Michel Teló é vítima da insegurança, novidade da crise na Espanha
6 de março de 2012 | 15h08
Karla Mendes
Acabo de saber que foi vítima de furto o cantor Michel Teló, que
estourou não só nas paradas de sucesso do Brasil, mas também aqui na Espanha. Tanto que eu fiquei sabendo disso por um colega (espanhol) do jornal onde estou trabalhando.
O cantor fez alguns shows na Espanha no fim de semana e, quando regressou para o hotel em que se hospedava, na cidade de Murcia, percebeu que alguém tinha entrado no quarto e levado suas coisas.Segundo informaçoes divulgadas pela imprensa espanhola, o furto teria sido feito por uma pessoa que se fez passar por empresário do cantor ao solicitar as chaves na recepção do hotel. Não foi revelada a quantia levada.
E o engraçado é que a notícia começa com a seguinte frase: ¡Ay si te cojo!, tradução do refrão da música de Teló, que virou hit em vários países. Mas com o jogo de palavras, a brincadeira é que essa bem poderia ter sido a frase que o cantor diria ao ladrão ao chegar ao hotel e descobrir que tinha sido vítima de furto.
Confesso que eu tinha pensado em escrever um post dias atrás dizendo que nem a crise estava causando insegurança na Espanha. Estender roupa em varais que dão para a rua em apartamentos do nível térreo, andar sozinho à noite, voltar para casa de madrugada de transporte público são apenas alguns exemplos que vinham me impressionando tão bem.
Mas a verdade é que nem tudo está tão bem como eu pensava. No fim de semana, um amigo quase teve seu casaco roubado em um bar. E depois de recuperá-lo, percebeu que tinham levado um par de luvas e uma caixa de balas que estavam no bolso, coisa que não acontecia anos atrás,segundo ele próprio, que é de Madrid. O segurança do bar também me disse que a crise tem provocado o aumento desse tipo de ocorrência.
Felizmente, esses são casos isolados. Dados da Polícia Nacional da região de Madri mostram um queda generalizada de crimes. O índice de furtos, por exemplo, caiu 2,98% em 2011, na comparação com 2010. O número de roubos despencou 22,21% e o homicídios teve redução de 4,35%.








