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15 de Abril de 2010

 

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A crise na terra dos reis
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A crise na terra dos reis

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Cuidado com a bolsa no metrô… É a crise, gente!

23 de março de 2012 | 15h06

Karla Mendes

Cuidado com a bolsa. Coloque-a na frente. Preste atenção. No último fim de semana em Barcelona, esses foram “conselhos” que ouvi dos amigos que moram lá. Eles me avisaram que a incidência de furtos de carteira aumentou muito na cidade nestes tempos de crise.

Até um desconhecido chamou a atenção da minha amiga, que estava com a sua bolsa meio aberta no metrô, advertindo-a para o risco. Para nós, parecia meio exagerado, em função da sensação de “segurança total” que sentimos aqui, como já relatei em outros posts.

Mas ontem, infelizmente, esse episódio desagradável ganhou forma aqui em Madrid. Uma colega equatoriana teve sua carteira furtada no metrô,um transtorno imenso, além do prejuízo financeiro, claro.

Há duas semanas, isso quase me aconteceu. Eu também estava no metrô, com a minha bolsa de lado, sem maiores preocupações, quando, ao descer pela escada rolante, senti um “peso” estranho na bolsa. Quando olhei, vi que a minha carteira estava quase para fora. Por um triz não a tiraram.

Quando olhei para trás, vi um sujeito normal, sem estar maltrapilho nem nada. Mas ele não me olhava de jeito nenhum. Estava assustada, com o coração disparado, mas continuei fitando-o, sem sucesso. E vi que ele estava tentando buscar outra vítima, observando outras bolsas. E quando o trem chegou, ele ficou na estação, sentado em um banco, ao
lado de outro elemento.

No outro dia, quando cheguei ao trabalho, contei o que tinha “quase” acontecido comigo, e os colegas ficaram horrorizados, dizendo que em toda sua vida, nunca passaram por isso ou conheceram alguém que tinha sido vítima de furto aqui em Madrid.

É, a crise está mesmo mudando a cara da cidade. A grande diferença, como vários leitores já comentaram no blog e que meus amigos que moram aqui me dizem, é que ninguém nunca vai te assaltar com uma arma. O que os meliantes desenvolvem são estratégias para te tirar a carteira ou o celular sem que a gente se dê conta…

Michel Teló é vítima da insegurança, novidade da crise na Espanha

6 de março de 2012 | 15h08

Karla Mendes

 

Acabo de saber que foi vítima de furto o cantor Michel Teló, que
estourou não só nas paradas de sucesso do Brasil, mas também aqui na Espanha. Tanto que eu fiquei sabendo disso por um colega (espanhol) do jornal onde estou trabalhando.

O cantor fez alguns shows na Espanha no fim de semana e, quando regressou para o hotel em que se hospedava, na cidade de Murcia, percebeu que alguém tinha entrado no quarto e levado suas coisas.Segundo informaçoes divulgadas pela imprensa espanhola, o furto teria sido feito por uma pessoa que se fez passar por empresário do cantor ao solicitar as chaves na recepção do hotel. Não foi revelada a quantia levada.

E o engraçado é que a notícia começa com a seguinte frase: ¡Ay si te cojo!, tradução do refrão da música de Teló, que virou hit em vários países. Mas com o jogo de palavras, a brincadeira é que essa bem poderia ter sido a frase que o cantor diria ao ladrão ao chegar ao hotel e descobrir que tinha sido vítima de furto.

Confesso que eu tinha pensado em escrever um post dias atrás dizendo que nem a crise estava causando insegurança na Espanha. Estender roupa em varais que dão para a rua em apartamentos do nível térreo, andar sozinho à noite, voltar para casa de madrugada de transporte público são apenas alguns exemplos que vinham me impressionando tão bem.

Mas a verdade é que nem tudo está tão bem como eu pensava. No fim de semana, um amigo quase teve seu casaco roubado em um bar. E depois de recuperá-lo, percebeu que tinham levado um par de luvas e uma caixa de balas que estavam no bolso, coisa que não acontecia anos atrás,segundo ele próprio, que é de Madrid. O segurança do bar também me disse que a crise tem provocado o aumento desse tipo de ocorrência.

Felizmente, esses são casos isolados. Dados da Polícia Nacional da região de Madri mostram um queda generalizada de crimes. O índice de furtos, por exemplo, caiu 2,98% em 2011, na comparação com 2010. O número de roubos despencou 22,21% e o homicídios teve redução de 4,35%.

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