Hoje tivemos a apresentaçao de todos projetos de negócio dos grupos de estudo para a matéria de empreendedorismo. Foram 5 minutos por grupo apenas. Havia um primeiro “olheiro” para potenciais investimentos.
Eram 9 grupos. Foram apresentadas propostas em 6 indústrias diferentes: micro-crédito, produçao de alimentos e bebidas em mercados de nicho, lazer, energia solar, sistemas de pagamento via celular e informaçao nutricional via celular.
Praticamente todos os projetos tinham grande parte da aquisiçao de clientes baseadas em internet, mas é alarmante ainda o desconhecimento generalizado em termos de hábitos de consumo na internet e dimensionamento de mercados.
Praticamente metade dos grupos foi capaz de transmitir corretamente o modelo de negócio, dentro dos 5 minutos. Sendo um dos mais interessantes um modelo de aluguel de quadras esportivas em Londres. Basicamente um negócio de intermediaçao de locaçao de espaços esportivos e serviço de “encontro” de pessoas interessadas em praticar determinado esporte.
É na verdade uma expansao da idéia dos sites de encontro que já tiveram o seu boom na internet, mas agora com outra abordagem de inclusao de comunidades e controle de transaçoes pela rede.
Agora nos resta esperar os comentários deste “olheiro” (investidor) e nos preparar para a próxima rodada de apresentaçoes.
Durante este mês de Janeiro foram publicados cadernos especiais sobre os BRIC e sobre Sustentabilidade no Financial Times. Aparentemente estas sao as palavras de ordem para a nova década na economia mundial.
Em todas as aulas ou seminários, é sempre a mesma retórica, como empreender nestes países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) ou como investir em Sustentabilidade nos mais diversos sentidos, mas principalmente em termos de Green Energy ou Green IT.
Dia 18 de Janeiro foram publicados no FT alguns números sobre o crescimento mundial e figura que na década de 90 a 2000 os países do bloco BRIC representavam 32% do crescimento mundial, entre 2000 e 2008 representaram 46% do crescimento mundial e as estimativas para o período entre 2008 e 2014 sao de que atinja 61% do crescimento mundial.
Infelizmente o impacto na renda per capita nao parece tao fascinante. Os países do BRIC devem atingir a uma renda próxima de 8,654 dólares americanos por habitante. Enquanto os países do G7, mesmo com a reduçao da participaçao no crescimento global, vao chegar a 45,780 dólares americanos.
Isso só confirma a observaçao de que aqui (neste caso a Europa) mesmo com crise é pelo menos 6 vezes mais “endinheirado” do que o Brasil (ou no caso do número apresentado, nos BRICs). No Brasil há a grande concentraçao de renda que pode ser um atrativo para os homens de negócio e seguramente eleva essa renda per capita a muito mais do que os 45,780 dólares americanos do G7, mas o que fazer com o resto da populaçao que tera que compor o resto da somatória para compor a linda média de 8,654 dólares?
Acho que para o nosso Brasil a palavra Sustentabilidade nao pode ter sentido menor do que social. Espero que BRIC + Sustentabilidade esteja diretamente relacionado com melhor distribuiçao de renda!
Hoje fomos presenteados com um ótimo workshop de recolocaçao profissional. O palestrante Daniel Porot conduziu o tema, que por sinal é bem batido, de forma inovadora, robusta, lógica e sustentável.
Daniel Porot possui longa experiência no setor de consultoria de recolocaçao e ensina em diversos Top MBAs na Europa, entre as escolas está o INSEAD, o IMD e o próprio IE, claro! Aí vai o link da empresa dele: www.porot.com . No site tem basicamente duas auto-avaliaçoes que valem a pena dar uma olhada, mas é preciso se cadastrar antes. Essas auto-avaliaçoes sao focadas em dois pontos: a primeira é entender até que ponto cada um sabe o que espera da carreira e a segunda é para dimensionar o tamanho do esforço em termos de entrevistas para conseguir o número de propostas esperadas. Me interessou o fato do Bruno Gama (ex-aluno entrevistado do post de ontem) comentar em uma conversa informal que obteve bons resultados utilizando os insights fornecidos pelo Daniel Porot.
Tudo muito óbvio até agora! Porém a abordagem de busca de emprego é totalmente inovadora e pró-ativa, nao vou esgotar o tema neste post. Durante esta semana vou fazer uma entrevista com o palestrante para tratar o tema da forma adequada, mas a mensagem é bem clara, delete os CVs e vá a luta!
Começo a semana com a publicaçao da entrevista com o Bruno Gama, aluno brasileiro, recém formado no International MBA do IE. O post é longo mas vale a pena ir a até o final. Ele conseguiu claramente alavancar suas ambiçoes profissionais através do MBA. Ele se formou em dezembro passado e já está de malas prontas para o Oriente Médio.
Pedro: Bruno, como foi sua decisão de fazer uma MBA? Por que o IE?
Bruno: A ideia surgiu durante a minha faculdade de economia, quando não só entendi o que era um MBA e o consequente peso na vida corporativa, mas quando resolvi que gostaria de ter uma carreira internacional. Naquela época, fazer um MBA ainda era algo muito distante tanto sob o aspecto profissional quanto financeiro. A ideia maturou-se quando trabalhava em uma empresa de energia multinacional, onde tive a oportunidade de ter contato com profissionais de diversas nacionalidades. Pessoalmente, sempre preferi a Europa. Depois de fazer pesquisas, conversar com ex-alunos, consultar rankings, visitar palestras, fazer o planejamento financeiro, apostei no IE, pois achei que reunia um conjunto de qualidades que estava mais alinhado com minhas ambições pessoais e profissionais.
Pedro: Como foi sua chegada à Madri e ao IE, quais são as boas e as más lembranças?
Bruno: A chegada à Madri foi tranquila. Tive a sorte de contar com dois brasileiros que já estavam na cidade, que me ajudaram com dicas. A minha turma também havia criado uma comunidade no Facebook, onde compartilhavam informações sobre acomodação, eventos, encontros, etc. Por conta disso, a integração com os alunos foi rápida e fácil. Em relação às más lembranças, considero o período de busca de apartamento.
Pedro: Quais foram os momentos mais marcantes do ano que passou em termos pessoais e em termos profissionais?
Bruno: No âmbito pessoal, os momentos mais marcantes do ano que passou foram o contato com diversas culturas e costumes e a possibilidade de viajar com facilidade para lugares inesquecíveis na Europa. Em termos profissionais, tive a oportunidade de aprender através de casos reais sobre uma vasta gama de empresas e indústrias diferentes. Os grupos de trabalho também foram uma excelente fonte de troca de conhecimento e experiência. Em termos profissionais, tenho certeza que os contatos que fiz ao longo curso ajudarão em minha carreira.
Pedro: Quais foram as matérias que mais te interessaram e por quê?
Bruno: Na minha opinião as matérias mais interessantes foram as de finanças e as de estratégia em função de meu histórico profissional. Foi bem interessante ver essas matérias de forma estruturada e aplicada em estudos de casos.
Pedro: Você acompanhou a trajetória dos alunos que tiveram alto rendimento durante o curso? E a dos que tiveram baixo rendimento? (houve algum desligamento de aluno? – como foi a aceitação da sala e do próprio aluno(s)) Quais são os drivers de sucesso ou fracasso durante o curso?
Bruno: Sim, acompanhei como colega de turma, mas não tive oportunidade de ter um contato maior nos grupos de trabalho. Na minha sala, houve um aluno desligado do curso. Em relação aos drivers para ter êxito durante o curso, o básico é ler todos os casos para as aulas. A participação em aula é essencial e tem um peso grande na nota final, em minha opinião de maneira excessiva. Os grupos de estudos também são um meio bem eficaz de preparação, pois neles é possível compartilhar experiências e tirar potenciais dúvidas.
Pedro: Quais são os pontos fortes e os pontos fracos do IE?
Bruno: O IE me surpreendeu em diversos aspectos. Desde a primeira semana com a preocupação de integrar os alunos (Launch) até a cerimônia de graduação. A organização do curso foi bem estruturada e as semanas do Make Changes Happen e Change in Action foram interessantes, além de uma forma de aplicar o conhecimento adquirido ao longo do curso. Em relação aos pontos fracos, acredito que o IE precisa expandir a infra-estrutura, principalmente no que se refere às salas de estudo.
Pedro: Qual é a sua visão sobre os demais alunos da sua turma?
Bruno: No geral, achei o nível dos alunos alto em minha sala. Na maioria das vezes, as discussões foram conduzidas eficientemente pelo professor. Também, aprendi bastante nos grupos de trabalho, principalmente em função da diversidade cultural, acadêmica, profissional e etária dos integrantes.
Pedro: Você participou de Intercâmbio ou Summer job? Como você avalia essa experiência, por quê?
Bruno: Sim, participei de um Summer Job em uma consultoria estratégica italiana em São Paulo durante as férias de 5 semanas do MBA e considero a experiência positiva. Tive oportunidade não só de conhecer a rotina da empresa, mas também entender na prática como funciona uma consultoria estratégica. Além disso, pude expandir meu conhecimento em uma indústria nova.
Pedro: Quais foram as eletivas selecionadas por você? Muda muito o ambiente da sala de aula, a performance da turma é melhor?
Selecionei sete eletivas para os dois últimos períodos, mais focadas em minha área de interesse (Estratégia e Finanças). Não percebi mudança significativa de performance da turma. Por um lado, senti que os alunos estavam mais motivados, pelo fato de poder escolher matérias de seu interesse direto. Outro fator que ajuda a dar um ânimo extra aos alunos é o fato de o período de eletivas coincidir com a chegada dos alunos de intercâmbio de outras universidades. Por outro lado, percebi que o ritmo de estudo dos alunos reduziu, após uma grande carga de leitura e estudos nos três períodos anteriores.
Pedro: Como foi (ou está sendo) sua recolocação profissional? Quais as dicas para atingir os objetivos buscados? O mercado Europeu continua lento na sua opinião?
Considero que a minha recolocação profissional foi rápida. Com menos de um mês após o término do MBA, fui chamado para trabalhar em duas empresas, uma no Brasil e outra no Oriente Médio. Para atingir os objetivos buscados, é fundamental expandir a rede de contatos. Neste sentido, o Linkedin provou-se ser uma ferramenta muito eficaz na busca de emprego. Considero importe ter o perfil atualizado e manter contato frequente com a rede de relacionamentos. Outra rede que considero bem organizada é o MBA Alumi Brasil, que publica vagas com frequencia, além de organizar eventos e pesquisas de perfil e interesses. Em abril do ano passado, foi feita uma iniciativa chamada Summer Job Task Force, onde muitos alunos que se inscreveram obtiveram sucesso e conseguiram ter esta experiência. Portanto, recomendo também entrar para esta rede de relacionamento. Finalmente, acredito que o mercado europeu está se recuperando de forma lenta, portanto considero importante não estar restrito ao mercado europeu e estar atento à oportunidades em outros lugares.
Pedro: Você considera o networking obtido entre os brasileiros mais forte ou relevante do que o obtido entre os demais estudantes?
O network obtido pelos brasileiros foi bem forte, envolvendo formação de time de futebol (JogaBonito), encontros gastronômicos, viagens, grupos de estudos, reativação da vitoriosa Fla-Madri, entre outras iniciativas.
Pedro: Depois do MBA quais são os próximos passos acadêmicos e profissionais que você tem em mente?
Após ter concluído um mestrado em regulação da indústria de energia e o MBA no IE, pretendo focar em minha vida profissional, mas não descarto fazer um doutorado no médio prazo. Meu próximo desafio profissional será na divisão de energia de uma empresa no Oriente Médio e estou seguro de que todo o investimento feito em formação acadêmica contribuiu de forma significativa para atingir meus objetivos profissionais.
Estive ausente durante alguns dias desde a última semana! Veio uma mistura de trovoadas com neve e granizo. Foi bem forte! Algumas provas e entregas de trabalhos na mesma semana. Por enquanto nenhuma perda relevante.
Conforme os dias avançam a rotina familiar começa a ganhar peso e a rotina estudantil ganha toneladas. Tem sido bem desafiador levar a família e os estudos ao mesmo tempo. Além disso, existe a preocupaçao constante com a recolocaçao profissional, nao em termos de conseguir ou nao, pois praticamente todos os recém formados brasileiros conseguiram ótimas posiçoes tanto no Brasil quanto fora, mas principalmente em termos de encontrar um summer job interessante e que alavanque as iniciativas e o network após o MBA.
Embora tenha sido bem difícil a última semana consegui tempo para fazer duas entrevistas muitos interessantes para publicar aqui no Blog. Uma com um aluno que acaba de concluir o MBA e outra com o Reitor do IE. Outras entrevistas estao programadas para a próxima semana, tanto com alunos quanto com professores, perguntas sao bem vindas.
Para os atuais surfistas da internet que possuam o seguinte perfil: geraçao x + empreendedor, fica aqui uma ótima sugestão de ferramenta para organizar e explicar as idéias. Em um dos projetos de Information Systems foi solicitada a solução de um case apresentada através de uma ferramente de mind mapping.
Existem dezenas de ferramentas de mind mapping disponíveis na web. Algumas poucas são de graça. As ferramentas vão desde altamente profissionais e sérias até amplamenta criativas. Vale a pena dar uma olhada nelas, podem ser muito úteis tanto na vida pessoal quanto na profissional.
Experimentei 3 diferentes ferramentas para preparar o trabalho. A primeira foi a The Brain, uma ferramenta bem robusta, paga (mas com um free trial), na qual eu tive muita dificuldade para começar a trabalhar, requer algum tempo de estudo e possui pouco material de capacitação disponível, muito boa para ambientes de trabalho sérios. Depois usei a Bubbl, uma versão grátis de mind mapping, muito fácil de usar e pouco sofisticada, inidicada para quem quer VER como funciona. Depois passei para a i mind map, este é um meio termo entre os dois anteriores, porém com com um visual muito mais criativo e artístico, meio Miró até! Esta ferramenta também é bem simples de usar, eles oferecem uma versão gratuíta para testes. A licença de uso possui um preço justo para quem decidir por adotar a utilização de mind maps para o dia-a-dia.
Eu sei que a frase é relativa! Depende do Bolso de cada um. Tem gente que está fazendo MBA em Boston e a cada pequena possibilidade de férias pega um aviao e vai para qualquer lugar do mundo. Mas aqueles que possuem dois filhos pequenos dificilmente manteriam este fôlego por muito tempo. Já aqui na Europa…com um carro alugado uma grande viagem.
Bem por aqui, pudemos percorrer Portugal e grande parte do noroeste da Espanha, que incluí Santiago de Compostela (local da virada do ano novo) com direito a derrubada da porta e botafumeiro, Salamanca, Ourense, Muros, Allariz e outros locais maravilhosos.
A proximidade de familiares e o roteiro valeram alguns grandes encontros, também de negócio, um grupo maravilhoso de profissionais brasileiros estabelecidos em Allariz trabalhando em uma das grandes grifes da Espanha (Adolfo Dominguez) me ajudou a entender o desenvolvimento de todo um braço de negócios da grife que espero detalhar com algumas entrevistas durante os próximos meses. Também encontrei modelos de exploraçao de pequenos nichos no mercado de turismo seguidos da transformaçao de polos rústicos em polos de turismo massivo, porém sem perder o charme. Trabalhar a escala sem a perda da exclusividade. EUA vs. Europa, ambos com escala turísitca e cultural, mas só a Europa com exclusividades mil.
Estou em uma semana de férias em Paris, descansando com meu marido e meu filho, depois de 3 terms no international MBA do IE. Ufa, parecia que essas férias não chegariam nunca! Mas depois de tanto trabalho, aqui estamos!
Em uma mistura de filmes, Mickey Mouse, roupas incríveis e cabeça fresca, finalmente, um ambiente tranquilo e inspirador para começar a escrever no blog do Pedro no Estadão.
Vou estrear com uma entrevista que fiz neste mês com Maria Eugenia Giron, que recentemente lançou um livro sobre luxo em parceira com o IE. Aliás, é sobre carreiras, empresas e novidades desse setor que vou escrever nesse espaço.
Quem é Maria Eugenia?
Maria Eugenia é uma espanhola, nascida em Madrid, especialista nas indústrias de moda e artigos de luxo. Com passagens por empresas desse setor como Loewe e desenvolveu seu próprio fundo de private equity para investir na indústria (Megadvice & Megam Capital). Maria Eugenia é professora do IE e alumni de Harvard.
Camila: Tendo em mente que muitas das empresas de luxo são originárias de negócios familiares, como particularmente esse mercado valoriza alunos de MBA em comparação com grandes marcas de varejo e de bens de consumo?
Maria Eugenia: Minha experiência me diz que empresas de luxo dão valor a alunos de MBA que possam trazer experiência adquirida em grandes empresas de bens de consumo (marketing de varejo).
Camila: Quais qualidades profissionais melhores se encaixam no perfil da indústria de luxo?
Maria Eugenia: A pessoa precisa conciliar habilidades analíticas com talento e interesse por estética e criatividade.
Camila: Qual é o perfil das empresas dessa indústria que mais contratam alunos de MBA?
Maria Eugenia: As empresas maiores e com maior reconhecimento, por terem mais recursos, conseguem oferecer pacotes de carreira mais atrativos.
Por hoje é só!
Em breve continuação da entrevista com outros tópicos do bate papo com Maria Eugenia.
Feliz Ano Novo!
Camila Almeida Villas
2010
2009