucros, reputação e responsabilidade social / ambiental?
Maria Eugenia: Ser responsável e consciente sobre meio ambiente e pobreza é uma lucrativa estratégia tendo em mente que consumidores estão ficando mais interessados nessas dimensões. A tecnologia está fazendo com que isso seja possível, permitido as marcas de luxo a fazerem marcas mais sustentáveis.
Resolvi escrever este post depois de concluir um trabalho aqui no MBA sobre como funciona o modelo de rankeamento de páginas do Google (Alguns ainda acreditam em um modelo mais arcaico como o PomboRank). De forma geral as pessoas possuem uma vaga idéia, sabem do brilhantismo dos fundadores, mas nenhum detalhe adicional é comentado. Aqui vao alguns detalhes enriquecedores, vale a pena dar uma olhada na patente.
Basicamente o ranking do google oferece ao “surfista” da internet a possibilidade de encontrar primeiro a página que ele teria a maior probabilidade de encontrar após infinitas horas de navegaçao. Embora seja fácil de entender é bem difícil de calcular! O modelo matemático por detrás da ideia é conhecido como MARKOV CHAINS. Trata-se de uma matrix, chamada de matrix de transporte onde cada linha representa a probabilidade de ir de cada uma das webpages para uma outra webpage.
Muito fácil por enquanto, né? Pois bem, para chegar ao rankeamento algumas barreiras precisaram ser superadas, como por exemplo: o que fazer quando uma página nao tem nenhum link? Qual é a probabilidade de alguém chegar nela? Além disso, como fazer para calcular a probabilidade de milhoes de páginas? Bem, um pouco de pesquisa na internet pode providenciar detalhes técnicos sobre como fazer este novo mundo do Google possível.
Alguns dados curiosos. Em média uma webpage possui entre 7 e 10 links, existem mais de 7 bilhoes de links na internet, Cada vez que é calculado o ranking, chamado PageRank, demora dias de processamento com centenas de máquinas utilizadas. Páginas como portais possuem baixa relevância em virtude de alto número de links entrando e saindo.
Lembem-se que a internet 3.0 está a caminho e o que vemos hoje no Google será tao obsoleto quanto as pesquisas do ultrapassado Altavista (para os mais velhos). No futuro as probabilidades nao serao genéricas (para toda a web), mas serao probabilidades relacionadas a cada usuário, relacionadas ao real objetivo de busca, como se cada um tivesse uma internet própria e um buscador customizado para o que está acontencendo na vida dele naquele instante da busca. Fantástico.
2010
2009