Uma piadinha antiga para alegrar esta segunda-feira de 2012. Recebi semana passada de um amigo. Nos faz pensar: há quanto tempo teremos que conviver com isso? Do Henfil.
Prezados Srs.:
A boa Educação do Brasil não passa somente pela questão financeira. Mas principalmente considerando os seguintes critérios tão esquecidos pelas autoridades políticas, instituições de ensino, professores, alunos e o povo em geral:
_ Valores humanos verdadeiros e concretos que formam o caráter, a moral, os bons costumes, a dignidade do ser humano, enfim, saber e fazer o que é “bom” em detrimento do que é “mal”;
_ Perguntam-se: Então o que é “bom” e o que é “mal”?
“Bom” é ensinar nossos alunos e filhos que a honestidade, o respeito ao ser humano em sua totalidade como, corpo, alma e espírito ainda são essenciais;
“Bom” é que todos saibam que a verdadeira felicidade do homem só será atingida plenamente a partir de “Deus”, o Criador de tudo e verdade absoluta que distingue o “Bem” e o “Mal”;
_ “Mal” é sermos omissos da verdade, prisioneiros de uma cultura onde tudo pode através do “Relativismo Cultural” (Tudo é permitido);
_ “Mal” é cada vez mais afastarmos das propostas do “Bem” citadas acima. Pois, uma sociedade que nega e se distancia cada vez mais de “Deus”, está fadada a falência.
A verdade é unica e está em “Deus”, não é relativa. A ousadia dos “bons” é que deverá superar a militância dos “maus”.
Paz e Bem.
Prezado Dimas,
Estou parcialmente de acordo com sua colocação. Concordo que não entra em jogo somente a alocação de recursos e verbas para uma educação de qualidade.
Entretanto, não acredito que o desenvolvimento do caráter ou de valores humanos possam ser ensinados majoritariamente nas escolas (e essa não deve ser sua função principal). Normalmente, estes valores são ensinados em casa, no âmbito familiar e no bairro/cidade, no âmbito comunitário. E no âmbito familiar, num país como o Brasil, formado por pessoas de muitas origens étnicas e culturais, as pessoas têm diferentes religiões e diferentes crenças, não podemos impor uma verdade única às pessoas. Até porque esta verdade não existe.
A crença ou não em Deus já é, em si mesma, uma outra questão, que merece uma debate amplo. Escrevi há pouco sobre isso em meu blog pessoal (em 3 posts em inglês):
http://newtoncampos.com/2012/03/17/do-you-believe-in-god-part-i-christian-atheism/
http://newtoncampos.com/2012/04/10/do-you-believe-in-god-part-iii-reasons-to-believe/
responder este comentário denunciar abusoPrezado Newton Campos: Na minha opinião, a escola também colabora na formação de valores, além da família e comunidade. Estudei em escola pública na época em que sua qualidade era superior a muitas escolas privadas. Tínhamos a matéria chamada “educação moral e cívica”, porque há muitos valores que independem da religião que alguém professe. Aprendemos disciplina, respeito pelas autoridades (professor, diretor), pelos símbolos da pátria (a letra do hino nacional não era somente memorizada, mas estudada: suas referências históricas, literárias, etc), e mais importante: tínhamos consciência de que era o Estado que nos proporcionava essa educação de qualidade. Então, o respeito à pátria não era somente letra de samba: era sentido na pele, pois, sabíamos que nossas famílias tinham condições restritas de nos fornecer habitação, alimentação, vestuário, saúde, etc. A escola, centro de informação com suas bibliotecas, professores, era nos dada gratuitamente pelo Estado, e esse, acredito, era um dos melhores aprendizados: pátria não era um conceito abstrato, mas materializado em um serviço de qualidade. Hoje, os alunos sentem-se desamparados pelo Estado logo na primeira relação consciente que tem com ele: ao entrar na escola constatam a dura realidade de que é o capital (que eles não tem) que poderia garantir o seu direito à uma educação de qualidade (privada). Esse é o valor que eles aprendem: é o dinheiro que manda, não há Estado que dê suporte ao cidadão, é cada um por si. Temos que mudar tudo isso, e essa transformação (inclusive de valores) passa invariavelmente, pela escola.
responder este comentário denunciar abusoInfelizmente esse número não é um bom indício para quantificar o esforço brasileiro com relação a educação também.
A educação envolve muito dinheiro ! …..e quanto mais melhor, pois todos os indicativos no ensino fundamental mostram que esse dinheiro é pulverizado ao longo da cadeia ! …..muitos investimentos somem ! E a qualidade está ligada aos recursos investidos ! e na qualificação continua do sistema e dos professores ! ….Veja investimento em educação é a melhor maneira de um país progredir e é necessário investir, tempo e dinheiro no processo ! não gastar ! no Brasil gastamos o dinheiro mas as diretrizes e os recursos são muito mau usados os pensamentos e ideologias pedagógicas engessam no sistema educacional ……e quanto mais dinheiro e investimento estratégico melhor ….dinheiro e claro sendo muito bem fiscalizado além de contratar pessoas que sabem fazer gestão …..precisamos de administradores de carreira ……a educação a distância pode ser uma bela saída mas precisa de investimento maciço. A China, tigres asiáticos e os países escandinavos investiram maciços recursos para chegarem onde estam hoje ! Quanto mais o Governo Brasileiro arrecada mais deve se investir na educação ! De forma transparente e continua ! e todos devem colaborar …..pais, funcionários, vizinhos etc……precisamos de uma siciedade mais participativa ….A sociedade civil pode ajudar e muito canais de TV, mídias, empresariado, enfim todos ….
Rodrigo Eberhart
Concordo em número gênero e grau com o seu comentário.
Mas acredito que pode existir uma solução no meio caminho como citado pelo Newton Campos.
Essa é apenas a minha opinião (que pode não ser a solução ideal), mas acredito que os laptops não devem ser encarados como a solução absoluta para o ensino pobre no nosso país – isto é, fazer dela uma panacéia – porém elas poderiam COMPLEMENTAR o ensino de maneira rica SE E SOMENTE SE for feito um planejamento bem detalhado da metodologia como ela seria empregada nas lições e aulas.
Temos de ser realistas, pobre ou rico, o brasileiro mediano já percebeu que o computador é um item “necessário” e está na lista de compras de qualquer família e a exposição a máquina será precoce quer queira quer não (mesmo você proibindo, o seu filho vai brincar com o computador na casa do seu amiguinho). Dado a essa conjuntura, é preferível que a criança aprenda a escrever corretamente uma sentença completa no computador na sala de aula, a aprender “LOL,
, OMG, f*…, ‘desamigar’” com twitter ou facebook. É preferível que ela aprenda com um professor responsável o que é uma fonte confiável de informação, a acreditar em contos de fadas e reacionárias de sites dúbios. É preferível que ela aprenda a utilidade do computador para executar tarefas mais desafiantes, a aprender como hackear com estranhos em comunidades.
Mas tudo isso SE E SOMENTE SE for executado dentro de um plano montado por educadores responsáveis, e pais verdadeiramente maduros, sobre a inpeção e calibração dos métodos por orgãos públicos como o MEC. Coisa que está muito longe da realidade de muitas famílias. Lembrando também que NADA que foi citado acima SUBSTITUI o ensino tradicional de muitos tópicos. A ortografia utilizando um lápis e borracha ainda deve ser mantida na minha opinião, pois a considero uma forma artística de preservar a nossa língua, cultura, e até mesmo a personalidade do indivíduo em formação. Como já escrevi, calculadoras também não devem substituir a velha e boa taboada, e muitas outras lições de Álgebra, pois é gritante o número de jovens que não sabem nem sequer conferir um troco direito na compra de um produto.
O computador pode mesmo assim ser utilizado para escrever redações em conjunto, trocar experiências e opiniões com crianças de diferentes regiões geográficas e realidades sociais, criar experiências mais complexas e interessantes em conjunto com laboratórios, ser uma fonte preciosa de informação para crianças que moram em locais de difícil acesso a livros, abrir mais um canal de comunicação com o professor em caso de dúvidas para indivíduos tímidos em sala, e aprendizado de línguas.
Em suma, o problema maior não está exatamente no computador, mas de pais que fazem das palavras “conectividade”, “integração”, “tecnologia”, uma panacéia, e terceirizam a responsabilidade de se ensinar educação de berço a muitos professores que tem as mãos atadas pela mensalidade e o conflito moral de castigar um filho alheio. Está também na nossa falta de foco em prioridades. Hoje não conseguimos sequer ensinar uma criança a escrever corretamente, ou fazer cálculos simples, mesmo em escolas particulares, mas não raro observo que aparece um diretor ‘pedagogo’, criando “aulas de business” pra molecada e os seus pais se sentirem “trendy” e avançados gerando uma renda extra fácil para a instituição.
Comentário acima foi intencionado para o post anterior.
responder este comentário denunciar abusoQue legal sua mensagem Fey, obrigado.
Devo dizer que concordo com tudo que você disse.
O assunto é realmente complexo, temos muitos níveis de desenvolvimento dentro de um mesmo País.
Mas se não encararmos a Educação e a Saúde como assuntos prioritários para o desenvolvimento sustentável do Brasil, vamos morrer na praia, com uma população envelhecida, burra e doente.
Newton.
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