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A biblioteca de Raquel

28.abril.2011 23:05:23

Sim, eu gosto de ler

Sim, eu gosto de ler. Não, isso não faz de mim um careta.

Do Yes– But No, tumblr que estreou no último dia 19 só com frases no formato “Sim, eu alguma coisa. Não, eu não alguma outra coisa”, um manifesto ou algo que o valha contra os estereótipos. Virou sucesso imediato – no momento em que faço este post, 380 pessoas além de mim estão on-line por lá.

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Por falar em romances colaborativos, ouvi hoje essa entrevista aqui com o criador do recém-lançado Neovella, um aplicativo on-line para a elaboração de narrativas em parcerias com outros internautas.

A Neovella se descreve como uma variação daquela brincadeira em que uma pessoa põe uma frase num papel e outra escreve a partir disso para criar a história – o nome original é exquisite cadaver, ou corpse, mas não faço ideia de como se chama no Brasil a brincadeira. Usa-se a tradução literal?

Aliás, essa mesma brincadeira inspirou uma experiência do Tim Burton sobre a qual tratei aqui no blog no fim do ano passado. Mas aquela era baseada no Twitter, esta tem como ferramenta de compartilhamento o Facebook.

E aquela foi uma única história feita pelo Burton em parceria com internautas (a história terminou no dia 6 de dezembro), enquanto na Neovella cada qual cria sua própria história, que pode ser privada (fechada para um grupo de amigos) ou pública (para qualquer pessoa que queira participar), do gênero que você quiser (poesia, romance, conto…).

Criei aqui um livro de poesias chamado Raq, fechado a participações, só para ninguém poder dizer que nunca fui lembrada numa obra literária.

É possível iniciar várias histórias ao mesmo tempo, e ainda ler e participar de criações alheias no banco de títulos em progress já disponíveis – o site está no ar desde meados de janeiro, mas já tem uma boa quantidade de narrativas no acervo, todas em inglês (mas imagino que não exista impedimento a escrever em português).

E o site promete se tornar também se tornar o paraíso da fan fiction (tramas com personagens consagrados, mas escritas por fãs), a se julgar pelas histórias de Harry Potter & cia que vi numa primeira passada de olhos…

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25.fevereiro.2011 17:45:16

Espere Godot você também

Semana passada o Rodolfo Viana postou no Substantivo Masculino (“O blog de literatura da VIP, porque nem só de orgias, bebedeiras e jogatinas vive um homem.” Sei.) sobre a versão de O Grande Gatsby em videogame. Joguei e achei divertido, ao menos no meio minuto que durou a aventura antes de eu morrer.

Daí que soube hoje dessa nova investida dos games no universo literário, o jogo Esperando  Godot.

Um emocionante jogo sobre dois homens esperando um terceiro homem que nunca chega.

Atente para o vídeo.

Não é incrível? Baixe aqui o seu jogo e espere Godot você também.

Update tipo dois segundos depois: assim que dei send neste post, por coincidência recebi um email da Mariana Delfini com um link pro blog dela, o Galharufa, que, por sua vez, tinha alguns posts pra baixo um link pro mesmo game… no blog do Prosa e Verso! E de uma semana atrás! Shame on me, que  manterei o post mesmo assim, com o argumento de que inclui o link para baixar o jogo. =P

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24.fevereiro.2011 11:19:34

Literatura dente de leite

A notícia fofa do dia chega via Dani Arrais: o blog My Milk Toof – The Adventures of Ickle and Lardee, da artista coreana radicada nos EUA Inhae Renee Lee, ganha versão em livro agora em março pela Chronicle Books (já está em pré-venda na Amazon e em outras redes).

Formada em belas artes pela California Institute of the Arts e pela École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, em Paris, Lee trabalhava com animação para videogames quando ficou em desempregada, em 2009, e por alguma razão que a razão desconhece começou a pensar nas aventuras de dois dentinhos de leite na imensidão de uma casa.

São histórias infantis para qualquer adulto morrer de fofura, como a dos dois acordando de madrugada com frio e fazendo uma lambança infernal com migalhas de cereal ou realizando uma exploração sofá adentro em busca de moedinhas (me identifico muito com a busca por moedinhas).

A mais recente é esta, autoexplicativa e sem texto (algumas vêm com legendas):

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(Ei, editoras brasileiras, alguma de vocês já comprou os direitos desse livro? Please let me know, que incluo a informação aqui.)

Um making of do livro, que entrou no ar hoje, explica com é o trabalho desde a criação do storyboard até as imagens finais.

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Em setembro, dei uma nota na Babel sobre duas experiências literárias que estavam previstas para acontecer na internet, o romance colaborativo norte-americano The Novel: Live!, que rolou em outubro, e o espanhol To Be Continued.

Acabei de ver que este último começou faz pouco tempo, no fim do mês passado, com um capítulo do Santiago Roncagliolo, peruano que teve publicado por aqui o bom romance policial Abril Vermelho.

Os capítulos seguintes estão sendo escritos por leitores e selecionados por votação e por um editor – tirando o capítulo 5, escrito pelo espanhol Fernández Mallo, e o 10, que será feito por outro autor profissional. No total, serão 15.

O site acabou de abrir inscrições para leitores enviarem opções de capítulo 6.

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Não é de hoje que romances colaborativos na internet chamam a atenção. Quando este blog era só um bebê, em janeiro do ano passado, fiz um post sobre a Penguin e comentei lá a bizarrice que foi a tentativa da editora de lançar um wikiromance realizado a um milhão de mãos. Deu tudo errado, é claro.

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17.fevereiro.2011 19:20:59

Clarice. Ninguém lê?

Esses dias comentei no Twitter que feeds de notícias são um problema: quanto mais endereços você segue no seu Google Reader, mais você quer seguir e menos você consegue ler.

Desisti de zerar as notícias que entram no meu Google Reader depois que caí no vício de assinar Tumblr, esses blogs quase só de imagem que poderiam não acrescentar nada à vida de uma pessoa se não fossem irresistíveis. Dois bons exemplos são o Tô Gato?, uma compilação de pensamentos de “gigantes da literatura antes de sair pra balada” (com fotos acompanhadas de textos inspirados nas orelhas de seus livros) e o Morri e Não Li, uma seleção de “1001 livros para morrer antes de ler”.

Faz algumas semanas descobri o Writers No One Reads, achei divertido e assinei os feeds para ver que bicho saía desse mato. Entre os escritores que ninguém lê, apareceram ao longo dos dias nomes como Joseph von Eichendorff, Clemens Brentano e Michel de Ghelderode.

Não tendo lido nenhum deles, não tive ressalvas.

Qual não foi minha surpresa quando, minutos atrás, entrou no tumblr norte-americano o mais recente escritor que ninguém lê:

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Pode isso, Arnaldo?

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10.fevereiro.2011 16:27:11

Você cabe no seu livro

Divertida a ideia do Corpus Libris, blog que reúne pessoas tentando encaixar os próprios gestos em imagens de capas de livros. Se alguém tiver uma foto do gênero me manda pra eu postar aqui?

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Vi no Neatorama.

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Qualquer um que me segue no Twitter já percebeu a birra que peguei desse discurso do Malcolm Gladwell de que a revolução não será tuitada, que já teve tantas respostas na internet que nem preciso me dar ao trabalho (e, ainda assim, o danado insiste).

Nunca li nenhum livro que ele tenha publicado, só esse artigo e outros que saíram na New Yorker. Dito isto, não desmereço o trabalho dele, até porque muita gente em quem confio diz que os argumentos são interessantes. Mas vamos combinar que o que os livros podem ter de bons eles têm de títulos sofríveis, como Blink – A Decisão Num Piscar de Olhos, O Ponto da Virada – Como Pequenas Coisas Podem Fazer Grande Diferença e Fora de Série – Descubra Por Que Algumas Pessoas Têm Sucesso e Outras Não.

Daí que adorei o Gerador de Livros de Malcolm Gladwell, que oferece ao autor toda uma gama de sugestões de nomes para futuros best-sellers. É uma lista interminável (mesmo, desisti de clicar até voltar para um título de que tinha gostado e que deixei passar), com ideias como:

- Nada – O Que Castelos de Areia Podem Nos Ensinar Sobre a Política Econômica da Coreia do Norte

- Slurp – O Que Línguas de Gatos Podem Nos Ensinar Sobre Derivativos

- O Paradoxo dos Paradoxos – Por Que Ninguém Dá a Mínima Para Grandes Mistérios

- Incerto – O Poder da Generalização Para Impressionar os Entediados

- Subtítulos – Como Títulos Secundários Agregam Uma Ideia de Importância (isso é um update, colaboração dos cliques da Vange Leonel)

E o meu preferido até o momento:

- Blank – 300 Páginas em Branco Para Preencher Com Suas Próprias Teorias do C…

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01.fevereiro.2011 20:13:34

Livros que designers amam

Como o bom design, bons livros podem tornar sua vida melhor. E designers são uma grande fonte de boas recomendações de livros.

Estas são as frases explicativas no texto de abertura do Designers & Books, que entrou no ar hoje, com 50 designers convidados (incluídos aí arquitetos, estilistas, designers gráficos, designers de produtos etc., quase todos americanos) e uma seleção de 678 títulos apontados por eles.

Os criadores da página pediram a esses profissionais listas de obras que ajudaram a formar seus valores, sua visão de mundo e suas ideias sobre design. A cada semana novos designers e títulos serão acrescentados. Leitores podem comentar e criar listas de leituras a partir das indicações.

Como infelizmente não sou nada expert no assunto, preciso dizer que a seção que mais me chamou a atenção foi a de livros de ficção, que tem como o mais votado Ulisses, de James Joyce (com seis indicações, embora eu tenha o péssimo hábito de desconfiar de quase todo mundo que diz ter lido esse livro inteiro). Acho que senti falta só de breves explicações de cada participante para os títulos escolhidos.

Anyway, fica aí a dica pra quem gosta.

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12.janeiro.2011 19:17:18

Zodíaco literário

Sob o signo de que best-sellers você nasceu?

O Biblioz, site autointitulado “o mago da busca em livros”, criou a seção Birthday Best-Sellers, que disponibiliza as listas de mais vendidos do New York Times em ficção e não ficção para a semana do seu nascimento. Nascidos antes de 1950 terão de se contentar com a lista anual, tipo horóscopo chinês.

Por uma dessas tristezas do destino (você não sabe como lamentei), não tem lista para a minha data de nascimento. Mas, numa primeira busca, vi que meu marido nasceu sob o signo de Tolkien em ficção (The Silmarillion) e James Herriot em não ficção (All Things Wise and Wonderful). Wise and wonderful, é? =)

Checa aí o seu signo literário e depois me diz qual é, já que eu mesma não tenho um… Só não espere alguma análise sobre o resultado (embora eu possa sempre tentar, de enxerida).

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